segunda-feira, 30 de setembro de 2013

João Paulo II e João XXIII serão canonizados no dia 27 de Abril

CONCISTORO PER IL VOTO SULLE CAUSE DI CANONIZZAZIONE DEI BEATI GIOVANNI XXIII E GIOVANNI PAOLO II

Questa mattina, alle ore 10, nella Sala del Concistoro del Palazzo Apostolico Vaticano, durante la celebrazione dell’Ora Terza, il Santo Padre Francesco ha tenuto il Concistoro Ordinario Pubblico per la Canonizzazione dei Beati:

- Giovanni XXIII, papa
- Giovanni Paolo II, papa.

Nel corso del Concistoro, il Papa ha decretato che i Beati Giovanni XXIII e Giovanni Paolo II siano iscritti nell’Albo dei Santi il 27 aprile 2014, Domenica II di Pasqua, della Divina Misericordia.


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domingo, 29 de setembro de 2013

A parábola do homem rico e do pobre Lázaro - Papa Bento XVI

No Evangelho deste domingo (Lc 16, 19-31), Jesus narra a parábola do homem rico e do pobre Lázaro. O primeiro vive no luxo e no egoísmo, e quando morre, vai para o inferno. Ao contrário, o pobre, que se alimenta com as migalhas que caem da mesa do rico, quando morre é levado pelos anjos para a casa eterna de Deus e dos santos.

Mas a mensagem da parábola vai além: recorda que, enquanto estivermos neste mundo, devemos ouvir o Senhor que nos fala mediante as sagradas Escrituras e viver segundo a sua vontade, caso contrário, depois da morte, será demasiado tarde para se corrigir. 

Portanto, esta parábola diz-nos duas coisas: a primeira é que Deus ama os pobres e eleva-os da sua humilhação; a segunda é que o nosso destino eterno está condicionado pela nossa atitude, compete a nós seguir o caminho que Deus nos mostrou para alcançar a vida, e este caminho é o amor, entendido não como sentimento, mas como serviço aos outros, na caridade de Cristo.


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sábado, 28 de setembro de 2013

Filmes recomendados pelo Vaticano (1995)

