terça-feira, 29 de setembro de 2015

Festa dos Arcanjos S. Miguel, S. Gabriel e S. Rafael

Miguel que significa: "Quem como Deus?" é o defensor do Povo de Deus no tempo de angústia. É o padroeiro da Igreja universal e aquele que acompanha as almas dos mortos até o Céu.

Gabriel que significa "Deus é forte" ou "aquele que está na presença de Deus", aparece no chamado 'evangelho da infância' como mensageiro da Boa Nova do Reino de Deus, que já está presente na pessoa de Jesus de Nazaré, nascido de Maria. É ele quem anuncia o nascimento de João Baptista e de Jesus. Anuncia, portanto, o surgimento de uma nova era, um tempo de esperança e de salvação para todos os homens. É ele quem, pela primeira vez, profere aquelas palavras que todas as gerações hão-de repetir para saudar e louvar a Virgem de Nazaré: "Avé, cheia de graça. O Senhor é convosco".

Rafael que significa "medicina dos deuses" ou "Deus cura", foi o companheiro de viagem de Tobias. É o anjo benfazejo que acompanha o jovem Tobias desde Nínive até à Média; quem o defende dos perigos e patrocina o seu casamento com Sara. É ele quem tira da cegueira o velho Tobias. É aquele que cura, que expulsa os demónios. São Rafael é o companheiro de viagem do homem, o seu guia e seu protector nas adversidades.


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Papa fecha definitivamente a porta ao "divórcio católico"

Excertos da conferência de imprensa do Santo Padre aos jornalistas, durante o voo de Filadélfia para Roma.

(Jean-Marie Guénois, do Figaro, francês):

O Santo Padre não pode obviamente antecipar os debates dos Padres Sinodais. Sabemos isso perfeitamente. Mas é precisamente deste tempo antes do Sínodo que queremos saber se, no seu coração de pastor, quer verdadeiramente uma solução para os divorciados novamente casados. Também queremos saber se o seu Motu Proprio sobre a facilitação da nulidade fechou – na sua opinião – este debate. E, finalmente, que responde àqueles que temem, com esta reforma, a efectiva criação do chamado «divórcio católico». Obrigado.

(Papa Francisco):

Começo pela última. Na reforma dos processos, da modalidade, fechei a porta à via administrativa que era aquela por onde podia entrar o divórcio. Pode-se dizer que estão errados quantos pensam no «divórcio católico», porque este último documento fechou a porta ao divórcio que podia entrar – teria sido mais fácil – por via administrativa. A estrada existente será sempre a via judicial. Depois passamos à terceira questão – não me lembro se era a terceira, mas corrija-me...

(Jean-Marie Guénois):

Sim, a pergunta era sobre a noção de «divórcio católico» e se o Motu Proprio encerrou um possível debate no Sínodo sobre este tema.

(Papa Francisco):

Isto foi pedido pela maioria dos Padres Sinodais no Sínodo do ano passado: agilizar os processos, porque havia processos que duravam de 10 a 15 anos. Uma sentença, e outra sentença; depois se houvesse apelação, tínhamos a apelação e depois havia outra apelação... Nunca mais termina. A dupla sentença, quando era válida [a primeira] e não havia apelação, foi introduzida pelo Papa Lambertini, Bento XIV, porque na Europa Central – não digo o país - existiram alguns abusos e, para os impedir, ele introduziu isto. Mas não é uma coisa essencial para o processo. Os processos mudam; a jurisprudência muda para melhor, melhora-se sempre.

Naquele tempo, era urgente fazer aquilo. Depois Pio X quis agilizar e fez qualquer coisa, mas não teve tempo ou possibilidade de o fazer. Os Padres Sinodais pediram isto: a agilização dos processos de nulidade matrimonial. E fico por aqui.

Este documento, este Motu Proprio facilita os processos no tempo, mas não é um divórcio, porque o matrimónio é indissolúvel quando é sacramento; e isto, a Igreja não o pode mudar. É doutrina. É um sacramento indissolúvel.

O procedimento legal é para provar que aquilo que parecia sacramento não foi um sacramento: por falta de liberdade, por exemplo, ou por falta de maturidade, ou por doença mental... Muitos são os motivos que levam, depois dum estudo, duma investigação, a dizer: «Não, ali não houve sacramento; porque, por exemplo, aquela pessoa não era livre». Um exemplo (agora não é tão comum, mas em alguns sectores da sociedade é comum – pelo menos era-o em Buenos Aires): os matrimónios, quando a namorada ficava grávida. «Tendes de vos casar».

Em Buenos Aires, eu aconselhava fortemente os sacerdotes, quase os proibia de fazerem o matrimónio nestas condições. Chamamos-lhe «os matrimónios à pressa», para salvar todas as aparências. E o bebé nasce, e alguns matrimónios correm bem, mas não há a liberdade! E depois correm mal, separam-se... «Eu fui forçado a fazer o matrimónio, porque devia encobrir esta situação». Esta é uma causa de nulidade. Existem muitas causas de nulidade; podeis procurá-las na Internet, estão lá todas.
Papa Francisco com a Sagrada Família, no World Meeting of Families
Depois, temos o problema das segundas núpcias, dos divorciados que fazem uma nova união. Vós lede o que está no Instrumentum laboris, aquilo que se apresenta para discussão. Parece-me um pouco simplista dizer que o Sínodo... que a solução para estas pessoas é que possam fazer a comunhão. Esta não é a única solução. Não. Aquilo que o Instrumentum laboris propõe é muito mais. O problema das novas uniões dos divorciados não é o único problema. No Instrumentum laboris, há tantos. Por exemplo: os jovens não se casam, não querem casar-se. É um problema pastoral para a Igreja. Outro problema: a maturidade afectiva para o matrimónio. Outro problema: a fé. Creio eu que isto é «para sempre»? «Sim, sim, eu creio...». Mas creio verdadeiramente? A preparação para o matrimónio... Muitas vezes ponho-me a pensar: para se tornar sacerdote, há uma preparação de oito anos; e depois, como não é definitivo, a Igreja pode tirar-te o estado clerical. Para te casares, que é para toda a vida, fazem-se quatro cursos, quatro vezes... Aqui há algo errado. O Sínodo deve pensar bem como se há-de fazer a preparação para o matrimónio; é uma das coisas mais difíceis. E há tantos problemas... Mas estão todos enumerados no Instrumentum laboris.

