domingo, 31 de janeiro de 2016

Há 110 anos o Santíssimo Sacramento parou um tsunami

Há algumas décadas, na pequena ilha de Tumaco (Colômbia), o que aconteceu com um tsunami ensinou aos seus habitantes que Deus, presente no Santíssimo Sacramento, age quando os seus sacerdotes e fiéis O invocam com Fé.

Tudo aconteceu no dia 31 de Janeiro de 1906. Às dez da manhã, os habitantes dessa minúscula ilha do Pacífico sentiram um forte terremoto, que durou cerca de 10 minutos. Nesse momento, todo o povo correu até a igreja para suplicar ao pároco, o Pe. Gerardo Larrondo, e ao Pe. Julián, que organizassem imediatamente uma procissão com o Santíssimo Sacramento.

Enquanto isso, o mar retrocedia, ameaçando formar uma onda gigantesca. O Pe. Gerardo, atemorizado, consumiu todas as hóstias consagradas da âmbula e conservou apenas a Hóstia Magna.

Depois, dirigindo-se ao povo, exclamou: “Vamos, meus filhos, vamos todos à praia, e que Deus tenha piedade de nós!”

Sentindo-se seguros diante da presença de Jesus-Eucaristia, todos caminharam, entre lágrimas e aclamações a Deus. Quando o Pe. Larrondo chegou à praia, foi corajosamente até a margem com a custódia nas mãos.

No momento em que a onda chegava, ele levantou a Hóstia consagrada, com mão firme e com o coração cheio de Fé, e diante de todos traçou o sinal da cruz. Foi um momento de altíssima solenidade.

A onda ainda avançava, mas, antes que o Pe. Larrondo e o Pe. Julián pudessem perceber, o povo, comovido e maravilhado, gritou: “Milagre! Milagre!”

Como se tivesse sido parada por uma força invisível e superior à Natureza, a potente onda que ameaçava apagar do mapa a ilha de Tumaco havia iniciado o seu retrocesso, enquanto o mar voltava ao seu nível normal.

Os habitantes de Tumaco, no meio à euforia e à alegria por terem sido salvos da morte graças a Jesus sacramentado, manifestavam a sua gratidão. O milagre de Tumaco ficou conhecido no mundo inteiro, e o Pe. Larrondo também recebeu do continente europeu inúmeras cartas de pessoas que pediam as suas orações.

Pe. Pedro del Rosario Corro in 'Agostinianos amantes da Sagrada Eucaristia'


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S. João Bosco explica o que fazer quando se entra numa igreja

Quando chegais à igreja, entrai nela sem correr nem fazer ruído; fazei o sinal da cruz com água benta; e, de joelhos, adorai a Santíssima Trindade rezando três 'Glória ao Pai...'. Enquanto não começam os santos ofícios, podeis rezar as Sete Alegrias de Maria ou fazer qualquer outro exercício de piedade. 

Na igreja, nunca deveis rir ou conversar sem necessidade; basta às vezes um sorriso, ou uma palavra, para dar mau exemplo e distrair os que nos rodeiam.



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Family Day em Roma: Uma multidão contra as "uniões gay"

O Circo Máximo, em Roma, encheu-se para uma mega-manifestação contra as uniões civis entre pessoas do mesmo sexo, que estão prestes a ser aprovadas em Itália. O projecto de lei inclui também a co-adopção para pessoas do mesmo sexo. 

Ouviram-se algumas intervenções a favor da família natural, fundada num casamento entre homem e mulher. Alguns peritos alertaram também para os perigos das "barrigas de aluguer", que poderão igualmente ser legalizadas em Itália.

Tudo decorreu em clima de alegria, embora se perceba que a situação é grave e que os países europeus caminham a passos largos para o abismo em questões de moral sexual. 






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sábado, 30 de janeiro de 2016

Como resolveria Cristo os problemas se estivesse hoje no mundo?

"Como resolveria Cristo os problemas modernos se estivesse hoje no mundo?"

Esta pergunta comporta dois dogmas: a de que os problemas do mundo de hoje são muito diferentes dos problemas do mundo de ontem e a de que Cristo não se encontra, de facto, no mundo. 

Isto implica reduzir Cristo apenas ao seu tempo, o Cristo histórico: "As soluções de Cristo não se aplicam a nós os modernos". Este é um ponto de vista dos ateus ou agnósticos, mas também dos crentes que “dormem” e só acordam quando ouvem “mas não se faça a minha vontade mas a Tua”. 

Mas esta suposta vinda “de novo” de Cristo aponta a Natividade, o Natal, e as suas soluções para os problemas apontam para a Páscoa, a Paixão e a Ressurreição. Então, o Natal e a Páscoa encontram-se estreitamente relacionados.