RELIGIÃO
A Paixão (La Passion) – Ferdinand Zecca (França, 1903).
A Paixão de Joana d’Arc (The Passion of Joan of Darc) – Carl Dreyer (França, 1928).
O Senhor Vicente (Monsieur Vicent) – Maurice Cloche (França, 1947).
As Flores de São Francisco (Flowers of St. Francis) – Roberto Rossellini (Itália, 1950).
Ordet/O Mundo (Ordet/The World) – Carl Dreyer (Dinamarca, 1955).
Ben-Hur (Ben-Hur) – William Wyler (Estados Unidos, 1959).
O Nazareno (Nazarin) – Luis Bunuel (México, 1959).
O Evangelho segundo São Mateus (The Gospel According to St. Mathew) – Pier Paolo Pasolini (Itália, 1964).
Um Homem para a eternidade (A Man for All Seasons) – Fred Zinnemann (Inglaterra, 1966).
Andrei Rublev (Andrei Rublev) – Andrei Tarkovsky (União Soviética, 1966).
O Sacrifício (The Sacrifice) – Andrei Tarkovsky (Suécia/França, 1986).
A Missão – Roland Joffe (Inglaterra, 1986)
A Festa de Babete (Babette’s Feast) – Gabriel Axel (Dinamarca, 1987).
Francisco (Francesco) – Liliana Cavani (Itália, 1988).
ARTE 
Nosferatu (Nosferatu) – F. W. Murnau (Alemanha, 1922).
Metrópolis (Metropolis) – Fritz Lang (Alemanha, 1927).
Napoleão (Napoleon) – Abel Gance (França, 1927).
Quatro Irmãs (Little Women) – George Cukor (Estados Unidos, 1933).
Tempos Modernos (Modern Times) – Charles Chaplin (Estados Unidos, 1936).
A Grande Ilusão (Grand Illusion) – Jean Renoir (França, 1937).
A Diligência (Stagecoach) – John Ford (Estados Unidos, 1939).
O Feiticeiro de Oz (The Wizard of Oz) – Victor Fleming (Estados Unidos, 1939). 
Fantasia (Fantasia) – Walt Disney (Estados Unidos, 1940).
O Mundo a Seus Pés (Citizen Kane) – Orson Welles (Estados Unidos, 1941).
O Mistério da Torre (The Lavender Hill Mob) – Charles Crichton (Inglaterra, 1951).
A Estrada (La Strada) – Federico Fellini (Itália, 1954).
8 1/2 (8 1/2) – Federico Fellini (Itália, 1963).
O Leopardo (The Leopard) – Luchino Visconti (Itália, 1963).
2001: Odisseia no Espaço (2001: A Space Oddessy) – Stanley Kubrick (Inglaterra, 1968).
VALORES 
Intolerância (Intolerance) – D. W. Giffith (Estados Unidos, 1916).
Cidade Aberta (Open City) – Roberto Rossellini (Itália, 1945).
Do Céu Caiu Uma Estrela (It’s a Wonderful Life) – Frank Capra (Estados Unidos, 1947)
Ladrões de Bicicletas (The Bicycle Thief) – Vittorio Di Sica (Itália, 1948).
Há lodo no cais (On the Waterfront) – Elia Kazan (Estados Unidos, 1954).
A Harpa da Birmânia (The Burmese Harp) – Kon Ichikawa (Japão, 1956).
Morangos Silvestres (Wild Strawberries) – Ingmar Bergman (Suécia, 1957).
O Sétimo Selo (The Seventh Seal) – Ingmar Bergman (Suécia, 1957).
Dersu Uzala (Dersu Uzala) – Akira Kurosawa (União Soviética/Japão, 1975).
A Árvore de Wooden Clogs (The Tree of Wooden Clogs) – Ermanno Olmi (Itália, 1978).
Momentos de Glória (Chariots of Fire) – Hugh Hudson (Inglaterra, 1981).
Adeus, Rapazes (Au Revoir les Enfants) – Louis Malle (França, 1987).
O Decálogo (Dekalog) – Krzystof Kieslowski (Polónia, 1988).
A Lista de Schindler (Schindler’s List) – Steven Spielberg (Estados Unidos, 1993).

Fonte: Conselho Pontifício para as Comunicações Sociais


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A vida de Dom Álvaro del Portillo em 3 minutos



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sexta-feira, 27 de setembro de 2013

Nem todos ficam contentes por estar com o Papa




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40 dias pela Vida: dia 2

Estiveram mais de 30 pessoas a rezar nos vários turnos.

De manhã estiveram 4 irmãs da Arca de Maria. Enquanto as irmãs rezavam, uma pessoa das Mãos Erguidas abordou um casal, que se disseram crentes e cristãos depois de lhes terem perguntado qual o significado da cruz que traziam ao peito. Eram pais de 3 filhos e contra o aborto. Vinham apenas acompanhar uma amiga que vinha abortar. Depois da conversa deram-se conta que não podiam ser cúmplices nesse acto e quando iam telefonar à amiga dizendo que viesse com outra pessoa que eles não a podiam acompanhar receberam uma mensagem desta dizendo que tinha desistido de abortar.

A mesma pessoa das Mãos Erguidas foi também violentamente insultada por uma mãe que trazia a filha adolescente obrigada a abortar e abortou mesmo.

Muitas outras abortaram também.

À tarde esteve um grupo de 15 jovens entre os 15 e os 18 anos, rezaram 3 terços e abordaram algumas mulheres e funcionárias , distribuindo folhetos sobre o aborto e sobre a Caminhada pela Vida. Uma pobre mulher ao ver a propaganda da caminhada pela vida, desatou a chorar e disse-lhes que tinha abortado, que estava muito arrependida e que nunca voltaria a fazer uma coisa dessas,este arrependimento tão sincero tocou muito os jovens.

