sábado, 31 de maio de 2014

Será possível não acreditar em Deus depois disto?

E Deus disse: “Faça-se luz”. E a luz foi feita.
Dixitque Deus: “Fiat lux”. Et facta est lux.
(Gen 1:3)


O que é que se está a passar no centro desta nebulosa? Esculpida por ventos estelares e radiação, a fábrica de estrelas conhecida por Messier 17 (M17) está a alguns 5.500 anos-luz de distância na constelação do Sagitário, muito rica em nebulosas. Os ventos estelares e luz energética de estrelas quentes e massivas formaram o conjunto de gás cósmico e poeira que se tem acumulado lentamente no meio do material interestelar da M17, produzindo este aspecto de cavernas e formas ondolatórias. A M17 também é conhecida por nebulosa do Cisne.

Imagem e descrição in APOD


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sexta-feira, 30 de maio de 2014

Ter filhos é participar do poder criador de Deus - S. Josemaria

Comove-me que o Apóstolo qualifique o matrimónio cristão como "sacramentum magnum", sacramento grande. Também daqui deduzo que o trabalho dos pais de família é importantíssimo.

– Participais do poder criador de Deus e, por isso, o amor humano é santo, nobre e bom: uma alegria do coração, à qual Nosso Senhor, na sua providência amorosa, quer que outros livremente renunciemos.

Cada filho que Deus vos concede é uma grande bênção divina: não tenhais medo aos filhos! 

in Forja, 691


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Qual o mal de 'curtir' com uma rapariga?

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O termo "curtir" pode querer dizer muitas coisas, mas quase sempre significa algo ligado a um contacto sexual casual, em ordem a ou incluindo mesmo a relação sexual. Independentemente do que entendam por esse termo, não deviam ter contacto sexual com ninguém que não seja a vossa mulher. Ainda que ambos gostem, isso mostra desrespeito mútuo porque estão a dar um sinal de compromisso, amor e unidade que não existe.
Falando dessas relações, o Papa João Paulo II disse, "Bem dentro de vocês, oiçam a vossa consciência que vos chama a ser puros. . . . Uma casa não se aquece com o fogo de um prazer que queima rápido como um monte de erva seca. Os encontros passageiros são apenas uma caricatura do amor; danificam os corações e escarnecem o plano de Deus." [1] A longo prazo, ninguém beneficia deste tipo de relações.
Li sobre um jovem marido que disse, "Eu faria tudo, tudo, para esquecer as experiências sexuais que tive antes de conhecer a minha mulher. . . . As imagens do passado e das outras mulheres passam pela minha cabeça e estão a destuir qualquer intimidade. A verdade é que tenho estado casado com esta fantástica mulher há oito anos e nunca estive 'sozinho' no quarto com ela." [2]
Quando "curtem" por diversão, a intimidade física começa a perder a sua profundidade, grandiosidade, sacralidade e poder para unir duas pessoas. O sexo é partilhado tão banalmente como um aperto de mão e o casal perde toda a reverência pela sacralidade do corpo um do outro. Começam a pensar que o prazer físico é basicamente para divertimento e que pode resolver o problema da monotonia e da solidão. Isto leva à ideia de que enquanto as duas pessoas concordarem em fazer algo, então é OK fazê-lo.
Muitas vezes isto não é mais do que duas pessoas concordarem usar-se uma à outra para gratificação mútua. Recebem o prazer físico de serem abraçados e o prazer emocional de serem desejados e permanecem juntos enquanto são uma fonte de prazer um para o outro. Isto não está muito longe da prostituição.
Vocês desejam e merecem amor. Mas, enquanto se tratarem um ao outro como objectos, nunca vão estar satisfeitos porque nenhum de vocês está a dar ou a receber um amor verdadeiro. Tenham a coragem de admitir os vossos erros com as raparigas e não caiam de volta ao hábito de as usar ou de permitir ser usados por elas. Se não conseguirem levar uma mulher à santidade quando não estão assim tão interessados nela, como poderão levar uma mulher a Deus quando estiverem mesmo apaixonados por ela? Se puderem ser de confiança nas coisas pequenas, vão poder ser responsáveis com as grandes.
Quando conhecem alguém em quem estão seriamente interessados, levem as coisas com calma. Uma intimidade física intensa no início de uma relação é uma máscara para a ausência de amor que não se conseguiu desenvolver. O amor verdadeiro que tanto esperam precisa de paciência e pureza. De facto, a pureza é a guardiã do amor.
________________________

[1]. Papa João Paulo II, discurso, 29 de Abril, 1989, Antananarivo, Madagascar. Citado por López, ed., The Meaning of Vocation, 28.
[2]. Tom and Judy Lickona, Sex, Love & You. (Notre Dame, Ind.: Ave Maria Press, 1994), 74.

in ChastityProject.com (Jason & Crystalina Evert)


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quinta-feira, 29 de maio de 2014

Os burocratas da União Europeia não são "Um de nós"

Associações pró-vida de 28 países criaram um projecto comum chamado "One of us" (Um de nós). O objectivo era fazer uma petição com assinaturas recolhidas nos 28 países da União Europeia, e entregá-la para que pudesse ser votada no Parlamento Europeu. A matéria em questão era o uso em estudos científicos de embriões humanos, que são já seres humanos (Um de nós).

O Tratado de Lisboa definiu um instrumento de democracia directa ao dispor dos cidadãos da União Europeia. Sempre que fossem recolhidas mais de 1 milhão de assinaturas, a proposta seria apresentada ao Parlamento Europeu, como um projecto de lei de iniciativa popular.

Acontece que a "One of us" conseguiu o dobro, 2 milhões de assinaturas, e foi "vetada", de forma que nem chegou a ser votada em plenário. Esta decisão, que viola gravemente as regras democráticas, foi tomada pela Comissão Europeia no último dia do seu mandato.

