quarta-feira, 30 de outubro de 2013

A Deus

Ligou-me uma madre superiora de uma congregação religiosa e disse-me: “Sr. Bispo, queria agradecer-lhe com toda a alma a ajuda que nos prestam no Opus Dei”. E eu disse-lhe: “A Deus”, e ela desligou-me o telefone. 

Voltei a ligar-lhe e disse-lhe: “Madre, provavelmente não me entendeu bem, eu não me queria despedir; queria unicamente dizer-lhe que eram graças a Deus. E ela disse-me: “Pois, sim, quando desliguei o telefone disse à minha secretária: O Senhor Bispo devia ter muita pressa".

D.Javier Echevarría


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D.Manuel Clemente deverá ser feito Cardeal no dia 22 de Fevereiro


O primeiro consistório do Papa Francisco será convocado para os próximos dias 21 e 22 de Fevereiro. A notícia ainda não é oficial, foi anunciada pela i.media, uma agência noticiosa de língua francesa especializada no Vaticano. 

O consistório para a criação de novos Cardeais da Igreja Católica será antecedido por encontros de trabalho do Papa com todos os Cardeais do mundo, nos dias 19 e 20 de Fevereiro, como fez Bento XVI nos consistórios que convocou. 

Até ao final de Março de 2014, vários cardeais atingem os 80 anos de idade, por isso surgirão 16 “vagas” cardinalícias, até ao máximo de 120 cardeais eleitores, limite imposto pelo Papa Paulo VI.

Um dos nomes mais prováveis na lista dos novos cardeais que surgirão deste consistório é D.Manuel Clemente, o Patriarca de Lisboa. Na lista dos “candidatos” encontra-se também o Patriarca de Veneza, Mons.Francesco Moraglia, o Prefeito para a Congregação da Doutrina da Fé, Mons.Gerhard Müller e o novo Secretário de Estado do Vaticano, Mons.Pietro Parolin.


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terça-feira, 29 de outubro de 2013

O Latim e a Ciência - Henrique Leitão

"A vasta maioria dos livros de assuntos científicos que se publicaram na Europa nos séculos XV e XVI está em latim. (...)

O latim foi a língua universal da ciência até muito tarde. O aparecimento de obras em vernáculo no século XVI foi raro (...).

Alguns historiadores supuseram que o uso do latim fora um deliberado processo corporativo dos letrados, destinado a dificultar o acesso ao saber; nesta medida o uso do vernáculo seria uma "rebeldia", uma "libertação". Mas esta visão, em parte inspirada numa leitura marxista da história, que coloca o erudito contra o homem prático, é de um esquematismo que hoje em dia quase ninguém aceita.

A principal razão que explica a longa sobrevivência do latim como língua-franca da ciência reside na natureza essencialmente supranacional da actividade científica. No caso da matemática, esta longevidade foi excepcionalmente longa, muito para além do século XVI.

Com a excepção da França, quase todos os europeus continuaram a eleger o latim para a publicação das suas obras matemáticas muito tempo depois de os vernáculos já terem ganho grande implantação. Assim o fizeram Euler, os Bernoulli, Gauss, durante todo o século XVIII e princípios do XIX. Nos anos 40 do século XIX, Jacobi publicava em latim, e mesmo em 1876, quando o alemão e o francês dominavam, Riemann ainda publicava trabalhos em latim."

Henrique Leitão, O Livro Científico dos Séculos XV e XVI: notas sobre a situação portuguesa


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Quando Deus vos recompensa com bébés...uma aljava cheia!

Como é que sabem quando Deus vos recompensa? Podem ficar surpreendidos. Várias vezes tem a ver com... bébés!

Quando Deus vos recompensa

Temos uma promessa vinda directamente do Espírito Santo nas páginas da Sagrada Escritura:
Vede, os filhos são um dom de Deus: é uma recompensa o fruto das entranhas. Tal como as flechas nas mãos do guerreiro, assim são os filhos gerados na juventude. Feliz o homem que assim encheu sua aljava: não será confundido quando defender a sua causa contra seus inimigos à porta da cidade." (Salmo 126[127]:3-5)
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A minha bendita vista em todos os jantares: "Que a tua mulher seja em teu lar como uma vinha fecunda; teus filhos em torno da mesa serão como rebentos de oliveira." (Sl 127[128]:3)

Duas perguntas rápidas para vocês e para todas as pessoas que conhecem:

1. Acreditam que os bébés são uma "recompensa"?
2. Querem uma aljava cheia deles?

A conversa durante o cocktail

Se fossem a uma festa com um cocktail e alguém perguntasse, "Qual é que é o seu trabalho?" e vocês respondessem, "Eu tenho o meu próprio negócio."
a resposta seria: "Isso é óptimo. Quantos empregados é que tem?"
Se responderem, "Dois empregados," a resposta seria "Ah, boa."
Se respondessem, "Dois mil," a resposta seria, "Bem, isso é impressionante. Deve ser um empresário fantástico, conte-me mais."
Agora transformem essa conversa numa sobre a família.

“Quantos filhos é que tem?”

Se respondessem, "Duas crianças, um rapaz e uma rapariga," a resposta seria "É assim mesmo! Já tem dois e já está despachado. Que bom ter tido a sorte de ter logo um de cada, boa!"
Mas se respondessem, "Onze filhos, sete raparigas e quatro rapazes," a sala ficaria em silêncio e quase que se começariam a ouvir grilos.
Se tiverem muitos empregados, isso é uma coisa boa. Se estiverem mais pessoas num estádio de futebol, isso é uma coisa boa. Se os lugares para um concerto estão cheios, isso é uma coisa boa. Se muitas pessoas estiverem no vosso aniversário, isso é uma coisa boa.
Mas se a vossa mesa de jantar ou a carrinha estiver cheia... isso é uma coisa má... O quê?!

Uma conspiração satânica?

Há uma conspiração satânica em relação a ter filhos. Nós temos sete bonitos filhos e as pessoas têm pena de nós a toda a hora. Fomos jantar fora na semana passada e uma senhora idosa aproximou-se e disse à minha mulher Joy (rodeada de sete crianças) quanta pena ela sentia por ela. O quê? É uma sorte a minha mulher ser uma santa e não ter batido na senhora.
Voltemos à Bíblia. "os filhos são um dom de Deus: é uma recompensa o fruto das entranhas."
Eis outra:
Tua mulher será em teu lar como uma vinha fecunda. Teus filhos em torno da tua mesa serão como brotos de oliveira. Assim será abençoado aquele que teme o Senhor. (Salmo 127[128]:3-4)

Como ser abençoado!

A relação entre ser um casal abençoado e querer uma "aljava cheia" e "brotos de oliveira à volta da mesa" está na Sagrada Escritura. Faz parte da verdade revelada por Deus. Não podemos ser Cristãos e fingir que não é verdade ou que não se aplica.
Falamos demasiadas vezes de felicidade mas não tanto de ser abençoado. Ser abençoado significa que a graça de Deus está sobre vocês e que têm uma alegria profunda. A felicidade depende do que acontece. Tem a mesma raiz linguística [N.T.: "happiness" vem de "happens"]. Mas a alegria é colocada nos nossos corações por Deus. Ninguém, nem mesmo o diabo ou o vosso chefe, pode tirar-vos isso. É sozinhos que abandonamos a nossa alegria.
Lutem por ser abençoados e tenham essa alegria e paz que apenas Jesus Cristo vos pode dar. Sejam abençoados em cada dia. Se estão em Cristo Jesus, são abençoados. Agora vão lá para fora e sejam o sal da terra. Sejam salgados.

