segunda-feira, 31 de agosto de 2015

sábado, 29 de agosto de 2015

O Summorum Pontificum nos Estados Unidos

Mons. Slattery visita a paróquia do Pe. Davison

1 – É difícil encontrar melhores palavras do que as do Pe. Timothy Davison para expressar a atracção que a missa tradicional exerce sobre um tão grande número de sacerdotes: “feitos” para celebrarem o santo sacrifício, os sacerdotes, no seio da liturgia nova, acabam por se sentir sem rito – no sentido mais nobre do termo, segundo o qual ele é expressão visível e invisível desse acontecimento sagrado de que, no altar, eles são ministros. O Pe. Tim diz-nos ainda, como o faz um grande número de sacerdotes diocesanos que começaram a celebrar segundo o rito tradicional, que a atracão da forma extraordinária é contagiosa: os outros sacerdotes vêem a alegria de quem a celebra e os frutos que daí se retira, e vem-lhes a vontade de os imitar.

2 – De acordo com o Pe. Tim, desde 2007 e da publicação do Summorum Pontificum, houve já 2000 sacerdotes americanos que antes só celebravam na forma ordinária, entretanto também já aprenderam a celebrar na forma extraordinária. Não é possível louvar o suficiente a importância do Motu Proprio de Bento XVI no que diz respeito ao lento mas profundo movimento que ele pôs em marcha. Cabe também sublinhar o papel notável desempenhado pelas comunidades com capacidade de levarem a cabo uma pedagogia litúrgica, neste caso a dos Cónegos da São João de Câncio e da Fraternidade de S. Pedro (mas nos Estados Unidos, podíamos ainda citar o Instituto de Cristo-Rei e os mosteiros tradicionais). É bem sabido como são importantes, em todo o processo de educação restauradora, este tipo de apoios.

3 – O bispo do Pe. Davison, Mons. Edward Slattery, mostrou ser particularmente acolhedor. Convém lembrar que a situação nos Estados Unidos é bem diferente da que se vive no velho continente, e em especial da que se vive em França e em Portugal, já que nos Estados Unidos não é a ideologia que impera. Enquanto que na Europa – descrita há pouco tempo pelo Papa Francisco como uma periferia envelhecida já sem sacerdotes e sem religiosas (2) –, muitos bispos preferem ver diminuir, cada ano que passa, o número de vocações e o número de fiéis, em vez de abrirem o seu coração e as suas igrejas à forma extraordinária, já do outro lado do Atlântico, a maioria dos bispos, mesmo os que não são ligados à tradição, mostram uma atitude pragmática, e por isso, vendo que a liturgia tradicional atrai os fiéis e gera novas vocações, não hesitam em dar-lhe um espaço adequado para que se possa desenvolver, e nem sequer o fazem de má cara. Que bom exemplo!

4 – A respeito dessa paz paroquial que nos é descrita pelo Pe. Tim, fica claro que ela vem, em primeiro lugar, da paz litúrgica que enche o coração deste pároco. Sem dúvida que, estando assim as coisas, não tem de lidar com esses comités de leigos transformados em “clérigos substitutos” que se encontram em redor da nova liturgia. Resta pois sublinhar a naturalidade com que, desta maneira, a forma tradicional readquire o seu lugar próprio na vida da Igreja, da qual, em certo sentido, esta pequena paróquia do Oklahoma constitui um microcosmos.

(1) Dom Mark Kirby é o prior do mosteiro de Nossa Senhora do Cenáculo, que se dedica à adoração perpétua do Santíssimo Sacramento. Erigido a princípio na Diocese de Tulsa logo depois do Ano da Eucaristia instituído por João Paulo II (2004-2005), ele encontra-se agora em Silverstream, no condado de Meath, na Irlanda. A liturgia ordinária do mosteiro segue a forma extraordinária.

(2) Por ocasião do encontro com os novos bispos de Propaganda Fide, a 20 de Setembro de 2014.

in Paix Liturgique


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Dia do Martírio de São João Baptista

São João Baptista foi um homem que não teve medo de ser morto por dizer a verdade. Exactamente o contrário do "politicamente correcto", do "que será que eles vão pensar de mim?", e do "é melhor ficar calado para não sofrer consequências".


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sexta-feira, 28 de agosto de 2015

Todos os homens querem ser felizes - Santo Agostinho

Todos os homens querem ser felizes; não há ninguém que não o queira, e com tanta intensidade que o deseja acima de tudo. Melhor ainda: tudo o que querem para além disso querem-no para isso. Os homens perseguem paixões diferentes, um esta, outro aquela; também existem muitas maneiras de ganhar a vida neste mundo: cada um escolhe a sua profissão e exerce-a. Mas quer adoptem este ou aquele género de vida, todos os homens agem nesta vida para serem felizes. O que há então nesta vida capaz de nos fazer felizes, que todos desejam mas que nem todos alcançam? Procuremo-lo.

Se eu perguntar a alguém: «Queres viver?», ninguém se sentiria tentado a responder-me: «Não quero». Do mesmo modo, se eu perguntar: «Queres ser saudável?», ninguém me responderá: «Não quero». A saúde é um bem precioso aos olhos do rico e, para o pobre, ela é muitas vezes o único bem que ele possui. Todos concordam no amor pela vida e pela saúde. Ora quando o homem desfruta da vida e é saudável, poderá contentar-se com isso?

Um homem rico perguntou ao Senhor: «Mestre, que devo fazer para ter a vida eterna?» (Mc 10, 17) Ele temia morrer e era forçado a morrer. Ele sabia que uma vida de dor e de tormentos não é vida, e que se lhe deveria antes dar o nome de morte. Apenas a vida eterna pode ser feliz. A saúde e a vida neste mundo não a garantem, tememos demasiado perdê-las: chamai a isto «temer sempre» e não «viver sempre». Se a nossa vida não é eterna, se não satisfaz eternamente os nossos desejos, não pode ser feliz, nem sequer é vida. Quando entrarmos nessa vida, teremos a certeza de aí ficar para sempre. Teremos a certeza de possuir eternamente a verdadeira vida sem qualquer temor, pois encontrar-nos-emos naquele Reino sobre o qual se diz: «E o Seu reino não terá fim» (Lc 1, 33).

in Sermão 306


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quinta-feira, 27 de agosto de 2015

Ser Mãe é o melhor trabalho do mundo

Hoje é dia de Santa Mónica, Mãe de Santo Agostinho. Como qualquer Mãe, que quer sempre o melhor para o seu filho, Mónica moveu mundos e fundos para que o seu filho Agostinho se convertesse à Fé Católica e, como as Mães fazem quase sempre, conseguiu o que queria. Agostinho converteu-se e tornou-se num dos maiores santos da história do catolicismo e um dos maiores génios que a Humanidade conheceu.

Santa Mónica, rogai por nós.


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quarta-feira, 26 de agosto de 2015

Aprenderemos a servir - Beata Teresa de Calcutá

Seja o que for que fizeres, nem que seja ajudar alguém a atravessar a rua, é a Jesus que o fazes. Dás um copo de água, e é a Jesus que o dás (Mt 25, 35) – pequeno preceito de nada, mas crucial, sempre mais esclarecedor. Não devemos temer o amor de Cristo, amar como Ele amou. Pouco importa que o nosso trabalho seja modesto, humilde; façamo-lo com o amor do próprio Cristo.

Por mais belo que possa ser o teu trabalho, permanece desapegado, sempre pronto a renunciares a ele. O que tu fazes não é teu. Os talentos que Deus te deu não são teus; foram-te dados para os usares para a glória de Deus. Sê generoso e leva a efeito tudo o que tens em ti para agradar ao bom Mestre.