G.K. Chesterton in 'Good Housekeeping' (1932)


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sexta-feira, 29 de janeiro de 2016

As Verdadeiras Amizades - S. Francisco de Sales

Ah! quanto é bom amar já na Terra o que se amará no Céu e aprender a amar aqui estas coisas como as amaremos eternamente na vida futura. Não falo simplesmente do amor cristão, que devemos ao nosso próximo, todo e qualquer que seja, mas aludo à amizade espiritual, pela qual duas, três ou mais pessoas comunicam mutuamente as suas devoções, bons desejos e resoluções por amor de Deus, tornando-se um só coração e uma só alma.

Com toda a razão podem cantar então as palavras de David: "Oh! quão bom e agradável é habitarem juntamente os irmãos!" Sim, Filoteia, porque o bálsamo precioso da devoção está sempre a passar dum coração para o outro através duma contínua e mútua participação; de tal modo que se pode dizer que Deus lançou sobre esta amizade a sua bênção, por todos os séculos dos séculos.


Todas as outras amizades são como as sombras desta e os seus laços são frágeis como o vidro, ao passo que estes corações ditosos, unidos em espírito de devoção, estão presos por uma corrente toda de ouro. Filoteia, todas as tuas amizades sejam desta natureza, isto é, todas aquelas que dependem da tua livre escolha, porque não deves romper nem negligenciar as que a natureza e outros deveres te obrigam a manter, como em relação aos teus pais, parentes, benfeitores e vizinhos.
Hás de ouvir que não se deve consagrar afecto particular ou amizade a ninguém, porque isto ocupa demais o coração, distrai o espírito e causa ciúmes; mas é um mau conselho, porque, se muitos autores sábios e santos ensinam que as amizades particulares são muito nocivas aos religiosos, não podemos, no entanto, aplicar o mesmo princípio a pessoas que vivem no meio do mundo — e há aqui uma grande diferença.

Num mosteiro onde há fervor, todos visam o mesmo fim, que é a perfeição do seu estado, e por isso a manutenção das amizades particulares não pode ser tolerada ai, para precaver que, procurando alguns em particular o que é comum a todos, passem das particularidades aos partidos.

Mas no mundo é necessário que aqueles que se entregam à prática da virtude se unam por uma santa amizade, para mutuamente se animarem e conservarem nesses santos exercícios. Na religião os caminhos de Deus são fáceis e planos e os que ai vivem se assemelham a viajantes que caminham numa bela planície, sem necessitar de pedir a mão em auxílio. Mas os que vivem no meio do mundo, onde há tantas dificuldades a vencer para ir a Deus, parecem-se com os viajantes que andam por caminhos difíceis, escabrosos e escorregadios, precisando sustentar-se uns nos outros para caminhar com mais segurança.

Não, no mundo nem todos têm o mesmo fim e o mesmo espírito e dai vem a necessidade desses laços particulares que o Espírito Santo forma e conserva nos corações que lhe querem ser fiéis. Concedo que esta particularidade forme um partido, mas é um partido santo, que somente separa o bem do mal: as ovelhas das cabras, as abelhas dos zangões, separação esta que é absolutamente necessária.

Em verdade não se pode negar que Nosso Senhor amava com um amor mais terno e especial a S. João, a Marta, a Madalena e a Lázaro, seu irmão, pois o Evangelho o dá a entender claramente. Sabe-se que S. Pedro amava ternamente a S. Marcos e a Santa Petronila, como S. Paulo ao seu querido Timóteo e a Santa Tecla.

S. Gregório Nazianzeno, amigo de São Basílio, fala com muito prazer e ufania da sua íntima amizade, descrevendo-a do modo seguinte: "Parecia que em nós havia uma só alma, para animar os nossos corpos, e que não se devia mais crer nos que dizem que uma coisa é em si mesma tudo quanto é e não numa outra; estávamos, pois, ambos em um de nós e um no outro. Uma única e a mesma vontade unia-nos nos nossos propósitos de cultivar a virtude, de conformar toda a nossa vida com a esperança do Céu, trabalhando ambos unidos como uma só pessoa, para sair, já antes de morrer, desta Terra perecedora."

Santo Agostinho testemunha que Santo Ambrósio amava a Santa Mónica unicamente devido às raras virtudes que via nela e que ela mesma estimava este santo prelado como um anjo de Deus.

Mas para quê deter-te tanto tempo numa coisa tão clara? S. Jerónimo, Santo Agostinho, S. Gregório, S. Bernardo e todos os grandes servos de Deus tiveram amizades particulares, sem dano algum para a sua santidade.

S. Paulo, repreendendo os pagãos pela corrupção de suas vidas, acusa-os de gente sem afecto, isto é, sem amizade de qualidade alguma. S. Tomás de Aquino reconhecia, com todos os bons filósofos, que a amizade é uma virtude e entende a amizade particular, porque diz expressamente que a verdadeira amizade não pode se estender a muitas pessoas.