É inacreditável como os burocratas de Bruxelas fazem vénias às poderosas empresas farmacêuticas e desprezam, de modo totalmente totalitário, uma iniciativa de 2 milhões dos seus cidadãos.

Nos últimos dias fomos alertados na comunicação social para a "invasão das forças anti-democráticas" no Parlamento Europeu, depois das eleições do passado Domingo, e dos perigos que isso representa. Mas pelos vistos as forças anti-democráticas já lá estão instaladas há muito tempo, mesmo que se digam, e sejam apresentadas na comunicação social, como baluartes da democracia.



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The Confession - Jack Bauer confessa-se

Há poucas semanas estreou nos Estados Unidos a 9ª temporada da série 24, a série que há uns meses dominou a publicidade no Superbowl deste ano (Superbowl é a final do campeonato de Futebol Americano).

Pegando na deixa, há uma série que vale a pena ver por estas bandas: "The Confession"

Foi uma série produzida por Kiefer Sutherland (o famoso Jack Bauer).

A série foi toda lançada online em 10 episódios de 6 minutos cada. Mais tarde o AXN comprou-a e compilou-a em filme.
Está toda disponível no Youtube, com legendas em português (br), aqui.

É muito muito interessante. E tem doutrina Católica certíssima, em particular sobre a questão do mal e porque é que o homem decide optar ou não por ele.

No entanto, o fim pode ser um bocado chocante, não recomendável a pessoas (psicologicamente) sensíveis, mesmo.

Além disso é necessário uma compreensão profunda do que é a misericórdia de Deus, coisa que alguém que não seja cristão ou que não perceba o sentido da confissão em princípio não tem.

Excelentes actores, em particular o que faz de sacerdote - John Hurt.





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quarta-feira, 28 de maio de 2014

Métodos naturais de planeamento familiar

Transcrição de entrevista a Mary Anne d’Avillez, sobre os métodos naturais de planeamento familiar, a propósito do inquérito preparativo para o sínodo dos bispos sobre a família, conduzida por Ângela Roque. 

Os cristãos em geral conhecem a doutrina da Igreja para esta área, o que a Igreja propõe?
A grande maioria tem uma vaga ideia que é tudo proibido, mas nunca se deram ao trabalho de procurar melhor, de irem ler a “Humanae Vitae”, de pensar e reflectir sobre isso. Claro que há excepções, há grupos ligados a movimentos da Igreja, mais bem formados nesta área.

Mas a não ser pessoas que estejam nestes meios, onde essa informação circula, esta mensagem não passa...
A mensagem não passa. Os cristãos vivem na sociedade e são muito influenciados pela cultura que os rodeia, pelos meios de comunicação, pelo que ouvem falar. A maior parte das pessoas não conhecem ou não sabem que existem métodos de regulação natural do nascimento que são extremamente fiáveis e reconhecidos pela Organização Mundial de Saúde.

Há dois métodos principais, o método de ovulação Billings e o método sinto-térmico, e o método sinto-térmico tem uma eficácia ligeiramente maior.

O método Billings, com um estudo que foi feito na China, por um médico estatal, no ano 2000, indicou uma eficácia – e isto com milhões de casais, porque na China é sempre tudo aos milhões – uma eficácia de 99%. Um estudo mais recente feito pela universidade de Heidelberg na Alemanha indicou uma eficácia de 99,4% ou 99,6%, que é até mais alto do que a pílula.

Agora, o que é essencial é que esses métodos sejam bem ensinados, e sejam bem aprendidos. Os casais têm de ser acompanhados por uma monitora, ou um médico ou uma médica.

Como é que estes métodos chegam às pessoas? São alguns movimentos ligados à Igreja que os difundem, não é?
Sim, ligados à Igreja. Na zona de Lisboa conheço dois, o Movimento Defesa da Vida (MDV) onde eu trabalho, e uma associação chamada “Família e Sociedade” que dá dois cursos por ano.

Nada disto é falado nas escolas? Há educação sexual mas estes métodos são falados?
São falados se eu for lá... de resto duvido. Agora, mais importante que nas escolas é isto ser falado nas famílias, e as famílias também ignoram. Às vezes convidam-me para ir falar aos, Cursos de preparação para o Matrimónio. Curiosamente, em muitos, o planeamento familiar não faz parte, não é um dos temas...

E devia ser, do seu ponto de vista? São cursos promovidos pela Igreja...
Claro que devia ser. Eu vou extraprograma, convidada. Ao Algueirão já vou há bastantes anos, fui muitas vezes à Portela de Sacavém e a outras paróquias, pontualmente, e também ao Cupav, o Centro Universitário dos Jesuítas, que tem dois cursos por ano de preparação para o matrimónio.

As pessoas têm de perceber que os métodos de regulação natural da fertilidade fazem parte da gama de escolha de métodos de planeamento familiar, em que há uns que são técnicos, que são os métodos contraceptivos, e há outros que são naturais, que são estes que usam a fisiologia da mulher, para a mulher perceber quando está fértil e quando está infértil, não implicam tomar nem colocar nada. E um casal não tem liberdade de escolha se não conhece todos. Portanto, onde se fala só sobre contracepção sem falar sobre os métodos naturais está errado, onde se fala só sobre os métodos naturais sem falar nos contraceptivos também acho errado, no sentido em que não é permitido às pessoas fazerem a avaliação da diferença moral que existe entre uns e outros, uma avaliação ética.

É essa diferença moral, ou ética, que justifica a posição da Igreja relativamente à contracepção?
Justifica, pois. Claro que estes métodos só funcionam bem num casal estável, em que ambos querem. Este documento [questionário de preparação para o Sínodo da Família] fala sobre casais cristãos, não é um cristão que quer depois estar a dormir com A, B, C e D, implica uma moral e uma ética.