Gostei que o senhor me tivesse feito a pergunta sobre o «divórcio católico»: não, isto não existe. Ou não houve matrimónio – e isto é nulidade, não existiu – ou, se existiu, é indissolúvel. Isto é claro. Obrigado!

(...)

(Sagrario Ruiz, de Apodaca, Mexico):

Obrigado. Boa noite, Santo Padre. Pela primeira vez, visitou os Estados Unidos, nunca lá tinha estado antes; falou ao Congresso, falou às Nações Unidas, recebeu autênticos banhos de multidão... (...) E quereria perguntar-lhe também, depois de o ouvirmos realçar o papel das religiosas e das mulheres na Igreja dos Estados Unidos: algum dia veremos mulheres sacerdotes na Igreja Católica, como pedem alguns grupos nos Estados Unidos e como acontece noutras Igrejas cristãs? Obrigado.

(Papa Francisco):

(...)

A terceira pergunta: as mulheres sacerdotes, isto não se pode fazer. O Papa São João Paulo II, em tempos de debate, depois de uma longa, longa reflexão, disse-o claramente. E não é porque as mulheres não tenham a capacidade. Senão veja: na Igreja são mais importantes as mulheres do que os homens, porque a Igreja é mulher; é a Igreja, não o Igreja; a Igreja é a esposa de Cristo, e Nossa Senhora é mais importante do que Papas, bispos e sacerdotes. Há uma coisa que tenho de reconhecer: estamos um pouco atrasados na elaboração duma teologia da mulher. Temos de avançar mais nesta teologia. Isto sim, é verdade! Obrigado.

Texto completo:


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segunda-feira, 28 de setembro de 2015

As votações no próximo fim-de-semana e os media

Ruído mediático
por D. Nuno Brás, Bispo Auxiliar de Lisboa

Não esqueço o dia em que, aluno do secundário, visitei a Assembleia da República. Fomos recebidos pelos membros da comissão que acompanhava a Comunicação Social. Um dos deputados fez referência ao modo como os jornalistas podem contar a mesma história, sem faltar à verdade. Com efeito, dizer que “o senhor deputado estava no restaurante a comer com apetite um belo peixe, acompanhado dum bom vinho” é bem diferente de afirmar que “o senhor deputado estava numa tasca a devorar sofregamente sardinhas com vinho da terra”, embora a situação descrita seja a mesma…

Mais do que nunca, o ruído mediático faz-se sentir nas campanhas eleitorais dos nossos dias. Entre outros, têm consciência disso os políticos (que o utilizam até à exaustão) e têm consciência disso os jornalistas (que não deixam nunca de “puxar a brasa à sua sardinha” e de fazer valer os seus préstimos).

É certo que hoje não somos capazes de imaginar o que poderia ser uma campanha eleitoral (e reconheçamos mesmo: toda a nossa vida de sociedade organizada) sem a comunicação social. Mas é igualmente certo de que nada do que nos chega pelos media é inocente. Raras são as imagens, os sons, as palavras que não queiram dizer mais — ou que não digam mais a quem as vê, escuta, lê.

A escolha de quem nos governa não pode estar assente apenas sobre “ruído mediático”, sentimentos, impulsos passageiros, opiniões de jornalistas ou comentadores. Há-de antes ser decidida com base nos valores do Evangelho; na defesa da vida para todos; no bem do próximo e naquilo que é a nossa identidade nacional.

Uma coisa é certa: se não votarmos, não temos depois a autoridade moral para nos queixar, protestando de que quem nos governa o faz mal. Graças a Deus, ao menos em Portugal o voto de cada um ainda conta. Pouco, mas conta.

in Voz da Verdade


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domingo, 27 de setembro de 2015

Refugiados - Bassam e Raghad: bem-vindos à vossa casa

Texto do Papa Francisco sobre o acolhimento de refugiados
Alguns dos filhos de Olivia e Thimotée.
"As igrejas foram ocupadas e eliminaram as cruzes"
Olivia conta: “Em meados de agosto, recebemos uma chamada de um amigo sacerdote que nos informou da grave situação em que centenas de cristãos iraquianos que se tinham refugiado em Erbil, capital do Curdistão. Estava à procura de uma família de acolhimento em França. Estes cristãos tiveram que fugir durante a noite, deixando tudo para trás”.

Bassan, Raghad e os três filhos tinham deixado a cidade de Karakoch, onde se reunia a maior comunidade cristã iraquiana, próxima de Mosul. Jihadistas do Estado islâmico tinham-se apoderado de Karakoch. Dezenas de milhares de pessoas da região tiveram que fugir para escapar à violência.

Bassan, Raghad e os três filhos tinham deixado a cidade de Karakoch, onde se reunia a maior comunidade cristã iraquiana, próximo de Mosul.

O Patriarca caldeu, Louis Sako, disse que mais de 100.000 cristãos fugiram da violência e de cidades nas mãos dos jihadistas, "as igrejas estão ocupadas e as cruzes foram eliminadas".

Karakoch era uma cidade inteiramente cristã entre Mosul, a principal cidade em poder do Estado Islâmico no Iraque, e Erbil, a capital da região autónoma do Curdistão.

“A situação era trágica – continua Olívia – e estávamos realmente comovidos com este pedido de auxílio. Sentimo-nos solidários com os nossos irmãos, batizados como nós e perseguidos por causa da sua fé. Da noite para o dia ficaram na indigência”.

Sentimo-nos solidários com os nossos irmãos, batizados como nós e perseguidos por causa da sua fé.