A perfeição, portanto, não consiste em não ter nenhuma amizade, mas em não ter nenhuma que não seja boa e santa.

in Filoteia, Introdução à Vida Devota (Cap. XIX)


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"Mão de Deus": A nuvem de fogo no céu da Madeira

Correm mundo estas fotografias tiradas na manhã do dia 24 de Janeiro, na ilha da Madeira. Esta nuvem com uma forma peculiar já foi apelidada de "Mão de Deus".



in meteomadeira.blogspot.pt


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quinta-feira, 28 de janeiro de 2016

5 remédios de S. Tomás de Aquino contra a tristeza

O primeiro remédio é conceder um prazer a si mesmo

É como se o famoso teólogo tivesse intuído, há sete séculos atrás, a ideia, tão difundida hoje, de que o chocolate é antidepressivo. Talvez pareça uma ideia materialista, mas é evidente que uma jornada cheia de amarguras pode terminar bem com uma boa cerveja.

Que algo assim seja contrário ao Evangelho é dificilmente demonstrável: sabemos que o Senhor participava com gosto em banquetes e festas, e tanto antes como depois da Ressurreição desfrutou com gosto das coisas belas da vida. 

Inclusive, um Salmo afirma que o vinho alegra o coração do home (apesar de que é preciso esclarecer que a Bíblia condena claramente as bebedeiras). 

O segundo remédio é o pranto

Muitas vezes, um momento de melancolia é mais duro se não se consegue encontrar uma via de escape, e parece como se a amargura se acumulasse até impedir de levar a cabo a menor tarefa. O pranto é uma linguagem, um modo de expressar e desfazer o nó de uma dor que às vezes nos pode asfixiar. Também Jesus chorou.

O Papa Francisco disse que “certas realidades da vida se vêem somente com olhos que tenham sido limpos pelas lágrimas. Convido a cada um de vocês a perguntar-se: eu aprendi a chorar?” 

O terceiro remédio é a compaixão dos amigos 

Vem à cabeça o personagem do amigo de Renzo, no famoso livro “Os Noivos“, que numa grande casa desabitada, por causa da peste, vai enumerando as grandes desgraças que sacudiram a sua família. 

“São feitos horríveis, que eu jamais creria que chegaria a ver; coisas que tiram a alegria para toda a vida; mas falá-las entre amigos é um alívio.“ 

É algo que é preciso experimentar para perceber. Quando alguém se sente triste tende a ver tudo cinzento. Nessas ocasiões é muito eficaz abrir a alma com algum amigo. Às vezes, basta uma mensagem ou uma breve chamada telefónica e o horizonte ilumina-se de novo. 

O quarto remédio contra a tristeza é a contemplação da verdade

É o fulgor veritatis de que fala Santo Agostinho. Contemplar o esplendor das coisas, na natureza ou uma obra de arte, escutar música, surpreender-se com a beleza de uma paisagem… pode ser um eficaz bálsamo contra a tristeza.

Um crítico literário, poucos dias depois do falecimento de um querido amigo, tinha que falar sobre o tema da aventura nas obras de Tolkien. Começou assim: “Falar de coisas belas diante de pessoas interessadas é para mim um verdadeiro consolo…” 

O quinto remédio é dormir e tomar um banho

O quinto remédio proposto por S. Tomás é o que talvez menos se poderia esperar de um mestre medieval. O teólogo afirma que um remédio fantástico contra a tristeza é dormir e tomar um banho. A eficácia do conselho é evidente. É profundamente cristão compreender que para remediar um mal espiritual às vezes é necessário um alívio corporal. Desde que Deus se fez Homem, e portanto assumiu um corpo, o mundo material superou a separação entre matéria e espírito.

Um preconceito muito difundido é que a visão cristã do homem se baseia na oposição entre alma e corpo, e este último seria sempre visto como uma carga ou obstáculo para a vida espiritual. Na verdade, o humanismo cristão considera que a pessoa (alma e corpo) acaba completamente espiritualizada quando procura a união com Deus. 

Usando palavras de S. Paulo, existe um corpo animal e um corpo espiritual, e nós não morreremos, mas seremos transformados, porque é necessário que esse corpo corruptível se vista de incorruptibilidade, que este corpo mortal se vista de imortalidade. 

“Ninguém considere estranho tomar um médico do corpo como guia para uma enfermidade espiritual“, afirma S. Tomás Moro, reafirmando o pensamento do seu homónimo medieval. 

“O corpo e a alma estão tão estreitamente unidos que juntos formam uma só pessoa, e assim o mal-estar de um dos dois gera, por vezes, o mal-estar de ambos. Portanto, aconselharia a todos que, diante de qualquer enfermidade do corpo, se confessem, e procurem um bom médico espiritual para a saúde da alma; da mesma forma, aconselho que para algumas enfermidades da alma, além do médico espiritual, se procure o conselho do médico do corpo”. 