Nestes métodos a pessoa aceita a sua fertilidade como um todo, e aceita a fertilidade do seu marido e o marido da mulher, e não está a tentar fugir ou apagá-la, ou eliminá-la, mas estão em casal a geri-la.

Do ponto de vista relacional é muito positivo porque obriga o casal a dialogar constantemente. No fundo tem que ter uma conversa todos os dias, “como é que tu estás?”, “estamos numa fase fértil, não estamos, como é que é o nosso projecto de vida, como é que vamos gerir”.

Depois do ponto de vista ecológico é ideal. Eu posso dizer que a maioria das pessoas que me tem procurado para aprender os métodos naturais não tem sido por razões religiosas, tem sido por razões ecológicas ou de saúde, mulheres que têm problemas graves e não podem mesmo usar o método contraceptivo. Eu diria que a maioria não é por razões religiosas.

Também há quem pense que quem siga estes métodos é por razões religiosas.
Há.

Está-me a dizer exactamente o contrário…
Estou a dizer o contrário.

Acho que na Igreja deixou-se de falar mesmo entre muitos padres há uma grande ignorância sobre a eficácia e como funcionam os métodos naturais.

Também pode haver alguma vergonha em falar do assunto, pouco à vontade.
Alguma vergonha, pouco à vontade, é difícil falar sobre sexualidade. Medo que lhe digam “ai, não sabe nada disto, é celibatário, e não sabe o que é que está a falar”.

Este não é um método de Igreja, é um método de planeamento familiar que pertence à gama de métodos de planeamento familiar que a Igreja defende ou propõe porque de facto a Igreja olha para a pessoa como um todo, criada por Deus, e aqui a fertilidade é aceite e gerida, e não é eliminada. É toda uma atitude perante a vida. Como é que devia ser passada? Devia ser passada de mãe para filha, mas grande parte das mães também desconhecem.

Aqui o papel dos leigos é fundamental...
Eu acho que é fundamental. Eu fui reler a “Humanae Vitae”, e o Papa Paulo VI diz que aqui os grandes apóstolos são os leigos e são os casais.

Do seu ponto de vista o que é que será ideal acontecer cá em Portugal, na Igreja portuguesa, como é que espera que a Igreja reaja ao inquérito e ponha isto a andar?
Podia haver mais encorajamento e abertura, talvez até mais interesse da parte dos padres em geral. Tem de haver uma grande mudança de mentalidade.

Eu acho primeiro que se isto vai partir dos bispos e dos padres eles próprios têm de ser bem instruídos nesta área, e saber falar com uma linguagem actual e de beleza, e para isso é preciso aprender...

Quem estiver interessado em aprender, informar-se, saber mais, o que é que pode fazer?
Contactar o Movimento Defesa da Vida, que tem um site, ou a Associação da Família e Sociedade, que também ensina os métodos. Isso é que era muito importante, haver mais gente.

in Actualidade Religiosa


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Sudão: cristã condenada à morte teve o segundo filho na prisão

A cristã sudanesa condenada à morte por se ter recusado a renunciar à sua fé, e que se encontra detida, deu ontem à luz uma menina na ala hospitalar da cadeia. 

Segundo o seu advogado, Elshareef Ali Mohammed, citado pela imprensa local, “ela nem foi levada para um hospital”. “Até ao momento, nem eu nem o marido tivemos autorização para a visitar”. 

Meriam Ibrahim, 27 anos, foi condenada à morte no passado dia 15 de Maio, por um tribunal da capital sudanesa, por adultério e apostasia. 

O tribunal não reconheceu o seu casamento, em 2011, com Wani, um cristão de quem tem um outro filho, de 20 meses, que se encontra com ela na cadeia. 

Entretanto, mais de 660 mil pessoas já assinaram uma petição internacional para a libertação imediata e incondicional de Meriam Ibrahim, documento onde se afirma que a “apostasia e o adultério” não devem ser considerados como crimes. 

Os advogados de Meriam entregaram, na passada semana, um recurso da sentença para o Tribunal de Bahri, havendo ainda a possibilidade de recorrerem para o Supremo e para o Tribunal Constitucional. 

Caso estes recursos não surtam efeito, e segundo as regras em vigor, Meriam Ibrahim tem agora dois anos para amamentar a sua filha, até ser executada.

in AIS


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terça-feira, 27 de maio de 2014

Papa Francisco, o casamento dos padres e a comunhão dos recasados

Na viagem de regresso que fez da Terra Santa para Roma, o Papa Francisco respondeu no avião a uma série de perguntas a jornalistas [0]. Na verdade, estas entrevistas são inéditas, porque são das únicas vezes em que o Papa responde livremente a perguntas in loco. Quantos de nós já vimos uma conferência de imprensa com o Papa sentado por trás da mesa? Ninguém, porque estes momentos concretizam-se no avião.

Assim sendo, os jornalistas não esperam por meias medidas e obviamente que abusam nas perguntas. No entanto nós também lhes agradecemos porque assim fica tudo claro e já vimos a mestria que o Papa Francisco tem em responder bem e, ainda assim, agradando a muitas pessoas.

De facto, é curioso ver que o Papa Francisco não tem mudado mesmo nada de fundamental na Igreja (a Moral da Igreja continua intocável, por exemplo) e mesmo assim continua nos tops das pessoas mais influentes a uma escala mundial [1].

Vejamos com detalhe algumas das partes da entrevista que podiam verdadeiramente abanar aquilo que a Igreja sempre foi mas que fizeram exactamente o contrário.

Os sacerdotes podem vir a casar?

Um dos primeiros temas abordados foi o celibato dos sacerdotes Católicos. O Papa disse que era um tema que não estava na ordem do dia e, mais ainda, era uma doutrina muito apreciada por ele, o próprio Vigário de Cristo na Terra. Eis o texto:
"O celibato não é um dogma de fé. É uma regra de vida que eu aprecio tanto e creio que é um dom para a Igreja. (…) não sendo um dogma de fé, está sempre em aberto. Neste momento não falamos disto, como programa, pelo menos por agora. Há coisas mais importantes para realizar."
Sim, é verdade que o Papa disse que não era um dogma da Igreja, mas e então? Qual a novidade? Há padres Católicos casados hoje em dia, noutros ritos da Igreja Católica, como disse o próprio Papa.