Plataforma 40 dias pela Vida


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quinta-feira, 26 de setembro de 2013

"Fica em paz, ó Altar de Deus"

"Fica em paz, ó Altar de Deus. A oblação que de ti tomei seja para a remissão dos débitos e dos pecados, e me alcance chegar diante do tribunal de Cristo sem condenação e sem confusão. 

Não sei se me será dado voltar e oferecer sobre ti outro sacrifício. Protegei-me, Senhor, e conservai a vossa santa Igreja como caminho de verdade e de salvação. Amém".

Oração de "Despedida do Altar", depois da Liturgia, na Tradição Siro-Maronita


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Casamento cancelado passa a ser banquete para 200 sem-abrigo

Um casal norte-americano ofereceu o banquete de casamento da filha, que cancelou a cerimónia cerca de um mês antes de subir ao altar, a 200 sem-abrigo. Quando confrontados com o cancelamento e já tendo o espaço alugado, as refeições encomendadas e o entretenimento preparado, Willie e Carol Fowler decidiram apenas mudar a lista de "convidados" e organizaram um evento muito especial.

"Na manhã seguinte [ao cancelamento do casamento], o meu marido acordou e eu estava a cancelar o aluguer do espaço onde seria o copo de água, mas ele disse-me: 'Não, o que vamos fazer é oferecer a festa e a comida à Hosea Feed The Hungry", uma organização sem fins lucrativos que apoia pessoas sem-abrigo e da qual a filha já tinha sido voluntária, contou Carol Fowler à ABC News. 'Foi uma visão,' disse Carol Fowler sobre a ideia do marido. 'Ele disse-me que tinha rezado durante a noite e Deus lhe tinha dito para oferecer o banquete aos pobres.'

Os Fowler, naturais de Atlanta, nos EUA, ligaram, então, para a organização que, inicialmente, "achou que era uma brincadeira porque era bom demais para ser verdade". O casal acabou, porém, por conseguir provar que se tratava de uma oferta honesta e verdadeira e, no passado dia 15, 200 pessoas sem-abrigo, entre as quais muitas crianças, fizeram a sua própria festa no restaurante onde iria decorrer o copo de água.

"As crianças comeram batatas fritas, fruta fresca e bolachas com pepitas de chocolate, os adultos comeram salmão e frango", revelou Carol Fowler. "No final, todos os pratos estavam vazios. Não sobrou nada. Foi uma experiência que nos abriu os olhos", confessou Carol Fowler.

"Muitas vezes vamos a casamentos e vemos pessoas a desperdiçar comida. Nós encaramos tudo como se fosse garantido e estes convidados, como lhes chamámos, não o fazem. Foi um evento maravilhoso, deixou-me de lágrimas nos olhos", admitiu.

Família quer começar a organizar evento anual

Além do banquete, os mais novos tiveram direito a atividades como pinturas faciais e os adultos beneficiaram da oportunidade de ouvir um discurso motivacional. "Quando olhamos para cara destas pessoas, elas são iguais a nós. São famílias que trabalhavam e que, por qualquer razão, chegaram a um ponto em que não têm sequer um local onde viver ou um ponto de partida para recomeçar do zero", realçou a benfeitora.

"Se for preciso cancelar um evento, não o façam. Peguem no telefone, liguem para uma associação que vos seja querida e ofereçam essa oportunidade às pessoas que eles ajudam", afirmou Carol Fowler. "É uma sensação maravilhosa e muito recompensadora", concluiu.

Apesar de ter sido um dia "agridoce" para a filha, a mesma fez também questão de participar na festa e de partilhar da alegria das duas centenas de pessoas apoiadas. Agora, a família Fowler espera poder repetir o evento anualmente e incorporar nele alguns elementos educacionais para os participantes. adaptado de sapo.pt


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Frase do dia

"Tu imaginas uma Igreja sem todos esses movimentos, sem o Opus Dei , sem Comunhão e Libertação e todos os outros? Eu não a imagino sem eles, porque fazem muito bem à Igreja." 

