terça-feira, 30 de setembro de 2014

Imagem Peregrina de Nossa Senhora de Fátima no IPO de Lisboa

Queridos Amigos,

A Imagem Peregrina de Nossa Senhora de Fátima estará de visita ao IPO de Lisboa durante todo o mês de Outubro, uma graça muito especial que nos chega pela iniciativa da mãe de uma das crianças. É a primeira vez que uma das imagens está durante um mês inteiro numa instituição.

Estão todos convidados a fazer companhia a Nossa Senhora e a levarem quem quiserem, em qualquer dia, a qualquer hora, na capela do IPO no 7º andar do edifício central. 

Os doentes que não possam ir até à capela poderão receber a visita de Nossa Senhora nas suas camas, se assim o desejarem. Para que a Imagem lhes seja levada, podem e devem pedi-lo, seja na capelania, a mim, à Emília ou à Carla (deixo abaixo os contactos). Se conhecerem alguém que esteja internado durante este tempo, peço-vos que partilhem esta informação para que a Imagem chegue ao maior número de doentes possível.

Será representado o monólogo "Lúcia, uma oração", por Maria José Paschoal, no anfiteatro do IPO, em data que divulgarei depois. A entrada é livre e aberta a todos. Garanto-vos que é imperdível. 

Estão abertas inscrições para se rezar o Terço junto de Nossa Senhora durante todo o mês.

A Imagem Peregrina de Nossa Senhora chegará à capela do IPO no dia 1 de Outubro, às 16h, e será celebrada Missa às 17h.

Venham dar-Lhe as boas-vindas!

Espero que aproveitem esta benção do Céu.

Joana

Carla - 937373024
Emília - 966778149
Joana - 916299767


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Papa Francisco e a interpretação da Bíblia

No dia de S. Jerónimo, que traduziu a Sagrada Escritura para Latim, vale a pena recordar um comentário do Papa Francisco sobre a interpretação da Bíblia:
Porque tudo o que se refere à interpretação da Sagrada Escritura está submetido, em última instância, à Igreja, que tem o mandato e o ministério divino de conservar e de interpretar a palavra de Deus. [...] A interpretação das Sagradas Escrituras não pode ser somente um trabalho científico individual, mas sempre deve ser confrontada, inserida e autenticada com a tradição viva da Igreja. Esta norma é decisiva para precisar a relação correta e recíproca entre a exegese e o Magistério da Igreja. Os textos inspirados por Deus foram confiados à Comunidade dos crentes, à Igreja de Cristo, para alimentar a fé e guiar a vida da caridade”
 – Papa Francisco, obviamente repetindo a Doutrina Católica tradicional sobre o assuntoin “Papa Francesco alla Pontificia Commissione Biblica, 12 Abril 2013

in deuslovult.org



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segunda-feira, 29 de setembro de 2014

Caminhar pela vida - D. Nuno Brás

Dia 4 de Outubro, às 15:00, no Largo Camões em Lisboa, “Caminhada pela Vida 2014”. Objectivo: protestar contra as leis iníquas que atacam vidas inocentes e destroem a família, mas sobretudo testemunhar a alegria do dom da vida.

“A alegria do dom da vida”: esse é o segredo, e essa é a descoberta que nem todos, infelizmente, têm a possibilidade de fazer…

É que muitas vezes levam-nos a confundir a alegria com a gargalhada e a distração, senão mesmo com a inconsciência. Basta ver um pouco daquilo que é a Lisboa nocturna do fim de semana – e damo-nos conta dela quando, na manhã seguinte, acordamos e saímos antes dos carros do lixo passarem, e vemos no chão os copos e garrafas, senão mesmo alguém que por ali ficou, não por ter falta de tecto mas simplesmente porque não foi capaz de se erguer para regressar. E dizem que isso é fruto da alegria de viver…

Incapazes de enfrentar a vida com as dificuldades e sofrimentos que ela sempre traz, procuramos tantas vezes esquecer, voltar-lhe as costas, viver num mundo que alguém ou nós próprios imaginámos, criámos, numas horas de inconsciência vazia.

Isto para já não falar de tantos outros dramas que quase parecem não ter solução. E não terão nunca, enquanto aquele que os vive não descobrir que a vida é um dom, uma realidade que nos foi dada; melhor: uma realidade que nos é dada em cada momento que passa. Perceber que Deus não se limitou a criar-nos num qualquer dia longínquo, mas que, mesmo no meio do sofrimento, o seu amor por nós é eterno e concreto, infinito.