Que temos de aprender? A ser mansos e humildes (Mt 11,29); se nos tornarmos mansos e humildes, aprenderemos a rezar; e aprendendo-o, pertenceremos a Jesus; e pertencendo-Lhe, aprenderemos a acreditar; e acreditando, aprenderemos a amar; e amando, aprenderemos a servir.

in Não há amor maior ('No Greater Love')


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terça-feira, 25 de agosto de 2015

Pelo sinal da santa cruz

Pelo sinal X da santa cruz, livra-nos, Deus X nosso Senhor, dos nossos X inimigos.
Em nome do Pai X e do Filho X e do Espírito Santo X . Ámen.
Per signum X crucis, de X inimicis nostris libera nos, Deus X noster.
In nomine Patris X et Fílii X et Spiritus Sancti X . Amen.



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Falsa liberdade

São almas que fazem barricadas com a liberdade. A minha liberdade, a minha liberdade! Têm-na e não a seguem; olham-na e põem-na como um ídolo de barro dentro do seu entendimento mesquinho. É isso liberdade? Que aproveitam dessa riqueza sem um compromisso sério, que oriente toda a existência? 

Um tal comportamento opõe-se à categoria própria, à nobreza, da pessoa humana. Falta a rota, o caminho claro que oriente os seus passos na terra; essas almas – decerto já as encontraram, como eu – depressa se deixarão arrastar pela vaidade pueril, pela presunção egoísta, pela sensualidade. 

S. Josemaria Escrivá in Amigos de Deus, 28–29


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segunda-feira, 24 de agosto de 2015

Rezar pelos que nos ofendem e magoam

"Rezarei todos os dias por aqueles que me ofenderam e magoaram, perdoando generosamente, por amor a Jesus, todo o mal que me fizeram."

Padre Felice Cappello SJ


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S. Bartolomeu Apóstolo apresentado pelo Papa Bento XVI

Na série dos Apóstolos chamados por Jesus durante a sua vida terrena, hoje quem atrai a nossa atenção é o apóstolo Bartolomeu. Nos antigos elencos dos Doze ele é sempre colocado antes de Mateus, enquanto varia o nome daquele que o precede e que pode ser Filipe (cf. Mt 10, 3; Mc 3, 18; Lc 6, 14) ou Tomé (cf. Act 1, 13). O seu nome é claramente um patronímico, porque é formulado com uma referência explícita ao nome do pai. De facto, trata-se de um nome provavelmente com uma marca aramaica, Bar Talmay, que significa precisamente "filho de Talmay".

Não temos notícias de relevo acerca de Bartolomeu; com efeito, o seu nome recorre sempre e apenas no âmbito dos elencos dos Doze acima citados e, por conseguinte, nunca está no centro de narração alguma. Mas, tradicionalmente ele é identificado com Natanael:  um nome que significa "Deus deu". Este Natanael provinha de Caná (cf. Jo 21, 2), e portanto é possível que tenha sido testemunha do grande "sinal" realizado por Jesus naquele lugar (cf. Jo 2, 1-11). A identificação das duas personagens provavelmente é motivada pelo facto que este Natanael, no episódio de vocação narrada pelo Evangelho de João, é colocado ao lado de Filipe, isto é, no lugar que Bartolomeu ocupa nos elencos dos Apóstolos narrados pelos outros Evangelhos. Filipe tinha comunicado a este Natanael que encontrara "aquele sobre quem escreveram Moisés, na Lei, e os profetas:  Jesus, filho de José de Nazaré" (Jo 1, 45). Como sabemos, Natanael atribuiu-lhe um preconceito bastante pesado:  "De Nazaré pode vir alguma coisa boa?" (Jo 1, 46a). Esta espécie de contestação é, à sua maneira, importante para nós. De facto, ela mostra-nos que segundo as expectativas judaicas, o Messias não podia provir de uma aldeia tanto obscura como era precisamente Nazaré (veja também Jo 7, 42). Mas, ao mesmo tempo realça a liberdade de Deus, que surpreende as nossas expectativas fazendo-se encontrar precisamente onde não o esperávamos. Por outro lado, sabemos que Jesus na realidade não era exclusivamente "de Nazaré", pois tinha nascido em Belém (cf. Mt 2, 1; Lc 2, 4) e que por fim provinha do céu, do Pai que está no céu.

Outra reflexão sugere-nos a vicissitude de Natanael:  na nossa relação com Jesus não devemos contentar-nos unicamente com as palavras. Filipe, na sua resposta, faz um convite significativo:  "Vem e verás!" (Jo 1, 46b). O nosso conhecimento de Jesus precisa sobretudo de uma experiência viva:  o testemunho de outrem é certamente importante, porque normalmente toda a nossa vida cristã começa com o anúncio que chega até nós por obra de uma ou de várias testemunhas. Mas depois devemos ser nós próprios a deixar-nos envolver pessoalmente numa relação íntima e profunda com Jesus; de maneira análoga os Samaritanos, depois de terem ouvido o testemunho da sua concidadã que Jesus tinha encontrado ao lado do poço de Jacob, quiseram falar directamente com Ele e, depois deste colóquio, disseram à mulher:  "Já não é pelas tuas palavras que acreditamos, nós próprios ouvimos e sabemos que Ele é verdadeiramente o Salvador do mundo" (Jo 4, 42).

Voltando ao cenário de vocação, o evangelista refere-nos que, quando Jesus vê Natanael aproximar-se exclama:  "Aqui está um verdadeiro Israelita, em quem não há fingimento" (Jo 1, 47). Trata-se de um elogio que recorda o texto de um Salmo:  "Feliz o homem a quem Iahweh não atribui iniquidade" (Sl 32, 2), mas que suscita a curiosidade de Natanael, o qual responde com admiração:  "Como me conheces?" (Jo 1, 48a). A resposta de Jesus não é imediatamente compreensível. Ele diz:  "Antes que Filipe te chamasse, eu te vi quando estavas sob a figueira" (Jo 1, 48b). Não sabemos o que aconteceu sob esta figueira. É evidente que se trata de um momento decisivo na vida de Natanael. Ele sente-se comovido com estas palavras de Jesus, sente-se compreendido e compreende:  este homem sabe tudo de mim, Ele sabe e conhece o caminho da vida, a este homem posso realmente confiar-me. E assim responde com uma confissão de fé límpida e bela, dizendo:  "Rabi, tu és o filho de Deus, tu és o Rei de Israel" (Jo 1, 49). Nela é dado um primeiro e importante passo no percurso de adesão a Jesus. As palavras de Natanael ressaltam um aspecto duplo e complementar da identidade de Jesus:  Ele é reconhecido quer na sua relação especial com Deus Pai, do qual é Filho unigénito, quer na relação com o povo de Israel, do qual é proclamado rei, qualificação própria do Messias esperado. Nunca devemos perder de vista nenhuma destas duas componentes, porque se proclamamos apenas a dimensão celeste de Jesus,  corremos  o  risco  de  o  transformar num ser sublime e evanescente, e se ao contrário reconhecemos apenas a sua colocação concreta na história, acabamos por descuidar a dimensão divina que propriamente o qualifica.