Com a ajuda destes cinco remédios, poderá realizar-se a promessa de Jesus: “Vós haveis de estar tristes, mas a vossa tristeza há-de converter-se em alegria!” (Jo 16, 20) 

adaptado de zcla.wordpress.com


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quarta-feira, 27 de janeiro de 2016

Obras de Misericórdia Espirituais

Breve explicação das Obras de Misericórdia Espirituais:

1) Dar bons conselhos
Um dos dons do Espírito Santo é o dom de conselho. Por isso, quem pretenda dar um bom conselho deve, em primeiro lugar, estar em sintonia com Deus, já que não se trata de dar opiniões pessoais, mas de aconselhar bem quem esteja necessitado de orientação.

2) Ensinar os ignorantes
Consiste em ensinar os ignorantes em qualquer matéria; também sobre temas religiosos. Estes ensinamentos podem fazer-se através de escritos ou de palavra, por qualquer meio de comunicação ou directamente.
Como diz o livro de Daniel, "os que ensinam a justiça à multidão, brilharão como as estrelas na perpétua eternidade" (Dan. 12, 3b).

3) Corrigir os que erram
Esta obra de misericórdia refere-se sobretudo ao pecado. De facto, outra maneira de formular esta obra de misericórdia é “Corrigir o pecador”.
A correcção fraterna é explicada pelo próprio Jesus no evangelho de Mateus: “"Se o teu irmão peca, vai falar com ele a sós para o corrigir. Se te escuta, ganhaste o teu irmão". (Mt. 19, 15-17)
Devemos corrigir o nosso próximo com mansidão e humildade. Muitas vezes será difícil fazê-lo mas, nesses momentos, podemos recordar-nos do que diz o apóstolo Santiago no final da sua carta: “quem converte um pecador do seu extravio, salvará a sua alma da morte e cobrirá uma multidão de pecados"(St. 5, 20).

4) Consolar os tristes
O consolo para os tristes, para os que sofrem alguma dificuldade, é outra obra de misericórdia espiritual.
Muitas vezes, complementar-se-á com dar um bom conselho, que ajude a superar essas situações de dor ou de tristeza. Acompanhar os nossos irmãos em todos os momentos, mas sobretudo nos mais difíceis, é pôr em prática o comportamento de Jesus que se compadecia da dor alheia. Um exemplo está recolhido no evangelho de Lucas. Trata-se da ressurreição do filho da viúva de Naím: “Quando se aproximava da porta da cidade, levavam um morto a sepultar, filho único da sua mãe, que era viúva, que era acompanhada por muita gente da cidade. Ao vê-la o Senhor, teve compaixão dela, e disse-lhe: Não chores. E, aproximando-se, tocou no féretro. Os que o levavam pararam, e Ele disse: Jovem, a ti te digo: Levanta-te. O morto levantou-se e começou a falar, e Ele entregou-o à sua mãe."

5) Perdoar as injúrias
No Pai-nosso dizemos: “Perdoai as nossas ofensas, assim como nós perdoamos a quem nos tem ofendido ""e o próprio Senhor esclarece: “se vós perdoardes aos homens as suas ofensas, também o vosso Pai celeste vos perdoará. Mas, se não perdoardes aos homens, também o vosso Pai não perdoará as vossas ofensas (Mt. 6, 14-15).
Perdoar as ofensas significa superar a vingança e o ressentimento. Significa tratar amavelmente quem nos ofendeu.
O melhor exemplo de perdão no Antigo Testamento é o de José, que perdoou aos seus irmãos que tivessem procurado matá-lo e a seguir vendê-lo. “" Agora, pois, não vos entristeçais nem vos pese o ter-me vendido aqui; pois Deus enviou-me para preservar vidas diante de vós" (Gen. 45, 5).
E o maior perdão do Novo Testamento é o de Cristo na Cruz, que nos ensina que devemos perdoar tudo e sempre: “"Pai, perdoa-lhes, porque não sabem o que fazem". (Lc. 23, 34).

6) Sofrer com paciência as fraquezas do nosso próximo
A paciência diante dos defeitos alheios é virtude e é uma obra de misericórdia. No entanto, há um conselho muito útil: quando suportar esses defeitos causa mais dano do que bem, com muita caridade e suavidade, deve fazer-se a advertência.

7) Rezar por vivos e defuntos
São Paulo recomenda orar por todos, sem distinção, também pelos governantes e por pessoas com responsabilidades, pois “Ele quer que todos se salvem e cheguem ao conhecimento da verdade". (ver 1 Tim 2, 2-3).
Os defuntos que estão no Purgatório dependem das nossas orações. É uma boa obra rezar por eles para que fiquem livres dos seus pecados. (ver 2 Mac. 12, 46).

in pt.josemariaescriva.info

Textos relacionados:

O que são as Obras de Misericórdia?

Breve explicação sobre Obras de Misericórdia Corporais


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S. Josemaria Escrivá e a guerra civil espanhola (1936-1939)



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terça-feira, 26 de janeiro de 2016

Jovem que denunciou tráfico de bebés abortados poderá ser preso

David Daleiden, o jovem que denunciou o tráfico corpos de bebés abortados na Planned Parenthood, foi acusado por um tribunal americano de tentativa de compra de órgãos humanos e corre o risco de ser condenado a 20 anos de prisão

Este corajoso rapaz fingiu estar interessado na compra de bebés abortados e abordou altos responsáveis da Planned Parenthood, que se mostraram totalmente disponíveis para o negócio, revelando que é uma prática comum naquela organização.

