domingo, 6 de agosto de 2017

O milagre em Hiroshima na Festa da Transfiguração

A 6 de Agosto de 1945, Festa da Transfiguração de Cristo, um bombardeiro americano largou uma bomba atómica sobre a cidade de Hiroshima, no Japão. A explosão incandescente matou cerca de 60 mil homens, mulheres e crianças.

Mas no meio de toda aquela catástrofe aconteceu um milagre de que poucos ouviram falar. A cerca de 1000 metros do "ground zero" um edifício ficou praticamente intacto, enquanto edifícios até 3 vezes mais longe ficaram completamente destruídos. Tratava-se de uma igreja onde viviam 8 missionários, sacerdotes jesuítas. Conhecidos desde aí como "os oito de Hiroshima", estes Padres saíram praticamente ilesos quando a explosão matou instantaneamente 86% das pessoas que se encontravam naquele raio de 1000 metros. Muitos outros morreram com os efeitos da radiação. Esses oito homens escaparam à explosão atómica e viveram até uma idade avançada, sem contaminação radioactiva. Ao longo dos anos foram submetidos a mais de 200 testes para tentar encontrar efeitos da radiação e todos deram negativo.

O padre Jesuíta Hubert Schiffer, um dos sobreviventes, tinha 30 anos na altura da explosão de Hiroshima em 1945. Depois de celebrar o Santo Sacrifício da Missa, da festa da Transfiguração, sentou-se para o pequeno-almoço quando todas as janelas brilharam com luz em todas as direcções.

Aqui está a descrição do Padre Schiffer sobre o que aconteceu: “Uma explosão assustadora encheu o ar com um violento choque como um trovão. Uma força invisível levantou-me da minha cadeira, arremessou-me através do ar, agitou-me, bateu-me, e arrastou-me a rodar e a rodar.

Ele teve algumas lesões menores, e os médicos do Exército Americano ainda confirmaram que ele e os seus sete companheiros não sofreram nem lesões graves nem danos de radiação.

Quando lhe perguntaram porque é que ele e os seus companheiros jesuítas saíram sem problemas enquanto que todas as outras pessoas àquela distância do "ground zero" tinha morrido, o Padre Schiffer respondeu: “Nós sobrevivemos porque estávamos a viver a mensagem de Fátima. Nós vivíamos e rezávamos o Terço diariamente em casa.”

Nagasaki, casa de dois terços dos Católicos japoneses, sofreu a segunda bomba atómica a 9 de Agosto de 1945. Este cidade, que se tinha tornado a “capital japonesa do Catolicismo” foi obliterada. No entanto, o mosteiro dos franciscanos estabelecido por São Maximiliano Maria Kolbe em Nagasaki permaneceu sem danos. 

São Maximiliano tinha anteriormente decidido ir contra um conselho que lhe tinham dado para construir o seu mosteiro numa localização mais perto da cidade. Em vez disso, São Maximiliano escolheu uma localização atrás de uma montanha. Quando a bomba atómica explodiu, o mosteiro mariano foi protegido e preservado.


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