Mesmo antigamente, no rito Romano (o de Roma, do Papa), o celibato dos sacerdotes não era obrigatório e mesmo assim foram muitos os que optaram por não casar [Nota: o 1º comentário a este texto explica melhor o assunto].

O celibato não é algo intimamente ligado ao sacerdócio mas sim a uma união maior com Cristo. Não é preciso ser padre para se ser celibatário. No entanto é fácil perceber que é muito bom para o sacerdócio ter uma ligação tal com Cristo que o celibato ajude muito a aperfeiçoar [2].



Reparem que a pergunta do jornalista foi feita a propósito do encontro do Papa com o Patriarca Ortodoxo de Constantinopla, Bartolomeu, com a sugestão de que acabar com o celibato permitiria uma maior união da igreja Católica com a igreja Ortodoxa, onde os padres se podem casar. Mas o que disse o Papa?
"Com Bartolomeu esta tema não se tocou porque é secundário, mesmo, na relação com os ortodoxos."
E, no entanto, por o Papa ter dito o óbvio, muitos vão dizer que os padres qualquer dia vão poder casar [3,4,5], desprezando o facto de o Santo Padre ter dito explicitamente que não vai tratar disso tão cedo, ou seja, provavelmente nunca, enquanto for vivo.

As eleições europeias e... a vida

Outro ponto tratado nesta entrevista ao Santo Padre foi a questão da vida. É impressionante como o Papa conseguiu virar uma pergunta sobre os resultados das eleições europeias para a questão da vida: tanto a vida dos mais jovens, queixando-se que o número de nascimentos está muito muito baixo, bem como o número de idosos, chegando mesmo a chamar Eutanásia ao desprezo pela saúde dos idosos.
"Hoje no centro está o dinheiro. (…) Faltam as crianças. Faltam os idosos: os velhos, não servem; na conjuntura actual, neste momento, vamos ter com eles porque estão reformados e têm necessidades, mas é uma coisa temporária. 
Os idosos também se deitam fora por causa das situações de uma eutanásia escondida, em tantos países. Isto é, a medicina desiste a um certo ponto e pronto…"
Comunhão dos recasados

Mas a grande "bomba" veio quando perguntaram ao Papa sobre a Comunhão das pessoas recasadas.

Hoje não há jantar de família onde não surja este tema - todos pensam que é óbvio que o Papa, e toda a Igreja, vai admitir à Sagrada Comunhão as pessoas divorciadas que se voltaram a casar [6]. Esta opinião generalizada é compreensível, tendo em conta que até muitos sacerdotes dizem isto. Mas o que é que o Papa pensa sobre isto? Vejamos as suas palavras:
"A mim não me agradou que tantas pessoas - até da Igreja, padres - tivessem dito 'Ah, o Sínodo é para dar a Comunhão aos divorciados' e tivessem ido ali, a esse ponto."
Apesar de achar que este tema não é de todo o mais importante diante do panorama da família, o Papa Francisco disse o que pensava em relação ao tema (tambores por favor):

"Uma coisa que o Papa Bento disse três vezes sobre os divorciados ajuda-me muito. Uma vez no Vale d'Aosta, uma outra vez em Milão e a terceira no Consistório, o último Consistório público que fez para a criação dos Cardeais: de estudar os procedimentos sobre considerar nulos os matrimónios, porque alguns são [...] ou apenas para poucas pessoas; e de estudar a fé com a qual uma pessoa vai ao matrimónio e esclarecer aos divorciados que não estão excomungados e tantas vezes são tratados como excomungados. E esta é uma coisa séria."
Considerar nulo um matrimónio é diferente de anular o casamento, porque basicamente a Igreja está é a dizer que não, o casamento nunca existiu.

É interessante aqui o Papa apontar que é preciso ver com que Fé uma pessoa se vai casar. Não são poucos os casos de pessoas que se casam hoje sem ter a mínima noção do que vão fazer. Será que ao menos os párocos têm o cuidado de explicar aos noivos a doutrina Católica e incentivá-los a viver de acordo com ela?

Na verdade, a falta de formação é um tema que preocupa o Papa, quando diz isto:
"Hoje, todos o sabemos, a família está em crise: está em crise mundial. Os jovens não querem casar-se ou não se casam ou vivem juntos, o matrimónio está em crise e assim a família."
Cá está o Papa a mostrar como errada uma das realidades mais comuns dos dias de hoje: a dos namorados in aeternum. E na imprensa: zero.

Estes comentários do Santo Padre o que fazem é prometer uma excelente exortação apostólica sobre a família, que é o documento oficial que o Papa escreve a partir das conclusões do Sínodo dos Bispos.

A Igreja precisa de reforma?

Mais ainda, na entrevista, quando se referia ao banco do Vaticano, o Papa deixou bem claro o que significava a reforma na Igreja para ele: Ecclesia semper reformanda. Tal como tem acontecido nos pontificados anteriores, a reforma da Igreja é uma coisa do dia-a-dia . O Papa disse que "devemos estar atentos para reformar a Igreja todos os dias, porque somos pecadores, frágeis e haverão sempre problemas." Na verdade, quando no final da entrevista perguntaram ao Papa qual era o maior obstáculo à reforma que se estava a levar na Cúria da Igreja, disse o Papa com humor:
"... o primeiro obstáculo sou eu."
No fundo há apenas uma maneira de (todos) os Católicos ajudarem na reforma da Igreja - a santidade pessoal, através da oração [7], da mortificação e, só no fim, da acção.