Todos os vídeos, alguns deles censurados por tribunais americanos, foram filmados com uma câmara oculta da organização não-lucrativa Center for Medical Progress.

No primeiro deles, a Drª. Deborah Nucatola, directora dos serviços médicos da Planned Parenthood, descreveu como vendem as várias partes do corpo dos bebés abortados. A médica explica como os abortos são feitos de forma cuidadosa, de modo a não danificar as partes do corpos dos bebés que valem mais no mercado.

A reportagem sobre este vídeo pode ser vista aqui: Planned Parenthood Uses Partial-Birth Abortions to Sell Baby Parts

A Planned Parenthood, que entretanto não foi acusada de nenhum crime,  é subsidiada pelo Governo Americano para "ajudar" as mulheres. Cerca de 95% dos seus serviços resumem-se a fazer abortos, cerca de 350 mil por ano. Neste negócio, a Planned Parenthood no último ano teve um lucro de 127 milhões de dólares. Recentemente, o Presidente Barack Obama mostrou o seu apoio incondicional a esta organização.

Em Portugal, a Associação para o Planeamento da Família (APF), também subsidiada pelo Estado, encontra-se associada à Planned Parenthood.

João Silveira


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domingo, 24 de janeiro de 2016

Dominicanos cantam 'Salve Regina' na Marcha pela Vida

Uma forte tempestade de neve deixou Washington praticamente parada. Mas o mau tempo não impediu que milhares de pessoas corajosas fossem para as ruas mostrar que vale a pena ser a favor da Vida, e que o aborto nunca é uma solução. Entre eles encontravam-se os 'Dominican Friars for Life'.


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Barack Obama festeja aborto livre com discurso absurdo

O Presidente dos Estados dos Unidos da América emitiu um comunicado para comemorar o 43º aniversário da sentença do Supremo Tribunal sobre o caso 'Roe v. Wade', que permitiu a liberalização do aborto naquele país.

O texto, apesar de curto, é bastante fértil em frases feitas e falácias. Vejamos alguns exemplos:

"Hoje comemoramos o 43º aniversário da decisão do Supremo Tribunal no Roe v. Wade, que afirmou a liberdade da mulher para fazer as suas próprias escolhas em relação ao seu corpo e a sua saúde."

Mas, caro Barack, o aborto não trata do corpo da mulher, não é uma lipoaspiração. Aquilo não é gordura, é um ser humano! Não sou eu que o digo, é a ciência. Pergunte aos seus conselheiros! O aborto também não está relacionado com a saúde da mulher porque a gravidez não é uma doença, muito pelo contrário.

"...redobramos o nosso compromisso em proteger estes direitos constitucionais, incluindo a protecção do acesso seguro e acessível das mulheres aos cuidados de saúde..."

Mas, caro Presidente, desde essa decisão, que comemora tão efusivamente, foram feitos, nos Estados Unidos, mais de 58 milhões de abortos. Podemos deduzir que cerca de 50% desses bebés eram do sexo feminino. Terão sido, então, mais de 29 milhões de mulheres a quem não só foram negados os cuidados de saúde mas foram elas próprias mortas pelos cuidados de saúde do seu país.

"Nos Estados Unidos da América, cada um de nós merece os direitos, liberdades e oportunidades para cumprir os seus sonhos."

Tem razão, caro Presidente Obama, cada um de vocês, que puderam nascer, têm a oportunidade de cumprir os vossos sonhos. Mas, desde a sentença do Supremo Tribunal, houve 58 milhões de seres humanos a quem a possibilidade de terem sonhos, e de os cumprirem, foi negada, porque foram mortos, em nome dos cuidados de saúde, nos ventres das próprias Mães. 

Os ideólogos abortistas encontram-se reduzidos a discursos que usam o sentimentalismo para disfarçar a falta de lógica e a monstruosidade das suas ideias. Podem ter ganhado várias batalhas mas vão perder a guerra.

João Silveira


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sábado, 23 de janeiro de 2016

A bênção das refeições na Ordem Beneditina

Ante Prandium (Antes do Almoço)

Sacerdote: Benedicite.
Todos: Benedicite.
Sacerdote: Oculi omnium
Continuam todos: in te sperant, Domine, et tu das illis escam in tempore opportuno. Aperis tu manum tuam, et imples omne animal in benedictione. Gloria Patri, et Filio, et Spiritui Sancto. Sicut erat in principio, et nunc, et semper, et in saecula saeulorum. Amen.
Kyrie eleison.
Christe eleison.
Kyrie eleison.
Pater noster... [continuam o Pai-Nosso em silêncio até:]
V. Et ne nos inducas in tentationem.
R. Sed libera nos a malo.
O Sacerdote diz: Benedic, Domine, nos et haec tua dona, quae de tua largitate sumus sumpturi. Per Christum Dominum nostrum. 
R. 
Amen.
O leitor diz: Iube, domne, benedicere.
O Sacerdote: Mensae caelestis participes faciat nos Rex aeternae gloriae. 
R. 
Amen.