Não tenham medo!

Não tenham medo de ter uma família grande por Jesus. É a coisa mais reconfortante que podem fazer.
PS: Se estiverem interessados nas proibições judaicas e dos primeiros cristãos contra a contracepção e aborto, tenho uma secção sobre isso neste livro. Taylor Marshall


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segunda-feira, 28 de outubro de 2013

O Papa Francisco não tem culpa... - Elias Couto


1. Há coisas para as quais não tenho paciência. Uma delas é a falta de rigor com que tantos jornalistas usam as palavras do Papa Francisco para promover agendas alheias ao Papa. Outra, é o modo como os panegiristas do Papa Francisco cultivam uma espécie de populismo próprio de ditaduras terceiro-mundistas, mas muito pouco adequado a uma Igreja com quase dois mil anos de história e 266 papas, desde S. Pedro. O Papa Francisco não tem culpa, mas...

2. Não tenho paciência para o modo como muitos, mesmo católicos, nas aras de incenso elevadas em louvor do Papa Francisco, denigrem os seus antecessores, sobretudo Bento XVI e João Paulo II. Segundo alguns, dá a sensação de termos saído de um longo inverno eclesial, decadente e triste, para a luminosidade de uma primavera sem sombras nem nuvens. Ora, de facto, saímos de anos, alguns deles terríveis, marcados por um esforço titânico para restaurar os muros derrubados e o rosto sujo da Igreja de Cristo, esforço protagonizado, sobretudo, pelos imediatos antecessores do Papa Francisco. Só assim se tornou possível o ânimo com que, agora, tantos se lançam com alegria a viver de novo a aventura da fé, alentados pelo optimismo e pelas originalidades do Papa.

3. «Eu nunca vi, um Papa... estender a mão e tocar as pessoas; abraçar, em vez de dar a mão a beijar; afagar crianças com ternura sem ser para aparecer na foto; que não fala em pecado; dizer que os mais pobres são os que mais praticam a generosidade; dizer que a acção vale mais do que a palavra; dizer que a medida da grandeza de uma sociedade reside no modo como ela trata os mais pobres; dizer que é preciso ouvir os jovens; falar do humanismo desumano que estamos vivendo; dizer que é preciso defender uma realidade humana, valores éticos... antes do Papa Francisco».

4. Não é possível encontrar uma coisa destas espalhando-se pelas redes sociais sem perder a paciência. Basta uma pesquisa rápida na internet para encontrar tudo isto e muito mais nos ensinamentos da Igreja e, para não ir mais longe, nos de Bento XVI e João Paulo II. Dito com outro estilo, sem cair nas boas graças da comunicação social, mas dito, escrito, ensinado, vivido. E, afinal, se o Papa Francisco é o primeiro que «afaga crianças com ternura sem ser para aparecer na foto», o que está a dizer-se dos seus antecessores? Que eram uns hipócritas?

5. Dir-se-á, talvez, que este é o tipo de panegírico exagerado, próprio do calor do momento. Eu, nada adepto deste tipo de "entusiasmos", direi que não é bem assim, pois até em artigos e entrevistas encontro com facilidade a mesma estrutura – o Papa «bom» e os anteriores para esquecer – embora com maior elegância na forma e com mais background teológico nos conteúdos.

6. «Enfim, não é uma "outra Igreja" que tem de nascer. É uma "Igreja outra" que (já) está a surgir. No coração de muitas pessoas». Bastaram seis meses de pontificado?... É obra. «Aliás, o povo de Deus "quer pastores e não funcionários ou clérigos de Estado"». Bento XVI lá dizia, com aquele seu jeito humilde e descansado, que o sacerdote «não é simplesmente o detentor de um ofício, como aqueles de que toda a sociedade tem necessidade, para nela se realizarem certas funções. É que o sacerdote faz algo que nenhum ser humano, por si mesmo, pode fazer»: pronuncia as palavras da absolvição, as palavras da transubstanciação... «Por conseguinte, o sacerdócio não é simplesmente "ofício", mas sacramento». E também, falando de Deus como «pastor» da humanidade: «O sacerdote, no âmbito que lhe está confiado, deveria poder dizer juntamente com o Senhor: "Conheço as minhas ovelhas e elas conhecem-me». E explica: «"conhecer" significa estar interiormente próximo do outro, amá-lo». Claro, isto dá que pensar e não se transforma facilmente num slogan simpático, no qual se vê nascer uma «Igreja outra». Mas foi pensado, dito e redito pelo Papa Bento XVI, como antes por João Paulo II. E, no entanto...

7. Aos católicos não se exige que gostem de cada Papa. E, portanto, é normal haver quem se entusiasme com o Papa Francisco e não visse nada de interessante no seu antecessor. Seria conveniente, no entanto, não cair na armadilha, potenciada pelas redes sociais, de, para louvar o Papa Francisco, denegrir Bento XVI. E menos ainda se deveria cair na armadilha de faltar à verdade. Afinal, na Igreja, como também ensinou Bento XVI, a única hermenêutica válida, porque a única capaz de a edificar, é a hermenêutica da continuidade, não a da ruptura.

8. O Papa Francisco não tem culpa. Tem um estilo muito próprio – como cada papa antes dele. E com o seu modo de ser, com as suas palavras e os seus gestos está a fazer muito bem a imensos fiéis, à Igreja e a tanta gente há muito afastada da Igreja. O problema não é o Papa Francisco, mas aqueles que, "à boleia" do Papa Francisco, procuram a ruptura na Igreja. Podem até fazê-lo por amor à Igreja e ao Papa, mas é um amor equivocado. E, deste modo, em vez de potenciarem a acção do Santo Padre, acabam por reduzi-la a uma caricatura populista que o Santo Padre certamente não deseja e apenas serve para abrir novas feridas na já de si tão abalada unidade da Igreja. in apostolodaoracao.pt


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domingo, 27 de outubro de 2013

Jornada da Família - Homilia do Papa Francisco


As leituras deste domingo nos convidam a meditar sobre algumas características fundamentais da família cristã.
  1. A primeira: a família reza. A passagem do Evangelho destaca dois modos de rezar: um falso – o do fariseu – e outro autêntico – o do publicano. O fariseu encarna uma postura que não expressa tanto agradecimento a Deus pelos seus benefícios e pela sua misericórdia, como, sobretudo, auto-satisfação. O fariseu se sente justo, se sente com a consciência tranquila, se vangloria disto e julga os demais do alto do seu pedestal. O publicano, ao contrário, não multiplica as palavras. A sua oração é humilde, sóbria, permeada pela consciência da própria indignidade, das próprias misérias: este homem verdadeiramente se reconhece necessitado do perdão de Deus, da misericórdia de Deus.
A oração do publicano é a oração do pobre, é a oração agradável a Deus que, como fala a primeira leitura, subirá até as nuvens (cf. Eclo 35, 20), enquanto a oração do fariseu está sobrecarregada pelo peso da vaidade.