‘Podemos arranjar-lhes lugar’.

“No entanto, devo admitir, também estávamos um pouco reticentes com o acolhimento: temos sete filhos, a casa não é muito grande... Pesámos os prós e contras e era claro que a nossa comodidade iria ser afetada".

O nosso amigo sacerdote procurava lugares de acolhimento para nove famílias. Enquanto ainda estávamos a pensar, os meus sogros já tinham acedido a receber um grupo. Ao ver esta família, pensámos: ‘não podemos ter mais dúvidas’. Os nossos filhos mais velhos, com 15 e 14 anos, empurraram-nos a aceitar. ‘Podemos arranjar-lhes lugar’, disseram, ‘vamos organizar a casa de outra maneira e podemos procurar ajuda’”.

Dada a urgência da situação, a França facilitou a concessão de asilo aos cristãos orientais. Os procedimentos administrativos foram simples. “A aventura por agora é extraordinária. Bassam e Raghad e os seus três filhos chegaram pouco tempo depois, graças ao nosso aval junto do consulado”.
Mosul, cidade junto de Karakoch, onde viviam Bassan e Raghad com os seus 3 filhos.
Duas famílias partilham uma mesma alegria
“Reservámos quartos para eles na casa e organizámos a nossa vida em comum. È claro que eles não falam francês mas, felizmente, o pai de Bassam era professor de inglês no Iraque e desse modo podemos comunicar”.

“Chegaram num sábado, que nunca esquecerei. Estávamos todos muito emocionados. Sentimo-nos muito próximos deles, estamos unidos pelo Batismo. Muitas vezes ponho-me no seu lugar e vejo que o normal é receber ajuda”.

“Os miúdos começaram a ir à escola poucos dias depois. Foram bem recebidos e agora estão integrados. O casal, Bassam e Raghad, estudam francês e pouco a pouco organizaram a sua vida. Frequentemente o meu marido e eu repetimos que estamos muito felizes por os ter recebido e orgulhosos de, com este gesto, termos ensinado muitas coisas aos nossos filhos”.

Bassam e Raghad têm um grande desejo de se integrarem em França e de encontrar trabalho
“Pouco a pouco, a amizade entre as famílias vai-se consolidando. Partilhamos muitos momentos, as refeições, o transporte para a escola, ir às compras. Os miúdos dão-se bem e brincam juntos”.

“Bassam e Raghad têm um grande desejo de se integrarem em França e de encontrar trabalho. Ao viverem acolhidos numa família francesa, a assimilação da nossa cultura é mais simples para eles”.

A nossa vida corre bem graças à sua grande delicadeza. Nunca houve queixas, e quando surgiram pequenas dificuldades, o espírito do Opus Dei – a que pertencemos o meu marido e eu – ajuda-nos a procurar a vontade de Deus nas contradições da vida corrente, e assim mantemos um bom estado de ânimo. Graças a Deus, duas famílias partilham uma mesma alegria".

in opusdei.pt


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sábado, 26 de setembro de 2015

O Espírito Santo condu-los à Confissão

O pecado é o chicote mais fustigante que pode tocar uma alma eleita. Ele quebra todos, homens e mulheres, rebaixando-os de tal modo aos seus próprios olhos que se convencem de que apenas merecem ir para o inferno até ao momento em que, tocados pelo Espírito Santo, são arrebatados pelo arrependimento e vêem a sua amargura transformar-se em esperança na misericórdia divina. Então as suas feridas começam a sarar e a sua alma a viver, voltando-se para a vida da santa Igreja. 

O Espírito Santo condu-los à confissão, onde confessam voluntariamente os seus pecados com toda a nudez e franqueza, com uma grande tristeza e a vergonha de terem maculado a bela imagem de Deus. Recebem a penitência por cada um dos pecados da parte do confessor, tal como foi estabelecido na santa Igreja pelo ensinamento do Espírito Santo. E esta humildade agrada muito a Deus.

Nosso Senhor zela por nós com muito cuidado, mesmo quando cremos estar quase abandonados e rejeitados devido aos nossos pecados, e reconhecendo que o merecemos. A humildade que assim adquirimos eleva-nos bem alto aos olhos de Deus. A graça divina faz nascer um tão grande arrependimento, compaixão e verdadeira sede de Deus, que o pecador, subitamente livre do pecado e da tristeza, é guindado até à beatitude, ao mesmo nível que os grandes santos.

S. Juliana de Norwich in Revelações do amor divino, cap. 39


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É possível o arrependimento depois da morte?

§393 – É o caráter irrevogável de sua opção, e não uma deficiência da infinita misericórdia divina, que faz com que o pecado dos anjos não possa ser perdoado. “Não existe arrependimento para eles depois da queda, como não existe para os homens após a morte.” (S. João Damasceno; De fide orthodoxa. 2,4).

Catecismo da Igreja Católica


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sexta-feira, 25 de setembro de 2015

Estará a CNN a falar do Papa em plena visita aos USA?

O Santo Padre está em plena visita apostólica aos Estados Unidos da América. 

Está mais ou menos a meio. Regressa a Roma no dia 28 de Setembro, próxima Segunda-feira.

Desde que chegou, o Papa em Washington já canonizou um grande Santo americano, foi à Casa Branca e discursou ao Congresso dos Estados Unidos; em Nova Iorque já discursou diante dos líderes mundiais nas Nações Unidas, foi rezar ao Ground Zero e vai daqui a nada celebrar a Santa Missa no Madison Square.

Seria de esperar que fosse razão para encher a página principal da CNN, cnn.com.

No entanto, por volta das 17h00m EDT (fuso-horário de Nova Iorque), eis o que podiam encontrar nessa mesma página:
(printscreens dos vários scrolls para baixo)




Como é possível que a maior cadeia de notícias dos Estados Unidos quase não refira na página principal o Papa Francisco no seu próprio país desta maneira?

Terá a ver com este discurso de há umas horas, nas Nações Unidas?