Da sucessiva actividade apostólica de Bartolomeu-Natanael não temos notícias claras. Segundo uma informação referida pelo historiador Eusébio do século IV, um certo Panteno teria encontrado até na Índia os sinais de uma presença de Bartolomeu (cf.Hist. eccl., V 10, 3). Na tradição posterior, a partir da Idade Média, impôs-se a narração da sua morte por esfolamento, que se tornou muito popular. Pense-se na conhecidíssima cena do Juízo Universal na Capela Sistina, na qual Michelangelo pintou São Bartolomeu que segura com a mão esquerda a sua pele, sobre a qual o artista deixou o seu auto-retrato. As suas relíquias são veneradas aqui em Roma na Igreja a ele dedicada na Ilha Tiberina, aonde teriam sido levadas pelo Imperador alemão Otão III no ano de 983. Para concluir, podemos dizer que a figura de São Bartolomeu, mesmo sendo escassas as informações acerca dele, permanece contudo diante de nós para nos dizer que a adesão a Jesus pode ser vivida e testemunhada também sem cumprir obras sensacionais. Extraordinário é e permanece o próprio Jesus, ao qual cada um de nós está chamado a consagrar a própria vida e a própria morte.

Papa Bento XVI in Audiência Geral, 4 de Outubro de 2006


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domingo, 23 de agosto de 2015

O jovem que revelou o escândalo Planned Parenthood

David Daleiden, que fingiu ser comprador de fetos, permaneceu durante dois anos na grande indústria do aborto e assistiu as práticas macabras. Tudo isso por "vocação" ...

Partes do corpo de fetos abortados vendidas como se fossem mercadoria. Passou um mês desde que saiu o primeiro vídeo que incriminou a maior provedora de aborto dos Estados Unidos - a Planned Parenthood - o escândalo já é agora de domínio público no mundo inteiro. E o crédito por expor essa realidade terrível é do jovem de 26 anos, David Daleiden.

Pertencente à ONG Center for Medical Progress, este jovem pegou numa câmara, e durante dois anos e meio filmou os bastidores da Planned Parenthood. A sua pesquisa jornalística, à qual chamou “Capital Humano”, produziu 12 vídeos. Até agora foram apenas divulgados 5 porque os outros receberam uma proibição judicial a pedido de uma outra empresa envolvida, a StemExpress, sociedade californiana que fornece tecido fetal a pesquisadores.

Entrevistado pelo jornal National Catholic Register, Daleiden falou sobre a sua iniciativa e a sua fé católica. Confidenciou que a sua fé foi surgindo gradualmente através do trabalho a favor da Vida que desempenha no Center for Medical Progress. O jovem explicou que ele mesmo é “filho de uma gravidez difícil": a sua mãe ficou grávida, ainda solteira, durante o primeiro ano da faculdade. O matrimónio dos seus pais aconteceu quando ele já tinha nascido. Ele considera-se um “sobrevivente do aborto”, como o "são todos os americanos nascidos depois de 1973”, ano em que o aborto foi descriminalizado nos Estados Unidos.

Terá sido por causa desta dificuldade da sua mãe durante a gravidez que Daleiden decidiu iniciar a sua militância entre os grupos pró-vida quando ainda era ainda muito jovem, com quinze anos. Continuou durante anos a conjugar a actividade escolar com aquela a favor dos nascituros, até amadurecer a consciência, juntamente com a maturidade religiosa, que esta sua atitude fosse uma vocação. "Tinha uma paixão pela actividade pró-vida, e ficou claro que isso era o que Deus queria que fizesse”, declara.

Falando do seu jornalismo investigativo, Daleiden afirma que ter entrado no coração da indústria do aborto e ter assistido a tais operações, “foi a coisa mais difícil” que teve que suportar. O seu testemunho contradiz aqueles que acreditam que alguns lugares são inacessíveis para a maioria. "Dissemos as ‘palavras mágicas’, ou seja, que queríamos comprar algumas partes de fetos – explica – , e assim tivemos acesso aos mais altos níveis da Planned Parenthood."

Daleiden ficou surpreso com a atitude dos médicos que realizam estas operações. Ele explicou que vivem uma situação de conflito; tentam “racionalizar” o trabalho que realizam para exorcizar “a dor e o remorso que, na verdade, sentem”. Contou que um dos médicos com o qual conversou, tinha os “olhos molhados” enquanto contava os detalhes do procedimento para a remoção por aspiração das partes do corpo dos fetos.

Um movimento de repulsa por uma actividade que evidentemente afecta a consciência humana, mas que prestigiosas empresas realizam normalmente. Daleiden move a este respeito uma chocante acusação: Afirma que um dos principais executivos de uma empresa envolvida no escândalo lhe revelou numa conversa que tinha recebido fetos "totalmente intactos".

E considerando que os meios químicos utilizados para o aborto matam as células e fazem o feto inutilizável, o jovem pró-vida acredita que esses não eram fetos, mas crianças entregues vivas e assassinadas para comercializar os órgãos. "A maneira pela qual as crianças são mortas é uma questão jurídica, estamos a falar de infanticídio: a delação é utilizada para cobrir as provas de uma actividade criminosa”. Com estas palavras Daleiden comenta a acção legal que ele moveu contra a sociedade que menciona.

Que a sua investigação tenha irritado alguém de cima é evidenciado pelas ameaças que constantemente vem recebendo, com muitos avisos de perseguição. No entanto, Daleiden está pronto para continuar o seu compromisso a favor da vida. O medo das ameaças é compensado pelo apoio e admiração de muitos cidadãos americanos: se, até recentemente, acreditavam na propaganda da Planned Parenthood, depois de terem visto estes vídeos pedem às instituições intervenção para deter essa carnificina.

in Zenit


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sexta-feira, 21 de agosto de 2015

Juramento Anti-Modernista - Papa Pio X

Em Latim:
Ego N. firmiter amplector ac recipio omnia et singula, quae ab inerranti Ecclesiae magisterio definita, adserta ac dedarata sunt, praesertim ea doctrinae capita, quae huius temporis erroribus directo adversantur.

Ac primum quidem: Deum, rerum omnium principium et finem, naturali rationis lumine per ea quae facta sunt (Rom 1,20), hoc est, per visibilia creationis opera, tamquam causam per effectus, certo cognosci, ideoque demonstrari etiam posse, profiteor.

Secundo: externa revelationis argumenta, hoc est facta divina, in primisque miracula et prophetias admitto et agnosco tamquam signa certissima divinitus ortae Christianae religionis, eademque teneo aetatum omnium atque hominum, etiam huius temporis, intellegentiae esse maxime accommodata.

Tertio: firma pariter fide credo Ecclesiam, verbi revelati custodem et magistram, per ipsum verum atque historicum Christum, cum apud nos degeret, proxime ac directo institutam eamdemque super Petrum, apostolicae hierarchiae principem, eiusque in aevum successores aedificatam.

Quarto: fidei doctrinam ab apostolis per orthodoxos patres eodem sensu eademque semper sententia ad nos usque transmissam, sincere recipio; ideoque prorsus reicio haereticum commentum evolutionis dogmatum, ab uno in alium sensum transeuntium, diversum ab eo, quem prius habuit Ecclesia; pariterque damno errorem omnem quo divino deposito, Christi sponsae tradito ab eaque fideliter custodiendo, sufficitur philosophicum inventum, vel creatio humanae conscientiae, hominum conatu sensim efformatae et in posterum indefinito progressu perficiendae.

Quinto: certissime teneo ac sincere profiteor, fidem non esse caecum sensum religionis e latebris «subconscientiae» erumpentem, sub pressione cordis et inflexionis voluntatis moraliter informatae, sed verum assensum intellectus veritati extrinsecus acceptae ex auditu, quo nempe, quae a Deo personali, creatore ac Domino nostro dicta, testata et revelata sunt, vera esse credimus, propter Dei auctoritatem summe veracis.