É essa vida que nos é dada, cheia de sentido a ser descoberto e partilhado – sentido para nós, para os outros e com todos – que vale a pena ser vivida, bem vivida até ao fim. Num caminho cada dia mais intenso. É por ela e nela que vale a pena caminhar.

in Voz da Verdade


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Oração a São Miguel Arcanjo

Português:

São Miguel Arcanjo, defendei-nos neste combate, sede o nosso auxílio contra as maldades e as ciladas do demónio. Instante e humildemente vos pedimos que Deus sobre ele impere. E vós, Príncipe da Milícia Celeste, com esse poder divino, precipitai no inferno a satanás e aos outros espíritos malignos que vagueiam pelo mundo para perdição das almas. Ámen.

Latim: 

Sancte Michael Archangele, defende nos in praelio, contra nequitias et insidias diaboli esto praesidium: Imperet illi Deus, supplices deprecamur, tuque, Princeps militiae caelestis, satanam aliosque spiritus malignos, qui ad perditionem animarum pervagantur in mundo, divina virtute in infernum detrude. Amen.
Os três Arcanjos: Rafael, Miguel e Gabriel



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domingo, 28 de setembro de 2014

Carta do Papa sobre a Beatificação de D. Álvaro del Portillo

Carta do Papa Francisco a Mons. Javier Echevarría, Prelado do Opus Dei, por ocasião da beatificação de Álvaro del Portillo
Querido irmão:
A beatificação do servo de Deus Álvaro del Portillo, fiel colaborador e primeiro sucessor de São Josemaria Escrivá à frente do Opus Dei, representa um momento de especial alegria para todos os fiéis dessa Prelazia, bem como para ti, que durante tanto tempo foste testemunha do seu amor a Deus e aos demais, da sua fidelidade à Igreja e à sua vocação. Eu também desejo unir-me à vossa alegria e dar graças a Deus que embeleza o rosto da Igreja com a santidade dos seus filhos.
A sua beatificação terá lugar em Madri, cidade em que nasceu e na qual transcorreu sua infância e juventude, com uma existência forjada na simplicidade da vida familiar, na amizade e no serviço aos outros, como quando percorria os bairros para ajudar na formação humana e cristã de tantas pessoas necessitadas. E nessa cidade teve lugar sobretudo o acontecimento que selou definitivamente o rumo da sua vida: o encontro com São Josemaria Escrivá, de quem aprendeu a enamorar-se cada dia mais de Cristo. Sim, enamorar-se de Cristo. Este é o caminho de santidade que todo cristão deve percorrer: deixar-se amar pelo Senhor, abrir o coração ao seu amor e permitir que seja Ele quem dirija a nossa vida.
Gosto de recordar a jaculatória que o servo de Deus costumava repetir com frequência, especialmente nas comemorações e nos aniversários pessoais: “obrigado, perdão, ajuda-me mais!”. São palavras que nos aproximam da realidade da sua vida interior e do seu trato com o Senhor, e que também podem ajudar-nos a nós a dar um novo impulso à nossa própria vida cristã.
Em primeiro lugar, obrigado. É a reação imediata e espontânea que a alma sente perante a bondade de Deus. Não poderia ser de outro modo pois Ele sempre nos precede. Por muito que nos esforcemos, seu amor chega sempre antes, nos toca e acaricia primeiro, nos antecede sempre. Álvaro del Portillo era consciente dos muitos dons que Deus lhe concedeu, e dava graças a Deus por essa manifestação de amor paterno. Mas não ficou nisso; o reconhecimento do amor do Senhor despertou no seu coração desejos de segui-lo com maior entrega e generosidade, e de viver uma vida de humilde serviço aos demais. Destacava-se especialmente o seu amor à Igreja, esposa de Cristo, à qual serviu com um coração despojado de interesses mundanos, longe da discórdia, acolhedor para com todos e buscando sempre o lado positivo nos demais, o que une, o que constrói. Nunca uma queixa ou crítica, nem sequer nos momentos especialmente difíceis, quando, como aprendeu de São Josemaria, respondia sempre com a oração, o perdão, a compreensão, a caridade sincera.
Perdão. Frequentemente manifestava que se via diante de Deus com as mãos vazias, incapaz de corresponder a tanta generosidade. Mas a confissão da pobreza humana não é fruto da desesperança, mas de um confiado abandono em Deus, que é Pai. É abrir-se à sua misericórdia, ao seu amor capaz de regenerar a nossa vida. Um amor que não nos humilha, nem nos afunda no abismo da culpa, mas que nos abraça, nos levanta da nossa prostração e nos faz caminhar com mais determinação e alegria. O servo de Deus Álvaro sabia da necessidade que temos da misericórdia divina e dedicou muitas energias pessoais para animar as pessoas com quem se relacionava a se aproximarem do sacramento da confissão, sacramento da alegria. Como é importante sentir a ternura do amor de Deus e descobrir que ainda há tempo para amar.
Ajuda-me mais. Sim, o Senhor não nos abandona nunca, sempre está ao nosso lado, caminha conosco e cada dia espera de nós um novo amor. A sua graça não nos faltará, e com a sua ajuda podemos levar o seu nome ao mundo inteiro. No coração do novo beato pulsava o afã de levar a Boa Nova a todos os corações. Por isso percorreu muitos países fomentando projetos de evangelização, sem reparar nas dificuldades, movido pelo seu amor a Deus e aos irmãos. Quem está muito unido a Deus sabe estar muito perto dos homens. A primeira condição para lhes anunciar a Cristo é amá-los, porque Cristo já os ama antes. É preciso sair dos nossos egoísmos e comodidades e ir ao encontro dos nossos irmãos. É ali que o Senhor nos espera. Não podemos ficar com a fé só para nós mesmos, é um dom que recebemos para doar e compartilhar com os demais.
Obrigado, perdão, ajuda-me! Nessas palavras expressa-se a tensão de uma existência centrada em Deus. De alguém que foi tocado pelo maior Amor e vive totalmente desse amor. De alguém que, mesmo experimentando as suas fraquezas e limitações humanas, confia na misericórdia do Senhor e quer que todos os homens, seus irmãos, também a experimentem.
Querido irmão, o beato Álvaro del Portillo envia-nos uma mensagem muito clara, diz-nos que confiemos no Senhor, que Ele é nosso irmão, nosso amigo que nunca nos decepciona e que sempre está ao nosso lado. Anima-nos a não termos medo de ir contra a corrente e de sofrer por anunciar ao Evangelho. Além disso, nos ensina que na simplicidade e cotidianidade da nossa vida podemos encontrar um caminho seguro de santidade.
Peço, por favor, a todos os fiéis da Prelazia, sacerdotes e leigos, bem como a todos os que participam das suas actividades, que rezem por mim, ao mesmo tempo que lhes envio a Benção Apostólica.
Que Jesus os abençoe e que a Virgem Santa os proteja.
Fraternalmente,
Franciscus
in opusdei.pt