À luz desta Palavra, queria vos perguntar, queridas famílias: Rezais algumas vezes em família? Alguns, eu sei que sim. Mas, muitos me perguntam: Mas, como se faz? Faz-se como o publicano, está claro: com humildade, diante de Deus. Cada um com humildade se deixa olhar pelo Senhor e pede a sua bondade, que venha até nós. Mas, na família, como se faz? Porque parece que a oração seja uma coisa pessoal; além disso, nunca se encontra um momento oportuno, tranquilo, em família... Sim, isso é verdade, mas é também questão de humildade, de reconhecer que precisamos de Deus, como o publicano! E todas as famílias, todos nós precisamos de Deus: todos, todos! Há necessidade da sua ajuda, da sua força, da sua bênção, da sua misericórdia, do seu perdão. E é preciso simplicidade: para rezar em família, é necessária simplicidade! Rezar juntos o “Pai Nosso”, ao redor da mesa, não é algo extraordinário: é fácil. E rezar juntos o Terço, em família, é muito belo; dá tanta força! E também rezar um pelo outro: o marido pela esposa; a esposa pelo marido; os dois pelos filhos; os filhos pelos pais, pelos avós... Rezar um pelo outro. Isto é rezar em família, e isto fortalece a família: a oração.
  1. A segunda Leitura nos sugere outro ponto: a família guarda a fé. O apóstolo Paulo, no ocaso da sua vida, faz um balanço fundamental, e diz: «guardei a fé» (2Tm 4,7). Mas, como a guardou? Não em um cofre! Nem a escondeu debaixo da terra, como o servo um pouco preguiçoso dos talentos. São Paulo compara a sua vida com uma batalha e com uma corrida. Guardou a fé, porque não se limitou a defendê-la, mas a anunciou, irradiou-a, levou-a longe. Opôs-se de modo decidido àqueles que queriam conservar, “embalsamar” a mensagem de Cristo nos limites da Palestina. Por isso, tomou decisões corajosas, penetrou em territórios hostis, deixou-se atrair pelos que estavam longe, por culturas diferentes, falou francamente, sem medo. São Paulo guardou a fé, porque, como a tinha recebido, assim a entregou, dirigindo-se às periferias, sem se fincar em posições defensivas.
Aqui também, podemos perguntar: De que modo nós, em família, guardamos a nossa fé? Conservamo-la para nós mesmos, na nossa família, como um bem privado, como uma conta no banco, ou sabemos partilhá-la com o testemunho, com o acolhimento, com a abertura aos demais? Todos sabemos que as famílias, sobretudo as jovens famílias, estão frequentemente “correndo”, muito atarefadas; mas já pensastes alguma vez que esta “corrida” pode ser também a corrida da fé? As famílias cristãs são famílias missionárias. Ontem escutamos, aqui na praça, o testemunho de famílias missionárias. Elas são missionárias também na vida quotidiana, fazendo as coisas de todos os dias, colocando em tudo o sal e o fermento da fé! Guardai a fé em família e colocai o sal e o fermento da fé nas coisas de todos os dias.
  1. E há um último aspecto que tiramos da Palavra de Deus: a família vive a alegria. No Salmo Responsorial, encontramos esta expressão: «ouçam os humildes e se alegrem» (33,4). Todo este Salmo é um hino ao Senhor, fonte de alegria e de paz. Qual é o motivo desta alegria? É este: o Senhor está perto, escuta o grito dos humildes e os liberta do mal. Como escrevia São Paulo: «Alegrai-vos sempre... O Senhor está próximo!» (Fl 4,4-5). Pois bem... gostaria de fazer uma pergunta hoje. Mas, cada um leva esta pergunta no seu coração, para a sua casa, certo? É como um dever de casa. E responde-se sozinho. Como se vive a alegria, na tua casa? Como se vive a alegria na tua família? Bem, dai vós mesmos a resposta.
Queridas famílias, como bem sabeis, a verdadeira alegria que se experimenta na família não é algo superficial, não vem das coisas, das circunstâncias favoráveis... A alegria verdadeira vem da harmonia profunda entre as pessoas, que todos sentem no coração, e que nos faz sentir a beleza de estarmos juntos, de nos apoiarmos uns aos outros no caminho da vida. Mas, na base deste sentimento de alegria profunda está a presença de Deus, a presença de Deus na família, está o seu amor acolhedor, misericordioso, cheio de respeito por todos. E, acima de tudo, um amor paciente: a paciência é uma virtude de Deus e nos ensina, na família, a ter este amor paciente, um com o outro. Ter paciência entre nós. Amor paciente. Só Deus sabe criar a harmonia a partir das diferenças. Se falta o amor de Deus, a família também perde a harmonia, prevalecem os individualismos, se apaga a alegria. Pelo contrário, a família que vive a alegria da fé, comunica-a espontaneamente, é sal da terra e luz do mundo, é fermento para toda a sociedade.

Queridas famílias, vivei sempre com fé e simplicidade, como a Sagrada Família de Nazaré. A alegria e a paz do Senhor estejam sempre convosco!


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sábado, 26 de outubro de 2013

Diálogos Sobre a Fé - Joseph Ratzinger



Estou a ler um livro que já não é novo. Seja como for é impressionante a pertinência das palavras do Cardeal Ratzinger, demonstra uma grande sabedoria, toca sempre no ponto certo das questões. E ao mesmo tempo explica com toda a clareza até as coisas mais complicadas. Tenho pena de só ter começado a ler os seus textos depois de 2005. Apetece-me dizer: Tarde te conheci, Joseph Ratzinger...

João Silveira


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sexta-feira, 25 de outubro de 2013

Em perigo de aborto, ligar...




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Carta aos Clérigos - S. Francisco de Assis

1. Reflitamos, todos os clérigos, sobre o grande pecado e sobre a ignorância que alguns têm sobre o Santíssimo Corpo e Sangue de Nosso Senhor Jesus Cristo e sobre os Sacratíssimos Nomes e Palavras dele escritos, que santificam o corpo.

2. Sabemos que não pode haver o corpo se não for primeiro santificado pela palavra.

3. Pois nada temos e vemos corporalmente neste século do próprio Altíssimo a não ser o Corpo e o Sangue, os Nomes e as Palavras, pelos quais fomos feitos e remidos da morte para a vida (1Jo 3,14).

4. Portanto, todos os que administram tão santíssimos mistérios, considerem dentro de si, principalmente os que administram indiscretamente, como são vis os cálices, os corporais e panos em que é sacrificado Seu Corpo e Sangue. 

5. E é colocado por muitos em lugares vis, abandonado, é carregado de maneira miserável e é recebido indignamente, e administrado a outros indiscretamente.

6. Também os Seus Nomes e Palavras escritas às vezes são pisados;

7. Porque o homem animal não compreende as coisas que são de Deus (1Cor 2,14).

8. Será que não somos movidos pela piedade de todas essas coisas se o próprio piedoso Senhor se apresenta nas nossas mãos e O tratamos e recebemos todos os dias na nossa boca?

