sábado, 28 de fevereiro de 2015

Há 2 anos terminou o pontificado do Papa Bento XVI




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“Quero que TU sejas feliz!": Uma nova perspectiva sobre o aborto

Quanto mais leio artigos ou oiço debates sobre a legalização do aborto em Portugal mais me fica a sensação de abstracção com que se fala das mulheres: “humilhação da mulher”, “mulher estigmatizada”, “dignidade da mulher”, “o direito da mulher”, etc. É a exaltação exacerbada da mulher, uma mulher que está no centro de tudo, mas que é entendida abstractamente, esquecendo-se o concreto da sua pessoa. Não estaremos a falar da mulher dentro de uma lógica de interesses? Uma vítima escolhida pelos jogos humanos do poder? O que significa “a mulher” se esquecemos “esta mulher”, a sua pessoa, a sua humanidade, o seu desejo de ser feliz?

Parece-me que todos concordamos em não existir “a mulher” em geral, mas sim um “tu”, um tu presente, real, que está grávida e que não sabe muitas vezes que decisão tomar. Está a sofrer e deseja a todo o custo afastar esse sofrimento. Para não sofrer estará disposta a abortar como estaria disposta a arrancar um dente se este lhe doesse. Mas se o estomatologista lhe sugerisse tirar-lhe a dor sem arrancar o dente, certamente aceitaria conservar o dente. Porque o problema não é uma má vontade em relação ao dente, mas em relação à dor. 

O mesmo se passa com esse bebé que, inesperada e indesejadamente, está no seu ventre. Ele perturba os planos pré-definidos, os compromissos assumidos, os sonhos idealizados e por isso faz sofrer. Faz sofrer o seu “eu”. Põe em causa os seus cálculos (ou os do seu parceiro). Faz desabar os seus projetos. E a via mais fácil é acabar com essa dor. Mas o problema não ficará resolvido, a dor permanecerá, talvez durante algum tempo anestesiada, encapotada, mas voltará para lhe recordar que não resolveu o âmago da questão: é que a felicidade não se constrói com base num projecto autodefinido. A exigência que há em cada uma de nós de ser feliz não é uma imagem criada por nós, pela nossa fantasia, mas uma abertura às circunstâncias que nos são dadas viver, justamente no ser capaz de descobrir uma positividade no embate com a realidade.

Ao abortar, a mulher não interrompe uma gravidez, como se fosse possível retomá-la mais tarde. Ela acaba com essa vida. E esse acto vai contra si própria, contra a verdade de si mesma e contra a sua natureza mais profunda. Cada uma de nós foi feita para amar e ser amada, foi feita para se dar e ser correspondida, para descobrir na sua vida, tal como ela é, a possibilidade de ser feliz. Bem sabemos que só se é feliz na carreira, nos bens materiais, no amor humano, no relacionamento com os outros, se não esquecermos a grandeza do nosso coração. O somatório dos nossos desejos e sonhos não preenchem a nossa sede de felicidade. “Há sempre um porto novo por achar”, como afirmava Fernando Pessoa.

Por isso não podemos parcelar a nossa vida. É preciso agarrá-la na totalidade. Sim! Porque o que queremos é ser felizes, cada uma de nós. Então porque não irmos ao fundo da questão? Por que não desprendermo-nos dos nossos cálculos e acreditarmos que esse bebé que está em nós (talvez não “planeado” por nós), possa ser resposta ao nosso desejo de amar e ser amada? Esse bebé, que de nós depende para ser feliz, pode ajudar-nos a descobrir como ser feliz. Esse bebé, que precisa de nós para afirmar o seu ser, pode ser a resposta àquilo que nós precisamos. Confiemos mais e calculemos menos!

Em cada gravidez vejo a grandeza de uma promessa: duas vidas que existem para serem felizes juntas, dois seres tão diferentes, que não se escolheram mas se foram dados, que ainda não se abraçaram mas já se comunicam. E se a mãe não consegue dizer ao seu bebé que o deseja, não impeçamos o bebé de poder ser ele a repetir à sua mãe: “eu quero que tu sejas feliz, feliz comigo”.

Filipa Ribeiro da Cunha, Mulher e Mãe (11 Fev.2015)


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sexta-feira, 27 de fevereiro de 2015

A pergunta do momento



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Ascese? O que é isso?

Ascese é uma palavra que provém do termo grego áskesis, que significa exercício. Especialmente o treino do atleta para competir nas Olimpíadas ou do soldado convocado para a guerra.

Ora, os cristãos adoptaram essa palavra para designar os exercícios ou práticas de auto-domínio a fim de estarem “em forma” nas horas de combate contra as provações que nos atacam quotidianamente. Essa ascese pode ser activa (subdividida em negativa e positiva) ou passiva, conforme veremos neste artigo.

É activa quando o cristão faz, por vontade própria, o seu exercício movido pela graça de Deus. Será positiva sempre que o fiel se dedicar a um trabalho complexo como visitar doentes incuráveis ou portadores de doenças contagiosas, menores de idade detidos, visitar presos etc. Será negativa sempre que a pessoa ascética deixa de fazer algo que muito lhe agrada, tal como tomar um delicioso gelado, assistir a um filme, fazer uma viagem etc.

É passiva quando a pessoa não procura a penitência ou a cruz, mas esta vem até ela pelas circunstâncias diversas da vida e é aceite com resignação, sem, no entanto, deixar, se for o caso, de buscar os meios legítimos para se livrar do revés (doença, questões judiciais, perseguições no emprego etc.).

Como enunciamos, contudo, a ascese activa subdivide-se em negativa e positiva. A negativa leva o fiel a esforçar-se para remover todos os obstáculos que o impeçam de rumar à perfeição e ao crescimento do amor a Deus e ao próximo. Com esses exercícios levados a sério, a pessoa é capaz de dizer “sim” ou “não” de modo livre e decidido quando as circunstâncias o exigirem, independentemente do que a maioria acha. Aqui entram o jejum de alimentos que dêem prazer, a aceitação voluntária da perseguição sofrida, a humilhação injusta dos superiores ou encarregados etc.

Já a ascese positiva consiste em exercer actividades que levem ao crescimento do amor a Deus e ao próximo e à prática das demais virtudes dando especial atenção àquela virtude que a pessoa mais precisa (se é grosseira ou ríspida, pedirá a mansidão; se orgulhosa, suplicará a humildade; se negligente, rezará para obter a diligência etc.). Mesmo o esforço por rezar continuamente e sem distracções pode ser um grande exercício de ascese para quem tem dificuldade com algo metódico que leve ao conhecimento de Deus como é a Missa, o terço, a via-sacra, por exemplo.

Óbvio é que a ascese positiva complementa a negativa, visto que a vida cristã não é feita apenas do “não”, ainda que este seja necessário, mas do “sim” dado a Deus rumo à santidade. Daí a abstinência (de carne, de programas de TV, de leituras etc.) não ter a última palavra na vida cristã. Ela deve ser, antes de tudo, a preparação para se libertar das amarras deste mundo a fim de se obter maior intimidade com o Pai do Céu.

Por outras palavras: na medida em que nos penitenciamos, vamos fazendo morrer em nós o homem velho, Adão, a fim de que possa viver o homem novo, Cristo, cuja plena estatura somos chamados a atingir (cf. Ef 4,13).