Me etiam, qua par est reverentia, subicio totoque animo adhaereo damnationibus, declarationibus, praescriptis omnibus, quae in encyclicis litteris Pascendi et in decreto Lamentabili continentur, praesertim circa eam quam historiam dogmatum vocant.

Idem reprobo errorem affirmantium, propositam ab Ecclesia fidem posse historiae repugnare, et catholica dogmata, quo sensu nunc intelleguntur, cum verioribus Christianae religionis originibus componi non posse.

Damno quoque ac reicio eorum sententiam, qui dicunt Christianum hominem eruditiorem induere personam duplicem, aliam credentis, aliam historici, quasi liceret historico ea retinere, quae credentis fidei contradicant, aut praemissas adstruere, ex quibus consequatur, dogmata esse aut falsa aut dubia, modo haec directo non denegentur.

Reprobo pariter eam Scripturae sanctae diiudicandae atque interpretandae rationem, quae, Ecclesiae traditione, analogia fidei et apostolicae Sedis normis posthabitis, rationalistarum commentis inhaeret, et criticam textus velut unicam supremamque regulam haud minus licenter quam temere amplectitur.

Sententiam praeterea illorum reiicio, qui tenent, doctori disciplinae historicae theologicae tradendae aut iis de rebus scribenti seponendam prius esse opinionem ante conceptam sive de supernaturali origine catholicae traditionis, sive de promissa divinitus ope ad perennem conservationem uniuscuiusque revelati veri; deinde scripta patrum singulorum interpretanda solis scientiae principiis, sacra qualibet auctoritate seclusa eaque iudicii libertate, qua profana quaevis monumenta solent investigari.

In universum denique me alienissimum ab errore profiteor, quo modernistae tenent in sacra traditione nihil inesse divini, aut, quad longe deterius, pantheistico sensu illud admittunt, ita ut nihil iam restet nisi nudum factum et simplex, communibus historice factis aequandum: hominum nempe sua industria, solertia, ingenio scholam a Christo eiusque apostolis inchoatam per subsequentes aetates continuantium.

Proinde fidem patrum firmissime retineo et ad extremum vitae spiritum retinebo, de charismate veritatis certo, quad est, fuit eritque semper in episcopatus ab apostolis successione, non ut id teneatur, quod melius et aptius videri possit secundum suam cuiusque aetatis culturam, sed ut numquam aliter credatur, numquam aliter intellegatur absoluta et immutabilis veritas ab initio per apostolos praedicata.
Haec omnia spondeo me fideliter, integre sincereque servaturum et inviolabiliter custoditurum, nusquam ab us sive in docendo sive quomodolibet verbis scriptisque deflectendo. Sic spondeo, sic iuro, sic me Deus adiuvet, et haec sancta Dei Evangelia.   

Em Português:
Eu, N., firmemente aceito e creio em todas e em cada uma das verdades definidas, afirmadas e declaradas pelo magistério infalível da Igreja, sobretudo aqueles princípios doutrinais que contradizem directamente os erros do tempo presente.

Primeiro: creio que Deus, princípio e fim de todas as coisas, pode ser conhecido com certeza e pode também ser demonstrado, com as luzes da razão natural, nas obras por Ele realizadas (Cf. Rm I 20), isto é, nas criaturas visíveis, como [se conhece] a causa pelos seus efeitos.

Segundo: admito e reconheço as provas exteriores da revelação, isto é, as intervenções divinas, e sobretudo os milagres e as profecias, como sinais certíssimos da origem sobrenatural da razão cristã, e as considero perfeitamente adequadas a todos os homens de todos os tempos, inclusive aquele no qual vivemos.

Terceiro: com a mesma firme fé creio que a Igreja, guardiã e mestra da palavra revelada, foi instituída imediatamente e directamente pelo próprio Cristo verdadeiro e histórico, enquanto vivia entre nós, e que foi edificada sobre Pedro, chefe da hierarquia eclesiástica, e sobre os seus sucessores através dos séculos.

Quarto: acolho sinceramente a doutrina da fé transmitida a nós pelos apóstolos através dos padres ortodoxos, sempre com o mesmo sentido e igual conteúdo, e rejeito totalmente a fantasiosa heresia da evolução dos dogmas de um significado a outro, diferente daquele que a Igreja professava primeiro; condeno de igual modo todo o erro que pretenda substituir o depósito divino confiado por Cristo à Igreja, para que o guardasse fielmente, por uma hipótese filosófica ou uma criação da consciência que se tivesse ido formando lentamente mediante esforços humanos e contínuo aperfeiçoamento, com um progresso indefinido.

Quinto: estou absolutamente convencido e sinceramente declaro que a fé não é um cego sentimento religioso que emerge da obscuridade do subconsciente por impulso do coração e inclinação da vontade moralmente educada, mas um verdadeiro assentimento do intelecto a uma verdade recebida de fora pela pregação, pelo qual, confiantes na sua autoridade supremamente veraz, nós cremos tudo aquilo que, pessoalmente, Deus, criador e senhor nosso, disse, atestou e revelou.

Submeto-me também com o devido respeito, e de todo o coração adiro a todas as condenações, declarações e prescrições da encíclica Pascendi e do decreto Lamentabili, particularmente acerca da dita história dos dogmas.

Reprovo outrossim o erro de quem sustenta que a fé proposta pela Igreja pode ser contrária à história, e que os dogmas católicos, no sentido que hoje lhes é atribuído, são inconciliáveis com as reais origens da razão cristã.

Desaprovo também e rejeito a opinião de quem pensa que o homem cristão mais instruído se reveste da dupla personalidade do crente e do histórico, como se ao histórico fosse lícito defender teses que contradizem a fé o crente ou fixar premissas das quais se conclui que os dogmas são falsos ou dúbios, desde que não sejam positivamente negados.

Condeno igualmente aquele sistema de julgar e de interpretar a sagrada Escritura que, desdenhando a tradição da Igreja, a analogia da fé e as normas da Sé apostólica, recorre ao método dos racionalistas e com desenvoltura não menos que audácia, aplica a crítica textual como regra única e suprema.

Refuto ainda a sentença de quem sustenta que o ensinamento de disciplinas histórico-teológicas ou quem delas trata por escrito deve inicialmente prescindir de qualquer ideia pré-concebida, seja quanto à origem sobrenatural da tradição católica, seja quanto à ajuda prometida por Deus para a perene salvaguarda de cada uma das verdades reveladas, e então interpretar os textos patrísticos somente sobre as bases científicas, expulsando toda autoridade religiosa, e com a mesma autonomia crítica admitida para o exame de qualquer outro documento profano.

Declaro-me enfim totalmente alheio a todos os erros dos modernistas, segundo os quais na sagrada tradição não há nada de divino ou, pior ainda, admitem-no, mas em sentido panteísta, reduzindo-o a um evento pura e simplesmente análogo àqueles ocorridos na história, pelos quais os homens com o próprio empenho, habilidade e engenho prolongam nas eras posteriores a escola inaugurada por Cristo e pelos apóstolos.

Mantenho, portanto, e até o último suspiro manterei a fé dos pais no carisma certo da verdade, que esteve, está e sempre estará na sucessão do episcopado aos apóstolos¹, não para que se assuma aquilo que pareça melhor e mais consoante à cultura própria e particular de cada época, mas para que a verdade absoluta e imutável, pregada no princípio pelos apóstolos, não seja jamais crida de modo diferente nem entendida de outro modo².