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D. Álvaro del Portillo foi beatificado em Madrid





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sexta-feira, 26 de setembro de 2014

quinta-feira, 25 de setembro de 2014

O deus de Stephen Hawking - Rui Ramos

Para os cristãos, Deus fez-se carne; para Hawking, Deus fez-se ciência, e é por isso que não hesita em reivindicar para a ciência todos os tradicionais atributos divinos, menos os “milagres”.
Stephen Hawking acredita que Deus não existe. Ora, isto não é a mesma coisa que não acreditar em Deus. Se eu não acredito em Deus, eu não sei se ele existe ou não existe. Simplesmente, não tenho fé, como diria um cristão. Mas se eu acredito que Deus não existe, eu tenho fé, embora diversa – a fé na inexistência de Deus. A diferença entre as duas posições é por vezes expressa pelo contraste entre agnosticismo e ateísmo. Hawking não deixou dúvidas ao El Mundo: é ateu. Mas dizer só ateu pode não chegar para definir a posição de Hawking.  
A questão é determinar de que modo, entre a fé em Deus e a fé na inexistência de Deus, Hawking passa de uma margem para a outra. A sua ponte não é o cepticismo, mas a ciência, ou melhor, uma variante muito especial da experiência científica, que funciona de facto como o equivalente laico da fé religiosa. Hawking sente pela ciência a devoção que qualquer beato dispensa ao seu todo-poderoso ídolo. Acredita piamente na omnipotência do conhecimento humano sob a forma científica: “Creio que conseguiremos compreender a origem e a estrutura do universo(…). Na minha opinião, não há nenhum aspecto da realidade fora do alcance da mente humana”.
O mais surpreendente em Hawking é a pobreza da sua concepção de Deus. Hawking passa por cima de séculos de meditação e de debate. Simplesmente, não vê “milagres” (porque não são “compatíveis” com a sua ciência), e portanto não vê Deus. No “passado”, antes da ciência, admite que era “lógico acreditarmos que Deus criou o universo”. Deus é, para ele, uma relíquia de fases primitivas do conhecimento humano, quando o gentio ainda não percebera que a natureza estava proibida de divergir das leis fixadas pelos professores universitários. É nesse sentido, que Hawking crê que Deus foi substituído pela ciência.
Para os cristãos, Deus fez-se carne; para Hawking, Deus fez-se ciência, e é por isso que não hesita em reivindicar para a ciência todos os tradicionais atributos divinos, menos os “milagres” – o que, todavia, não o impede de avançar com transcendentes promessas de salvação, como a de que a exploração espacial “poderá evitar o desaparecimento da Humanidade devido à colonização de outros planetas”. A ciência, aparentemente, tem os seus milagres, embora do género Star Wars.
Isto não é certamente agnosticismo, mas também não é apenas ateísmo. É a antiga superstição da ciência, o velho culto do progresso, típico dos autodidactas do século XIX, quando a máquina a vapor e a electricidade foram celebradas como os poderes do futuro homem-deus. De facto, é Hawking que representa, nesta história, a fase mais primitiva.
A ciência não é necessariamente sabedoria, se entendermos por sabedoria, não apenas o raciocínio e o conhecimento, mas também a humildade e a ponderação. Hawking pode ser um génio da astrofísica, mas não é um sábio. Chesterton dizia: quando se deixa de acreditar em Deus, passa-se a acreditar em tudo. O Hawkings da entrevista ao El Mundo é um exemplo dessa credulidade. Onde tudo isso nos pode levar, vimo-lo o mês passado, graças a outro crente da ciência e inimigo de Deus, o geneticista Richard Dawkins. Sem inibições, deu a entender que, por ele, “é imoral” não abortar fetos com síndroma de Down. Eis a ideia de moral de quem, com a “lógica” do seu lado, se sente um novo deus. 
Rui Ramos in observador.pt