Por fim, resta entender uma importante verdade: se é lícito (e é) lutar pela conquista de troféus nas competições deste mundo, muito mais importante é a batalha pelos bens eternos, conforme nos assegura o grande Apóstolo São Paulo: “Os atletas abstêm-se de tudo; eles, para ganhar uma coroa perecível; nós, porém, para ganhar uma coroa imperecível” (1Cor 9,25).

Possam as reflexões acima levar-nos ao reforço da prática da ascese na vida do dia a dia, com a graça de Deus.

in Zenit


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quinta-feira, 26 de fevereiro de 2015

Pax Domini sit semper nobiscum



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Guarda Suíça: Estamos prontos para defender o Papa do ISIS

O comandante da Guarda Suíça Pontifícia diz que o grupo de soldados encarregues de proteger o Papa está em alerta máximo e pronto para actuar se alguma ameaça do ISIS se concretizar.

"Estamos prontos a intervir. O nosso trabalho é a segurança e, como gendarmes, estamos bem organizados. Estamos prontos se acontecer alguma coisa," disse Christoph Graf.

Com 54 anos, Graf é casado e tem dois filhos. Ainda assim, ele e outros membros da Guarda Suíça estão dispostos a dar as suas vidas para proteger o Santo Padre.

Numa entrevista com o jornal italiano Il Giornale, publicada a 18 de Fev., Graf responde às ameaças dos militantes do ISIS, que disseram num vídeo recente, "Vamos conquistar Roma."

"Dissemos aos guardas para estarem em alerta máximo, para observarem como se movem as pessoas. Não podemos fazer mais que isso," disse Graf.

Ele também falou na importância da informação para evitar potenciais ataques. Mencionou o massacre de 7 de Jan. na sede do jornal francês que tinha publicado imagens ofensivas do Profeta Maomé.

"O que aconteceu em Paris podia ter acontecido aqui e não se pode evitar sem dados baseados em informação precisa," disse ele.

Reflectindo sobre a sua própria nomeação como comandante da Guarda Suíça, disse Graf, "O Papa pediu-me se eu estava disposto e eu podia ter dito 'não'. Mas eu acho que isto é uma missão e respondi 'sim', porque vejo isto como a obra do Senhor. Eu sei que há várias cruzes para carregar, mas eu confio na ajuda de Deus."

Questionado sobre se o Santo Padre tem medo, ele respondeu, "Não penso que o Papa tenha medo de alguma coisa... Tudo pode acontecer mas consegue-se ver que ele não está com medo."

Comentando sobre o futuro da Guarda Suíça, o comandante disse que talvez possa haver dificuldades em recrutar novos membros, mas que em última análise "depende da situação da Igreja e da fé, e da questão da baixa taxa de natalidade."

A Guarda Suíça foi instaurada pelo Papa Júlio II em 1506.

O seu primeiro teste real foi no dia 6 de Maio de 1527, durante o saque de Roma, quando 147 Guardas Suíços morreram a combater as tropas do Imperador Carlos V, para permitirem que o Papa Clemente escapasse. As poucas dúzias de guardas que sobreviveram escoltaram o Papa em segurança.

Em memória desse dia, os novos Guardas Suíços juram no dia 6 de Maio de cada ano, fazendo um voto para defender o Romano Pontífice com as suas próprias vidas.
in Catholic News Agency


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quarta-feira, 25 de fevereiro de 2015

Meditações sobre a Evangelii Gaudium do Papa Francisco

Meditações de meia-hora para rapazes universitários


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Criança cristã sobre o ISIS: "Só peço a Deus que os perdoe"

O Estado Islâmico (ISIS) tem vindo a dizimar os cristãos que viviam - há muitos séculos - pacificamente no Médio Oriente. A indiferença da Comunidade Internacional perante este genocídio tem obrigado os sobreviventes a fugir e viver como refugiados.

Esta foi uma reportagem feita com crianças naturais da cidade de Qaraqosh, que era a cidade com mais cristãos do Iraque. Elas explicam como é o dia-a-dia no campo de refugiados onde vivem, en Erbil.

É especialmente tocante o testemunho da pequena Myriam, quando o repórter lhe pergunta o que faria aos membros do ISIS e ela responde: "Não lhe faria nada, só peço a Deus que os perdoe".


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terça-feira, 24 de fevereiro de 2015

Bispos da Ucrânia visitaram o Papa Bento XVI



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A Confissão segundo o Catecismo da Igreja Católica

Ao tornar os Apóstolos participantes do seu próprio poder de perdoar os pecados, o Senhor dá-lhes também autoridade para reconciliar os pecadores com a Igreja. Esta dimensão eclesial do seu ministério exprime-se, nomeadamente, na palavra solene de Cristo a Simão Pedro: «Dar-te-ei as chaves do Reino dos céus; tudo o que ligares na terra ficará ligado nos céus, e tudo o que desligares na terra ficará desligado nos céus» (Mt 16,19). «Este mesmo encargo de ligar e desligar, conferido a Pedro, foi também atribuído ao colégio dos Apóstolos unidos à sua cabeça (Mt 18,18; 28,16-20)» (Vat II, LG22). 

A fórmula de absolvição em uso na Igreja latina exprime os elementos essenciais deste sacramento: o Pai das misericórdias é a fonte de todo o perdão. Ele realiza a reconciliação dos pecadores pela Páscoa do seu Filho e pelo dom do seu Espírito, através da oração e do ministério da Igreja: «Deus, Pai de misericórdia, que, pela morte e ressurreição de seu Filho, reconciliou o mundo consigo e enviou o Espírito Santo para a remissão dos pecados, te conceda, pelo ministério da Igreja, o perdão e a paz. E Eu te absolvo dos teus pecados em nome do Pai, e do Filho e do Espírito Santo.» 

Cristo age em cada um dos sacramentos. Ele dirige-Se pessoalmente a cada um dos pecadores: «Meu filho, os teus pecados são-te perdoados» (Mc 2,5); Ele é o médico que Se inclina sobre cada um dos doentes com necessidade dele para os curar (cf Mc 2,17): alivia-os e reintegra-os na comunhão fraterna. A confissão pessoal é, pois, a forma mais significativa da reconciliação com Deus e com a Igreja.