Empenho-me em observar tudo ist fielmente, integralmente e sinceramente, e em guardá-lo inviolavelmente, sem jamais disso me separar nem no ensinamento nem em género algum de discursos ou de escritos. Assim prometo, assim juro, assim me ajudem Deus e esses santos Evangelhos de Deus.

Dado em Roma, em São Pedro, em 1º de Setembro de 1910.

PIO PP. X.


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Aprender boa teologia em pouco tempo - Catecismo de S. Pio X

Certo dia um amigo meu, seminarista, dizia-me que no seu último ano de seminário, antes de se ordenar, queria dedicar algum tempo a estudar. Fiquei intrigado, porque a verdade é que nos cinco anos anteriores este meu amigo tinha estado a fazer um curso superior de teologia.

Sem considerar se há cursos de teologia bons ou maus (numa universidade Católica deviam ser sempre bons), quando uma pessoa estuda muito um tema pode cair no erro de não ligar à simplicidade dos assuntos que está a estudar. Isto é típico em muitos alunos de doutoramento, que são uns génios mas depois têm dificuldade em explicar o que sabem às pessoas que não estudaram o mesmo que ele.

Este problema pode também surgir em quem estuda teologia só que, quando olhamos para o caso dos Cristãos, o problema é mais grave.

Um cristão, seja sacerdote ou leigo, tem que saber explicar a doutrina Cristã a todas as pessoas. E às vezes custa ver sacerdotes a fazer homilias com palavras muito confusas e técnicas, pouco perceptíveis pela pessoa comum. Se calhar até nós, leigos, quando tentámos explicar certos ensinamentos da Igreja a amigos, tornámos uma coisa que é simples numa confusão.

Uma das formas de aprender teologia Católica de uma forma simples e rápida é ler o Catecismo de S. Pio X. O Pe. Giuseppe Sarto, durante muitos anos da sua vida, foi um simples e santo pároco de uma aldeia, o que lhe permitiu conhecer a catequese que os fiéis tinham. A Graça de Deus levou-o a tomar a Cátedra de S. Pedro em 1903, escrevendo depois um Catecismo (de S. Pio X) que muito contribui para a formação dos Católicos em todo o mundo, praticamente até ao pontificado de S. João Paulo II.

Para não perder tempo, S. Pio X aceitou ser pintado, mas enquanto estudava.
De notar a imagem do Sto. Cura d'Ars em cima da sua secretária.
É muito provável que as nossas avós conheçam bem este Catecismo. Na verdade, até é provável que algumas avós o tenham em casa, nalguma prateleira com livros antigos. Comparado com os Catecismos de hoje, mesmo com o YouCat, é muito pequenino e lê-se rapidamente.

O livro pode ser encontrado online aqui, no site da diocese de Braga.
E recomendo também a versão inglesa que tem um índice com links, talvez mais fácil.

Quando começou a escrever o Compêndio do Catecismo da Igreja Católica, o Cardeal Ratzinger, poucos anos antes de ser eleito Papa, deu uma entrevista, na qual recomendou o Catecismo de S. Pio X:
"A fé como tal é sempre idêntica. Portanto, o Catecismo de São Pio X conserva sempre o seu valor. O que pode mudar é a maneira de transmitir os conteúdos da fé. (...) É preciso não esquecer que aquele Catecismo derivava de um texto preparado pelo próprio Papa quando fora bispo de Mântua. O texto era fruto da experiência catequética pessoal de Giuseppe Sarto, e tinha como características a simplicidade de exposição e a profundidade de conteúdos. Também por isso, o Catecismo de São Pio X poderá continuar a ter no futuro alguns amigos." Entrevista ao Cardeal Ratzinger, 30Giorni (Abril 2003)

Para mostrar a simplicidade e clareza do Catecismo de S. Pio X, deixo aqui alguns pontos do mesmo livro.

4) Que é a Doutrina Cristã? A Doutrina Cristã é a doutrina que Jesus Cristo Nosso Senhor nos ensinou, para nos mostrar o caminho da salvação. 
8) Como é que temos a certeza de que a Doutrina Cristã, que recebemos da Santa Igreja Católica, é verdadeira? Temos a certeza de que a Doutrina Cristã, que recebemos da Igreja Católica, é verdadeira, porque Jesus Cristo, autor divino desta doutrina, a confiou por meio dos seus Apóstolos à Igreja Católica, por Ele fundada e constituída Mestra infalível de todos os homens, prometendo-Lhe a sua divina assistência até à consumação dos séculos. 
9) Há mais provas da verdade da Doutrina Cristã? A verdade da Doutrina Cristã é demonstrada ainda pela santidade eminente de tantos que a professaram e professam, pela heróica fortaleza dos mártires, pela sua rápida e admirável propagação no mundo, e pela sua plena conservação através de tantos séculos de muitas e contínuas lutas. 
49) Que é o homem? O homem é uma criatura racional, composta de alma e corpo.
50) Que é a alma? A alma é a parte mais nobre do homem, porque é substância espiritual, dotada de inteligência e de vontade, capaz de conhecer a Deus e de O possuir eternamente. 
51) Pode-se ver e apalpar a alma humana? Não se pode ver nem apalpar a nossa alma, porque é espírito. 
52) Morre a alma humana com o corpo? A alma humana nunca morre; a fé e a mesma razão provam que ela é imortal. 
53) É livre o homem nas suas acções? Sim, o homem é livre nas suas acções; e cada qual sente, dentro de si mesmo, que pode fazer uma acção e deixar de fazê-la, ou fazer antes uma que outra. 
649) Deve considerar-se a Eucaristia só como Sacramento? A Eucaristia não é somente um Sacramento; é também o sacrifício permanente da Nova Lei, que Jesus Cristo deixou à Igreja, para ser oferecido a Deus pelas mãos dos seus sacerdotes. 
652) Que é então a santa Missa? A santa Missa é o sacrifício do Corpo e do Sangue de Jesus Cristo, oferecido sobre os nossos altares, debaixo das espécies de pão e de vinho, em memória do sacrifício da Cruz. 
657) Para que fins se oferece o Santo Sacrifício da Missa? Oferece-se a Deus o Santo Sacrifício da Missa para quatro fins:
1º para honrá-Lo como convém, e sob este ponto de vista o sacrifício é latrêutico; [Adoração]
2º para Lhe dar graças pelos seus benefícios, e sob este ponto de vista o sacrifício é eucarístico; [Acção de Graças]
3º para aplacá-Lo, dar-Lhe a devida satisfação pelos nossos pecados, para sufragar as almas do Purgatório, e sob este ponto de vista o sacrifício é propiciatório; [Expiação]
4º para alcançar todas as graças que nos são necessárias, e sob este ponto de vista o sacrifício é impetratório. [Petição]


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quinta-feira, 20 de agosto de 2015

Maria, a Estrela do Mar - S. Bernardo de Claraval

E o nome da Virgem era Maria (Lc. 1, 27). Falemos um pouco deste nome que significa, segundo se diz, Estrela do Mar, e que convém maravilhosamente à Virgem Mãe. .... Ela é verdadeiramente esta esplêndida estrela que devia se levantar sobre a imensidade do mar, toda brilhante por seus méritos, radiante por seus exemplos.

Ó tu, quem quer que sejas, que te sentes longe da terra firme, arrastado pelas ondas deste mundo, no meio das borrascas e tempestades, se não queres soçobrar, não tires os olhos da luz desta estrela.

Se o vento das tentações se levanta, se o escolho das tribulações se interpõe em teu caminho, olha a estrela, invoca Maria.

Se és balouçado pelas vagas do orgulho, da ambição, da maledicência, da inveja, olha a estrela, invoca Maria.