Papa Francisco ao Cardeal Ciprian, Arcebispo de Lima


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quarta-feira, 25 de setembro de 2013

Papa Francisco excomunga padre defensor do casamento gay e ordenação de mulheres

A imprensa australiana informa sobre o decreto de excomunhão contra o padre Greg Reynolds, que se manifestou repetidamente a favor do casamento homossexual e da ordenação de mulheres.

O decreto de 31 de Maio, mas dado a conhecer agora, foi iniciativa directa da Santa Sé e não a pedido de Denis Harte, arcebispo de Melbourne, arquidiocese a que pertencia o sacerdote. Denis Harte há dois anos atrás tinha-o removido da paróquia que lhe estava atribuída.

Segundo o padre Reynolds, o documento de excomunhão, escrito em latim, foi emitido sob a autoridade do papa Francisco. O sacerdote foi demitido como pároco em 2011 e nos últimos meses tinha fundado um grupo chamado Inclusive Catholics, dedicado a promover a agenda do lóbi gay dentro da Igreja.

Não esperava a excomunhão
Reynolds assegura que esperava ser suspenso a divinis e reduzido ao estado laical, mas não excomungado. O sacerdote afirma que «no passado a excomunhão era um assunto muito sério, mas agora a hierarquia perdeu a confiança e o respeito» e conclui dizendo que «cheguei a esta situação por seguir a minha consciência sobre a ordenação de mulheres e o casamento gay»

Continuava a celebrar apesar de estar suspenso
D. Denis Hart, arcebispo de Melbourne explicou que o padre Reynolds foi excomungado não só por pregar contra os ensinamentos da Igreja, mas também por continuar a exercer o sacerdócio depois de ter sido suspenso. O padre continuou a celebrar missas publicamente. in Infocatolica


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terça-feira, 24 de setembro de 2013

Christian Pick-Up Lines




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A Verdade e as mentiras

Nem a contradição é marca de falsidade nem a coerência é sinal de verdade. O futuro está aberto e faz parte da verdade. A verdade está viva. Faz-se. Ainda não acabou.

Enganar o outro é uma das piores coisas que podemos fazer a nós mesmos. Desrespeitamos a nossa capacidade de compreender, aceitar e criar o mundo em que nos é dado viver e ser felizes.

Umas vezes por preguiça de pensar, outras por falta de capacidade de compreender que o outro é também um eu, nunca perfeito, que precisa de amar mais do que de ser impressionado, mentimos, tantas vezes, para tentar criar com a linguagem o que custa criar com as mãos... fingimos, e é assim, com a falsidade, que nos fazemos fracos e nos condenamos ao fracasso. Não acreditamos que a mentira pode ser uma promessa, um plano simples para que amanhã seja verdade. Muitos são os que sentenciam os seus sonhos como impossíveis, a fim de não ter de lutar para os erguer da almofada onde jazem.

A verdade é única e crua, as mentiras são sempre múltiplas e bem parecidas.
A verdade é o caminho. Ser feliz passa por nos descobrirmos, ir encontrando a coerência profunda da nossa existência. A verdade é a essência da vida. Cada um de nós é chamado a criar no mundo, não a sua verdade, mas a verdade que há dentro de nós. A essência.

A mentira é sempre digna de perdão. Sempre. Ninguém quer ser infeliz. A culpa da mentira passa por uma espécie de inclinação natural que limita o entendimento do bem. Mentir é errado e moralmente condenável. Não perdoar uma mentira também. Não há ninguém que não seja digno do nosso amor. Ninguém. O amor é para quem precisa e quer, não para quem merece.

Nem a contradição é marca de falsidade nem a coerência é sinal de verdade. O futuro está aberto e faz parte da verdade. A verdade está viva. Faz-se. Ainda não acabou.

Neste mundo, há pouco de absoluto: não há o livro, mas vários, não há a música, mas várias, não há a beleza, mas migalhas dela... o tempo promove aproximações sucessivas a quem sabe esperar, a quem já compreendeu que se pode desenhar uma circunferência com linhas retas. Como se a vida fosse um infinito número de caminhos por onde se pode, a pouco e pouco e em cada um, ir admirando mais e mais detalhes de cada contorno da verdade.