9. Ou ignoramos que devemos cair nas suas mãos?
10. Portanto, emendemo-nos depressa e firmemente disto tudo e de outras coisas;

11. E onde quer que esteja o Santíssimo Corpo de Nosso Senhor Jesus Cristo ilicitamente colocado e abandonado, seja removido desse lugar e colocado e confiado num lugar precioso.

12. De maneira semelhante, os nomes e palavras do Senhor escritas, onde quer que se encontrem em lugares imundos, sejam recolhidos e colocados em lugares honestos.

13. E sabemos que temos que observar todas essas coisas acima de tudo, de acordo com os preceitos do Senhor e as constituições da santa mãe Igreja.

14. E quem não fizer isso, saiba que deverá prestar contas no dia do juízo (Mt 12,36) diante de Nosso Senhor Jesus Cristo.

15. Os que mandarem copiar este escrito para que deva ser melhor observado saibam que são abençoados pelo Senhor.


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quinta-feira, 24 de outubro de 2013

O Papa Francisco ordenou hoje dois bispos na Basílica de S.Pedro

Dom Giampiero Gloder, Presidente da Pontifícia Academia Eclesiástica, e Dom Jean-Marie Speich, núncio apostólico na República de Gana


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Edite Estrela, a euro-deputada que mais valia estar quieta

Edite Estrela é a autora dum relatório que, caso tivesse sido aprovado no hemiciclo do Parlamento Europeu, teria que ser levado à prática na União Europeia. As medidas passavam por:

- legalizar o aborto em todos os paises (estariam sobre ataque cerrado os poucos países onde o aborto não é legal);
- acabar com a ideia de que os pais são os primeiros educadores e não o Estado; 
- educação sexual obrigatória em todas as escolas (falar de masturbação a crianças dos 0 aos 4 anos, por exemplo); 
- o fim da objecção de consciência por parte dos médicos, que passariam a ser obrigados, a bem ou a mal, a fazer abortos, mesmo sabendo que estavam a matar crianças indefesas.

Rapidamente surgiu uma movimentação de cidadãos europeus indignados com tudo isto (o que raramente acontece). O resultado foi o melhor possivel, e o estudo foi remetido à precedência.

Perante esta derrota, diz Edite (que quer ser uma estrela): 

"Houve aqui uma grande mobilização das forças mais conservadoras, dentro e fora do Parlamento. Recorreram a todos os meios para que este relatório não fosse aprovado. É preciso saber que são forças que se estão a mobilizar: mobilizaram-se em França, e estão a mobilizar-se em vários países, para que haja retrocessos na legislação. Apelo aos cidadãos esclarecidos e progressistas que não se abstenham e que votem, porque o que se decide no Parlamento Europeu tem consequências ao nível da legislação nacional e da vida de cada pessoa."

Nisto a euro-deputada tem toda a razão, o que eles decidem por lá afecta-nos por cá. Obrigado a todos os que ajudaram nesta vitória. Até breve!


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Amemos a Deus e ao próximo - Santa Teresa de Ávila

Deus só nos pede duas coisas: que O amemos e que amemos o nosso próximo. E esse deve ser objectivo dos nossos esforços. Se realizarmos essas duas coisas de maneira perfeita, fazemos a Sua vontade e estamos unidos a Ele. Mas que longe estamos de cumprir esses dois deveres de modo digno dum tão grande Deus! Que Ele Se digne conceder-nos a sua graça, para que mereçamos lá chegar, pois isso está ao nosso alcance, se assim o quisermos. 

O meio mais seguro, quanto a mim, de saber se cumprimos esses dois preceitos, é ver se amamos verdadeiramente o nosso próximo. Amamos a Deus? Não podemos ter a certeza, mesmo que tenhamos indícios muito fortes. Mas podemos seguramente saber se amamos o próximo. Tende a certeza de que, quanto mais descobrirdes em vós progressos no amor ao próximo, mais vos adiantareis no amor de Deus. 

O amor que Nosso Senhor nos dá é tão grande que, em troca do amor que temos ao próximo, faz crescer de mil maneiras o amor que temos por Ele; quanto a isso não tenho a menor dúvida. Eis por que razão é tão importante considerar como amamos o próximo; se o fizermos de modo perfeito, podemos descansar. Pois, quanto a mim, a nossa natureza é tão má que, se o nosso amor ao próximo não se enraizasse no próprio amor de Deus, não se poderia tornar perfeito em nós.


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quarta-feira, 23 de outubro de 2013

A Mãe foi visitar o Filho à igreja de Santo António do Estoril




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Francisco, os publicanos e os fariseus - Pe.Gonçalo Portocarrero

Anda por aí um sururu dos diabos – nunca melhor dito … – por causa da entrevista do Papa ao Padre António Spadaro, director da revista La Civiltà Cattolica.

Alguns publicanos embandeiraram em arco, à conta da suposta aprovação, pelo Santo Padre, de certas atitudes que a doutrina da Igreja condena. Outros, pelo contrário, quando souberam que o Papa lamentava a obsessão de alguns por certos temas morais, escandalizaram-se, como se, depois de anos de generosa dedicação a essas causas fracturantes, agora lhes fugisse o chão debaixo dos pés. Se os primeiros se sentiram, depois de décadas de aparente exclusão eclesial, finalmente acolhidos e abençoados, os últimos, ao invés, experimentaram a amargura da contradição, como se tivessem sido traídos pelo seu bem-amado chefe e principal mentor.

Não se pode minimizar uma declaração papal, mas também não se deve exagerar a sua relevância. A conversa do Papa Francisco com o jesuíta que o entrevistou não é mais do que isso e, como tal, deve ser entendida. O Santo Padre não pretendeu reformar a doutrina, nem a moral católica, que permanecem incólumes e que devem ser aferidas pelos textos oficiais, como são o Catecismo da Igreja Católica, as encíclicas, os documentos conciliares, as instruções dos dicastérios romanos, etc. Portanto, do ponto de vista doutrinal, nada de novo na Igreja Católica.

Outra é a questão pastoral do acolhimento a dispensar aos fiéis e aos não crentes que se encontram em situações especiais. Receber, com delicadeza e afecto, um doente, não é sinónimo de condescendência com o seu mal: pelo contrário, o amor ao enfermo obriga até a combater a sua enfermidade, mas não de tal forma que, debelando-se o mal, venha o paciente a morrer da cura.

Para um profissional da saúde, chamado a atender as pessoas que se envolveram numa rixa, a questão da culpa não se põe: todos são, por igual, pacientes e todos merecem a mesma solicitude clínica. O juiz determinará depois, se necessário, a responsabilidade criminal dos intervenientes, mas uma tal inquirição está obviamente para além do acto médico.

O Papa Francisco, cuja índole pastoral predomina sobre a doutrinal ou a meramente disciplinar, quis recordar que a Igreja e os seus ministros devem ser, sobretudo e principalmente, não juízes mas pastores, não polícias da fé e dos bons costumes, mas agentes da misericórdia divina, médicos das almas todas, pais e irmãos de todas as pessoas.