Se a cólera, a avareza, os desejos impuros sacodem a frágil embarcação de tua alma, levanta os olhos para Maria.

Se, perturbado pela lembrança da enormidade de teus crimes, confuso à vista das torpezas de tua consciência, aterrorizado pelo medo do Juízo, começas a te deixar arrastar pelo turbilhão da tristeza, a despenhar no abismo do desespero, pensa em Maria.

Nos perigos, nas angústias, nas dúvidas, pensa em Maria, invoca Maria.

Que seu nome nunca se afaste de teus lábios, jamais abandone teu coração; e para alcançar o socorro da intercessão dEla, não negligencies os exemplos de sua vida.

Seguindo-A, não te transviarás; rezando a Ela, não desesperarás; pensando nEla, evitarás todo erro.

Se Ela te sustenta, não cairás; se Ela te protege, nada terás a temer; se Ela te conduz, não te cansarás; se Ela te é favorável, alcançarás o fim.

E assim verificarás, por tua própria experiência, com quanta razão foi dito: "E o nome da Virgem era Maria."




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quarta-feira, 19 de agosto de 2015

Milagre em Espanha: Imagem de Nossa Senhora escapa a incêndio

No passado dia 30 de Julho, deflagrou um incêndio na base militar de El Goloso, perto de Madrid (Espanha). Para espanto geral dos militares, apagado o fogo, constataram que a imagem de Nossa Senhora que se encontrava no centro do jardim tinha sido poupada ao incêndio. Tanto a imagem como o terreno e as flores que a rodeavam ficaram incólumes, sem a mínima marca do fogo que consumiu toda a vegetação.

A informação foi divulgada pelo escritor e jornalista José Maria Zavala e posteriormente confirmada pelos militares daquela Base.


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Francisco quer milagres (mas milagres a sério)

Julho de 2015: um milhão de fiéis na Missa em Guayaquil, Equador
O Papa espera muito deste próximo sínodo sobre a família. A parte mais interessante será a conclusão final, que o Papa reservou para si. Pediu aos bispos colaborações francas, leais, que o ajudassem na sua missão, mas explicou-lhes que essa missão – confiada pelo próprio Cristo ao Papa – não era delegável.

Alguns sentiram a falta da participação activa do Papa durante as primeiras controvérsias, quando ele, em vez de tomar partido, insistia em que cada um ouvisse os outros e, sobretudo, pedia orações, orações, orações. Parece que o povo cristão tem correspondido, a julgar pelas pessoas que retomaram o terço e as paróquias que organizaram tempos de adoração eucarística.

Noutro plano, o Papa Francisco começou uma catequese muito serena, muito profunda, sobre a família. Sem dar a entender que criticava este ou aquele, propôs-se ajudar a Igreja a olhar a família numa perspectiva diferente. Passou a ser regra que, nos encontros mais concorridos do pontificado (por exemplo nas Filipinas, ou há dias em Guayaquil), o Papa escolha este tema, sempre numa perspectiva evangélica, jamais em tom polémico.

Um dos apelos surpreendentes do Papa Francisco é chorar. Num encontro memorável com milhares de padres da diocese de Roma, perguntava-lhes directamente se, naquele presbitério, se tinham secado as lágrimas. As ofensas à dignidade humana, a deslealdade na quebra dos compromissos deviam comover-nos. Onde é que estão as lágrimas?

Este apelo foi tão genuíno que ninguém o tomou por um recurso de retórica. Pelo contrário, vejo gente que finalmente percebeu a doutrina da Igreja, gente que não se convencia com declarações de direitos e de deveres, mas ficou desarmada com um Papa que admite publicamente que chora e apela aos seus padres para se comoverem.

Outro dos apelos do Papa é para experimentarmos a misericórdia de Deus, para confiarmos no seu projecto de felicidade e abrirmo-nos à contrição e à emenda de vida.

Em Guayaquil, comentando a cena das bodas de Caná, o Papa falou assim das bacias de água destinadas às limpezas. «O vinho novo, o melhor vinho, como diz o mestre-sala, nasce das tinas da purificação, quer dizer, do lugar onde todos tinham deixado o seu pecado; nasce do “piorzinho”, porque “onde abundou o pecado, aí sobreabundou a graça”. Em cada uma das nossas famílias e na família comum que todos formamos, não se descarta ninguém, ninguém é inútil. Pouco antes de começar o ano jubilar da misericórdia, a Igreja celebrará o sínodo dedicado às famílias (...). Convido-vos a intensificar as vossas orações por esta intenção, para que até aquilo que nos parece impuro – a água das tinas –, aquilo que nos escandaliza ou nos assusta, Deus o possa transformar em milagre, fazendo-o passar através da sua “hora” [o Papa explicou que a “hora” de Jesus se referia à sua Paixão]. A família tem hoje necessidade deste milagre».

Outro ponto importante da mensagem do Papa Francisco é que quer milagres, milagres a sério. Não se contenta com falsas soluções, aposta no milagre completo. A embrulhada já não tem remédio? Está tudo perdido? Pelo contrário, tudo se recompõe! O Papa acredita em milagres, quer uma coisa verdadeiramente divina, que nos vai chegar pelas mãos de Maria.
«Toda esta história começou porque “não tinham vinho” e tudo se resolveu porque uma mulher – Nossa Senhora – esteve atenta, soube deixar as suas preocupações nas mãos de Deus e actuou com sensatez e coragem».

O caminho de reconciliação que Deus nos aponta pode parecer áspero, na direcção oposta à felicidade. Mas não, o milagre acontece:

«O vinho melhor está para vir, para aqueles que hoje vêem tudo a derrubar-se. Segredem aos ouvidos, até acreditarem: o melhor vinho está para vir. Sussurre-o, cada um no seu coração: o vinho melhor está para vir. Digam aos desesperados e àqueles com pouco amor: tenham paciência, tenham esperança, façam como Maria, rezem, trabalhem, abram o coração, porque vai chegar o melhor dos vinhos. Deus abeira-Se sempre das periferias daqueles que ficaram sem vinho, daqueles que só têm desencorajamento para beber; Jesus tem predilecção por oferecer o melhor dos vinhos àqueles que, por uma razão ou por outra, sentem que já partiram todas as ânforas».

Por algum motivo o Papa insiste tanto na oração.

José Maria André in Correio dos Açores,  Verdadeiro Olhar,  ABC Portuguese Canadian Newspaper,  Spe Deus,  2-VIII-2015



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terça-feira, 18 de agosto de 2015

Meryl Streep e Anne Hathaway contra legislação da prostituição: Percebam porquê

Amnistia Internacional e Prostituição
Pedro Vaz Patto

A Amnistia Internacional passou a adotar uma posição favorável à legalização da prostituição e da descriminalização do proxenetismo (punível pela legislação penal portuguesa e de muitos países), assim como da conduta do cliente (punível na legislação sueca e de países que seguem este modelo). Considera que o exercício consentido da prostituição é expressão de um direito fundamental de autonomia pessoal («com o meu corpo, posso fazer o que quero»). E a legalização seria uma forma de garantir às pessoas que se prostituem o exercício de direitos laborais e de segurança social.

Esta postura esquece, porém, que a raiz dos direitos fundamentais é a dignidade humana e que esta exige que a pessoa nunca seja tratada como objeto, mas sempre como sujeito. Da mesma forma que a escravatura nunca pode justificar-se, mesmo que consentida, porque contrária à dignidade da pessoa, assim também a prostituição como forma de instrumentalização da pessoa, reduzida a objeto de comércio (porque a pessoa éum corpo, não tem um corpo, este não é um seu acessório). E da mesma forma que o eventual consentimento na escravatura não será autenticamente livre, mas condicionado por situação existenciais de extrema precariedade e pobreza (a escravatura até poderá ser consentida, se for condição de sobrevivência), assim também, como regra (poderá haver exceções, mas não é nelas que deve basear-se o legislador), o consentimento na prostituição é também condicionado por situações existenciais de extrema precariedade e pobreza.