§§ 1444, 1449, 1484 


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segunda-feira, 23 de fevereiro de 2015

O início da Quaresma no Vaticano: um testemunho

in espectadores.blogspot.com 

Um texto de um amigo meu que estava na Basílica de São Pedro, em Roma, aquando da missa de Quarta-feira de Cinzas de 2013:

A Missa de Quarta-feira de Cinzas do Papa costuma ser todos os anos na Basílica de Santa Sabina, casa mãe da Ordem dos Pregadores, mais conhecida pela ordem dos Dominicanos. Este ano o local da Santa Missa foi mudado de véspera para a Basílica de S. Pedro devido ao anúncio da abdicação à Cátedra do Bispo de Roma pelo Papa Bento XVI. 
O final desta Missa está por todo o lado na internet. O discurso do Cardeal Bertone, Secretário de Estado do Vaticano, foi comovente, tanto nas palavras como na forma: notou-se o esforço para controlar a emoção enquanto lia o discurso de agradecimento ao Papa Bento. Pouco depois a assembleia (e a basílica estava totalmente cheia!) rebentou num grande aplauso de longos minutos. Conhecendo bem os pensamentos do Papa sobre bater palmas na igreja eu só me atrevi a fazê-lo depois de ver o Msgr. Marini, mestre de cerimónias do Papa, a bater palmas também.
Mas não foi só por isso, claro. A verdade é que este momento contrastou imenso com o ambiente que se viveu na Basílica vaticana durante a cerimónia toda. As fotografias que se vêem nas notícias são o Papa a espalhar sorrisos pela Basílica na procissão de saída. Mas a procissão de entrada foi completamente diferente, não têm noção, eu nunca vi nada assim. Antes da procissão começou a Missa com o ritual próprio da Quarta-Feira de Cinzas e houve um tema em gregoriano chamado Audi, Benigne Conditor, dizendo a Deus que o nosso coração se quer preparar para O ver, através da penitência e do jejum. Só depois é que começou a procissão, ao mesmo tempo que se rezou a Ladainha de Todos os Santos. Foi a maior que alguma vez ouvi, incluía santos como S. Paulo Miki, Sta. Rosa de Lima e St. John Fisher e St. Thomas More, entre muitos outros. Todos os padres e bispos, vestidos com as cores da quaresma, passaram sem sorrisos na cara. Eram muitos. 
Eu só me apercebi que os cardeais todos já tinham passado quando vi o Papa a chegar, porque pelos paramentos e com a mitra nem dava para distinguir. O Papa passou numa serenidade e seriedade imensa, a rezar a ladainha, a olhar para o crucifixo do altar, ao fundo da Basílica. Tudo isto fazia a própria basílica, com toda a assembleia, respirar este ambiente austero. Não houve nenhum "Viva il Papa" e os que perderam tempo a tirar fotografias com iPads e telemóveis são uns tontos, levaram todos um grande desprezo do Papa, sempre com o olhar fixo em Cristo na Cruz, no altar. Ou seja, acabou a festa.
É assim que se começa a Quaresma na Santa Sé, servindo como exemplo para todo o mundo Católico. A ladainha de todos os Santos servia para isso mesmo, para nos lembrar que muitos homens e mulheres já passaram por este mundo, sofreram e venceram. Agora estamos cá nós, preparados para fazer penitência e jejum e limparmos a nossa alma de todo o pecado. As cinzas servem também para isso: mostrar que somos pó da terra, não valemos nada sem ser pela infinita graça de Deus. Podíamos pensar que isto foi assim por ser a Santa Missa de despedida do Papa Bento XVI, mas não é verdade. Disse-me um amigo que esteve há uns anos em Santa Sabina, também na Quarta-Feira de Cinzas com o Papa Bento, e aí houve alguém que gritou "Viva il Papa" e todos à volta o mandaram calar. Começámos a Quaresma. E durante a Quaresma vamos passar por Sede Vacante.  
Nada é por acaso. 
Attende, Domine, et miserere, quia pecavimus tibi.


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Não devemos esquecer as práticas exteriores

Embora o essencial desta devoção (a Nossa Senhora) consista no interior, ela não deixa de ter várias práticas exteriores que não devemos esquecer: «É preciso fazer isto sem omitir aquilo»; quer porque as práticas exteriores, bem feitas, ajudam as interiores, quer porque elas recordam ao homem, que é conduzido pelos sentidos, aquilo que ele fez ou deve fazer; até porque elas são próprias para edificar o próximo que as vê, o que não acontece com as puramente interiores.

Que nenhum mundano, portanto, critique, ou meta aqui o nariz a dizer que a verdadeira devoção está no coração, que é preciso evitar o que é exterior, onde pode entrar a vaidade, que se deve esconder esta devoção, etc. Respondo-lhes com o Mestre: "Que a vossa luz brilhe diante dos homens, para que eles vejam as boas obras que fazeis e louvem o vosso Pai que está nos Céus"; não queremos dizer, como observa São Gregório, que façamos as nossas devoções e acções exteriores para agradar aos homens e conseguir louvor, o que seria vaidade; mas fazem-se, por vezes, diante dos homens, para agradar a Deus e para que Ele seja glorificado por isso, sem qualquer preocupação com o desprezo ou louvor dos homens. 

S. Luís Maria Grignon de Monfort in Tratado da Verdadeira Devoção à Santíssima Virgem Maria


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domingo, 22 de fevereiro de 2015

Primeiro Sábado (dia 3) dos 40 dias pela Vida

Lembram-se dos 3 bebés salvos ontem?

Não consegui saber ainda muitos pormenores, mas sei que duas das mães já foram ontem ao nosso médico viram os seus bebés na ecografia e estão felizes, uma delas a procurar emprego.

Quanto ao terceiro bebé a sua mãe tem consulta marcada para o nosso médico para a semana.

 Quanto a hoje uma história bonita:

Uma rapariga evangélica, com um filho de dois anos, está agora grávida do segundo, de um companheiro novo e está numa situação complicada.
Disse a quem a abordou que estava a pedir a Deus uma luz, e quando a pessoa das Mãos erguidas lhe falou percebeu que ela era a Luz que Deus lhe tinha enviado. "Só precisava desta força" disse ," para salvar o meu outro filho deixei os meus estudos, mas nunca nos faltou nada. Deus nunca me falhou" E foi-se embora satisfeita, agradecida e aliviada com a sua decisão.

Todos os turnos preenchidos, uns com missionários das Mãos Erguidas, outros também com voluntários dos 40 dias, e tivemos ainda a sorte de ter duas Irmãs da Arca de Maria, vindas de vila Viçosa a rezar connosco.

Sff inscrevam-se em www.40diaspelavida.org, em 934040409, ou 40diaspelavida.portugal@gmail.com

Plataforma 40 dias pela Vida
Para saber as histórias dos primeiros dias e dos próximos, consultem aqui.


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sábado, 21 de fevereiro de 2015

D. Óscar Romero, novo mártir e futuro Beato da Igreja

O Santo Padre Francisco autorizou a Congregação para as Causas dos Santos a promulgar o decreto relativo ao martírio do servo de Deus Óscar Arnulfo Romero y Galdámez, juntamente com outros futuros beatos. D. Óscar Romero (El Salvador, 1917-1980) foi Arcebispo de São Salvador, assassinado por ódio à fé no dia 24 de marco de 1980, enquanto celebrava a Santa Missa.

"Os mártires interpelam-nos a todos, crentes e não crentes, mas são sobretudo um farol luminoso para os que têm a sua esperança posta em Deus. Estou certo de que D. Óscar Romero vai ser um Santo muito querido."

"Conheci D. Óscar Romero – explica o Prelado do Opus Dei – por ocasião de alguma das visitas que fez a S. Josemaria, em Roma, em 1970. Era um homem piedoso, desprendido de si mesmo e entregue ao seu povo. Notava-se que lutava pela santidade. D. Óscar Romero foi um dos primeiros Bispos que, após a morte de S. Josemaria em 1975, escreveu ao Beato Paulo VI para pedir a abertura da sua causa de canonização. Estou certo de que agora, do Céu, continuará a interceder com o seu amigo S. Josemaria por esta porção do povo de Deus".