E que acção tomar?
Bem, uma coisa urgente é a de levar o que o Papa disse ao mundo, aos nossos amigos, colegas e familiares, que recebem tudo distorcido pela imprensa.

A verdade é que as pessoas não sabem o que o Papa disse naquele avião e nós temos o compromisso da verdade de lhes dizer, ao menos quando as ouvimos contar mal as coisas.

Nuno CB

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[2] (Vídeo) Celibato pelo Reino dos Céus, Pe. João Paulo Pimentel, IV Theology of the Body International Symposium, Fatima, Portugal 2013
[6] As pessoas divorciadas mas que vivem solteiras podem comungar, claro. Aos olhos de Deus só houve um casamento, o primeiro. Qualquer casamento que venha a seguir é como se fosse um adultério, por isso quem não se voltar a casar permanece em estado de graça.
[7] Quem nos dá o exemplo é o próprio Papa que já hoje, 27 de Maio '14, um dia depois de chegar a casa, foi à Igreja de Santa Maria Maior agradecer a Nossa Senhora a viagem à Terra Santa.


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Frase do dia

"Na hora da morte, as Missas a que tiveres assistido com devoção serão o teu maior consolo." 

S. Pio de Pietrelcina


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segunda-feira, 26 de maio de 2014

Um momento histórico junto ao antigo templo de Jerusalém




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A Tanzânia precisa de comida e não de contraceptivos

O Population Research Institute (PRI) denuncia que os Estados Unidos investem em controle demográfico contra a vontade das mulheres e ignorando os problemas reais

Um país como a Tanzânia é ameaçado por muitos problemas, mas a sobrepopulação não é um deles. Isto é revelado num estudo do PRI, que demonstra como a USAID (a agência federal dos EUA responsável pela ajuda estrangeira) está adoptando uma política de intervenção no país africano totalmente alienada dos problemas reais.

O PRI denuncia que a USAID gasta apenas 20 cêntimos em nutrição por cada dólar gasto em contracepção, diante de 16% de crianças menores de cinco anos na Tanzânia que estão abaixo do peso normal. E ainda, no país, uma criança em cada nove morre antes do seu quinto aniversário e uma mulher em vinte e três corre o risco de morrer durante o parto. 

No entanto, a USAID gasta apenas 36 cêntimos na saúde materna e infantil para cada dólar gasto em contracepção. Além disso, destaca ainda o centro de pesquisa, num país onde apenas o 12% da população tem acesso a instalações sanitárias decentes, apenas 23 cêntimos são gastos pelos Estados Unidos em matéria de água e serviços de saneamento por cada dólar investido no controle da população.

"Talvez – lê-se numa passagem do artigo publicado pela Population Research Institute – o USAID pudesse justificar estes gastos se o povo da Tanzânia pedisse maiores intervenções para a contracepção. Mas não é assim”. Num dos Países mais pobres do mundo (o PIB per capita é de 1700 dólares por ano), não se entende o motivo de gastar tanto em contracepção em relação ao que é gasto “para a saúde materna, a saúde das crianças, a água, a higiene, a nutrição, e o cuidado das doenças”. Especialmente, nota o PRI, as mulheres da Tanzânia demonstram que querem continuar a trazer filhos ao mundo, com uma taxa de fertilidade de 5,4 e com uma estatística que diz que pelo menos a metade das mulheres da Tanzânia que já tem cinco filhos gostariam de ter mais ainda.

E destaca, além do mais, que mais de 50% das mulheres casadas e mais de 60% ​​das solteiras pararam de usar contraceptivos. Destas, apenas 1% o fez pelos custos excessivos, enquanto que todas as outras pararam por uma nova gravidez ou porque não gostavam da forma como o próprio corpo reagia a estes produtos. Portanto, diz o PRI, 70% das mulheres da Tanzânia suspende o uso dos contraceptivos pagos com as contribuições dos "contribuintes americanos desavisados".

O PRI conclui dizendo que Barack Obama, “que se define a si mesmo como um anti-imperialista”, estaria mais em sintonia com os desejos do povo africano se decidisse investir para enviar ajudas concretas, mais do que para defender políticas de controle populacional. “Mas ao contrário, diz o PRI, ele mesmo aumentou um ‘imperialismo reprodutivo’, gastando mais dinheiro do que jamais fora gasto antes para incentivar o aborto, esterilização e contracepção entre os africanos (e o mesmo para os asiáticos e latino-americanos)”. 

A próxima vez que quiser desculpar-se de algo – sugere o centro de pesquisa ao presidente dos Estados Unidos  – que o faça para as políticas de aborto, esterilização e contracepção para com aqueles que estão chorando porque não têm água potável para beber, comida, e cuidados médicos básicos”. in Zenit


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domingo, 25 de maio de 2014

Catequeses de São Cirilo de Jerusalém (Bispo, Séc. IV)

O símbolo da fé

Abraça, cuidadoso, unicamente a fé que agora a Igreja te entrega para aprendê-la e confessá-la, protegida pelos muros de toda a Escritura. Já que nem todos podem ler as Escrituras, uns por falta de preparo, outros por qualquer ocupação que os impede de conhecê-la, para que não pereçam por ignorância, encerramos nos poucos versículos do símbolo todo o dogma da fé. 

Exorto-te a tê-lo como viático durante a vida inteira e não admitir nenhum outro mais. Nem se nós próprios, tendo mudado, dissermos algo contrário ao que ensinamos agora, nem mesmo se um anjo adverso, transfigurado em um anjo de luz, te quiser arrastar ao erro. Pois ainda que nós ou um anjo do céu vos anuncie coisa diferente do que agora recebestes, vos seja anátema (Gl 1,8). 