A verdade é um compromisso que resulta da perfeição da postura interior de alguém que se decide pelo bem. As mentiras são imposturas.

Nenhum homem pode ser quem é longe da verdade. Devemos assumir o nosso passado tal como foi, os nossos pensamentos e sentimentos, declarar com sinceridade tudo quanto queremos... estes gestos da verdade são simples e iluminam-se uns aos outros.

A humildade e a inteligência aconselham a que não tomemos as nossas convicções por verdade. Enganamo-nos menos se soubermos que, por vezes, estamos errados. É preciso aprender a resistir aos primeiros impulsos de julgar, sabendo que a verdade é muito mais que uma ausência de mentira e que há sempre, para o melhor e para o pior, alguma verdade nas mentiras...
O silêncio é a expressão sublime da verdade.

A verdade é amor e cabe toda dentro de um olhar... nos olhos de quem está disposto a dar à sua vida um sentido pleno.

Ser autêntico é ser verdade, celebrar o dom da vida... em cada pensamento, palavra e gesto.
A verdade revela-se no tempo, através do amor em nós. 

José Luís Nunes Martins in ionline


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segunda-feira, 23 de setembro de 2013

Dia de S.Pio de Pietrelcina, também conhecido por Padre Pio

As tentações não te devem assustar; por elas Deus quer testar e fortificar a tua alma e ao mesmo tempo dá-te a força de as vencer. Até aqui, a tua vida foi como a de uma criança; a partir de agora, o Senhor quer tratar-te como adulto. Ora, as provações de um adulto são muito superiores às duma criança, e é por isso que, a princípio, te sentes tão perturbado. Mas a vida da tua alma encontrará rapidamente a sua calma. Tem um pouco de paciência e tudo correrá pelo melhor. 

Deixa, pois, de lado essas vãs preocupações. Lembra-te de que não é a sugestão do maligno que faz o mal, mas o consentimento dado às suas sugestões. Só uma vontade livre é capaz da fazer o bem ou o mal. Mas, quando a vontade geme sob a provação infligida pelo Tentador, se não quer o que lhe é proposto, isso não é falta mas virtude. 

Guarda-te de cair na agitação ao lutar contra as tentações, pois isso só as fortalecerá. É preciso tratá-las com desprezo e não lhes ligar. Volta o teu pensamento para Jesus crucificado, para o seu corpo deposto nos teus braços e diz: «Eis a minha esperança, a fonte da minha alegria! Ligo-me a Ti com todo o meu ser, e não Te deixarei enquanto não me colocares em segurança.»


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domingo, 22 de setembro de 2013

Arcebispado investiga possível milagre Eucarístico em Guadalajara


O Vigário Geral da Arquidiocese de Guadalajara (México), Monsenhor Ramiro Valdés Sánchez, informou que a Arquidiocese está a investigar o possível milagre Eucarístico que terá ocorrido no 24 de Julho, na paróquia Maria Mãe da Igreja; enquanto isso, a hóstia consagrada não voltará a ser exposta.

O Pe. José Dolores Castellanos Gudiño, pároco da igreja, disse que a 24 de Julho, enquanto fazia a sua oração ajoelhado diante do Santíssimo, viu um brilho e escutou uma voz que lhe disse: "Toca os sinos para que venham todos, derramarei benções aos que estiverem presentes, durante todo o dia. Pega no teu pequeno sacrário de adoração particular e leva-o ao altar da paróquia, coloca também junto do pequeno sacrário a custódia grande, não abras o Sacrário até as três da tarde, não antes. Farei um milagre na Eucaristia, o milagre que se realizará será chamado o 'Milagre da Eucaristia na Encarnação do Amor junto com nossa Mãe e Senhora'..." Depois disse-lhe que o transmitisse aos seus apóstolos (os sacerdotes), para que lhes servisse de conversão e que encheria de benções todas as almas. O sacerdote, conhecido como Pe.Lolo, disse que não conseguiu falar nada mais que: "Meu Senhor, sou teu servo, faça-se a tua vontade". 