Post Prandium (Depois do Almoço)

O leitor começa: Tu autem, Domine, miserere nobis.

R. Deo gratias.
Todos se levantam. O Sacerdote: Confiteantur tibi, Domine, omnia opera tua.
R. Et sancti tui benedicant tibi. Gloria Patri, et Filio, et Spiritui Sancto. Sicut erat in principio, et nunc, et semper, et in saecula saeculorum. Amen.
O Sacerdote continua: Agimus tibi gratias, omnipotens Deus, pro universis beneficiis tuis: Qui vivis et regnas in saecula saeculorum. 
R
. Amen.
Este salmo é dito por todos: Laudate Dominum, omnes gentes, laudate eum, omnes populi. Quoniam confirmata est super nos misericordia eius et veritas Domini manet in aeternum. Gloria Patri, et Filio, et Spiritui Sancto. Sicut erat in principio, et nunc, et semper, et in saecula saeculorum. Amen.
Kyrie eleison.
Christe eleison.
Kyrie eleison.
Pater noster... [continuam o Pai-Nosso em silêncio até:]
V. Et ne nos inducas in tentationem.
R. Sed libera nos a malo.
V. Dispersit, dedit pauperibus.
R. Iustitia eius manet in saeculum saeculi.
V. Benedicam Dominum in omni tempore.
R. Semper laus eius in ore meo.
V. In Domino laudabitur anima mea.
R. Audiant mansueti, et laetentur.
V. Magnificate Dominum mecum.
R. Et exaltemus nomen eius in idipsum.
V. Sit nomen Domini benedictum.
R. Ex hoc nunc et usque in saeculum.
O Sacerdote: Retribuere, dignare, Domine, omnibus, nobis bona facientibus propter nomen tuum, vitam aeternam. 
R.
 Amen.
V. Benedicamus Domino.
R. Deo gratias.
V. Fidelium animae per misericordiam Dei requiescant in pace.
R. Amen.
Pater noster... [todos em silêncio]
V. Deus det nobis suam pacem.
R. Amen.

Ante Coenam (Antes do Jantar)

O Sacerdote: Benedicite.
Todos: Benedicite.
O Sacerdote: Edent pauperes
E continuam todos: et saturabuntur, et laudabunt Dominum, qui requirunt eum: vivant corda eorum in saeculum saeculi. Gloria Patri, et Filio, et Spiritui Sancto. Sicut erat in principio, et nunc, et semper, et in saecula saeculorum. Amen.
Kyrie eleison.
Christe eleison.
Kyrie eleison.
Pater noster... [continuam o Pai-Nosso em silêncio até:]
V. Et ne nos inducas in tentationem.
R. Sed libera nos a malo.
O Sacerdote diz: Benedic, Domine, nos et haec tua dona, quae de tua largitate sumus sumpturi. Per Christum Dominum nostrum. 
R.
 Amen.
O leitor diz: Iube, domne, benedicere.
O Sacerdote: Ad caenam vitae aeternae perducat nos Rex ternae gloriae.
R. Amen.

In Fine Coenae (Depois do Jantar)

O leitor começa: Tu autem, Domine, miserere nobis.

R. Deo gratias.
Todos se levantam. O Sacerdote: Memoriam fecit mirabilium suorum, misericors et miserator Dominus. Escam dedit timentibus se. Gloria Patri et Filio et Spiritui Sancto. Sicut erat in principio, et nunc et semper, et in saecula saeculorum. Amen.
O Sacerdote continua: Benedictus Deus in donis suis, et sanctus in omnibus operibus suis, qui vivat et regnat in saecula saeculorum. R. Amen.
Este salmo é dito por todos: Laudate Dominum, omnes gentes, laudate eum, omnes populi. Quoniam confirmata est super nos misericordia eius et veritas Domini manet in aeternum. Gloria Patri, et Filio, et Spiritui Sancto. Sicut erat in principio, et nunc, et semper, et in saecula saeculorum. Amen.
Kyrie eleison.
Christe eleison.
Kyrie eleison.
Pater noster... [continuam o Pai-Nosso em silêncio até:]
V. Et ne nos inducas in tentationem.
R. Sed libera nos a malo.
V. Dispersit, dedit pauperibus.
R. Iustitia eius manet in saeculum saeculi.
V. Benedicam Dominum in omni tempore.
R. Semper laus eius in ore meo.
V. In Domino laudabitur anima mea.
R. Audiant mansueti, et laetentur.
V. Magnificate Dominum mecum.
R. Et exaltemus nomen eius in idipsum.
V. Sit nomen Domini benedictum.
R. Ex hoc nunc et useque in saeculum.
O Sacerdote: Retribuere, dignare, Domine, omnibus, nobis bona facientibus propter nomen tuum, vitam aeternam.
R. Amen.
V. Benedicamus Domino. 
R.
 Deo gratias.