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Alguns testemunhos sobre D. Álvaro del Portillo

S. João Paulo II: foi um exemplo de fortaleza, de confiança na providência divina e de fidelidade à Sede de Pedro (Telegrama para o Vigário Geral do Opus Dei, Cidade do Vaticano 23-III-1994).
Papa Francisco: Foi um sacerdote cheio de zelo, que soube conjugar uma intensa vida espiritual fundada sobre a fiel adesão à rocha que é Cristo, com um generoso empenho apostólico que o converteu em peregrino pelos cinco continentes, seguindo os passos de S. Josemaria, merecedor da frase bíblica do livro dos Provébios: “Vir fidelis multum laudabitur” (Telegrama ao Prelado do Opus Dei, Roma, Cidade do Vaticano, 12-III-2014)
Cardeal Joseph Ratzinger, Prefeito da Congregação para a Doutrina da Fé: Recordo a modéstia e a disponibilidade em qualquer circunstância que caracterizaram o trabalho de D. Álvaro del Portillo como consultor da Congregação para a Doutrina da Fé, instituição que, de modo singular, ajudou a enriquecer com a sua competência e experiência, como pude comprovar pessoalmente (Carta ao Vigário Geral do Opus Dei, Cidade do Vaticano 25-III-1994).

Irmã Teresa Margaridacarmelita descalça: conheci-o nuns exercícios espirituais que ele dirigiu para jovens em 1945 no Colégio das Carmelitas da Caridade em Vigo. Desde o primeiro momento impressionou-me o seu porte distinto, o recolhimento, a profunda humildade, que destacava muito, e a simplicidade. Era ao mesmo tempo muito amável e acolhedor, acolhia com bondade (Carta ao Prelado do Opus Dei, Sabaris 20-VI-1997).
Cardeal Maurice Otunga, arcebispo emérito de Nairobi: Eu fui testemunha da solicitude de D. Álvaro pelo apostolado da Igreja no Quénia, e da sua generosidade para com os nossos sacerdotes e seminaristas quenianos, que foram acolhidos no Ateneu Pontifício da Santa Cruz e no Seminário internacional «Sedes Sapientiae», criados por ele, assim como eu comprovei a sua caridade, gentileza e disponibilidade para com os bispos que procuravam a sua ajuda (Carta ao Prelado do Opus Dei, Nairobi 24-VII-1998).
D. Ramón Búa, bispo de Calahorra e La Calzada‑Logroño: Encontrei nele um irmão e um bispo de excepcional categoria humana e eclesial (Relação testemunhal, Logroño 13-I-1996).