Fez tudo o que lhe tinha sido ordenado "e por volta das três da tarde estávamos reunidos, rezávamos uma estação ao Santíssimo Sacramento; quando perguntei se já eram três da tarde, disseram-me que sim; aproximei-me do Sacrário e ao abri-lo a Hóstia consagrada estava banhada em sangue".

O Pe.Lolo explicou que Jesus quer que se adore o Seu corpo e o Seu sangue unidos, à Virgem Maria, todos os dias 24 de Julho. "Escutei também que me disse (a voz) que lhe erigisse nesta comunidade um local onde estivesse à adoração de todas as almas e que se em algum momento quiserem mandar fazer estudos, podem levar uma parte para fazer todos os estudos que queiram". Jesus, disse o sacerdote, está aqui presente "e eu transmito apenas o que escutei e junto com os que viram o que vi".

Mons. Valdés Sánchez indicou que os estudos se farão em Guadalajara. "Primeiro é necessário recolher o testemunho de três pessoas que estiveram no acto, obviamente neste caso, o testemunho do pároco. Depois, é necessário manifestá-lo por escrito.", explicou. Após esta primeira etapa, disse: "nomeia-se uma equipa técnica de peritos: médicos, químicos, biólogos, pessoas especialistas com técnicas científicas modernas que investiguem a que se deve a cor da Hóstia, se tem uma explicação ou se é inexplicável". "Enquanto isto ocorre, a Igreja de Guadalajara, através de seu Arcebispo Cardeal indicou que não se exponha ao olhar do povo essa Hóstia e se pede que se guarde em um lugar seguro, num sacrário".

O Vigário Geral recordou que "a doutrina jurídica da Igreja Católica manifesta que quando houver um facto extraordinário, fora do comum, sejam tomadas as devidas precauções para conhecer se o facto pode explicar-se com causas naturais ou se é necessário investigar mais a fundo para conhecer se excede o natural e se se trata dum facto milagroso ou não". in acidigital


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Frase do dia

"Cada criança não nascida, condenada injustamente a ser abortada, tem o rosto de Jesus Cristo, o rosto do Senhor, que mesmo antes de nascer, e logo que nasceu, experimentou a rejeição do mundo." 

Papa Francisco, um dia depois dos jornais do mundo inteiro terem dito que a Igreja ia deixar de condenar o aborto


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sábado, 21 de setembro de 2013

As propostas do novo Ministro dos Assuntos Sociais da Austrália

As suas propostas baseiam-se em  dois princípios
  • Primeiro, as políticas públicas devem proteger e promover o casamento e a família
  • e, em segundo lugar, sempre que possível, as políticas públicas devem actuar através das organizações familiares e da comunidade, em vez de as substituir"

Para desenvolver essa política, Andrews apresenta  4 objectivos  políticos:

1.  "Os estados devem ter uma política explícita para o casamento e a família."

2.   "Devem procurar, no mínimo, garantir uma taxa de natalidade que permita a renovação de gerações."

3.   "A política nacional deve afirmar o ideal da solidez conjugal e afirmar o casamento como o clima ideal para a educação dos filhos."

4.   "A política deve valorizar a estabilidade da família e reforçar a responsabilidade pessoal e inter-geracional".



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sexta-feira, 20 de setembro de 2013

Os jornalistas estão obcecados com o aborto, o casamento homossexual e os métodos contraceptivos

Os meios de comunicação social escolheram títulos como estes para descrever a entrevista do Papa: 

- “Papa Francisco diz que a Igreja tem estado "obcecada" com o aborto e o casamento homossexual”

- “Papa alerta para perigo de ruína da Igreja se posições sobre aborto não forem revistas”

Na realidade o Papa disse: “Não podemos insistir somente sobre questões ligadas ao aborto, ao casamento homossexual e uso dos métodos contraceptivos.”