O documento em que se baseou a tomada de posição da Amnistia Internacional alega que a prostituição será uma forma de permitir a expressão sexual de pessoas com deficiência. Como se a aspiração das pessoas com deficiência não fosse a de uma sexualidade humanizada, integrada numa comunhão de afetos e doação interpessoal a que a prostituição é totalmente alheia. Uma argumentação certamente ofensiva para com as pessoas com deficiência e para com as pessoas que se prostituem (que também aspiram a uma sexualidade humanizada, como todas as pessoas).

Contra esta tomada de posição da Amnistia Internacional, manifestou-se um agrupamento de associações de várias tendências, unidas pelo objetivo de combate à prostituição encarada, esta sim, como violação dos direitos humanos: Coalition against trafficking on women (ver www.catwinternational.org)A esta carta aderiram celebridades do cinema como Meryl Streep, Anne Hathaway, Emily Blunt e Kate Winsle.

Esta carta sublinha os efeitos nocivos da legalização da prostituição na Alemanha (a partir de 2002) e na Holanda (a partir de 2000).

Cita documentos do próprio governo alemão que reconhecem que o objetivo de tutela dos direitos laborais e de segurança social das mulheres prostitutas ficou muito longe de ser atingido. Um número insignificante dessas mulheres celebrou contratos de trabalho. Uma explicação plausível para tal reside no facto de quase sempre as mulheres encararem o exercício da prostituição como fase transitória, a ocultar no presente e no futuro, não certamente como parte integrante do seu curriculum vitae.

A legalização contribuiu para o crescimento exponencial da prostituição na Alemanha (que alguns já designam por “bordel da Europa”), com o consequente  aumento dos lucros dos proxenetas (respeitosamente designados por “empresários da indústria do sexo”). Como “mão de obra” disponível, são recrutadas as mulheres dos países mais pobres da Europa de Leste. O tráfico de pessoas também se intensificou grandemente (aproveitando as dificuldades da prova do tráfico no confronto com a simples exploração da prostituição, esta coberta legalmente). Pelo contrário, na Suécia, apesar de alguma prostituição clandestina se manter, esta tem uma dimensão reduzida, sendo também muito menores as vítimas de tráfico.

As consequências do exercício da prostituição no plano da saúde mental das mulheres prostituídas não se atenuam com a legalização, antes se intensificam, devido ao crescimento exponencial da atividade. Por esse motivo, também na Alemanha, um grupo de especialistas apresentou, no ano passado, uma petição de revogação dessa legalização, alegando que não basta a “redução do dano”, há que visar a “eliminação do dano”. Na verdade, não há uma prostituição “maligna” e uma prostituição “benigna”. A violência (psíquica e muitas vezes física) é-lhe intrínseca.

No plano pedagógico, da mensagem cultural inerente a qualquer lei, a legalização contribui para a indiferença perante os dramas das mulheres prostituídas (que seriam fruto de uma opção autenticamente livre), quando no modelo sueco se alerta para a exploração de que são necessariamente vítimas.

Esta tomada de posição contrasta – assinala com razão a  Coalition against trafficking on women - com a  histórica função da Amnistia Internacional de combate global pelos direitos humanos.

in Público, 16.Agosto.2015



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segunda-feira, 17 de agosto de 2015

Papa: Fidelidade matrimonial é o fundamento da vida familiar

"Neste sacramento [do matrimónio], quem se casa diz: «Prometo ser-te fiel, amar-te e respeitar-te, na alegria e na tristeza, na saúde e na doença, todos os dias da nossa vida». Naquele momento, os esposos não sabem o que vai acontecer, não sabem quais são as alegrias e as tristezas que os esperam. Partem, como Abraão; põem-se juntos a caminho. E isto é o matrimónio! Partir e caminhar juntos, de mãos dadas, entregando- se na mão grande do Senhor. De mãos dadas, sempre e por toda a vida. E não façais caso desta cultura do provisório, que nos põe a vida em pedaços.

Com esta confiança na fidelidade de Deus, tudo se enfrenta, sem medo, com responsabilidade. Os esposos cristãos não são ingénuos, conhecem os problemas e os perigos da vida. Mas não têm medo de assumir a própria responsabilidade, diante de Deus e da sociedade. Sem fugir nem isolar-se, sem renunciar à missão de formar uma família e trazer ao mundo filhos. - Mas hoje, Padre, é difícil... - Sem dúvida que é difícil! Por isso, é precisa a graça, a graça que nos dá o sacramento! Os sacramentos não servem para decorar a vida – mas que lindo matrimónio, que linda cerimónia, que linda festa!... Mas aquilo não é o sacramento, aquela não é a graça do sacramento. Aquela é uma decoração! E a graça não é para decorar a vida, é para nos fazer fortes na vida, para nos fazer corajosos, para podermos seguir em frente! Sem nos isolarmos, sempre juntos. Os cristãos casam-se sacramentalmente, porque estão cientes de precisarem do sacramento! Precisam dele para viver unidos entre si e cumprir a missão de pais. «Na alegria e na tristeza, na saúde e na doença». Assim dizem os esposos no sacramento e, no seu Matrimónio, rezam juntos e com a comunidade, porquê? Porque é costume fazer assim? Não! Fazem-no, porque lhes serve para a longa viagem que devem fazer juntos: uma longa viagem, que não é feita de pedaços, dura a vida inteira! E precisam da ajuda de Jesus, para caminharem juntos com confiança, acolherem-se um ao outro cada dia e perdoarem-se cada dia. E isto é importante!"

Discurso às famílias em peregrinação no Ano da Fé, 26 de Outubro de 2013

"Um campo importante do nosso trabalho de pastores é a família. Ela insere-se no âmago da Igreja evangelizadora. «Com efeito, a família cristã é a primeira comunidade chamada a anunciar o Evangelho à pessoa humana em crescimento e a levá-la, através de uma catequese e educação progressivas, à plenitude da maturidade humana e cristã» (Familiaris consortio, 2). O fundamento sobre o qual se pode desenvolver uma vida familiar harmoniosa é, sobretudo, a fidelidade matrimonial. Infelizmente, no nosso tempo vemos que a família e o matrimónio, nos países do mundo ocidental, padecem uma profunda crise interior.

Discurso aos Bispos da Áustria, 30 de Janeiro de 2014


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domingo, 16 de agosto de 2015

Satanás e a freira

Michela conta na primeira pessoa uma história trepidante. O livro chama-se «Fuggita da Satana. La mia lotta per scappare dall'inferno» (Fugida de Satanás. A minha luta para escapar do inferno).

Michela nasceu em 1970. Os pais deixaram-na abandonada na maternidade. Viveu 6 anos num orfanato, que foi encerrado por maus tratos a menores. Michela conheceu tudo, menos o afecto. Talvez não tenha ajudado o facto (que ela própria reconhece) de ter sido, na escola, uma verdadeira peste.

Mas nem tudo correu mal. Aos 18 anos viu-se livre de todas as tutelas e começou a ganhar dinheiro. Alcançou uma certa fama como «chef» de cozinha internacional e, à conta disso, viajou pela Europa. Ganhou cada vez mais dinheiro, mas chegava ao fim do mês sem nada. Arranjava um namorado para cada estação do ano; dizia que eram namoros de «usar e deitar fora», mas cada história deixava-lhe o coração mais ferido.