Se, depois desse acolhimento inicial, que a todos deve ser dispensado, se gerar uma dinâmica de conversão pessoal, fará sentido o oportuno esclarecimento doutrinal, como introdução aos sacramentos da iniciação cristã, ou da cura. O catecúmeno será, então, informado sobre as exigências morais fundamentais que comporta a vida cristã e a que se obriga pelo santo baptismo. Por sua vez, o já cristão em processo de reaproximação à Igreja deverá, para esse efeito, recorrer à confissão sacramental e, nessa sede, o sacerdote não poderá deixar de ajuizar, de forma congruente com a doutrina cristã, os actos de que espontaneamente se acuse o crente, exortando-o à prática da vida cristã, sob pena de não poder ainda receber a desejada absolvição.

Mas, antes desse momento sacramental, quer por via do baptismo, quer por via da reconciliação e penitência, há certamente, para muitas pessoas, um longo caminho a percorrer. É para esse penoso percurso que o Papa Francisco quer oferecer o seu bordão de bom pastor e a solicitude misericordiosa da Igreja a que preside na caridade.

Quando o Cardeal Bergoglio aceitou a sua eleição como sucessor de Pedro, escolheu para si mesmo o nome de Francisco. Fê-lo em nome dos pobres e com a consciência de que esse nome era, para a Igreja e para o mundo, um desafio e uma provocação. Também o poverello de Assis o foi no seu tempo, pelo seu desprezo das riquezas e pela originalidade escandalosa do seu exemplo mendicante e da sua pregação.

O Papa Francisco incomoda muita gente, porque não teme ir ao encontro da ovelha extraviada. Não consente no seu extravio, mas também não a enxota. Nem teme, na mais ortodoxa fidelidade à doutrina católica, as críticas dos bons, bem mais papistas do que ele. Também de Jesus os fariseus diziam que não observava o sábado e que convivia com publicanos e pecadoras… Em boa hora o Senhor o fazia, porque há mais alegria no reino dos Céus, por um pecador que se converte, do que por noventa e nove justos que perseveram no bem. in Voz da Verdade


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Dias 25, 26 e 27 de 40 dias da Oração pela Vida

Estiveram 41 pessoas a rezar no fim de semana.

No Domingo esteve lá uma senhora a rezar, que apareceu um pouco "por acaso", porque passava por perto, mas tem ido lá rezar porque está a viver momentos duros e diz que ali se sente "abraçada por Deus"

Hoje, Segunda-Feira esteve sempre a casa cheia de gente a rezar, embora apenas 19 pessoas tenham apontado o nome, e tenha havido 45 minutos em que a casa esteve fechada, por um desencontro entre 2 turnos.

Uma mãe, grávida do terceiro filho, ao ser abordada por uma pessoa das Mãos Erguidas, contou-lhe o seu desespero, pensa que ninguém gosta dela pois os pais dos seus outros filhos a deixaram já e o pai deste que está na barriga também já a deixou.

Sentiu no consolo que lhe veio de quem a abordou a força que precisava para levar a gravidez adiante, desistiu de abortar, tem consulta marcada no nosso médico e também já combinou para falar com um Sacerdote.

Outra história muito bonita, é a de uma mãe, que por circunstâncias da vida não pode vir rezar perto da clínica, mas tem acompanhado sempre com a sua oração este trabalho. Parece ser que hoje recebeu a chamada de uma sua filha, que já tem 4 filhos e está grávida do quinto.

A rapariga estava num desespero e dirigiu-se á Clínica dos arcos para a consulta de ecografia prévia ao aborto. Ao subir a rua viu o cartaz das Mãos Erguidas que diz "Mulher estás Grávida? Deus e o teu filho amam-te muito" Ao ler a frase "Deus ama-te muito" deu meia volta e correu rua abaixo a chorar e entrou na primeira igreja que encontrou para se confessar.

Depois ligou à mãe a contar tudo, e a mãe disse-lhe que rezava sempre todos os dias pelo trabalho das Mãos Erguidas.

Continuamos a precisar de pessoas para preencher os turnos. Inscrevam-se: www.40diaspelavida.org


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terça-feira, 22 de outubro de 2013

Doze maneiras para um Padre determinado renovar uma paróquia


Há pouco tempo atrás, fiz um 
artigo sobre doze reformas realistas que o Magistério Católico podia implementar agora para pôr a Igreja a caminho de uma reforma autêntica. Um amigo disse-me que este artigo, apesar de interessante de um ponto de vista especulativo, era, em última análise, inútil, porque em última análise significava esperar para o Magistério fazer algo. Este amigo sugeriu que a reforma era muito mais fazível ao nível das paróquias e encorajou-me a olhar para maneiras em que a reforma fosse implementada de baixo para cima.

Em última análsie, o meu primeiro artigo não era mais que um exercício intrigante de pensamento. Neste, por outro lado, proponho um modelo concreto para como a vossa paróquia Católica típica e sem sabor, sob a administração de um padre disposto, se possa transformar num verdadeiro bastião de ortodoxia e renovamento espiritual. Para esse fim, estes doze passos para a reforma da paróquia são primariamente direccionados a sacerdotes, especificamente novos sacerdotes a chegar a uma nova paróquia onde o amor pela tradição ainda não teve oportunidade de ser aumentado. Assim, este post dirige-se a padres inclinados para a tradição numa paróquia Novus Ordo não-tradicional. A paróquia talvez tenha uma disposição moderna; as Missas podem ter sido caracterizadas por música com guitarra e homilias aborrecidas sem nenhum conteúdo; a Eucarista foi varrida para uma capela lateral. Vocês conhecem este tipo de sítio.

Uma última coisa: enquanto que o meu último post oferecia doze sugestões sem nenhuma ordem particular, estes doze estão ordenados sequencialmente, portanto esta é a ordem que eu proponho para estas reformas serem implementadas. Eu sei que alguns vão dizer que a sequência não interessa para nada, façam tudo de uma vez e despachem isso, mas temos que ter em conta a nossa realidade presente e lembrar que o nosso objectivo é converter e santificar almas mornas e não levá-las para fora da Igreja e transformar a paróquia num enclave tradicionalista. Enquanto que há certas práticas que nunca devem ser toleradas, há outras coisas que algumas vezes temos que suportar por algum tempo para nos focarmos em assuntos maiores. Proponho um calendário de um a dois anos para implementar todas as mudanças descritas em baixo; algumas acontecerão em paralelo a outras; algumas podem ser feitas de acordo com a iniciativa do próprio padre, outras irão necessitar algum planeamento e ajuda de outros, mas todas podem ser feitas e nenhuma é irrealista.

1) Pôr o Sacrário de novo ao centro do altar e mover o altar contra a parede: Na maior parte das paróquias, que têm uma mesa de altar e um sacrário portátil localizado numa capela lateral, isto não será fisicamente difícil de fazer. Pode ser feito com a discrição do sacerdote e pode ser ocasião de alguma catequese sobre o sacrifício Eucarístico, o culto ad Deum, e os fins da Missa. Também não precisa de demorar muito. Anunciem numa semana, façam-no na seguinte e preguem sobre os tópicos mencionados acima nos próximos dois Domingos. Feito. Quanto à velha capela lateral, transformem-na numa capela mariana, talvez com uma imagem de Nossa Senhora de Czestochowa ou de Guadalupe lá dentro e promovam-na como um lugar para a recitação do Terço em comunidade. Missa ad Deum com um sacrário no altar deve ser a primeira coisa. Além disso, se a paróquia tem um "Ressurefixo", este devia ser imediatamente substituído por um crucifixo legítimo.