S. Josemaria e D. Óscar Arnulfo Romero conheciam-se desde 1955. O Arcebispo de São Salvador estimou o espírito do Opus Dei e manteve contactos frequentes com o trabalho apostólico dos fiéis da Prelatura em El Salvador. Em 1970 foi a Roma e teve várias conversas com S. Josmaria. Como relata o sacerdote Antonio Rodríguez Pedrezuela no seu livro "Um mar sem margens", o fundador do Opus Dei conseguiu que D. Óscar Romero descansasse durante aqueles dias romanos, porque conhecia bem a situação de tensão que se vivia em El Salvador.

O carinho era mútuo e, ao falecer o fundador do Opus Dei, D. Óscar Romero,na carta postulatória para a causa de canonização de S. Josmaria, expressava o seu agradecimento por ter recebido "alento e fortaleza de São Josemaría Escrivá para ser fiel à doutrina inalterável de Cristo e para servir com afã apostólico a Santa Igreja Romana".
Na mesma carta escreveu: "Soube unir na sua vida um diálogo contínuo com o Senhor e uma grande humanidade: notava-se que era um homem de Deus e o seu trato estava cheio de delicadeza, carinho e bom humor. São muitíssimas as pessoas que desde o momento da sua morte, lhe estão a pedir privadamente pelas suas necessidades". Como manifesta uma carta que lhe dirigiu o Beato Álvaro del Portillo meses antes da sua morte, esse afeto continuou depois do falecimento do fundador do Opus Dei.
Unia-o uma profunda amizade a Mons. Fernando Sáenz, que foi vigário do Opus Dei no país e, mais tarde, sucessor de D. Óscar Romero como Arcebispo de São Salvador. Esta amizade durou até ao próprio dia do seu assassinato, no dia 24 de março de 1980. Precisamente, nesse duro dia, D. Óscar Romero tinha participado, como noutras ocasiões, num convívio para sacerdotes organizado por sacerdotes do Opus Dei. Anos mais tarde, D. Fernando Sáenz relatou neste artigo como tinha sido o último dia do futuro Beato.
in opusdei.pt


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Frase do dia

"Pobre e desafortunado aquele que se envolve na turbulência das preocupações mundanas. Quanto mais ama o mundo, mais cresce a sua paixão pelo mundo. Quanto mais queima de desejo, mais incapaz é de atingir os seus objectivos. Daí a agitação, a impaciência, o desgosto, porque o seu coração não bate por amor e pela santa caridade." 

S. Pio de Pietrelcina


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sexta-feira, 20 de fevereiro de 2015

Estandartes da Quaresma para vender

 
O material é uma lona com impressão de alta qualidade, quatro ilhoses e fitas para prender na varanda ou janela. Dimensões 100x70 cm. 

O valor de venda são 10 euros. Contacto por mail: estandartes.quaresma@gmail.com 

O Papa na sua primeira homilia falou na necessidade de levar o crucificado para a sociedade: "Sem a Cruz não somos discípulos do Senhor, somos mundanos"


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Hoje é dia dos Beatos Francisco e Jacinta Marto

Francisco: "Que belo é Deus! Mas está triste por causa dos pecados dos homens. Eu quero consolá-lo, quero sofrer por seu amor."
Jacinta: "Gosto tanto de Nosso Senhor! Por vezes julgo ter um fogo no peito, mas que não me queima."


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quinta-feira, 19 de fevereiro de 2015

Todas as religiões conduzem à salvação? - Cardeal Ratzinger

Ultimamente, vem-se impondo de modo bastante geral esta tese: as religiões são todas caminhos de salvação. Talvez não o caminho ordinário, mas ao menos caminhos "extraordinários" de salvação: por todas as religiões se chegaria à salvação. Isto transformou-se na visão habitual.

Semelhante tese não corresponde apenas à ideia da tolerância e do respeito pelos outros que hoje nos é imposta. Corresponde também à imagem moderna de Deus: Deus não pode rejeitar homem algum apenas porque não conhece o cristianismo e, em consequência, cresceu noutra religião. Aceitará a sua vida religiosa da mesma forma que faz com a nossa.

Embora esta tese - reforçada nos últimos tempos com muitos outros argumentos – seja bastante clara à primeira vista, não deixa de suscitar dúvidas. Pois as religiões particulares não exigem apenas coisas diferentes, mas também coisas opostas. [...]

Sendo assim, está-se a aceitar como válido que atitudes contraditórias conduzem à mesma meta; em poucas palavras, estamos novamente diante da questão do relativismo. Pressupõe-se subrepticiamente que, no fundo, todos os conteúdos são igualmente válidos. O que é que vale realmente, não o sabemos.

Cada um tem de percorrer o seu caminho, ser feliz à sua maneira, como dizia Frederico II da Prússia. Assim, a cavalo das teorias da salvação, o relativismo torna a entrar subrepticiamente pela porta traseira: a questão da verdade é separada da questão das religiões e da salvação. 

A verdade é substituída pela boa intenção; a religião mantém-se no plano subjectivo, porque não se pode conhecer aquilo que é objectivamente bom e verdadeiro. 

in 'Fe, verdade e cultura'


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Faith's Night Out 2 - Trailer

Finalmente, aqui está a explicação do header do Senza desta semana. O Faith's Night Out é um evento que, apesar de esgotado, merece as orações de quem quiser contribuir.
É um acontecimento no sunset de Lisboa que propõe trazer a Fé Católica, tal como a Igreja a ensina e sempre ensinou, para o século XXI.


Deixamos aqui o trailer do evento:



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quarta-feira, 18 de fevereiro de 2015

Como cumprir o jejum e abstinência: o que a Igreja ensina

Hoje começa a Quaresma.
Para começar bem este tempo de penitência e conversão a Igreja fez com que a Quarta-feira de Cinzas fosse um dia penitência e de jejum.

Mas o que é que a Igreja diz mesmo sobre o assunto? O Código de Direito Canónico remete quase sempre para o que ensina a Conferência dos Bispos de cada país que, neste caso, é Portugal, por isso é o que está aqui de seguida. No entanto, no fim está também um resumo com o que a Igreja Católica desde sempre recomendou.