Ouves neste momento apenas simples palavras, mas guarda na memória o símbolo da fé. Em tempo oportuno receberás a confirmação de cada versículo tirado das Sagradas Escrituras. Porque não foi a bel-prazer dos homens que este resumo da fé foi composto, mas selecionados dentre toda a Escritura, os tópicos mais importantes perfazem e abraçam a única doutrina da fé. Da forma como a semente de mostarda num pequenino grão contém muitos ramos, assim este símbolo em poucas palavras encerra como num seio materno o conhecimento de toda a religião contida no Antigo e no Novo Testamento. 

Considerai, portanto, irmãos, e mantende as tradições que recebestes agora e gravai-as no fundo de vosso coração. Observai-as religiosamente, não aconteça que o inimigo em qualquer lugar venha a espoliar os covardes e negligentes, ou um herege alterar algo do que vos foi entregue. A fé é depositar no banco o dinheiro que vos confiamos. Mas Deus vos pedirá contas do depósito. Peço-vos, assim diz o Apóstolo, diante de Deus, que tudo vivifica, e de Cristo Jesus, que deu seu belo testemunho sob Pôncio Pilatos (1Tm 6,13), que conserveis imaculada esta fé entregue a vós, até que apareça nosso Senhor Jesus Cristo. 

Agora te foi dado o tesouro da vida. O Senhor exigirá seu depósito por ocasião de seu aparecimento, que no tempo preestabelecido o bem-aventurado e único Soberano, o Rei dos reis e Senhor dos senhores, manifestará. Ele, o único a possuir a imortalidade, que habita em luz inacessível, a quem ninguém jamais viu nem pode ver (1Tm 6,15-16). A ele glória, honra e império pelos séculos dos séculos. Amém.

in Cat. 5, Defideet symbolo,12-13: PG33,519-523


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Eu votei em consciência




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sábado, 24 de maio de 2014

"Vou para a Síria. É lá o meu lugar"

Teve de pedir autorização aos seus superiores e à família. Só assim a Irmã Maria Nazareth conseguiu a licença necessária para viajar até Alepo, para apoiar aí a pequena comunidade cristã. Quando todos tentam fugir da Síria, ela encaminha-se para o meio do holocausto. Que loucura será esta?

Os prédios estão destruídos. São quase todos apenas montes de ruínas, memórias de uma cidade que já foi feliz. Nas ruas mal se consegue passar. Há escombros por todo o lado. Ouvem-se insistentemente ruídos de guerra. Tiros, balas, gritos de vitória, esgares de dor, de agonia. De morte.

Alepo representa bem o impasse da guerra civil que está a destruir a Síria desde há três anos. É uma luta fratricida, de morte. Os civis estão encurralados. Viram as suas vidas desfeitas. Escondem-se onde podem, mal sobrevivem. Em muitos lugares quase não há comida, nem água, nem medicamentos. Sair de Alepo é uma tarefa ingrata, arriscadíssima.

Entrar em Alepo, então, é pura loucura. Mas é isso mesmo que vai fazer uma jovem Irmã, Maria Nazareth, do Instituto do Verbo Encarnado, na Faixa de Gaza
Ir para as periferias. Esta argentina, de sorriso largo e contagioso, sabe de cor as palavras do Papa Francisco quando ele disse, logo no início do seu pontificado, que temos de “aprender a sair de nós mesmos, a fim de conhecer outras pessoas, a fim de ir em direcção às periferias da nossa existência, a dar o primeiro passo no sentido dos nossos irmãos, especialmente aqueles que estão mais longe de nós, aqueles que estão esquecidos”.

O apelo do Papa Francisco foi determinante. Palavras fortes que perturbaram a Irmã Nazareth e que a levaram a decidir, num impulso, que tinha mesmo de ir para a Síria, para Alepo, para ajudar duas outras irmãs que tentam manter as portas abertas de um pequeno albergue para raparigas cristãs. Foi um impulso tão forte e irresistível que a vai obrigar a abandonar o trabalho que vem desenvolvendo, desde 2010, na Faixa de Gaza, numa paróquia católica. “Tive um maravilhoso tempo aqui”, confessa à Fundação AIS, acrescentando que “essa memória vai agora acompanhar-me para a Síria”. É tão grave e violenta a situação aqui que ninguém vai para lá sem ser voluntário.

A Irmã Nazareth teve de pedir permissão aos seus superiores e precisou ainda do consentimento da família. Trata-se de uma condição imposta pela própria comunidade. Nas grandes decisões, os superiores nunca vão contra a vontade da família. Maria Nazareth telefonou para a Argentina, para casa, e ouviu do outro lado da linha a voz tranquila de sua mãe: “Estás numa ordem religiosa já lá vão vinte anos. A tua decisão não é fácil para nós. Mas nós sabemos que estás feliz e que se trata de cumprires a vontade de Deus. Portanto, não podemos dizer que não. Estamos a rezar por ti e estamos contigo.”

"Não, eu não tenho medo." De malas feitas, Maria Nazareth já só pensa no seu trabalho junto das outras duas irmãs que apoiam a sofrida comunidade católica de Alepo. No seu entusiasmo não há lugar para receio algum, embora vá partir para um dos lugares mais perigosos do Planeta. “Não, eu não tenho medo. Confio em Deus e na Virgem Maria. E, como membro de uma ordem religiosa, confio de forma especial na protecção da Mãe de Deus. Além disso, sei que estou acompanhada pelas orações de muitas pessoas.” 

As nossas orações serão o seu colete à prova de bala. Quando tudo parece perdido, quando todos parecem ter desistido, quando tantos já fugiram do horror, há alguém que decide partir em sentido inverso, rumo à Síria, ao epicentro da guerra. 

Apenas para ajudar. A Irmã Nazareth está de partida e pede as nossas orações.