Cardeal Joszef Glemp, arcebispo de Varsóvia (1981-2006) e primaz da Polónia (1981-2009): Ele era um homem com pontos de vista claros, cheio de serenidade interior e ao mesmo tempo repleto de bondade e carinho. Era amável e direto, mas ao mesmo tempo conservava a gravidade de um homem de Igreja (Relação testemunhal, Varsóvia 7-IX-1995).
Joaquin Navarro Valls, porta-voz da Santa Sé, 1984-2006: Deixa atrás de si essa marca indelével patente nos homens de Deus que desenvolveram em silêncio uma tarefa imponente para o bem dos outros (ABC, Madrid, 25-III- 1994).
Ombretta Fumagalli Carulli, deputada no parlamento italiano: Eu sempre admirei a dignidade e a sensatez com que reagiu perante polémicas contra o Opus Dei artificialmente promovidas por ambientes laicistas e, infelizmente, às vezes também por ambientes católicos (Romana, X, 1994, p. 55).
Cardeal Joseph Bernardin, arcebispo de Chicago: Recordo com gratidão as orações e o apoio que me deu quando circularam acusações injustas contra a minha pessoa(Romana, X, 1994, p 53.).
Cardeal Vicente Enrique y Tarancón, arcebispo emérito de Madrid: Nós trabalhamos juntos, tanto no Concílio como no reconhecimento do Direito Canónico. Era um homem muito inteligente, muito hábil e muito boa pessoa (ABC, Madrid, 24-III-1994).
P. John O'Connoragostiniano: Ao advertir a sua presença amiga e discreta ao lado da figura dinâmica de Escrivá, vinha-me ao pensamento a modéstia de S. José. Creio que vai ser recordado gratamente pela humildade e fidelidade com que transportou a chama do idealismo espiritual acesa pelo fundador do Opus Dei (Position Paper, Dublin, VI/VII-1994).
Cardeal Camillo Ruini, vigário do Papa para a diocese de Roma: Não esquecerei o afeto de Don Álvaro, quando vinha ver-me no Vicariato. Sempre deixava uma recordação e um testemunho da sua dedicação a Cristo (Discurso no encerramento do processo diocesano sobre as virtudes de Álvaro del Portillo, Roma 26 de junho de 2008).
Cardeal Joachim Meisner, arcebispo de Colónia: Um grande cristão, um grande sacerdote e um modelo de bispo, caraterizado por uma fé vivíssima na providência de Deus (Romana, X, 1994, p 53.).
D. Luigi Conti, Núncio nas Honduras: D. Álvaro del Portillo foi um homem apaixonado pelo serviço aos homens. A sua vida sempre foi governada por uma exigente disciplina espiritual, por um elevado sentido do dever, por uma laboriosidade intensa e incansável, por uma dedicação e abnegação plena à causa de Cristo, da Igreja e da Obra (Fides, Tegucigalpa, 1-IV-1995).
D. Stanislaus Lo-Kuang, Arcebispo Emérito de Taiwan: Quando veio a Taiwan, convidei-o para almoçar em Fujen University. D. Álvaro del Portillo foi muito sincero, muito humilde, extremamente simples e transparente. Não havia nele traços de presunção ou afetação. Tinha um grande zelo apostólico. Compreendia as nossas dificuldades e mostrava uma imensa caridade. Eu estimo muito, de verdade, a sua amizade (Relação testemunhal, Taipei III-1999).
Alejandro Llano, escritor, filósofo: era a síntese viva de duas culturas: a humanística e a técnica. Foi uma grande figura intelectual e universitária (La Vanguardia, de Barcelona, 24-III-1994).
Cardeal Ángel Suquía, arcebispo de Madrid 1983-1994: Era um homem essencialmente bom, afável na conversa, muito prudente, muito alegre e alentador. Não me lembro de alguma vez ter acabado um encontro com ele sem ficar com mais alegria do que a que tinha antes (ABC, Madrid, 24-III-1994).
Vittorio Messori, escritor e jornalista: Dava mais vontade de nos confessarmos com ele do que fazer-lhe perguntas. Notava-se que tinha sido engenheiro, perito em pontes e estradas. Atrás do hábito de bispo era perceptível um homem do mundo (Corriere della Sera, de Milão, 24-III-1994).
D. António María Rouco Varela, Arcebispo de Santiago de Compostela (hoje cardeal arcebispo de Madrid): desempenhou um papel fundamental na tomada de consciência dos leigos de que todos estão chamados a ser filhos de Deus: uma bela lição, uma tarefa urgente que este nosso irmão soube viver e procurou realizar e promover na Igreja através do Opus Dei (El Correo Gallego, Santiago de Compostela, 27-III-1994).
Madre María de Jesús Velardefundadora das Filhas de Santa Maria do Coração de Jesus: Álvaro del Portillo é, na minha opinião, a pessoa mais santa que conheci na minha longa vida de 88 anos. É uma declaración e ao mesmo tempo um canto de acção de graças a Deus, pelo imenso dom de me ter permitido conhecê-lo, sentir-me aconselhada, estimada e muito ajudada por ele (Testemunho pessoal, Madrid, 24-XI-2014).
Card. Carlo Caffarra, Arcebispo de Bolonha: O encontro com Monsenhor Álvaro del Portillo foi edificante para o meu sacerdócio por dois motivos. Primeiro: a sua fidelidade e a sua lealdade ao Santo Padre, ao Papa. Segundo, a sua profunda humildade (Entrevista com Manuel de Teffé, Bolonha, 13-V-2013).
María Concepción Barros Carou, enfermeira: D. Álvaro era um exemplo de unidade de vida. Dava um sentido sobrenatural à doença. Estava habitualmente em presença de Deus. Animava os outros doentes a oferecer todo o sofrimento ao Senhor (Testemunho pessoal, 14-III-2014).
in opusdei.pt