Num documento de 1984, os Bispos portugueses explicaram como os fiéis podem cumprir estas normas de jejum e abstinência:
2. O jejum é a forma de penitência que consiste na privação de alimentos. Na disciplina tradicional da Igreja, a concretização do jejum fazia-se limitando a alimentação diária a uma refeição, embora não se excluísse que se pudesse tomar alimentos ligeiros às horas das outras refeições. [fazer jejum é então almoçar e não jantar (ou vice-versa) e comer alimentos ligeiros ao pequeno-almoço e lanche] 
Ainda que convenha manter-se esta forma tradicional de jejuar, contudo os fiéis poderão cumprir o preceito do jejum privando-se de uma quantidade ou qualidade de alimentos ou bebidas que constituam verdadeira privação ou penitência. [os Bispos portugueses dão alguma liberdade no assunto, desde que custe mesmo. No fundo, aqueles que querem podem mesmo passar o dia sem comer nada.]
3. A abstinência, por sua vez, consiste na escolha de uma alimentação simples e pobre. A sua concretização na disciplina tradicional da Igreja era a abstenção de carne. Será muito aconselhável manter esta forma de abstinência, particularmente nas sextas-feiras da Quaresma. [fazer abstinência é não comer carne e esta forma é muito recomendada pelos Bispos] 
Mas poderá ser substituída pela privação de outros alimentos e bebidas, sobretudo mais requintados e dispendiosos ou da especial preferência de cada um. [ou seja, se andam a comer caviar e lagostim todos os dias, é preciso cortar nisso] 
Contudo, devido à evolução das condições sociais e do género de alimentação, aquela concretização pode não bastar para praticar a abstinência como acto penitencial. Lembrem-se os fiéis de que o essencial do espírito de abstinência é o que dizemos acima, ou seja, a escolha de uma alimentação simples e pobre e a renúncia ao luxo e ao esbanjamento. Só assim a abstinência será privação e se revestirá de carácter penitencial. [às vezes, limitar-se a não comer carne já não custa tanto nos tempos de hoje, portanto é importante procurar algo que custe mesmo, como por exemplo uma refeição mais simples] 
4. O jejum e a abstinência são obrigatórios em Quarta-Feira de Cinzas e em Sexta-Feira Santa. [portanto, hoje é obrigatório]
5. A abstinência é obrigatória, no decurso do ano, em todas as sextas-feiras que não coincidam com algum dia enumerado entre as solenidades. Esta forma de penitência reveste-se, no entanto, de significado especial nas sextas-feiras da Quaresma. [sim, obrigatório.] 
6. O preceito da abstinência obriga os fiéis a partir dos 14 anos completos. [mais uma vezes, os adolescentes e adultos estão todos obrigados a isto] 
O preceito do jejum obriga os fiéis que tenham feito 18 anos até terem completado os 59. 
Aos que tiverem menos de 14 anos, deverão os pastores de almas e os pais procurar atentamente formá-los no verdadeiro sentido da penitência, sugerindo-lhes outros modos de a exprimirem. [as crianças, ainda que não estejam obrigadas, devem ser ensinadas a viver o espírito de penitência cristão. O ponto seguinte diz que os doentes também não estão obrigados, óbvio.]

Atenção, os Bispos, verdadeiros sucessores dos Apóstolos, insistem mesmo que é obrigatório cumprir estes preceitos. Mais ainda, o Código de Direito Canónico [1249] diz que "todos os fiéis, cada qual a seu modo, estão obrigados por lei divina a fazer penitência." Ou seja, é uma ofensa a Deus (=pecado) não cumprir isto. Óbvio que o objectivo é sempre a conversão interior, por isso deve-se dar este carácter espiritual ao jejum e abstinência.

Felizmente, o Código de Direito Canónico antigo também explica, e muito bem, estes preceitos, pelo que fica aqui um resumo final:

  • O jejum consiste numa refeição completa e duas menores, que juntas são menos que uma refeição inteira. [c.1252]
  • A abstinência consiste em abster-se de comer carne de animais de sangue quente, molhos ou sopa de carne nos dias de abstinência. A abstinência era em todas as sextas-feiras, a não ser que fosse um Dia de Guarda [c.1252].


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terça-feira, 17 de fevereiro de 2015

Os cristãos cinzentos - Papa Francisco

São os cristãos cinzentos. Estes cristãos cinzentos uma vez estão de um lado, outra vez do outro. A gente pergunta-se: "Mas esta pessoa está com Deus ou com o diabo? Sempre no cinzento. São os mornos. Não são luminosos nem obscuros. E a estes Deus não os ama.

No livro do Apocalipse, o Senhor, a estes cristãos cinzentos, diz: "Tu não és frio nem quente. Tomara fosses frio ou quente. Mas porque és morno - como cinzento - vomito-te da minha boca". O Senhor é rigoroso com os cristãos cinzentos. "Eu sou cristão, mas sem exageros!" dizem, e fazem muito mal porque o seu testemunho cristão é um testemunho que semeia a confusão, um mau testemunho.

Homilia em Santa Marta, 27 de Outubro de 2014


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Tolerância? - D. Nuno Brás

Uma página católica (religionenlibertad.com) dava há dias conta de que um casal de pasteleiros, Aaron e Melissa Klein, de Portland, tinha sido condenado por um tribunal do Oregon, nos Estados Unidos, pelo facto de se ter recusado a realizar o bolo para um “casamento” entre duas mulheres.

O casal proprietário da pastelaria “Sweet Cakes by Melissa” apresentou a sua fé cristã como justificação para a referida recusa, e a lei “anti-discriminação” daquele Estado americano não assinala as pastelarias entre as excepções à exigência da “tolerância”. Os factos remontam a 2013, e no próximo dia 10 de Março Aaron e Melissa vão conhecer a “indemnização” que serão obrigados a pagar por serem coerentes com a sua fé, e que poderá chegar aos 150 mil dólares.

A ideologia que, desde os anos 90, tem vindo a regular no mundo ocidental a ética e o nosso modo de vida começou por reivindicar a “tolerância”: devíamos ser tolerantes com aqueles que queriam ser “diferentes”. Depois foi ganhando preponderância na comunicação social, na política e na educação. Agora não apenas a “tolerância” para com os seus seguidores éimposta (o que parece à partida ser uma contradição), como é punido todo aquele que ousar discordar publicamente dessa ideologia vigente.

Não chegámos ainda ao terror da Revolução Francesa, quando em nome da “Liberdade, Igualdade e Fraternidade” muitos foram condenados à morte, com julgamentos sumários e simplesmente porque tiveram a ousadia de pensar de forma diferente, mas a intolerância em nome da tolerância há já algum tempo que começou. De um modo particular se a justificação para não aderir a tal ideologia coincidir com a fé cristã.

Hoje todos pedem e exigem “tolerância”. Nos discursos públicos e nas conversas privadas. Exigem-na de tal forma que a tolerância se tornou intolerante para com aqueles que ousam pensar e ser de forma diferente da ideologia dominante.

in Voz da Verdade


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segunda-feira, 16 de fevereiro de 2015

40 dias pela Vida na Quaresma 2015


Graças à simpatia de Deus, a nossa oração melhorou a realidade. É verdade, salvou vidas!

Se calhar não demos conta. Se calhar não foi à nossa frente. Ou então, sim; e foi connosco, ou pertinho de nós.

Certo, certo, é que faz bem rezar pela vida. Põe-nos do lado bom, de onde só vem o bem e a paz. E ficamos mais do lado de todos.

Em Portugal na sequência das campanhas dos anos passados vários bebés puderam nascer. Já os tivemos ao colo, a sorrir para nós e para o mundo. E muitas mulheres recuperaram a alegria.

Daí a pergunta para si: que tal participar nos próximos 40 dias pela vida?

Vamos voltar a pedir ao bom Deus:

- que ponha fim ao drama do aborto em Portugal.

- que dê às mulheres desesperadas uma alternativa à falsa saída do aborto.

- que console as mulheres que tenham caído no erro de abortar.

A oração é a maior força, porque é a força bondosa de Deus. Voltamos a ela já na 4ª feira dia 18 de Fevereiro das 9h às 21h. Venha ter connosco:

• ou à porta da Clínica dos Arcos,

• ou ficar a rezar na casa das Mãos Erguidas (diante da clínica, rua da Mãe D’Agua nº12),

Inscreva-se em www.40diaspelavida.org, ou no 934040409Faça parte desta iniciativa internacional de oração pela vida.