A Irmã Nazareth é uma das muitas religiosas que querem "ir para a periferia" e estar junto dos que mais sofrem. Não podemos negar a nossa oração e ajuda.

in AIS


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Papa Francisco a caminho da Terra Santa




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sexta-feira, 23 de maio de 2014

Não compete a uma maioria estabelecer o que é verdadeiro ou falso

Não compete a uma maioria estabelecer o que é verdadeiro ou falso, nem o que é em si mesmo justo ou injusto. O jogo democrático não é a verdade sobre as coisas, mas apenas as regras comuns de comportamento. Aqueles que por razões de consciência, acreditam que não podem cumprir estas normas, é justo que tenham a possibilidade de objecção de consciência. 

Se as leis, nesse caso, não consentem tal objecção, poderá dar testemunho das suas convicções de forma mais cara, mas também mais forte, enfrentando as sanções previstas pela lei. De facto, os objectores de consciência mais heróicos e eficientes foram, e são, os mártires cristãos das diversas épocas históricas.


Cardeal Camillo Ruini, "Lectio Magistralis", realizada na Fundação 'Magna Carta'


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3 coisas que o Vaticano II não ensinou


Na minha experiência, quando alguém acaba uma frase com "que é, afinal de contas, o espírito do Vaticano II" ou "o espírito do Papa João XXIII", quase nunca sabem o que estão a dizer.
De facto, o "espírito" de que normalmente falam está em conflicto directo tanto com o Vaticano II como com João XXIII.
Sacrosanctum Concilium é o documento do Vaticano II que lida especificamente com a reforma da liturgia.
Neste post pensei em olhar (de uma forma ridiculamente breve) para três coisas que a constituição não disse.
Prontos? Bora!
1. ACABAR COM O LATIM NA LITURGIA
No parágrafo 54, a constituição diz: "Em Missas que são celebradas com o povo, pode-se dar um lugar próprio à língua vernácula. Isto é para aplicar em primeiro lugar às leituras e à Oração Comum. Mas também se pode aplicar às respostas das pessoas, se as condições locais o permitirem.
No entanto, a constituição continua, "Ainda assim, devem ser dados passos para que os fiéis também sejam capazes de rezar ou cantar juntos em Latim as partes do Ordinário da Missa que lhes correspondem" (isto é, as partes que não mudam e que rezamos todos os Domingos, como o Credo, o Glória ou o Pai Nosso).
2. DAR À MÚSICA CONTEMPORÂNEA UM LUGAR DE DESTAQUE
No parágrafo 116, o documento diz: "A Igreja reconhece o Canto Gregoriano como o canto próprio da Liturgia Romana; por isso, este terá, em igualdade de circunstâncias, o primeiro lugar nas acções litúrgicas.”
3. QUE O SACERDOTE SE VIRE PARA O POVO NA LITURGIA
Em nenhum sítio do documento se diz que a Missa devia ser celebrada virada para as pessoas. Vejam vocês mesmos. O fundador e presidente da Ignatius Press, o Pe. Joseph Fessio, diz "A Missa virada para o povo não é um requisito do Vaticano II; não está no espírito do Vaticano II; definitivamente não está nos textos do Vaticano II. É algo que foi introduzido em 1969.”
ADVERTÊNCIA
Ao dizer estes factos não estou a insinuar que a Missa celebrada inteiramente em vernáculo com música contemporânea e com o sacerdote virado para a assembleia é inapropriada ou não é permitida. Estas coisas são permitidas. Simplesmente não foram ordenadas pelo Vaticano II - ou por nenhum concílio subsequente, já agora.
Portanto, da próxima vez que alguém vos disser que a sua Missa realmente "abraçou o espírito do Vaticano II", deviam perguntar-lhes "oh, fantástico, então têm canto gregoriano? Os paroquianos sabem o ordinário da Missa em Latim? . . . "
Se fizerem um olhar estranho e disserem 'não', então podem (com um olhar de confusão) responder com "então o que é que quer dizer com a vossa liturgia ter abraçado o espírito do Vaticano II?"


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quinta-feira, 22 de maio de 2014

Papa Francisco excomungou a fundadora do "Nós Somos Igreja"

O Papa Francisco excomungou Martha Heizer , co-fundadora e presidente da "Wir sind Kirche" (Nós Somos Igreja), uma das organizações mais críticas em relação à Igreja Católica e aos seus ensinamentos. O caso Heizer eclodiu em 2011, quando a professora de religião em Innsbruck (Áustria), decidiu desafiar o Vaticano sobre a questão da ordenação de mulheres, anunciando a sua intenção de celebrar a Eucaristia em sua casa, em Absam, uma pequena cidade perto de Innsbruck. Depois disso a senhora de 67 anos começou realmente a “celebrar” regularmente a missa com o marido, Gert (que também foi excomungado ), na presença de outros crentes , e na ausência dos sacerdotes. A Congregação para a Doutrina da Fé, estabeleceu a comissão agora estabeleceu excomunhão. A prática teorizada e conduzida pela teóloga, de facto, profanando o sacramento da Eucaristia, é considerada pela a Igreja como "delicta graviora", tal como a pedofilia e os crimes contra a Penitência.

"Estamos indignados." Como relatou o Tiroler Tageszeitung, ontem à noite, o bispo de Innsbruck Manfred Scheuer queria entregar pessoalmente o decreto de Roma a Martha Heizer e Gert, mas o casal rejeitou. Esta manhã, os dois divulgaram um comunicado no qual se mostraram chocados com a decisão da Igreja: "Nós estamos profundamente indignados por nos encontrarmos na mesma categoria de padres culpados de abuso. Mas estamos especialmente amargurados, porque não conhecemos nenhum caso no qual um culpado de abuso tenha sido excomungado. (...) Não aceitamos o decreto, mas, pelo contrário, rejeitamo-lo. Nunca aceitámos o processo na sua estrutura e, consequentemente, não aceitamos também a condenação. Vamos continuar a trabalhar com mais empenho para a reforma da Igreja Católica. Precisamente esta abordagem mostra como precisa urgentemente de uma renovação. "