V. Fidelium animae per misericordiam Dei requiescant in pace.
R. Amen.
Pater noster... [todos em silêncio]
V. Deus det nobis suam pacem.
R. Amen.
E acrescenta: V. Tribuat Dominus benefactoribus nostris pro terrenis caelestia, pro temporalibus sempiterna.
R. Amen.

In Caena Serotina (Nas outras refeições)

Leitor: Benedicite.
O Sacerdote abençoa dizendo: Collationem servorum suorum benedicat Christus, Rex angelorum. 
R. Amen.


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sexta-feira, 22 de janeiro de 2016

Quando um Cristão visita Miami

Normalmente, quando uma pessoa viaja, repara nas coisas que lhe são mais familiares. Ora, Miami é uma das cidades mais famosas dos Estados Unidos: para além da praia e da noite, aparece frequentemente em muitas séries e filmes. Que sinais é que um Cristão poderia encontrar do seu Cristianismo?

Ao contrário da Europa, que ouviu falar de Cristo directamente dos Apóstolos, o primeiro contacto dos Americanos com o Evangelho foi apenas no final do século XV e por isso seria de esperar que a cultura Cristã não se notasse tanto. No entanto, a cidade de Miami transparece a fecundidade do apostolado da Igreja no mundo.

É surpreendente ver a quantidade de igrejas Católicas presentes hoje em Miami. E não são igrejas quaisquer. Toda a arte ensina catequese. Vitrais, retábulos, portas ou mesmo relevos nas costas dos bancos ensinam doutrina às pessoas que lá entram. Por exemplo, a igreja de Little Flower, construída no início do século XX, é uma igreja dedicada a Sta. Teresinha do Menino Jesus. As portas de madeira ao longo de toda a igreja têm os sacramentos com os nomes e desenhos gravados na madeiras.


Outro exemplo é a igreja do Gèsu em downtown Miami. Na entrada via-se logo um cartaz pedindo orações pelos sacerdotes e seminaristas jesuítas, vestidos de preto com cabeção na fotografia. Os enormes vitrais em ambas as paredes mostravam os mistérios da vida de Nossa Senhora. E a Via Sacra eram esculturas brancas onde a única personagem a cores era a Virgem Maria. Entre muitas outras coisas.

Numa cidade destas, é impressionante encontrar arte tão piedosa. O apostolado de muitos homens e mulheres que chegaram à América lançou sementes profundas que ainda hoje se vêem, nos sítios que menos se espera.

Nuno CB



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quinta-feira, 21 de janeiro de 2016

Os católicos retroactivos - Pe. Gonçalo Portocarrero

São eles ilustres ateus ou agnósticos recém-falecidos que, sem mediar qualquer conversão in extremis, nem sinal de vaga fé cristã, são declarados, para efeitos exequiais, retroactivamente católicos.
Depois do 25 de Abril de 1974, surgiram pelo país fora muitos democratas de toda a vida. Pessoas que não só, muito oportunisticamente, aderiram de imediato à nova situação política, como também acharam por bem refazer o seu passado, mais ou menos colaboracionista com o antigo regime. Apesar de não se lhes conhecerem quaisquer méritos oposicionistas, declararam-se retroactivamente antifascistas, com tal veemência que ninguém se atreveu sequer a supor que tivessem sido outra coisa que não impolutos progressistas “desde sempre”.

Também há “católicos retroactivos”: ilustres ateus ou agnósticos recém-falecidos que, sem mediar qualquer conversão in extremis, nem sinal ou leve suspeita da mais vaga fé cristã, são declarados, para efeitos exequiais, retroactivamente católicos. Nestes casos, a “conversão” não é em vida, mas depois do óbito; não é o próprio que a realiza, mas os seus familiares e amigos, que o “convertem” à força, por conveniência social.

A razão desta forçada transformação póstuma de alguns notáveis cadáveres de não-crentes, mais ou menos impenitentes, decorre de uma exigência canónica e de um “must” social. Com efeito, só os fiéis têm direito aos ritos funerários da Santa Madre Igreja e, por isso, se o “ente querido”, embora baptizado, era tudo menos católico, será forçoso reconvertê-lo, com efeitos retroactivos, para que se justifique a respectiva celebração eucarística. A razão social é óbvia: um funeral sem missa é tão desconchavado e sem graça quanto um casamento civil. Por outro lado, as famílias dos defuntos apreciam muito o “evento” piedoso, sobretudo se ocorrer num templo majestoso e com um coro a abrilhantar o acontecimento. Um funeral de excelência, como prometia o slogan de uma agência do ramo.