Em primeiro lugar isto é um recado para os jornalistas. Cada vez que algum bispo é entrevistado é completamente bombardeado com estas questões. Pode ter sido convidado para falar sobre “Ser cristão na empresa”, mas, mais tarde ou mais cedo, as perguntas vão acabar nessas ‘questões fracturantes”.

Por isso o Papa continua: “…o parecer da Igreja é conhecido e eu sou filho da Igreja, mas não é necessário falar disso continuamente.”

O parecer da Igreja nestas matérias é conhecido, e não vai mudar. O aborto vai ser sempre um crime horrível, uma relação entre duas pessoas do mesmo sexo vai ser sempre anti-natural e usar contraceptivos vai ser sempre um desrespeito pelo dom fertilidade e pela entrega total que faz parte da relação sexual. 

Isto não quer dizer que quem aborta ou tem uma relação com uma pessoa do mesmo sexo seja melhor ou pior do que eu ou do que qualquer outra pessoa, não! Quer dizer que essa acção especificamente está errada, é um engano, é um mal disfarçado de bem.

O Papa diz que é filho da Igreja, ou seja reafirma todas estas posições, que aliás nunca irão mudar porque fazem parte da lei moral natural, estão inscritas no coração do Homem. Matar não está errado porque os mandamentos dizem para não matar, mas os mandamentos dizem para não matar porque matar está errado. O coração do Homem foi feito para amar, não para matar.

E em seguida o Papa explica, e bem, que uma pregação não pode estar apoiada nestes assuntos. Se quero que as pessoas conheçam Jesus não vou começar o discurso com: “Nem sabem, dois homens na cama é um pecado abominável aos olhos de Deus!” Não faz sentido, o cristianismo não é um conjunto de regras, é seguir uma pessoa: Jesus Cristo. O nosso primeiro esforço, e o mais importante é que as pessoas tenham uma relação com Jesus vivo.

Claro que num mundo completamente confuso, muitas vezes temos que lembrar a lei moral natural, que foi completamente esquecida. Devemos conseguir dar razões que desmascarem esses comportamentos como um engano, mesmo que seja um engano bastante sedutor. Mas não nos podemos esquecer que o centro do anúncio cristão é este: “Jesus Cristo é o Filho de Deus, morreu pelos nossos pecados e ressuscitou.”


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quinta-feira, 19 de setembro de 2013

5 dicas para pais jovens e famílias grandes - Taylor Marshall

A
qui ficam 5 dicas para pais jovens que estão assustados ou desencorajados com ter uma família grande e com todos os sacrifícios que daí advêm. Eis as boas notícias: uma família grande é muito divertida e extremamente reconfortante. A minha mulher Joy e eu temos 7 filhos. É uma benção. Vejam-me estes miúdos:
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6 dos 7 filhos Marshall...Von Trapps, cheguem-se para o lado!
Antes de começar, queria dizer que educar uma família não tem principalmente a ver com as capacidades. Tem a ver com a atitude. É um jogo da mente.

Ser pai é um jogo da mente. Tem a ver em primeiro lugar com manter a vossa cabeça num estado saudável. Se perderem controlo do sono e começarem a remoer todos os sacrifícios que estão a fazer, vão tornar-se deprimidos e desencorajados. Acreditem em mim.