2) Contratem um director musical competente em canto e substituam imediatamente os "cânticos de entrada" com canto gregoriano, assim como os "cânticos de comunhão" com intróitos cantados e antífonas de comiunhão
: Isto, mais uma vez, é feito com a discrição do pastor. Não nos leva inteiramente onde precisamos de estar, mas introduz a assembleia ao canto gregoriano, promove a prática da reflexão em silêncio e da oração durante a Comunhão (visto que não vão estar a cantar durante a antífona da comunhão) e permitam ainda uns poucos "cânticos" para cantar de forma a que a transição não seja tão abrupta (os famosos "hino de ofertório" e "cântico de saída"). O director de música também devia trabalhar em conjunto com o pastor para deitar fora qualquer hino mais fraco que a paróquia provavelmente esteja a usar e substituí-lo com alguma coisa mais tradicional.

3) Preguem sobre o Sacramento da Penitência: Na maior parte das paróquias Católicas, o sacramento da penitência é sub-utilizado, um facto que é reforçado pela negação do sacerdote em pregar sobre isso, publicitar o sacramento ou insistir que o seu rebanho o devia usar. Se, no entanto, for pregada a necessidade da penitência e as confissões se tornarem disponíveis, está provado que as pessoas vão. As confissões deviam ficar disponíveis pelo menos dois dias por semana, mas idealmente mais vezes e durante, pelo menos, um hora e meia a duas horas. Lembrem-se "O meu povo perece por falta de conhecimento" (Os 4:6).

4) Exposição semanal e benção com o Santíssimo Sacramento
: As paróquias que têm o sacramento relegado para a capela lateral normalmente não são fortes em devoções eucarísticas. Mas, visto que a Eucaristia é o coração da fé, todo o tipo de restauração da fé tem que ser acompanhada pela devoção eucarística. No início as pessoas não vão estar lá para uma exposição de 24 horas; não tem problema. Exponham às 17:00 de Sexta-feira e dêem a Benção às 19:30. A exposição-benção também dá ao sacerdote um pequeno "laboratório" para testar os hinos e orações em latim com um pequeno grupo de fiéis sem ter que o fazer para a congregação inteira. Dá ao sacerdote uma ideia do quão difícil será para o seu rebanho fazer a transição para o Latim e, mais ainda, para identificar as pessoas dentro da paróquia que são mais simpatizantes às orações e devoções tradicionais. Estas pessoas serão o baluarte dos seus esforços.

5) Promovam a devoção Mariana
: Os hereges e progressistas detestam a Santíssima Virgem Maria; e não é de estranhar, porque a oração de consagração total de DeMonfort diz que Maria é a destruidora de heresias pelo mundo inteiro. Promover a devoção Mariana, para além de dar um amor que é próprio à nossa Santíssima Mãe, tem o efeito pedagógico de promover nos fiéis uma grande atenção ao papel da graça na vida espiritual. Assim, serve de antídoto para o activista que destaca o "pelagianismo" focado nas boas obras de que temos tanto ouvido falar ultimamente. O tipo de devoção Mariana pode variar de lugar para lugar; Terços depois da Missa diária comandados pelo padre, devoções a Nossa Senhora do Perpétuo Socorro às Terças, Coroas de Maio, imposição do Escapulário, oferecer todos os anos a Consagração Total, acompanhados de uma homilia catequética sobre a devoção Mariana. As oportunidades são numerosas e os benefícios vastos.

6) Promovam um armazém de comida muito activo
: Enquanto que a maior parte das paróquias têm uma espécie de banco familiar, muito poucas têm verdadeiramente um armazém de comida. O padre da paróquia devia lutar para promover no seu povo um amor ao serviço, mas vindo de um amor sincero a Deus e ao próximo, baseado na devoção a Cristo, não em quaisquer valores humanos perdidos. O armazém de comida da paróquia devia ser um centro de assistência aos pobres e a paróquia devia cultivar uma reputação pela caridade e pelo cuidado com o corpo e a alma. O sacerdote pode também usar isto como meio para dar catequese às pessoas sobre como as obras corporais e espirituais de misericórdia estão feitas para se completarem uma à outra e não deviam estar em oposição.

7) Adoptem um currículo do Rito de Iniciação de Catequese para Adultos (RICA) que alimente o intelecto e o espírito e não as emoções:
 Os programas do RICA na maior parte das paróquias são abismais. Digam ao vosso instructor do RICA ou chefe de catequese para mudar para um programa que se concentre mais na formação intelectual e espiritual e menos na partilha de experiências. Isto, para além de ser mais em linha com a Tradição Católica, vai tornar a experiência do RICA mais rica para os catecúmenos e vai até ganhar novas conversões com o tempo e de melhor qualidade. Se não sabem onde arranjar bons materiais para o RICApodem começar aqui com as notas e tópicos grátis do Unam Sanctam Catholicam

8) Preguem coisas exigentes
: Enquanto que os paroquianos não gostam de levar na cabeça com densas homilias tomistas ou ruminações teológicas sobre a precessão das Pessoas dentro da Trindade, o sacerdote devia maximizar o poder do pulpito ao pregar sobre assuntos que as pessoas precisam desesperadamente de ouvir: o carácter único de Jesus Cristo, a realidade do pecado, a vida da graça, a inevitabilidade do julgamento, o santo exemplo dos Santos, a realidade dos anjos, a necessidade de entrar na Igreja, etc. Eu também destacaria como pregação obrigatória a natureza intrinsecamente desordenada dos actos homossexuais e a incompatibilidade de estilos de vida homossexuais activos com o Cristianismo, assim como a incapacidade dos homossexuais para o sacerdócio.

9) Ofereçam as instalações da vossa Paróquia para um grupo de Homeschool [N.T.: Ensino básico em casa e não na escola] e encorajem-nos: Querem ver a vossa paróquia explodir em vivacidade? Ofereçam as vossas instalações a um grupo local de organização de homeschool, ofereçam-se para rezar a Missa para eles uma ou duas vezes por semana e façam com que se espalhe que a vossa paróquia é amiga dos que estudam porhomeschool. Depois sentem-se e vejam o que acontece uma vez adicionado o fermento.

10) Rezem o cânone eucarístico em Latim e ensinem à assembleia as partes da Missa em Latim:
 Depois de a assembleia se habituar a ouvir o latm nas antífonas de intróito e Comunhão, apresentem-lhes o latim no cânone Eucarístico. Depois, semana após semana, ou talvez de mês em mês, dependendo do seu grau de capacidade e/ou resistência, ensinem-lhes as partes da Missa em latim. Não sejam apologetas em relação a isso; não dêem o ar de que precisa de ser explicado ou batido até à morte - sejam simplesmente indiferentes; usem a aproximação de, "Isto é o que a Igreja, os papas e o Vaticano II nos pediram, por isso nós vamos fazê-lo!" Apesar de não estar estritamente relacionado com isto, visto que estamos a falar da Eucaristia, também gostava de recomendar demitir todos os Ministros Extraordinários. Vocês não precisam mesmo deles e não estão a fazer nenhum favor a ninguém se os mantiverem a todos lá por medo de magoar os sentimentos de alguém. E enquanto estamos nisto, façam tudo o que conseguirem para limitar o serviço de altar (acólitos) só a rapazes; eu digo "tudo o que conseguirem" porque em algumas dioceses o bispo especificamente ordena que seja concedido às raparigas servir o altar e não permite que padres dispensem acólitas por regra. Façam o que puderem.