Finalmente, encontrou um rapaz especial. Inteligente, boa pessoa, diferente de todos os outros pelas qualidades e também por um defeito que ela achava desagradável: era católico praticante. Essa característica estragava o sonho, porque quando Michela lhe perguntava quando é que iam para a cama, Luca respondia que depois do casamento. Ela pôs os pontos nos is: «Luca, percebe-me isto bem. Relações a 3 não funcionam. Somos tu e eu. Ponto. Deus fica fora». Mas Luca era realmente diferente dos outros.

Ao fim de 2 anos, Luca apareceu em casa de Michela, sem avisar. «Finalmente, vamos para a cama!», pensou ela. No entanto, o plano de Luca era outro: «Estive a falar com o pároco e podemos casar...». «Perfeito, vamos ao registo civil». «Não, o sacramento é importante para mim, quero casar-me contigo na igreja». «Quanto é que isso custa?». «Nada». «Nesse caso...». 

Combinou-se a data. O entusiasmo crescia, Luca era realmente fantástico. Apesar disso, nunca chegaram a casar. Luca morreu 4 dias antes da data marcada. 

A reacção de Michela foi pensar que, afinal, o dinheiro não chegava para comprar tudo o que lhe apetecia: a vida de Luca não estava à venda. Na noite do funeral foi à praia e ali jurou aos céus: «Deus, vou passar a minha vida a dizer a toda a gente que não existes; mas se existires realmente, vou empenhar-me em destruir-te». Assim começou a guerra. 

Uma guerra à beira de várias experiências-limite, até chegar junto da sacerdotisa de uma seita satânica. Nessa última etapa, que durou 2 anos, viu degradações horrorosas, viu a morte e a violência. Na noite de Natal de 1996, no meio de um ritual satânico, propuseram-lhe ser também sacerdotisa. A prova de fogo era simples: ir a Roma matar uma rapariga, chamada Chiara Amirante, que tinha fundado uma comunidade – recente, mas muito protegida pela Igreja – responsável por ter afastado algumas pessoas da seita. 

Na tarde de 5 de Janeiro de 1997, Michela partiu para Roma, com a morada da comunidade. Às 8 horas da noite tocou à porta. Entretanto, do outro lado da porta, aconteceram coisas estranhas. Chiara estava a jantar com as outras quando ouviu uma voz interior: «Vai tu abrir a porta, que esta minha filha precisa muito de ajuda». Chiara abriu a porta e abraçou Michela: «Por fim chegaste à tua casa!». 

Pegou-lhe na mão, levou-a para o quarto e perguntou-lhe como estava. Em silêncio, Michela abriu a mão e entregou-lhe a arma com que a ia matar. Depois disso, acrescentou «Já não há esperança». 

Chiara respondeu com a conversa de sempre: «Deus perdoa tudo!...». Michela foi mais explícita: «Chiara, eu conheço-os. Tenho pouco tempo. Vão matar-me. E a ti também». «Não, Michela, Nossa Senhora quis que viesses para esta casa».

Realmente, havia um truque. Michela lembrava-se do que tinha aprendido na seita: «Chiara, vocês têm uma rodela branca onde está Jesus. Quem come aquilo, salva-se». (Na altura, Michela não sabia como é que os católicos chamavam à tal rodela branca). «Sim, mas precisas de te confessar, para receber bem Nosso Senhor». (Era preciso explicar tudo à Michela).

Naquele caso, não bastava a confissão para arrumar completamente o passado. Por causa de todos os sacrilégios em que andara envolvida, era preciso informar por escrito a Santa Sé, através da Congregação para a Doutrina da Fé. A resposta chegou passados 2 dias, assinada por um tal Joseph Card. Ratzinger: «Hoje, a Igreja está em festa, porque um Filho regressou a casa». 

Poucos dias depois, na capela das irmãs da Madre Teresa, em Roma, Michela recebia a Comunhão e consagrava o seu coração ao Coração Imaculado de Maria, disposta a entrar para a comunidade de Chiara.

José Maria C.S. André in Correio dos Açores


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sábado, 15 de agosto de 2015

Proclamação solene do Dogma da Assunção de Nossa Senhora

Pelo que, depois de termos dirigido a Deus repetidas súplicas, e de termos invocado a paz do Espírito de verdade, para glória de Deus omnipotente que à virgem Maria concedeu a sua especial benevolência, para honra do seu Filho, Rei imortal dos séculos e triunfador do pecado e da morte, para aumento da glória da sua augusta mãe, e para gozo e júbilo de toda a Igreja, com a autoridade de nosso Senhor Jesus Cristo, dos bem-aventurados apóstolos S.Pedro e S.Paulo e com a nossa, pronunciamos, declaramos e definimos ser dogma divinamente revelado que: a imaculada Mãe de Deus, a sempre virgem Maria, terminado o curso da vida terrestre, foi assunta em corpo e alma à glória celestial. 

Constituição Apostólica do Papa Pio XII - Munificentissimus Deus


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sexta-feira, 14 de agosto de 2015

Hoje há 630 anos: um Santo combate em Aljubarrota

Nun’ Álvares Pereira orando antes da batalha
Painel de azulejos de Jorge Colaço (1933), Centro Cultural Rodrigues de Faria. freguesia de Forjães, Esposende.

14 de Agosto de 1385, por volta das 6 horas da tarde.

A Batalha de Aljubarrota é a batalha mais famosa e uma das mais importantes de toda a história de Portugal. 


O Reino de Portugal garantiu a sua independência derrutando o reino de Castela, actual Espanha, em menos de uma hora e com muito menos números.

E garantiu a sua independência até hoje, pois a memória desta batalha serviu para acender o fogo em muitos corações portugueses pelos séculos que se seguiram.

Forjou grande parte da nacionalidade lusitana e deu início a uma dinastia que muita glória e honra trouxe a Portugal. 

Quem venceu esta batalha contra Castela, actual Espanha, na frente do exército português, foi um dos homens mais poderosos que já viveram em Portugal. E foi também um dos portugueses mais humildes em toda a nossa história.

S. Nuno de Santa Maria, o Santo Condestável.

É ele a prova de que é possível ser guerreiro e Santo ao mesmo tempo, e grande devoto de Nossa Senhora em todo o tempo. Não é por acaso que a vitória em Aljubarrota aconteceu na Vigília da Solenidade da Assunção de Nossa Senhora ao Céu.

Na homilia da canonização de S. Nuno, o Papa Bento XVI deixou bem claro que não foram apenas os anos finais da sua vida, que passou no Convento do Carmo em Lisboa enquanto monge carmelita, que contribuiram para a sua santidade. Também os anos em que foi o chefe máximo das forças portuguesas tiveram méritos.

Jaime Nogueiro Pinto, no seu livro sobre S. Nuno, descreve bem o momento em que o Santo convenceu o rei, D. João I, a agir rapidamente para enfrentar o exército de Castela em Aljubarrota:

“Nun’Álvares não quebrava. Era audácia e ímpeto mas sobretudo uma grande liberdade de falar a todos, mesmo ao mais poderoso, ao rei. (…) Era um falar e agir firme, mas também sereno, sem crispação, perante os poderosos deste mundo. E leve e alegre, com aquela segurança dos que eram ou se sabiam mensageiros de um Senhor justo e todo-poderoso.” Jaime Nogueira Pinto, Nuno Álvares Pereira, Esfera dos Livros
Bandeira usada por S. Nuno nas batalhas


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