Não será difícil arranjar quem, na liturgia, pondo de lado a Deus, que para ali não é chamado, faça a homenagem do “irmão não crente”. Mesmo quando se trata de alguém publicamente conhecido pela sua atitude irreligiosa e anticristã, o orador ilusionista encontrará misteriosas manifestações da mais sublime espiritualidade. 

Se o extinto tiver sido um homem das letras, até se poderá ter a deferência de substituir o salmo, ou uma leitura bíblica, que afinal é apenas palavra de Deus, por um muito mais belo e oportuno texto do falecido. Se for músico, toca-se uma sua composição, ainda que seja muito a despropósito. Se tiver pertencido a uma fraternidade anticlerical, mesmo que nos mais altos graus, a homilia versará sobre as qualidades cívicas do “homem bom”, exaltado como santo laico de uma sociedade ateia. Era empedernido marxista-leninista-estalinista-maoísta? Não importa, porque na cerimónia sublinhar-se-á o seu empenho pela justiça social, que pregava com o entusiasmo e a generosidade de um verdadeiro apóstolo.

Note-se que nunca é de bom tom referir a ultramontana hipótese da condenação, nem pedir – seria um insulto à memória do falecido! – orações de sufrágio pela sua alma. A bem dizer, não se trata de rezar, mas de canonizar, expeditamente, o “católico retroactivo”. Por isso também, qualquer advertência moral ou chamada à conversão será pudicamente silenciada, a contento dos participantes, que terão depois a amabilidade de agradecer a tão “bonita” quanto inócua celebração. E tudo se conclui, como em qualquer espectáculo, com uma estrondosa e sentida ovação.

Aconteceu para lá do Marão, onde mandam os que lá estão, segundo reza a tradição. Um velho pároco, pré-conciliar, foi oficiar uma missa de corpo presente e, como é da praxe, referiu-se ao extinto:

- Temos aqui este nosso irmão …

Mas, lembrando-se então de que nunca antes o tinha visto na igreja, atalhou o sermão com uma constatação nua e crua como o granito da região:

- … temo-lo aqui porque o trouxeram, porque ele nunca cá pôs os pés!

Talvez ao rude prior transmontano faltasse alguma sensibilidade pastoral, mas não a coerência na fé que, pelo contrário, escasseia em algumas celebrações, em que parece abundar uma certa mundanidade eclesial.

Graças a Deus, a Igreja está sempre de braços abertos para acolher os pecadores arrependidos. Há muitos incrédulos que se convertem à hora da morte e para todos os homens, sem excepção, há esperança de salvação. Mas, das ladainhas aos “católicos retroactivos”, libera nos Domine!

in Observador


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quarta-feira, 20 de janeiro de 2016

8 dicas para rezar todos os dias

A melhor coisa que podem fazer é decidirem fazer um horário de oração mental para todos os dias. Aqui ficam as dicas sem nenhuma ordem especial:

1. Encontrem um lugar em casa para rezar. Escolham um espaço.

2. Encontrem um tempo no dia para rezar. Os profetas e os santos normalmente levantavam-se mais cedo para rezar. Ponham o alarme para mais cedo (vão mais cedo para a cama) e acordem para estar com Cristo de manhã.

3. Façam uma espécie de ritual para a manhã que inclua a oração. Eu recomendo que também inclua leitura da Escritura. A Bíblia é como Deus normalmente fala convosco. "Deus nunca me fala," dizem às vezes as pessoas. A minha resposta é, "Estão a ler a Bíblia?" Deus fala convosco na Escritura.

4. Usem o cronómetro do telefone. Comecem com 5 minutos e vão melhorando até aos 30 minutos diários.

5. A oração mental consiste em usar a mente ("mental") para falar com Deus. Contem-lhe tudo. Falem com o coração. Perguntem-Lhe sobre a vossa vida. Façam-Lhe perguntas de teologia. Peçam-Lhe para fazer mais do que esperam. Não tenham medo de fazer pedidos completamente malucos. Ele gosta mais de responder a esses porque provam que não foram vocês a fazer.

6. Mantenham o Novo Testamento ou um livro de leitura espiritual por perto. Se a vossa mente perde o caminho e começa a vaguear, usem este livro para ler algumas frases e ganharem novamente a concentração em Cristo ou em pensamentos espirituais.

7. Usem este vosso tempo diário para se encherem de positivismo. As pessoas que eu conheço que rezam 30-60 minutos por dia têm pensamentos muito positivos. Porquê? Porque gastam tempo com Deus e aprendem que todas as coisas são possíveis através de Cristo. A fé e a oração criam confiança e uma atitude de "get it done". As pessoas mais pessimistas (e preguiçosas) são as que não rezam ou não gastam tempo sozinhas em silêncio. "Está sossegado e aprende que Eu sou Deus."

8. Tornem a oração diária a vossa identidade. Repitam para vocês: "Eu sou uma pessoa que fala com a Trindade todos os dias. É isso quem eu sou e faço sempre isso." Tornem-se naquilo que são.

Taylor Marshall


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