Católicos de cidades de Europa, América, Austrália e África unem-se para rezar pela mesma intenção nas mesmas datas.

Em Portugal nos anos passados tivemos a alegria de ter connosco a orar pela mesma intenção também 2 muçulmanas e vários evangélicos.

Obrigado pela atenção. Pense. Talvez seja a sua vez.

Plataforma 40 dias pela Vida

(Video sobre os primeiros '40 dias pela Vida' em Portugal)


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A relação entre cancro da mama e a pílula é mais do que evidente

Um artigo publicado na revista médica Cancer Research descreve mais um estudo que apresenta a relação entre cancro da mama em mulheres jovens e o uso de contraceptivos orais.

Os autores do estudo destacam que é único porque se baseia em registos electrónicos de farmácias e não apenas em relatos pessoais, o que permite uma análise mais precisa do quadro de uso dos anticoncepcionais. A equipa responsável pela pesquisa considerou também as várias formulações de contraceptivos hormonais para analisar as variações no risco, dependendo do anticoncepcional usado.

Foi estudado o uso de contraceptivos por parte de 1100 mulheres entre 20 e 49 anos, diagnosticadas com cancro da mama. Os resultados foram comparados com um grupo de controle de cerca de 22 mil mulheres.

A descoberta é que houve um aumento global de 50% no risco de cancro da mama nas mulheres que tinham usado qualquer contraceptivo oral durante o ano anterior. Este risco não mostrou dependência do histórico familiar. A pesquisa identificou ainda riscos específicos associados com as diferentes formulações dos contraceptivos, lembrando que, quanto maior o componente estrogénico do contraceptivo, maior o aumento do risco.

Os contraceptivos com dose moderada de estrogénio aumentam o risco de cancro da mama em 1,6 vezes. Já os contraceptivos com altas doses de estrogénio aumentam o risco de cancro da mama em 2,7 vezes.

A utilização dos populares contraceptivos orais trifásicos, que supostamente mimetizam melhor as variações hormonais naturais do corpo, mais do que triplicaram o risco de cancro da mama. O componente progestina, presente nos contraceptivos orais, aumentou o risco de cancro da mama de 1,5 a 3 vezes, dependendo do tipo de progestina usada.

O cancro da mama em mulheres de 20 a 49 anos é bem diferente do cancro da mama em mulheres na pós-menopausa. As mulheres mais jovens geralmente sofrem uma forma do cancro da mama que é mais agressiva e que responde menos aos tratamentos. Por isso, tudo o que aumenta o risco de cancro da mama em mulheres mais jovens aumenta na prática o número de mulheres que morrem de cancro da mama. Incentivar as mulheres jovens a evitar os contraceptivos hormonais parece um passo razoável para combater a doença.

É surpreendente, portanto, ouvir a principal pesquisadora responsável por este estudo minimizar a importância das próprias descobertas. A Dra. Elisabeth Beaber, do Centro Fred Hutchinson de Pesquisa do Cancro, localizado em Seattle, nos Estados Unidos, afirma: "Tendo em conta que estes resultados ainda não foram replicados e considerando a importância de avaliar tanto os benefícios quanto os riscos do uso de contraceptivos orais, não podemos fazer quaisquer recomendações clínicas com base nos resultados deste estudo único".

Como ela mesma aponta com clareza em seu artigo, porém, este não é o único estudo que encontrou uma relação entre o uso de contraceptivos orais e o cancro da mama. O seu estudo analisou dados mais precisos que os estudos anteriores e ainda descobriu que o risco de cancro da mama aumenta significativamente nas usuárias de contraceptivos orais.

Quais seriam, afinal, os benefícios capazes de compensar esse risco? A diminuição da acne? Menos cólicas menstruais?

Haverá quem aponte a possível diminuição do risco de cancro de ovário como um “benefício compensatório” do uso de contraceptivos orais. Acontece que o risco de uma mulher ser diagnosticada com cancro da mama é de 1 em 10. Já o risco de ser diagnosticada com cancro de ovário é de cerca de 1 em 72. Sugerir, então, que a diminuição do risco de cancro de ovário causada pelo uso de contraceptivos orais seria um contraponto que equilibra o risco crescente do cancro da mama é como dizer que dobrar o risco de se envolver num acidente de carro é vantajoso porque diminui o risco de se envolver num acidente de autocarro. Ou seja, não faz o menor sentido.

O que existe é uma grande pressão política e comercial para evitar o questionamento do uso de contraceptivos orais.

A enorme força dos defensores da contracepção fica evidenciada no lobby que pretende tornar os contraceptivos hormonais um benefício “obrigatório” das novas políticas de saúde pública do governo Obama, nos Estados Unidos, bem como na agressiva relutância dessa mesma legislação a permitir isenções a convicções morais ou religiosas.

Muitas mulheres acreditam, erradamente, que não poderão ser bem sucedidas na vida se não se tornarem praticamente estéreis. Os responsáveis por alimentar este mito é que estão a fazer a verdadeira guerra contra as mulheres, e não quem questiona a eficácia e a honestidade da ideologia feminista radical, que, em diversos aspectos, vem sacrificando a vida e a realização integral de milhões de mulheres, em especial das mais jovens.

É hora de os profissionais médicos falarem com clareza e sem desculpas sobre os perigos da contracepção hormonal.

Denise Hunnell in Aleteia


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domingo, 15 de fevereiro de 2015

Quem toma conta das coisas, no Vaticano?

Para quem não saiba, Caroline Pigozzi, vencedora de prémios de literatura e jornalismo, é uma das mulheres mais conhecidas da imprensa francesa. Trabalhou para várias televisões e jornais, onde se notabilizou na cobertura dos acontecimentos no Vaticano. Acompanhou as viagens de João Paulo II, de Bento XVI e agora viaja com o Papa Francisco, enviada pelo «Paris Match». A intimidade que Caroline tinha com os Papas anteriores, continua.
 
Carolina Pigozzi com o Papa Francisco, 2014
Caroline escreveu muito sobre João Paulo II: dois dos seus livros são «Jean-Paul II intime» (João Paulo II na intimidade) e «Le Pape en privé» (o Papa em privado). Continuou no pontificado de Bento XVI e agora com o Papa Francisco: além de muitos artigos e entrevistas, ela é co-autora do livro «Ainsi fait-il» (É assim que ele faz), que se vai engrossando com mais capítulos a cada nova edição.

A propósito do aniversário do Papa Francisco (o Papa faz anos a 17 de Dezembro), Caroline Pigozzi ofereceu-lhe um medalhão em prata de Nossa Senhora de Luján, padroeira da Argentina. Recentemente, no avião a caminho do Sri Lanka e das Filipinas, Caroline ofereceu-lhe um medalhão de Santa Teresinha de Lisieux, uma peça em bronze, com quase 100 anos, que deixou o Papa muito sensibilizado:

— «Agradeço-lhe muito Caroline, porque quando tenho um problema viro-me para Santa Teresinha e ela, para me indicar que se vai ocupar do assunto, costuma mandar-me uma rosa. Eu tinha posto esta viagem nas mãos dela, mas, em vez de me mandar uma rosa, é ela própria que me vem saudar».