11) Tornem bonito (ou menos feio) a Capela-mor da Paróquia
: Depois de o padre já lá ter estado por um bocado e a congregação saber que tipo de coisas esperar dele, chegou provavelmente o tempo de começar a angariar fundos para substituir aquelas janelas de vidro,  coloridas e feias, minimalistas e modernas por alguns vitrais tradicionais. Então e substituir o ambão de madeira clara com um púlpito todo ornado de mármore? Comecem uma campanha para pedir doações e substituam aqueles bancos modernos, macios e sem genuflectório por uns bancos mais tradicionais com genuflectórios. Tirem a carpete da zona da capela-mor à volta do altar e substituam-na por madeira, azulejo ou mármore. Pensem em comprar alguns vasos ornamentados. Ou, se os fundos e a arquitecutura permitirem, arranjem alguns corrimões de comunhão. Não precisam de os usar já. Podem apenas instalá-lo lá por questões estéticas e começarem a usá-las sempre que estiverem prontos. Também vos permite oferecer a Forma Extraordinária (FE).

12) Ofereçam a forma extraordinária da Missa pelo menos um Domingo por mês e mais durante a semana e os dias de festa:
 Bento XVI previu que o grande conteúdo da Missa antiga se iria alastrar para a celebração do Novus Ordo e que o NO seria mais enriquecido pela FE. No fim, isto é para onde a restauração completa da vossa vida de paróquia tende: chegar aos fiéis com a Missa de sempre, que eventualmente levará a novos níveis de crescimento espiritual e maturidade, se for feito apropriadamente. Crescer em santidade com a Missa Tradicional. in 
unamsanctamcatholicam


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Dia do Beato João Paulo II


"É próprio da condição humana e, particularmente, da juventude buscar o absoluto, o sentido e a plenitude da existência. Amados jovens, não vos contenteis com nada menos do que os mais altos ideais! Não vos deixeis desanimar por aqueles que desiludidos da vida se tornaram surdos aos anseios mais profundos e autênticos do coração. Se mantiverdes com ardor os vossos anelos pelo Senhor, sabereis evitar a mediocridade e o conformismo tão espalhados pela nossa sociedade." Beato João Paulo II


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segunda-feira, 21 de outubro de 2013

Manifs que são e que não são notícia - Pe.Gonçalo Portocarrero


Quando a realidade não é notícia e a notícia não é realidade, a informação decai em ficção

Era uma vez um homem, um touro e uma árvore. O indivíduo estava bêbado. O animal, em liberdade. E o sobreiro no seu sítio, imóvel, como lhe compete. Ora o sujeito, à conta do álcool, não via um bicho, mas dois, um que era e outro que não era. E via duas árvores: uma que era e outra que não era. Vai daí, investiu contra ele o touro que era, escondeu-se o sujeito atrás do tronco que não era e ficou a criatura, como é fácil de imaginar, desfeita.

Esta história vem a propósito das manifestações que são e que não são notícia. Entenda-se: a que se projecta realizar na ponte 25 de Abril e a Caminhada pela Vida, no passado 5 de Outubro, respectivamente.

Era de supor que uma marcha, que reuniu cerca de três mil pessoas, que se concentrou na Praça Marquês de Pombal, que desceu depois a Avenida da Liberdade e que finalmente se concentrou no Rossio, fosse notícia. Mas não foi. Pelo contrário, os quatro gatos-pingados – mais não eram – que, nesse mesmo dia, foram aos Paços do Concelho insultar o Presidente da República e o Primeiro-Ministro, foram notícia. Como também foi notícia o ajuntamento dos pouquíssimos militares que, na rotunda, homenagearam os que aí, pela força das armas, implantaram a República, no mesmo dia de 1910. Por ironia do destino, a fotografia que, de esta efeméride, algum jornal publicou, veio a revelar, ao longe e de forma obviamente inadvertida, a manifestação ostensivamente ignorada pela imprensa, até pelo diário que, para fotografar a ordeira multidão que lhe passou mesmo por debaixo das janelas, nem sequer precisava de se dar ao incómodo de sair à rua.

Mas há manifestações que, mesmo não existindo, são notícia. Delas é exemplo a que uma central sindical se propõe realizar, percorrendo o tabuleiro da ponte ex-Salazar e que já mereceu múltiplas manchetes nos jornais, inúmeros tempos de antena nas rádios e incontáveis reportagens nas televisões.

Moral da história: a manifestação que não existe tem mais importância, para alguns meios de comunicação social, do que a que existiu e integrou aproximadamente três mil pessoas, percorrendo demoradamente as principais artérias da capital.

Outra originalidade de alguns jornais é a sua aritmética criativa. Ou seja, em função dos protagonistas e da temática, dois, mais dois, podem ser seis, podem ser três, ou até zero. Mas, em princípio, quatro não são.

Exemplos: uns compinchas sindicais ocupam alegremente um cantinho do Terreiro do Paço e são logo trezentos mil. Mas a mesma praça, cheia até mais não poder, como na festiva Eucaristia celebrada por Bento XVI, em 2010, não tem mais do que oitenta mil fiéis.

Estão quatrocentos mil, ou meio milhão de fiéis numa celebração litúrgica na esplanada do santuário de Fátima? Contabilizem-se, para efeitos mediáticos, apenas umas «dezenas de milhares de peregrinos», incluindo carteiristas, mirones e turistas, pois tudo serve para diminuir a importância de um evento religioso, sobretudo se for católico. Mas se meia-dúzia de sócios da patriótica Associação de Amizade Portugal - Coreia do Norte, se manifestar no Martinho da Arcada, é certo e sabido que não faltará quem, certamente inebriado por algumas bebidas espirituosas, intua alguns milhares de apoiantes da nobilíssima causa.

Quando a realidade não é notícia e a notícia não é realidade, a informação decai em ficção, uma inverosímil mentira que, por isso, não poderá resistir, por muito tempo, à evidência da verdade. Não se sabe qual foi a causa da extinção dos dinossauros, mas a do previsível desaparecimento de uma certa imprensa é óbvia: o suicídio.


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Clareza - D.Nuno Brás


Afinal, a lei não passou. O Código Penal do Equador continua a defender a vida humana desde o seu início, como aliás se encontra escrito na Constituição do próprio país. Apesar disso, durante a discussão de uma nova redação do Código Penal, alguns deputados tentaram uma liberalização do aborto.


O Presidente da República equatoriano, Rafael Correa, anunciou, no passado dia 10 de Outubro, que “se um grupo de pessoas muito desleais conseguir que a despenalização do aborto seja incluída no novo Código Penal, eu imediatamente apresentarei a renúncia ao meu cargo”. “Jamais aprovarei a despenalização do aborto” — afirmou ainda.