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quarta-feira, 24 de setembro de 2014

O novo treinador da selecção nacional de futebol: Um homem de fé

Não o esconde, nunca o escondeu: Fernando Santos é católico praticante, cursista, e todas as semanas, no Porto, se reúne com os muitos que procuram pela fé a força e a paz interior para enfrentar o seu dia a dia.

Como é que Fernando Santos transpõe tudo isso, domingo a domingo, para um campo de futebol onde, naturalmente, é sempre preciso ganhar, vencer o opositor...

Fernando Santos: Isso não contradiz em nada as minhas convicções religiosas. Em nada, mesmo. Aliás, o Evangelho diz claramente que nós devemos procurar ser sempre melhores, o que não devemos é fazer isso na disputa com os outros, pisando-os, ultrapassando-os, usando quaisquer métodos ou meios para atingir os fins! E propõe-nos que sejamos na vida melhores cidadãos, melhores cristãos, melhores em termos de família, de pai, de filho. Ora, se nos propõe tudo isto, se nos pede sermos melhores cidadãos, impõe que respeitemos os direitos dos outros procurando, por meios naturais, ser também melhor, para ser um bom exemplo.

Nesse aspecto não me parece que a fé e a profissão colida nalguma coisa. A mim ajuda-me bastante porque me dá a paz interior - comigo e não só comigo - muito importante para a vida profissional.

Amar a Deus acima de todas as coisas e amar o próximo no sentido de o respeitar, são mandamentos que procuro cumprir mesmo nesta minha profissão.

Mas isso não quer dizer que não queira ser o melhor ou que abdique de o ser.

Porque se benze quando chega ao banco?

Fernando Santos: Porque entrego o meu trabalho a Deus. Faço isso todos os dias logo que me levanto.

Superstição?

Fernando Santos: Não tem nada a ver com isso. Zero com a superstição. Todos os dias, de manhã, ofereço o meu dia a Deus e ponho nas mãos Dele todas essas horas.

Quando me deito, agradeço-lhe tudo o que me deu. E no entanto os meus dias não têm só coisas boas, também têm coisas más. Mas isso só me leva a agradecer mais, a dizer-Lhe obrigado por estar vivo, obrigado por estar acordado, obrigado por poder trabalhar, obrigado, se calhar, pelas chatices que me Deste. No jogo, é um momento muito importante da minha vida e, ao benzer-me, estou a oferecer a Deus aquelas minhas horas de trabalho, para louvar de Deus e não para meu louvor. Tal como quando acaba o jogo me volto a benzer para agradecer a Deus aquele meu trabalho.

in jornal Record (2-I-2000)


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Padre excomungado leva uma lição de Jô Soares

Padre Beto é um sacerdote que ficou famoso no Brasil depois de ter sido excomungado, em Abril de 2013. Foi entrevistado no programa do Jô Soares, e começou a debitar o discurso habitual contra a indumentária clerical, crendo que o seu entrevistador iria rapidamente concordar, mas acabou por levar com um balde de água fria...



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terça-feira, 23 de setembro de 2014

A Santa Missa do Padre Pio

Senhor Padre, ama o Sacrifício da Missa?
Sim, porque Ela regenera o mundo.

Que glória dá a Deus a Missa?
Uma glória infinita.

Que devemos fazer durante a Missa?
Compadecer-nos e amar.

Senhor Padre, como devemos assistir à Santa Missa?
Como assistiram a Santíssima Virgem e as piedosas mulheres. Como assistiu S. João Evangelista ao Sacrifício Eucarístico e ao Sacrifício cruento da Cruz.