A jornalista Méliné Ristiguian, também do «Paris Match», relata que Caroline ficou de tal maneira comovida que nem se deu verdadeiramente conta do que aconteceu. A própria Caroline disse, aos colegas jornalistas que iam no avião, que só mais tarde consciencializou a alegria do Papa: «Parecia um menino com um brinquedo. Julgo que ele ficou felicíssimo, foi absolutamente incrível. E eu estava contentíssima...». As fotografias e a história aparecem na edição de 29 de Janeiro do «Paris Match».

A notícia podia ser que o Papa Francisco surpreendeu uma jornalista veterana. No entanto, acho que a notícia importante é que Santa Teresinha do Menino Jesus foi encarregada das coisas principais do Vaticano.


No que respeita à viagem ao Sri Lanka e às Filipinas, a prestação de Santa Teresinha foi notável. O Sri Lanka, até há pouco tempo agressivo para com o cristianismo, recebe hoje a Igreja como a grande referência mundial. Nas ilhas Filipinas, a força evangelizadora daqueles dias deixou uma marca inesquecível. A um dos encontros, assistiram 7 ou 8 milhões de peregrinos. Nunca, na história, se juntou uma multidão tão grande, fosse para o que fosse.

Em Portugal, alguns não esperavam, num ponto ou noutro, a pregação deste Papa. Por momentos, pode vir-lhes a dúvida de que o Espírito Santo o assista no magistério ordinário. Depois, recordam as palavras inequívocas de Cristo e confirmam-se com renovada confiança na voz desse magistério. Para esses, pode ser um grande consolo saber que o Papa reza, que o Papa reza muito. Um Papa que reza não se pode enganar.

Além disso, é bom saber que Santa Teresinha, nomeada por João Paulo II Doutora da Igreja, está a tomar conta de muitas coisas. Uma das frases mais conhecidas desta Santa é aquela profecia: «o meu Céu vai ser passar na Terra a fazer o bem». O código postal do seu lugar de trabalho é o Vaticano, ao lado do Papa.

José Maria C.S. André
in «Correio dos Açores»,  «Verdadeiro Olhar»,  «ABC Portuguese Canadian Newspaper», 15-II-2015


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sábado, 14 de fevereiro de 2015

O Patriarca de Lisboa já é Cardeal

D. Manuel Clemente, Patriarca de Lisboa, foi hoje feito Cardeal pelo Papa Francisco. O consistório decorreu na Basílica de S. Pedro, no Vaticano, e teve como resultado 15 novos Cardeais eleitores (que poderão eleger o próximo Papa) e 5 Cardeais não-eleitores (que não o poderão fazer por terem mais de 80 anos de idade). Estas são as palavras que o Santo Padre dirigiu aos novos purpurados:

Amados Irmãos Cardeais!

A dignidade cardinalícia é certamente uma dignidade, mas não é honorífica. Assim no-lo indica o próprio nome – «cardeal» –, que evoca a «charneira», a junção cardinal, principal; não se trata, portanto, de algo acessório, decorativo que faça pensar a uma honorificência, mas de um eixo, um ponto de apoio e movimento essencial para a vida da comunidade. Vós sois «junções cardinais» e estais incardinados na Igreja de Roma, que «preside à universal assembleia da caridade» (LG 13).

Na Igreja, toda a presidência provém da caridade, deve ser exercida na caridade e tem como fim a caridade. Também nisto a Igreja que está em Roma desempenha uma função exemplar: assim como ela preside na caridade, assim também cada Igreja particular é chamada, no seu âmbito, a presidir à caridade e na caridade.

Por isso, penso que o «hino à caridade» da Primeira Carta de São Paulo aos Coríntios (cap. 13) possa constituir a palavra-orientadora para esta celebração e para o vosso ministério, de modo particular para aqueles de vós que hoje passam a fazer parte do Colégio Cardinalício. E far-nos-á bem – a começar por mim e vós comigo – deixarmo-nos orientar pelas palavras inspiradas do apóstolo Paulo, nomeadamente quando refere as características da caridade. Venha em nossa ajuda, nesta escuta, a Virgem Maria, nossa Mãe. Deu ao mundo Aquele que é o «caminho que ultrapassa todos os outros» (cf. 1 Cor 12, 31): Jesus, Caridade encarnada. Que Ela nos ajude a acolher esta Palavra e a seguir sempre por este Caminho; nos ajude com a sua conduta humilde e terna de mãe, porque a caridade, dom de Deus, cresce onde há humildade e ternura.

São Paulo começa por nos dizer que a caridade é «magnânima» e «benévola». Quanto mais se amplia a responsabilidade no serviço à Igreja, tanto mais se deve ampliar o coração, dilatando-se de acordo com a medida do coração de Cristo. A magnanimidade é, em certo sentido, sinónimo de catolicidade: é saber amar sem limites, mas ao mesmo tempo fiéis às situações particulares e com gestos concretos. Amar o que é grande, sem negligenciar o que é pequeno; amar as coisas pequenas no horizonte das grandes, porque «non coerceri a maximo, contineri tamen a minimo divinum est». Saber amar com gestos benévolos. A benevolência é a intenção firme e constante de querer o bem sempre e para todos, incluindo aqueles que não nos amam.

Depois, o Apóstolo diz que a caridade «não é invejosa, não é arrogante nem orgulhosa». Isto é verdadeiramente um milagre da caridade, porque nós, seres humanos (todos, e em todas as idades da vida), sentimo-nos inclinados à inveja e ao orgulho por causa da nossa natureza ferida pelo pecado. E as próprias dignidades eclesiásticas não estão imunes desta tentação. Mas por isso mesmo, amados Irmãos, pode sobressair ainda mais em nós a força divina da caridade, que transforma de tal modo o coração que já não és tu que vives, mas Cristo que vive em ti. E Jesus é todo amor.

Além disso, a caridade «não falta ao respeito, não procura o seu próprio interesse». Estes dois traços revelam que, quem vive na caridade, se descentralizou de si mesmo. A pessoa que vive auto-centralizada, inevitavelmente falta ao respeito e, muitas vezes, nem se dá conta disso, porque o «respeito» é precisamente a capacidade de ter em conta o outro, a sua dignidade, a sua condição, as suas necessidades. Quem está auto-centralizado, procura inevitavelmente o seu próprio interesse, parecendo-lhe isso normal, quase um dever. Tal «interesse» pode inclusivamente apresentar-se amantado com nobres revestimentos, mas por debaixo está sempre o «próprio interesse». Ao contrário, a caridade descentraliza-te, situando-te no único verdadeiro centro que é Cristo. Então, sim, podes ser uma pessoa respeitadora e atenta ao bem dos outros.

A caridade, diz Paulo, «não se irrita, não leva em conta o mal recebido». Ao pastor que vive em contacto com as pessoas, não faltam ocasiões para se irritar. E o risco de se irritar é talvez ainda maior nas relações entre nós, irmãos, embora tenhamos efectivamente menos desculpa. Também disto é a caridade, e só a caridade, que nos liberta. Liberta-nos do perigo de reagir impulsivamente, dizer e fazer coisas erradas; e sobretudo liberta-nos do risco mortal da ira retida, «aninhada» no interior, que te leva a ter em conta os malefícios recebidos. Não. Isto não é aceitável no homem de Igreja. Entretanto se é possível desculpar uma indignação momentânea e imediatamente moderada, não se pode dizer o mesmo do rancor. Que Deus nos preserve e livre dele!