Contudo, se é certo que a lei não passou — quem sabe se pelo facto de o Presidente da República ter sido assim tão claro — não deixa de ser digna de nota a posição deste político, até porque, habitualmente, não é isso que acontece, em particular nestes casos de defesa da vida.

Na sua grande maioria, os políticos (pelo menos aqueles de que ouvimos mais falar, no nosso país e não só) deixam-se ir na opinião dos grupos de pressão abortistas e nas campanhas mediáticas que são promovidas, constante e insistentemente, em favor dos temas que, nesta cultura da morte, vão marcando a agenda. Têm medo da opinião pública; têm medo de perder votos nas próximas eleições, e descartam-se com a privacidade da consciência.

Mais que promessas, que a grande maioria sabe que nunca poderá cumprir, deve passar antes a importar a clareza dos políticos diante dos eleitores. Sabemos que não existem seres humanos sem pecado — e, por isso, é natural que logo alguém descubra uma qualquer falta no passado de um político que fale de um modo assim claro. Mas o facto é que, hoje, a clareza diante dos eleitores deveria ser essencial, antes e depois da eleições.

Este caso do Equador, é um caso raro. Não deixa de ser estranho que, pelo menos que tenha notado, nenhum meio de comunicação português tenha dado notícia! in Voz da Verdade


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domingo, 20 de outubro de 2013

É tempo de admitir: A Igreja esteve sempre certa em relação à contracepção

Protest Pope Condom
Pintar a Igreja Católica como "fora de moda" é a coisa mais fácil do mundo. E nada o torna mais fácil do que a posição da Igreja sobre a contracepção. 

Muitas pessoas, (incluido o nosso editor) estão a pensar porque é que a Igreja Católica simplesmente não abandona esta obrigação. Reparam que a maior parte dos Católicos limitam-se a ignorá-la e quase toda a gente a vê como causa de divisões e "desactualizada". Vá lá! É o século XXI, dizem! Eles não VÊEM que é ESTÚPIDO, dizem eles.
No entanto, eis a questão: a Igreja Católica é a maior e mais antiga organização do mundo. Enterrou todos os grandes impérios conhecidos do homem, dos Romanos aos Sovietes. Tem instituições literalmente por todo o mundo, relacionados com cada área do comportamento humano. Deu-nos alguns dos maiores pensadores do mundo, deste Santo Agostinho a René Girard. Quando ela faz as coisas, normalmente tem uma boa razão. Todos têm direito a discordar, mas não vale dizer que eles são uma cambada de velhos loucos e brancos que ficaram presos na Idade Média.
Na prática, o que é que se está a passar?
A Igreja ensina que o amor, o casamento, o sexo e a procriação são todas coisas que deviam estar juntas. É isso. Mas é muito importante. E apesar da Igreja ensinar isto há 2,000 anos, provavelmente nunca saltou tanto á vista como hoje.
As normas contra o controlo da natalidade foram reafirmadas num documento de 1968 pelo Papa Paulo VI chamado Humanae VitaeEle avisou-nos sobre quatro consequências da divulgação do uso de contraceptivos por todo o mundo:
  1. Redução geral dos padrões morais
  2. Um crescimento da infidelidade e da ilegitimidade
  3. A redução das mulheres a objectos usados para satisfazer os homens. 
  4. Coerção do governo em assuntos de reprodução.
Soa-vos familiar?
É que parece mesmo aquilo que se anda a passar desde os últimos 40 anos. 
Como George Akerloff escreveu na Slate há mais de uma década,
Ao tornar o nascimento de uma criança numa escolha física da mãe, a revolução sexual tornou o casamento e a ajuda às crianças numa escolha social do pai.
Em vez dos dois pais serem responsáveis pelos filhos que concebem, uma ideia que as normas sociais e a lei tomavam como verdadeira, temos agora como certo que nenhum pai é necessariamente responsável pelos seus filhos. Os homens agora ganham nível ao cumprir os meros deveres de se limitar a pagar o apoio-à-criança-obrigado-por-tribunal. Eis uma redução dramática dos padrões da "paternidade".
Kim Kardashian
People.com,  o ídolo moral dos dias de hoje
O que é que se tem passado desde esta grande revolução sexual? O casmento de Kim Kardashian durou 72 dias. Iligitimidade: muito para a frente. Em 1960 5,3% dos nascimentos na América eram de mulheres não casadas.  Lá para 2010, era 40.8% [PDF]. Em 1960 as famílias casadas constituiam quase três quartos de todas as famílias, mas na altura do censo de 2010 já só eram 48 por cento. A co-habitação aumentou dez vezes desde 1960.
E se não pensam que as mulheres estão a ser reduzidas a objectos para satisfazer os homens, bem-vindos à internet, há quanto tempo é que cá estão? Coerção governamental: basta olharem para a China (ou para a América, onde uma lei do governo sobre a cobertura a contraceptivos é a razão pela qual estamos agora a falar disto). 
Será que tudo isto se deve à pílula? Claro que não. Mas a ideia de que a enorme disponibilidade e divulgação da contracepção não levou a uma mudança social dramática ou de que esta mudança foi exclusivamente boa, é uma noção muito mais naíve do que qualquer coisa que a Igreja Católica ensine.
Assim como também é a noção de que é simplesmente e OBVIAMENTE INGÉNUO ir buscar as vossas opiniões morais a uma fé venerável (em oposição a quê? À Britney Spears?).
Mas voltemo-nos para outro aspecto. A razão pela qual o nosso editor pensa que os Católicos não deviam ser férteis e multiplicar-se também não é válida. A população do mundo, diz ele, está num caminho de crescimento "insustentável".
O Gabinete de População do Departamento de Casos Económicos e Sociais das Nações Unidas  (PDF, cortesia de Pax Dickinson) a taxa de crescimento populacional a diminuir nas próximas décadas e a estabilizar num valor à volta dos 9 mil milhões em 2050... e a manter-se aí até 2300. (E notem que a ONU, que promove o controlo da natalidade e abortos pelo mundo fora, não é exactamente do lado do sejam-férteis-e-multipliquem-se.)
Mais abrangente ainda, a visão maltusiana do crescimento populacional ainda resiste apesar de se ter provado que é errada vezes e vezes sem conta e está a causar uma enorme quantidade desnecessária de sofrimento humano. Por exemplo, a China está a ser conduzida a uma crise demográfica e de deslocação social devido à sua política enganada de apenas uma criança.
O progresso humano são as pessoas. Tudo o que torna a vida melhor, desde a democracia à economia, da internet à penicilina foi ou descoberto ou construído por pessoas. Mais pessoas significa mais progresso. O inventor da cura do cancro podia ter sido a quarta criança de alguém que a decidiu não ter.
Portanto, só para resumir: 
  • É uma boa ideia as pessoas serem férteis e multiplicar-se e
  • independentemente de como se sentirem em relação à posição da Igreja sobre o controlo da natalidade, ela mostrou-se verdadeiramente profética.
Michael Brendan Dougherty and Pascal-Emmanuel Gobry in Business Insider


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