Senhor Padre, que benefícios recebemos ao assistir à Santa Missa?
Não se podem contar. Vê-los-ás no céu. Quando assistires à Santa Missa, renova a tua fé e medita na Vítima que se imola por ti à Divina Justiça. Não te afastes do altar sem derramar lágrimas de dor e de amor a Jesus, Crucificado por tua salvação. A Virgem Dolorosa acompanhar-te-á e será a tua doce inspiração.

Senhor Padre, o que é a sua Missa?
Uma união sagrada com a Paixão de Jesus. Minha responsabilidade é única no mundo. (Dizia isto a chorar.)

O que é que devo procurar na sua Santa Missa?
Todo o Calvário.

Senhor Padre, diga-me tudo o que sofre durante a Santa Missa.
Sofro tudo o que Jesus sofreu na sua Paixão, embora sem proporção, só o que pode fazê-lo uma criatura humana. E isto apesar de cada uma de minhas faltas e só por Sua bondade.

Senhor Padre, durante o Sacrifício divino o senhor padre carrega os nossos pecados?
Não posso deixar de fazê-lo, já que é uma parte do Santo Sacrifício.

Considera-se a si mesmo um pecador?
Não o sei, mas temo que assim seja.

Eu já o vi a tremer ao subir aos degraus do altar. Porquê? Pelo que tem de sofrer?
Não pelo que tenho de sofrer, mas pelo que tenho de oferecer.

Em que momento da Missa é que sofre mais?
Na Consagração e na Comunhão.

Senhor Padre, esta manhã na Missa, ao ler a história de Esaú, que vendeu os direitos de sua primogenitura, os seus olhos encheram-se de lágrimas.
Parece-te pouco desprezar o dom de Deus!?

Ao ler o Evangelho, porque é que chorou quando leu estas palavras: “Quem come a minha carne e bebe o meu sangue...”
Chora comigo de ternura!

Senhor Padre, porque é que chora quase sempre que lê o Evangelho na Missa?
A nós parece-nos que não tem importância que um Deus fale às suas criaturas e elas O contradigam e O ofendam continuamente com a sua ingratidão e incredulidade.

A Sua Missa, senhor Padre, é um sacrifício cruento?
Herege!

Perdão, senhor Padre, queria dizer que na Missa o Sacrifício de Jesus não é cruento, mas a sua participação em toda a Paixão o é. Engano-me?
Não, nisso não te enganas. Creio que tens toda a razão.

Quem é que lhe limpa o sangue durante a Missa?
Ninguém.

Senhor Padre, porque é que chora no Ofertório?
Queres saber o segredo? Pois bem: porque é o momento em que a alma se separa das coisas profanas.

Durante a sua Missa, senhor Padre, o povo faz um pouco de barulho...
Se estivesses no Calvário, não ouvirias gritos, blasfêmias, ruídos e ameaças? Havia um alvoroço enorme.

Não o distraem os ruídos?
Em nada.

Senhor Padre, porque é que sofre tanto na Consagração?
Não sejas maldoso... (Não quero que me perguntes isso...)

Senhor Padre, diga-me: porque é que sofre tanto na Consagração?
Porque nesse momento se produz realmente uma nova e admirável destruição e criação.

Senhor Padre, porque é que chora no altar e o que é que significam as palavras que pronuncia na Elevação? Pergunto por curiosidade, mas também porque quero repeti-las consigo.
Os segredos do Rei Supremo não se podem revelar nem profanar-se. Perguntas-me porque choro, mas eu não queria derramar essas pobres lagrimazinhas, mas sim torrentes de lágrimas. Não meditas neste grandioso mistério?

Senhor Padre, o senhor sofre, durante a Missa, a amargura do fel?
Sim, muito frequentemente...

Senhor Padre, como é que se pode estar de pé no Altar?
Como estava Jesus na Cruz.

No altar, o senhor Padre está pregado na Cruz, como Jesus no Calvário?
E ainda me perguntas?

Como é que o senhor Padre se acha?
Como Jesus no Calvário.

Senhor Padre, os carrascos deitaram a Cruz no chão para pregar os pregos em Jesus?
Evidentemente.

A si também lhos pregam?
E de que maneira!

Também deitam a Cruz no chão para si?
Sim, mas não devemos ter medo.

Senhor Padre, durante a Missa pronuncia as Sete Palavras que Jesus disse na Cruz?
Sim, indignamente, mas também as pronuncio.

E a quem é que diz: “Mulher, aí tens o teu filho”?
Digo assim para Ela: “Aqui tens os filhos do Teu Filho”.

Sofre a sede e o abandono de Jesus?
Sim.

Em que momento?
Depois da Consagração.