O grupo. O movimento "Wir sind Kirche", um dos mais numerosos e certamente entre os mais activos na Europa, a promover mudanças progressistas à doutrina católica, nasceu em torno de um pequeno grupo de católicos liderados por Thomas Innsbruck Plankesteiner e precisamente por Martha Heizer - relembra Giacomo Galeazzi no Vatican Insider - que em Abril de 1995 publicou um "Apelo ao povo de Deus", dirigido à hierarquia da Igreja para pedir o sacerdócio feminino, além de uma maior democracia, a abolição do celibato dos sacerdotes e a adequação da moralidade sexual aos costumes modernos. O texto teve muitas adesões em todo o continente, mas especialmente na Áustria e na Alemanha (respectivamente 505 mil e 1,8 milhões de assinaturas).

in tempi.it


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Já ouviram falar do Creighton Model e da NaProTechnology?


O Creighton Model foi desenvolvido pelo Dr. Thomas Hilgers, fundador e director do Paul VI Institute, e está completamente de acordo com a doutrina da Igreja Católica.
Para mais informações, ver aqui esta entrevista com o Dr. Hilgers no site da EWTN.


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quarta-feira, 21 de maio de 2014

Corpus Christi - A Sagrada Comunhão  e a renovação da Igreja

A Sagrada Comunhão e a Renovação da Igreja
Autor: D. Athanasius Schneider

Edição: Caminhos Romanos

Tradução:
 Maria José de Figueiredo
António Carlos de Azeredo
Nuno Castello-Branco Bastos
 Paginação: F. Barandiarán - A. Azeredo
Impressão:T.Tadinense-Artes Gráficas

Preço: 5 euros

Telefone e fax: 220 110 532 
Telemóvel: 936 364 150
e-mail: caminhosromanos@gmail.com



D. Athanasius Schneider é Bispo Auxiliar de Astana, capital do Cazaquistão. A história da sua família, no meio de perseguições comunistas, é muito forte pelo modo como sempre conservou a devoção à Sagrada Eucaristia e a transmitiu à geração seguinte. Para ouvir um testemunho dado por D. Athanasius cá em Portugal já em 2014, vejam aqui.


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A política do filho único na China em imagens

Ban Abortion from the Very First Heartbeat

Tens que abortar!
por Steven W. Mosher e Anne Roback Morse

Para pessoas em sociedades democráticas é difícil perceber como é que o partido único da China consegue controlar a fertilidade de milhões de pessoas. O esforço começa com uma quantidade enorme de propaganda anti-filhos nas escolas e locais de trabalho e depois segue para uma intimidação pública em estandartes e slogans colocados em lugares públicos. Aqui ficam algumas imagens do tipo de ameaças públicas que as autoridades fazem contra as mulheres que possam estar grávidas com filhos "ilegais".

If it should be aborted and is not aborted, your house will be destroyed and your cow will be taken.
该流不流扒握牵牛
Tradução: "Se devias ter abortado e não abortaste, a tua casa vai ser destruída e a tua vaca vai ser levada."


Even if you bleed enough to make a river, you must not give birth to an extra child! Hunan Province.
宁可血流成河, 不准超生一个
Tradução: "Mesmo que sangres o suficiente para fazer um rio, não deves dar à luz um filho extra!" Província Hunan.


If you should get sterilized and you don’t, you will be detained and prosecuted. If you should abort and do not abort, your house will be torn down and your cattle will be led away.
该扎不扎, 关人作押, 该流不流, 折房牵牛。
Tradução: "Se devias ser esterilizada e não és, vais ser detida e processada. Se devias abortar e não abortas, a tua casa vai ser deitada a baixo e o teu gado vai ser levado para fora."


Call back those who are located far away, dig out those who are hidden, Those who are pregnant outside the policy absolutely must have labor induced. Those who should be sterilized absolutely must be dragged down.
外出的叫回来, 隐瞒的挖出来 计划外怀孕的坚决引下来 该扎的坚决拿下来
Tradução: "Chamem de volta os que moram longe, procurem os que estão escondidos. As que estão grávidas fora da lei têm que ser induzidas em trabalho de parto. As que devem ser esterilizadas têm que ser definitivamente arrastadas."


If you are supposed to wear an IUD but don't, or are supposed to have your tubes tied but don't, you will be arrested on sight!
该环不环,该扎不扎, 见了就抓.
Tradução: "Se devias usar o DIU e não usas ou se devias ter os vasos atados mas não tens, vais ser presa em público!"

Those of you who don't abort or get sterilized, and are happy to have excess births and pay fines
Tradução: "Aquelas de vocês que não abortam ou não são esterilizadas e estão contentes por pagar nascimentos excessivos e pagam multas. . .[não se percebe a imagem]."

Este tipo de propaganda espetada na cara combinada com tácticas de violência àquelas que resistem, levam a maior parte das mulheres aos calcanhares. Depois ainda há as tácticas de grupos de pressão usadas na província de Liaoning no nordeste da China e noutros sítios. Nestas províncias, os segundos nascimentos são permitidos apenas se não houverem nascimentos ilegais. Se uma só criança ilegal nascer, não são permitidos segundos nascimentos e as mulheres que levam o segundo filhos têm que abortar.
Steven Mosher, que viveu na China durante alguns anos e testemunho abortos forçados, comentou, "É difícil de imaginar a hostilidade intensa, mesmo histeria, que essas tácticas de grupos de pressão geram numa comunidade rural pequena e muito unida em relação a alguém que é acusado de ter quebrado as regras."

Nas ruas ou no trabalho, na televisão ou nos jornais, os chineses são bombardeados com propaganda anti-pessoas. Dia após dia este processo de "suavização" continua de tal modo que quando chega o toque na porta à meia-noite, muitas mães grávidas e os seus maridos nem tentam defender-se.

in Population Research Institute


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