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Papa em Nova Iorque - Apostolado só é possível com Sacrifício

Esta bela Catedral de Saint Patrick, construída há muitos anos através dos sacrifícios de muitos homens e mulheres, pode servir de símbolo do trabalho de gerações de sacerdotes e religiosos americanos e fiéis leigos que ajudaram a construir a Igreja nos Estados Unidos. Só no campo da edução, quantos padres e religiosos neste país tiveram um papel central, ajudando os pais ao dar aos seus filhos a comida que os fortalecerá para a vida! Muitos fizeram-nos com um extraordinário sacrifício e uma caridade heróica. (...)

Esta noite, meus irmão e irmãs, junto-me a vós - sacerdotes e homens e mulheres de vida consagrada - a rezar para que as nossas vocações continuem a construir o grande edifício do Reino de Deus neste país. (...) Esperando ajudar-vos a perseverar no caminho de fidelidade a Jesus Cristo, gostava de oferecer-vos duas breves reflexões.
(...)
Um segundo tema é o espírito de trabalho árduo. Um coração agradecido é espontaneamente impelido a servir o Senhor e a encontrar expressão numa vida dedicada ao nosso trabalho. Assim que nos apercebemos o quanto Deus nos deu, uma vida de sacrifício, de trabalhar para Ele e para os outros, torna-se uma forma priveligiada de responder ao seu amor enorme.

No entanto, se formos honestos, sabemos quão facilmente o generoso espírito de sacrifício se pode esvaziar. Há muitas maneiras de isto poder acontecer; ambas são exemplos daquela "mundanidade espiritual" que enfraquece o nosso compromisso de homens e mulheres de vida consagrada para servir e diminui o espanto, a maravilha, do nosso primeiro encontro com Cristo.

Podemos dar por nós a medir o valor dos nosso trabalhos apostólicos com os padrões de eficiência, boa gestão e sucesso exterior que controlam o mundo dos negócios. Não que essas coisas não sejam importantes! Foi-nos confiada uma grande responsabildiade e o povo Deus espera de nós com razão uma responsabilização. Mas o verdadeiro valor do nosso apostolado é a medida do valor que tem aos olhos de Deus. Para ver e avaliar as coisas pela perspectiva de Deus é nos exigida uma conversão constante nos primeiros dias e anos da nossa vocação e, escuso de dizer, é nos pedida uma grande humildade. A cruz mostra-nos uma forma diferente de medir o sucesso. O nosso trabalho é semar: Deus encarrega-se dos frutos dos nossos esforços. E se às vezes os nossos esforços e trabalhos parecem falhar e não produzir fruto, temos que nos lembrar que seguimos Jesus... e a sua vida, humanamente falando, fracassou, no fracasso da cruz.
O outro perigo surge quando nos tornamos invejosos do tempo livre, quando pensamos que rodear-nos dos confortos do mundo nos vai ajudar a servir melhor. O problema disto é que bloqueia o poder da chamada diária de Deus à conversão, ao encontro com ele. Lentamente, mas sem dúvida, diminui o nosso espírito de sacrifício, o nosso espírito de renúncia e de trabalho árduo. Também escandaliza as pessoas que sofrem de pobreza material e são obrigadas a fazer maiores sacrifícios que nós, sem serem consagradas. Precisamos do descanso, como os momentos de lazer e de enriquecimento próprio, mas temos que aprender a descansar de uma forma que aprofunde o nosso desejo de servir com generosidade. A proximidade ao pobre, ao refugiado, ao imigrante, ao doente, ao explorado, ao idoso que vive sozinhos, aos prisioneiros e a todos os outros pobres de Deus ensinar-nos-à uma maneira diferente de descansar, que é mais Cristã e generosa.
(...)

Queridos irmãos e irmãs, daqui a nada, em uns minutos, vamos cantar o Magnificat. Peçamos a Nossa Senhora pelo trabalho que nos foi confiado; juntemo-nos a ela a agradecer a Deus pelas maravilhas que operou e pelas grandes coisas que continuará a fazer em nós e naqueles que temos o privilégio de servir. Amen.

Papa Francisco, Vésperas com os sacerdotes e religiosos, 24.Set.2015


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quinta-feira, 24 de setembro de 2015

O que não se soube do Papa Francisco em Cuba




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Jesus e a conversão - Homilia do Papa em Havana, Cuba

Jesus faz aos seus discípulos uma pergunta aparentemente indiscreta: «Que discutíeis pelo caminho?» (Mc 9, 33). Uma pergunta que Ele nos pode fazer também hoje: De que é que falais diariamente? Quais são as vossas aspirações? Eles «ficaram em silêncio – diz o Evangelho – porque, no caminho, tinham discutido uns com os outros sobre qual deles era o maior», quem era o mais importante. Sentiam vergonha de dizer a Jesus aquilo de que estavam a falar. Como nos discípulos de ontem, também em nós hoje, pode-se encontrar a mesma discussão: Quem é o mais importante?

Jesus não insiste com a pergunta, não os obriga a dizer-Lhe o assunto de que falavam pelo caminho; e todavia a pergunta permanece, não só na mente, mas também no coração dos discípulos.

Quem é o mais importante? Uma pergunta que nos acompanhará toda a vida e à qual somos chamados a responder nas diferentes fases da existência. Não podemos fugir a esta pergunta; está gravada no coração. Mais do que uma vez ouvi, em reuniões de família, perguntar aos filhos: De quem gostas mais, do pai ou da mãe? É como se vos perguntassem: Quem é mais importante para vós? Será que esta pergunta é simplesmente um jogo de crianças? A história da humanidade está marcada pelo modo como se respondeu a esta pergunta.