Até que momento?
Costuma ser até a Comunhão.

Diz que tem vergonha de dizer: “Procurei quem me consolasse e não encontrei”. Porquê?
Porque os nossos sofrimentos de verdadeiros culpados não são nada em comparação com os de Jesus.

Diante de quem sente vergonha?
Diante de Deus e da minha consciência.

Os Anjos do Senhor reconfortam-no no Altar em que se imola?
Pois... não o sinto.

Se não lhe vem o consolo até à alma durante o Santo Sacrifício, e o senhor Padre sofre, como Jesus, o abandono total, a nossa presença não serve para nada.
A utilidade é para vós. Por acaso foi inútil a presença da Virgem Dolorosa, de São João e das piedosas mulheres aos pés de Jesus agonizante?

O que é a Sagrada Comunhão?
É toda uma misericórdia interior e exterior, todo um abraço. Pede a Jesus que se deixe sentir sensivelmente.

Quando Jesus vem, visita só a alma?
O ser inteiro.

O que é que Jesus faz na Comunhão?
Deleita-se na sua criatura.

Quando Jesus se une a si na Santa Comunhão, o que é que quer que peçamos a Deus por si?
Que eu seja outro Jesus, todo Jesus e sempre Jesus.

Também sofre na Comunhão?
É o ponto culminante.

Depois da Comunhão, os seus sofrimentos continuam?
Sim, mas são sofrimentos de amor.

A quem se dirigiu o último olhar de Jesus agonizante?
À sua Mãe.

E o senhor Padre para quem olha?
Para os meus irmãos de exílio.

Morre na Santa Missa?
Misticamente, na Sagrada Comunhão.

É por excesso de amor ou de dor?
Por ambas as coisas, porém mais por amor.

Se morre na Comunhão, continua a ficar no Altar? Porquê?
Jesus morto permanecia pendente da Cruz no Calvário.

Senhor Padre, disse que a vítima morre na Comunhão. A colocam-no  nos braços de Nossa Senhora?
Nos de São Francisco.

Senhor Padre, Jesus desprega os braços da Cruz para o descansar?
Sou eu quem descansa n’Ele!

Quanto ama a Jesus?
O meu desejo é infinito, mas a verdade é que, infelizmente, tenho de dizer nada e causa-me pena.

Senhor Padre, porque é que o senhor chora ao pronunciar a última palavra do Evangelho de São João: “E vimos a sua glória como de Filho Unigênito do Pai, cheio de graça e de verdade”?
Parece-te pouco? Se os Apóstolos, com os seus olhos de carne, viram essa glória, como será a que veremos no Filho de Deus, em Jesus, quando se manifestar no céu?

Que união vamos então ter com Jesus?
Eucaristia dá-nos uma idéia.

A Santíssima Virgem assiste à sua Missa?
Julgas que a Mãe não se interessa pelo seu Filho?

E os Anjos?
Em multidões.

Senhor Padre, quem é que está mais perto do Altar?
Todo o Paraíso.

Gostaria de celebrar mais de uma Missa por dia?
Se eu pudesse, não quereria descer do Altar.

Disseram-me que traz consigo o seu próprio Altar...
Sim, porque se realizam estas palavras do Apóstolo: “Eu trago no meu corpo os estigmas de Jesus”. “Estou cravado com Cristo na Cruz.” “Castigo o meu corpo, e o reduzo à escravidão...”

Nesse caso, não me engano quando digo que estou a ver Jesus Crucificado!
(Nenhuma resposta)

Senhor Padre, lembra-se de mim na Santa Missa?
Durante toda a Missa, desde o princípio até o fim, lembro-me de ti.

A Missa do Padre Pio, nos seus primeiros anos, durava mais de duas horas. Foi sempre um êxtase de amor e de dor. O seu rosto estava inteiramente concentrado em Deus e cheio de lágrimas. Um dia, ao confessar-me, perguntei-lhe sobre este grande mistério:

Senhor Padre, quero fazer-lhe uma pergunta.
Diz-me, filho.

Queria perguntar-lhe o que é a Missa?
Por que me perguntas isto?

Para ouvi-la melhor, senhor Padre.
Filho, posso dizer-te o que é a minha Missa.

Pois é isso o que eu quero saber, senhor Padre.
Meu filho, estamos na Cruz, e a Missa é uma contínua agonia.

in Tradition Catolica, nº 141, nov. 98 citando "Assim Falou o Padre Pio" (S. Giovanni Rotondo, Foggia, Itália, 1974) com o Imprimatur de D. Fanton, Bispo Auxiliar de Vicenza.


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