A caridade – acrescenta o Apóstolo – «não se alegra com a injustiça, mas rejubila com a verdade». Quem é chamado na Igreja ao serviço da governação deve ter um sentido tão forte da justiça que veja toda e qualquer injustiça como inaceitável, incluindo aquela que possa ser vantajosa para si mesmo ou para a Igreja. E, ao mesmo tempo, «rejubila com a verdade»: é uma bela expressão! O homem de Deus é alguém que vive fascinado pela verdade e que a encontra plenamente na Palavra e na Carne de Jesus Cristo. Ele é a fonte inesgotável da nossa alegria. Possa o povo de Deus encontrar sempre em nós a denúncia firme da injustiça e o serviço jubiloso da verdade.

Por fim, a caridade «tudo desculpa, tudo crê, tudo espera, tudo suporta». Temos aqui, em quatro palavras, um programa de vida espiritual e pastoral. O amor de Cristo, derramado em nossos corações pelo Espírito Santo, permite-nos viver assim, ser assim: pessoas capazes de perdoar sempre; de dar sempre confiança, porque cheias de fé em Deus; capazes de infundir sempre esperança, porque cheias de esperança em Deus; pessoas que sabem suportar com paciência todas as situações e cada irmão e irmã, em união com Jesus, que suportou com amor o peso de todos os nossos pecados.

Amados irmãos, nada disto provém de nós, mas de Deus. Deus é amor e realiza tudo isto, se formos dóceis à acção do seu Santo Espírito. Eis então como devemos ser: incardinados e dóceis. Quanto mais estivermos incardinados na Igreja que está em Roma, tanto mais nos devemos tornar dóceis ao Espírito, para que a caridade possa dar forma e sentido a tudo o que somos e fazemos. Incardinados na Igreja que preside na caridade, dóceis ao Espírito Santo, que derrama nos nossos corações o amor de Deus (cf. Rom 5, 5). Assim seja.


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sexta-feira, 13 de fevereiro de 2015

Que pena viver tendo como ocupação matar o tempo

Que pena viver tendo como ocupação matar o tempo, que é um tesouro de Deus! Não há desculpas para justificar essa actuação. Que ninguém diga: só tenho um talento, não posso ganhar nada. Também com um só talento podes agir de modo meritório. Que tristeza não tirar partido, autêntico rendimento de todas as faculdades, poucas ou muitas, que Deus concede ao homem para que se dedique a servir as almas e a sociedade!

Quando o cristão mata o seu tempo na Terra, coloca-se em perigo de matar o seu Céu, se, pelo seu egoísmo, se retrai, se esconde, se despreocupa. Quem ama a Deus, não entrega só o que tem, o que é, ao serviço de Deus: dá-se a si mesmo. Não vê – em perspectiva rasteira – o seu eu na saúde, no nome, na carreira. 

S. Josemaria Escrivá in Amigos de Deus, 46


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A Primeira Comunhão da Irmã Lúcia

Na comemoração de mais um aniversário festivo do 13 de Maio em Fátima, vamos conhecer um pouco mais da vida da pastorinha Lúcia. Vamos hoje conhecer melhor como foi vivida, por ela e pela sua família, o dia da sua primeira Comunhão. 

Dizia a Ir.ª Lúcia que uma das suas características mais marcante na sua infância era a curiosidade. Não podia ficar na dúvida ou sem ver esclarecidas as suas questões. A sua mãe era a catequista da aldeia; não guardava as dúvidas para si e quando a mãe, na catequese não as esclarecia, à hora de jantar bombardeava o seu pai com todas as suas perguntas até ficar esclarecida. E o seu pai com toda a calma procurava responder-lhe e confirmar o que a mãe já havia dito.

Foi neste ambiente que a pastorinha de Fátima chegou ao dia da sua primeira Comunhão. Como era costume do prior da aldeia, só recebia a Comunhão quem já tivesse 7 anos, facto que desgostou Lúcia, porque ainda só tinha 6. Como tivesse vindo um padre de fora para ajudar o prior na festa, e vendo-a tão chorosa perguntou-lhe o que se passava, ao que ela lhe respondeu. Chamou-a e fez-lhe o pequeno exame que era costume fazer e percebeu que era uma criança preparada e consciente para a situação. Perante o facto fala com o prior e assume a responsabilidade relativamente à pequena Lúcia, a qual se enche de alegria e entusiasmo. 

Nessa tarde de sábado vai fazer a sua primeira confissão preparada pela mãe. Confessa-se a este padre de fora. Conta a Ir.ª Lúcia este relato com alguma piada; eis apenas o que lhe diz a sua mãe no final da sua confissão: "-Minha filha, não sabes que a confissão se faz baixinho, que é um segredo? Toda a gente te ouviu! Só no fim disseste uma coisa que ninguém soube o que foi". 

Este é um pequeno relato da candura e inocência vivida por esta criança simples e humilde. Conta um pouco mais à frente, o que lhe disse o padre no final da confissão: "-Minha filha, a sua alma é um templo do Espírito Santo. Guarde-a para sempre pura, para que Ele possa continuar nela a Sua acção divina". estas foram palavras que caíram fundo no seu coração e sempre procurou ser-lhe fiel ao longo da sua vida. A noite que antecedia o grande dia foi passada em vigília, sem conseguir dormir pelo entusiasmo e a prepararem-lhe o vestido branco; nesta noite, diz, fez a sua primeira consagração a Maria. A missa da sua comunhão é assim relatada pela própria pastorinha: 

"Começou a missa cantada e à maneira que o momento se aproximava, o coração batia mais apressado, na expectativa da visita de um grande Deus que ia descer do Céu para se unir à minha pobre alma. O Senhor Prior desceu por entre as filas a distribuir o Pão dos Anjos. Tive a sorte de ser a primeira. Quando o Sacerdote descia os degraus do altar, o coração parecia querer sair-me do peito. Mas logo que pousou em meus lábios a Hóstia Divina, senti uma serenidade e uma paz inalterável; senti que me invadia uma atmosfera tão sobrenatural, que a presença do nosso bom Deus se me tornava tao sensível, como se O visse e ouvisse com os sentidos corporais. Dirigi-Lhe então as minhas súplicas: 

- Senhor, fazei-me uma santa, guardai o meu coração sempre puro, para Ti só". 

Como vemos, o dia da sua primeira Comunhão foi extremamente marcante para a sua vida. Neste dia começa-se a definir muito daquela que seria futuramente uma das pastorinhas e videntes de Fátima. É a própria Lúcia que o afirma e que diz: uma primeira Comunhão bem preparada e vivida marca para o resto da vida. Para concluir diz-nos ela, em primeira pessoa, que neste dia, começa a desenhar-se nela um movimento de entrega a Maria e à vontade do Senhor. O resto da história vamos conhecendo aos poucos; ou, pelo menos, julgamos nós. 

in obichodasenda.blogspot.pt


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