Jesus não teme as perguntas dos homens; não tem medo da humanidade, nem das várias questões que a mesma coloca. Pelo contrário, Ele conhece os «recônditos» do coração humano e, como bom pedagogo, está sempre disposto a acompanhar-nos. Fiel ao seu estilo, assume os nossos interrogativos, as nossas aspirações, conferindo-lhes um novo horizonte. Fiel ao seu estilo, consegue dar uma resposta capaz de propor novos desafios, descartando «as respostas esperadas» ou aquilo que aparentemente já estava estabelecido. Fiel ao seu estilo, Jesus sempre propõe a lógica do amor; uma lógica capaz de ser vivida por todos, porque é para todos.

Longe de qualquer tipo de elitismo, Jesus não propõe um horizonte para poucos privilegiados, capazes de chegar ao «conhecimento desejado» ou a altos níveis de espiritualidade. O horizonte de Jesus é sempre uma proposta para a vida diária, mesmo aqui na «nossa ilha»; uma proposta que faz com que o dia-a-dia tenha sempre um certo sabor a eternidade.

Quem é o mais importante? Jesus é simples na sua resposta: «Se alguém quiser ser o primeiro – ou seja, o mais importante –, há-de ser o último de todos e o servo de todos» (Mc 9, 35). Quem quiser ser grande, sirva os outros e não se sirva dos outros.

E este é o grande paradoxo de Jesus. Os discípulos discutiam sobre quem deveria ocupar o lugar mais importante, quem seria seleccionado como o privilegiado – os discípulos, que eram os mais próximos de Jesus, discutiam sobre isto! –, quem seria isento da lei comum, da norma geral, para se pôr em evidência com um desejo de superioridade sobre os demais. Quem subiria mais rapidamente, ocupando os cargos que dariam certas vantagens.

E Jesus transtorna a sua lógica, dizendo-lhes simplesmente que a vida autêntica se vive no compromisso concreto com o próximo, isto é, servindo.

O convite ao serviço apresenta uma peculiaridade a que devemos estar atentos. Servir significa, em grande parte, cuidar da fragilidade. Servir significa cuidar dos frágeis das nossas famílias, da nossa sociedade, do nosso povo. São os rostos sofredores, indefesos e angustiados que Jesus nos propõe olhar e convida concretamente a amar. Amor que se concretiza em acções e decisões. Amor que se manifesta nas diferentes tarefas que somos chamados, como cidadãos, a realizar. São pessoas de carne e osso, com a sua vida, a sua história e especialmente com a sua fragilidade, aquelas que Jesus nos convida a defender, assistir, servir. Porque ser cristão comporta servir a dignidade dos irmãos, lutar pela dignidade dos irmãos e viver para a dignificação dos irmãos. Por isso, à vista concreta dos mais frágeis, o cristão é sempre convidado a pôr de lado as suas exigências, expectativas, desejos de omnipotência.

Há um «serviço» que serve aos outros; mas temos que guardar-nos do outro serviço, da tentação do «serviço» que «se» serve dos outros. Há uma forma de exercer o serviço cujo interesse é beneficiar os «meus», em nome do «nosso». Este serviço deixa sempre os «teus» de fora, gerando uma dinâmica de exclusão.

Todos estamos chamados, por vocação cristã, ao serviço que serve e a ajudar-nos mutuamente a não cair nas tentações do «serviço que que se serve». Todos somos convidados, encorajados por Jesus a cuidar uns dos outros por amor. E isto sem olhar para o lado, para ver o que o vizinho faz ou deixou de fazer. Jesus diz: «Se alguém quiser ser o primeiro, há-de ser o último de todos e o servo de todos» (Mc 9, 35). Este será o primeiro. Não diz: Se o teu vizinho quiser ser o primeiro, que sirva. Devemos evitar os juízos temerários e animar-nos a crer no olhar transformador a que Jesus nos convida.

Este cuidar por amor não se reduz a uma atitude de servilismo; simplesmente põe no centro a questão do irmão: o serviço fixa sempre o rosto do irmão, toca a sua carne, sente a sua proximidade e, em alguns casos, até «padece» com ela e procura a promoção do irmão. Por isso, o serviço nunca é ideológico, dado que não servimos a ideias, mas a pessoas.

O santo povo fiel de Deus, que caminha em Cuba, é um povo que ama a festa, a amizade, as coisas belas. É um povo que caminha, que canta e louva. É um povo que, apesar das feridas que tem como qualquer povo, sabe abrir os braços, caminhar com esperança, porque se sente chamado para a grandeza. Assim o sentiram os vossos heróis. Hoje convido-vos a cuidar desta vocação, a cuidar destes dons que Deus vos deu, mas sobretudo quero convidar-vos a cuidar e servir, de modo especial, a fragilidade dos vossos irmãos. Não os transcureis por causa de projectos que podem parecer sedutores, mas desinteressam-se do rosto de quem está ao teu lado. Nós conhecemos, somos testemunhas da «força imparável» da ressurreição, que «produz por toda a parte, gerando rebentos de um mundo novo» (Exort. ap. Evangelii gaudium, 276.278).

Não nos esqueçamos da Boa Notícia de hoje: a importância dum povo, duma nação, a importância duma pessoa sempre se baseia no modo como serve a fragilidade dos seus irmãos. E nisto, encontramos um dos frutos da verdadeira humanidade.

Porque, queridos irmãos e irmãs, «quem não vive para servir, não serve para viver».

Homilia da Santa Missa em Havana, Cuba (20 de Setembro de 2015)


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quarta-feira, 23 de setembro de 2015

Padre Pio comunga de joelhos




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O milagre do Padre Pio que converteu ao catolicismo toda uma paróquia ortodoxa

Por intercessão do Padre Pio, a mãe de um sacerdote ortodoxo da Roménia ficou curada de um cancro terminal. Depois deste milagre toda a paróquia se converteu ao catolicismo. A obra do santo de Pietrelcina mudou tanto as suas vidas que apesar das dificuldades construíram uma Igreja dedicada ao santo e um hospital para os doentes em fase terminal.
O Padre Pio continua a interceder por todo o mundo e, lá do Céu, continua a fazer milagres de todo o tipo. Existem inúmeros testemunhos conhecidos sobre o santo de Pietrelcina pelo mundo inteiro, alguns deles recolhidos no livro“Padre Pio”, de José Maria Zavala.
No entanto, no caso da família Tudor não proporcionou apenas um milagre físico, mas uma conversão de centenas de pessoas ao catolicismo e o sonho de fazer uma pequena San Giovanni Rotondo no interior da Roménia, um país com um arraigado passado comunista e de maioria ortodoxa.
VICTOR, UM SACERDOTE ORTODOXO
Victor Tudor era um sacerdote ortodoxo romeno que não conhecia o Padre Pio e que, depois da cura milagrosa da sua mãe que tinha uma doença incurável, passou, juntamente com toda a paróquia, à Igreja Católica. Mas, além disso, decidiu ir além e conseguiu construir, apesar de mil dificuldades, uma Igreja dedicada ao santo capuchinho, bem como um hospital para os doentes em fase terminal.
Esta história teve início em 2002 quando a Lucrécia, mãe de Victor, foi diagnosticado um cancro no pulmão. Os médicos disseram que não era operável, pois havia metástases, por isso, deram -lhe apenas alguns meses de vida.
A VIAGEM DE LUCRÉCIA À ITÁLIA
Diante desta situação, o padre Victor contactou o seu irmão Mariano, pintor especializado em iconografia e que vivia em Roma. Com isto, esperava que pudesse conhecer algum médico que tratasse a sua mãe em Itália. Finalmente, pôde chegar à fala com um dos melhores médicos do mundo na sua especialidade e este disse-lhe que estudaria o caso se a sua mãe fosse a Roma.
Dito e feito. Lucrécia chegou doente a Itália. O médico viu-a e disse-lhe igualmente que a operação seria inútil e que só poderia intervir com alguns remédios para aliviar as terríveis dores.
A mãe ficou um tempo com o seu filho em Roma para que assim pudesse fazer mais exames. Enquanto isso, Mariano trabalhava fazendo um mosaico numa Igreja e levava a sua mãe consigo. Enquanto ele trabalhava Lucrécia visitava o templo e via as imagens.
A DESCOBERTA DO PADRE PIO
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Uma imagem lhe chamou muito a atenção. Estava situada num canto da Igreja. Era o Padre Pio. A mulher ficou impressionada e perguntou ao seu filho quem era. Este contou-lhe brevemente a sua história e durante os dias seguintes o filho percebeu que sua a mãe estava constantemente sentada à frente da imagem do santo de Pietrelcina. Falava com a escultura como se falasse com uma pessoa.
Assim, passaram os dias. Duas semanas depois, Lucrécia e o seu filho Mariano correram ao hospital para realizar um exame. Mas, para a surpresa e espanto dos médicos e deles mesmos, o cancro terminal que sofria esta mulher romena havia desaparecido completamente.
Esta mulher ortodoxa havia pedido a intercessão do Padre Pio e este respondeu. Este feito percorreu toda a família começando pelo seu filho Victor, sacerdote ortodoxo. “A cura milagrosa de minha mãe realizada pelo Padre Pio em favor de uma mulher ortodoxa chamou-me a atenção”, reconhecia, então, este sacerdote romeno.
A COMOÇÃO NA PARÓQUIA
Esta personagem até então desconhecida deixou-o fascinado. Começou a ler a vida do Padre Pio e algo nele começou a mudar. Contou sobre o milagre da sua mãe aos seus paroquianos e todos ficaram admirados, pois a mãe de Victor era bem conhecida por eles. “Todos conheciam a minha mãe e sabiam que havia ido à Itália para tentar uma intervenção cirúrgica, e que voltou para casa curada, sem que nenhum médico a tivesse operado”.
Este milagre transformou não só a família Tudor, mas toda a comunidade ortodoxa. Conta o padre Victor que pouco a pouco a sua paróquia começou a conhecer e a amar o Padre Pio. “Líamos tudo aquilo que encontrávamos sobre ele e sua santidade nos conquistava”.
A CONVERSÃO AO CATOLICISMO
A coisa ia mais adiante e outros enfermos da paróquia também receberam graças extraordinárias do Padre Pio. Não obstante, começava a surgir um problema nesta comunidade, pois continuavam a ser ortodoxos e eram devotos de um santo católico contemporâneo.
Por causa de Padre Pio, o Padre Victor e a sua paróquia com quase 350 pessoas decidiram tornar-se católicos. Hoje pertencem ao rito greco-católico da Roménia. As suas vidas foram transformadas, mas, como o Padre Pio viveu numerosas dificuldades, eles também haviam de provar a sua nova fé.
Numa recente entrevista ao canal Padre Pio TV, Victor Tudor conta que tiveram “numerosas dificuldades” para se tornarem católicos, pois a conversão neste país ortodoxo com um passado comunista era bastante complexa. Problemas com os políticos, a polícia etc..
UM NOVO TEMPLO NA ROMÉNIA
lucrecia-tudorNão desanimaram e apesar dos impasses decidiram ir, inclusive, mais adiante, construindo uma Igreja dedicada ao Padre Pio. O templo já está praticamente construído e isso foi outro milagre do santo capuchinho.
Os fiéis, num grande gesto de humildade, colaboraram na construção. Enquanto isso, celebravam as Missas na rua, apesar da gélidas temperaturas do inverno. Tudo isso somado aos enormes obstáculos burocráticos. O padre Victor, desesperado acudia ao seu Bispo diante de tantos problemas e este sempre lhe respondia: “isto é de Deus e todas essas coisas se resolverão”. Assim, de repente um bispo pagou-lhes o terreno da Igreja. Iam acontecendo feitos extraordinários, que pouco a pouco favoreciam a construção.
Apesar disso, o padre Victor recorreu a Roma junto ao seu irmão para pedir também ajuda para esta igreja. Ali encontrou-se com outro bispo ao qual contou os seus problemas. “Qual será o padroeiro da sua Igreja?”, perguntou-lhe o prelado. Depois de responder que seria o Padre Pio, este bispo sorriu e lhe tranquilizou dizendo que “o Padre Pio lhe fará a Igreja sozinho”.
O HOSPITAL DEDICADO AO SANTO
Agora o templo é já uma realidade e para o padre Victor é outro milagre. “Senti que o Padre Pio me ajudou, aos meus fiéis e em outros países e Igrejas. É um sinal de fé”, afirma.
Ainda assim, este sacerdote romeno não ficou tranquilo e seguindo os passos do santo e pedindo a sua intercessão criou um “pequeno San Giovanni Rotondo”, na Roménia, depois de fundar um hospital que atenderá enfermos em fase terminal, gente sem recursos e idosos abandonados. As dificuldades são enormes e falta o dinheiro, mas Victor conta com a intercessão de Padre Pio. Até agora ele não falhou.
in Religion en Libertad (Tradução: Reparatoris)


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terça-feira, 22 de setembro de 2015

As mentiras do Diabo



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Bilionário judeu resgata cristãos perseguidos pelo Estado Islâmico

O britânico Lord George Weidenfeld está a financiar uma missão de resgate de até 2.000 famílias cristãs no Iraque e na Síria. Segundo o Catholic Herald, do Reino Unido, ele quer seguir o exemplo do falecido sir Nicholas Winton, cristão que salvou 669 crianças judias destinadas à morte em campos de concentração nazis durante o Holocausto.

O bilionário de 95 anos diz que tem "uma dívida a pagar". Em 1938, os quakers e os Irmãos de Plymouth, cristãos, organizaram a transferência segura de judeus de Viena para a Inglaterra através do “Kindertransport”, ajudando-os a escapar dos nazis. Os judeus receberam comida, roupas, hospedagem e transporte. Weidenfeld estava entre eles.

"Eu tenho uma dívida a pagar", disse Lord Weidenfeld em entrevista ao Times. "Ela vale para os muitos jovens que estavam nos ‘Kinderstransport’. Foi uma operação muito nobre, e nós, judeus, devemos estar agradecidos e fazer algo pelos cristãos que estão em perigo".

A primeira fase do esforço de resgate organizado pela Weidenfeld Safe Havens Fund conseguiu levar 150 pessoas da Síria para a Polónia neste último 10 de Julho, com a permissão do governo polaco e do regime de Assad na Síria.

O jornal Express, do Reino Unido, informa que o fundo de Weidenfeld pretende dar ajuda económica de 12 a 18 meses para os refugiados. Alguns países, como os Estados Unidos, recusaram-se a participar no projeto porque ele não inclui os muçulmanos, também eles alvo do Estado Islâmico.

Os cristãos, os yazidis, os drusos e os muçulmanos xiitas são perseguidos pelos grupos terroristas na Síria e no Iraque. Lord Weidenfeld, no entanto, defendeu o objectivo específico do seu projeto:

"Eu não posso salvar o mundo todo, mas tenho uma possibilidade muito específica no caso dos cristãos. Outros podem fazer o que eles querem que seja feito pelos muçulmanos".


Nascido na Áustria em 1919, Weidenfeld recebeu o título de “Lord” em 1976. Chegado à Grã-Bretanha sem um tostão, fez fortuna criando a editora Weidenfeld & Nicholson.

in aleteia.org



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segunda-feira, 21 de setembro de 2015

A vocação de Mateus - Rui Corrêa d'Oliveira

«Jesus viu um homem chamado Mateus,
sentado no posto de cobrança, e disse-lhe:

«Segue-me!» E ele levantou-se e seguiu-O.»


A beleza deste episódio é que não se trata de ficção
Mas da história real de um homem concreto
Frágil como eu, pecador como eu.

A beleza desta história é que se repete no tempo,
Com cada homem e cada mulher que um dia cruzou o seu olhar com o olhar de Jesus.

Porque Ele permanece vivo e verdadeiro, contemporâneo e próximo, olha para mim com o mesmo olhar de bondade e misericórdia que penetrou até ao fundo o coração daquele cobrador de impostos.



E eu bem sei que assim foi. E eu bem sei que assim é!
Posso disfarçar, posso distrair-me, mas não o posso negar.

Afinal a diferença entre mim e S. Mateus
é a radicalidade do seguimento de que ele foi capaz,

jogando toda a sua liberdade, arriscando tudo,

até ao último bater do seu coração.

Eu quero seguir-Te, Senhor,
eu quero ser Teu, como o Teu Apóstolo.

Não Te canses de me desafiar,
não Te canses de me chamar...
até ao meu último instante.

in Bom dia


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Teologia do Corpo: Novo livro em Portugal

[Post Actualizado]

O livro já está disponível e pode ser comprado (24€) através dos seguintes contactos:
comercial.laisnova@gmail.comtelm: 965027323tel: 222010449

[Post original]

A Criação de Adão, o Primeiro Homem
Teto da Capela Sistina - o "Santuário da Teologia do Corpo", segundo S. João Paulo II
Vai ser lançado este mês um livro novo escrito em português sobre Teologia do Corpo. 

Como se disse há uns dias, esta publicação é inédita, pois será, juntamente com o livro de Mons. Duarte da Cunha, um dos primeiros livros de Teologia do Corpo em Portugal.

Na verdade, este será o primeiro totalmente dedicado a explicar a Teologia do Corpo a qualquer pessoa, com base nas catequeses de S. João Paulo II.

O livro é escrito pelo Pe. João Paulo Pimentel, um dos sacerdotes que falou no IVth International Symposium on Theology of the Body, em Fátima, 2013. Na altura o blog Senza publicou a sua conferência em vídeo, que voltamos a recomendar:

Explica o Pe. Pimentel no prólogo do livro:
"Como tive ocasião de explicar na breve intervenção do 4º Congresso Internacional da Teologia do Corpo, realizado em Fátima no ano 2013, as minhas palavras não são tanto as de um académico, mas mais as de um sacerdote que deseja ter em mente os problemas das pessoas. Procurei, em cada capítulo, levantar uma ou várias questões que pudessem estar presentes no coração das pessoas correntes e que tivessem que ver com o conteúdo das audiências. Penso que esta metodologia pode facilitar que mais gente queira ler e entender as catequeses, se souber que elas vão dar respostas a perguntas concretas que estão no seu coração. 
Precisamente por isso, não me senti na obrigação de resolver todas as questões – interessantíssimas – relacionadas com as catequeses. Desejei, por um lado, dar pistas e esquemas que facilitem a sua leitura integral, e, por outro, levantar um pouco o véu deste magnífico corpo doutrinal."
Pode-se dizer que este livro é "sobre o homem e sobre a transformação de todo o seu ser pela graça do Redentor". E continua o autor:
"A planetária difusão da mentalidade divorcista e contracetiva é, a meu ver, um gemido da humanidade que espera pela redenção do corpo (cfr. Rom 8, 23). A grande maioria preferiria, certamente, não ter de recorrer ao divórcio ou aos contracetivos, mas vêem neles recursos inevitáveis. Até mesmo muitos católicos. Espero que estas páginas, que procuram apoiar-se nas catequeses de João Paulo II sobre a teologia do corpo, contribuam, pelo menos, para fazer desejar que a Redenção de Cristo possa chegar à última orla da vida de cada um, com as inevitáveis consequências na vida conjugal e familiar."
O livro só vai estar disponível nas livrarias no final do mês e, a seu tempo, informaremos sobre as sessões de apresentação. No entanto, divulgamos já hoje, no dia da Exaltação da Santa Cruz, o prólogo e o índice do novo livro.

Prólogo e Índice de
João Paulo Pimentel, Glorificai a Deus no vosso corpo: Conceitos e perspectivas da teologia do corpo. Editorial Aster (2015):





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domingo, 20 de setembro de 2015

O Islão está longe do que Deus disse de Si mesmo - S. João Paulo II

Quem, conhecendo bem o Antigo e o Novo Testamento, ler o Corão, vê claramente o processo de redução da Divina Revelação que nele se efectuou. É impossível não perceber como está longe daquilo que Deus disse de Si mesmo, primeiro no Antigo Testamento pela boca dos profetas, e depois de modo definitivo no Novo Testamento por meio do Seu Filho. Toda esta riqueza da auto-revelação de Deus, que constituiu o património do Antigo e do Novo Testamentos, foi de facto posta de lado no Islamismo.

Ao Deus do Corão dão-se alguns dos nomes mais belos que se conhecem na língua humana, mas em última instância trata-se de um Deus fora do mundo, um Deus que é apenas Majestade, nunca Emanuel, Deus-connosco. O Islamismo não é uma religião de redenção. Nele não há espaço para a Cruz e para a Ressurreição.

Papa João Paulo II in Cruzando o Limiar da Esperança


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sábado, 19 de setembro de 2015

Papa Francisco louva o trabalho do Observatório Vaticano

O Observatório do Vaticano está a ter um simpósio internacional para celebrar o 80º aniversário da sua transferência para Castel Gandolfo por vontade do Papa Pio XI, que decidiu isto dado as luzes da cidade de Roma tornarem impossível os astrónomos estudarem as estrelas menos brilhantes. O observatório é um dos mais antigo no mundo, estabelecido na segunda metade do século XVI, quando Gregório XIII erigiu no Vaticano a Torre dos Ventos e convidou os Jesuítas, astrónomos e matemáticos do Colégio Romano para preparar a reforma do calendário, promulgada em 1582.

Hoje o Papa recebeu em audiência os participantes neste encontro, afirmando que "o universo é mais do que um problema científico para ser resolvido: é um mistério gozoso que contemplamos com espanto e admiração". Ele acrescentou que "Sto. Inácio de Loiola percebeu bem esta linguagem. Ele próprio disse que a sua grande consolação era olhar par a o céu e para as estrelas, porque quando o fazia sentia um grande desejo de servir o Senhor".

Francisco lembrou que durante os anos os astrónomos do Observatório têm seguido caminhos de investigação, caminhos creativos que seguiram os astrónomos e os Jesuítas do Colégio Romano, do Pe. Christoph Clavius (conhecido pela sua contribuição para a criação do calendário Gregoriano) ao Pe. Angelo Secchi (pioneiro na espectroscopia astronómica), e pelo Pe. Matteo Ricci e muitos outros.

"Neste aniversário gostava de relembrar o discurso de Bento XVI aos Padres da última Congregação Geral da Companhia de Jesus, onde ele enfatizou que a Igreja precisa urgentemente de pessoas consagradas que dediquem as suas vidas à fronteira entre a fé o conhecimento humano, entre a fé e a ciência moderna. (...) No contexto do diálogo interreligioso, hoje mais urgente do que nunca, a investigação científica sobre o universo pode oferecer uma perspectiva única, partilhada tanto por crentes e por não crentes, para ajudar a atingir uma melhor compreensão religiosa da criação. A este respeito, a Escola de Astrofísica que o Observatório tem organizado nos últimos trinta anos representa uma oportunidade valiosa para jovens astrónomos de todo o mundo entrarem em diálogo e colaborarem na procura da verdade."

Francisco também mencionou que durante o simpósio os membros do Observatório discutiram a importância de comunicar que a Igreja e os seus pastores abraçam, encorajam e promovem ciência genuíca. "É muito importante que partilhem o dom do vosso conhecimento científico do universo com as pessoas, dando de graça o que receberam de graça," disse ele.

"No espírito de gratuidade para o Senhor pelo testemunho de ciência e fé que os membros do Observatório têm dado nestas décadas, eu encorajo-vos a continuar o vosso caminho... com aqueles que partilham o entusiasmo e o esforço da exploração do universo", concluiu o Papa.

in Vatican Information Service, 18 de Setembro de 2015


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