Na altura do bébé #5 comecei mesmo a passar-me

Eu tinha 30 anos quando o quinto bébé estava a caminho. Foi então que comecei a fazer um gráfico no Excel com as potenciais taxas de fertilidade da Joy .
"Vejamos, provavelmente temos mais 20 anos até a fertilidade da Joy acabar. Ok, temos tido bebés em cada 1,4 anos. Gémeos uma vez. Portanto, sim, estamos a caminho de ter cerca de 28,6 crianças. O quê? 28,6 crianças! Porque é que o padre não falou nesta possibilidade?
Depois de documentar o meu destino no Excel, servi um whisky. Sentava-me sozinho numa sala escura enquanto contemplava a minha futura situação tipo versão Católica dos Duggars [N.T.: ver aqui]. O meu pessimismo levou-me a um grande desencorajamento.
Enquanto olhava para a bola de cristal da procriação, tracei o plano...
A Joy e eu eventualmente íamos comprar duas carrinhas de passageiros velhas e usadas com manchas permanentes nos lugares. Eu guiava uma. A Joy (a usar umas jardineiras de algodão feitas em casa) guiava a outra. As crianças seriam magras por haver falta de comida. Via-me a usar um casaco de desporto velhíssimo para o meu cargo de professor de mais baixo cargo, como instructor de part-time numa operação de ensino em casa.
A nossa família alargada rir-se-ia nas nossas costas. Não nos iam convidar para as festas de família por causa de "todas aquelas crianças." E nós também não iríamos querer ir porque os nossos filhos iam partir as coisas e teríamos que pagar por isso.
A nossa casa seria uma casa de um andar com dois quartos - um para a Joy, eu e algumas das crianças mais novas. O resto das crianças ficaria no outro quarto, a dormir em gavetas dos armários e três para uma só cama. Será que 28,6 crianças conseguiam dormir numa casa? Simplesmente tínhamos que o conseguir.
Fiquei deprimido. Não andava a dormir bem. Tinha acabado de começar a trabalhar para o meu Doutoramento. Foi nesta altura da minha vida que publiquei o meu primeiro livro, The Crucified Rabbi.

5 dicas para pais jovens

Por essa altura, um homem católico impressionante e com grande sucesso, levou-me ao Starbucks (ele tinha 10 bonitos filhos). Explicou-me os segredos de ter uma família grande. Não tem a ver com os números. Tem a ver com a saúde da vossa alma, mente e corpo. Têm que ter também um casamento seguro e saudável.
Portanto, aqui estão as cinco dicas. Imprimam-nas. Não as percam.
1. Oração mental todos os dias. Peguem no vosso smartphone e marquem o cronómetro para 15 minutos. Sentem-se em frente a uma imagem de Jesus durante 15 minutos. Se a vossa mente vaguear (vai acontecer), não desistam. Simplesmente deixem-se estar sentados. Façam isso todos os dias durante 21 dias até se tornar um hábito enraizado. Falem com Jesus todos os dias. Abram o vosso coração inteiramente. Não deixem nada escondido. Ele é o vosso Deus, Salvador, Amigo e Médico.
2. Durmam. Se eu e a Joy começamos a discutir ou se eu me começo a sentir como o George Bailey na Véspera de Natal [N.T: Personagem famosa de um filme americano que se tenta matar na véspera de Natal, ver aqui], normalmente é porque estou com falta de sono. Com a Joy acontece o mesmo, mas comigo é pior. Vocês têm que dormir e a família tem que dormir. Há demasiadas peças a mexer. Uma família grande é como uma grande maquinaria. Têm que vigiar e descansar.
Façam um plano com a vossa esposa de forma a que cada um possa dormir a sesta, descansar ou ir para a cama mais cedo.
A falta de sono é como estar bêbado. Vocês fazem e dizem coisas parvas quando estão a funcionar com falta de sono. Descansem um bocado e restaurem os vossos juízos mentais.
3. Visão positiva. Alguma vez se sentaram e começaram a enumerar todas as coisas que fazem a vossa vida ser péssima? Comparam-se com aquela família querida de 2 filhos com roupas da moda e um Mercedes Benz que tem as coisas tão "fáceis"?
Deixem-me dizer-vos onde esses padrões de pensamento vos vão levar. Esse tipo de pensamento vai levar-vos a odiar a Deus. É isso mesmo. Se tudo falha e vocês têm um tratamento injusto na vida, adivinhem quem é que a cabeça naturalmente vai querer culpar? Deus.
Quando estou nervoso, assustado ou aborrecido, jogo um jogo que a mãe da Joy me ensinou. Percorrem o alfabeto e agradecem a Deus por uma coisa qualquer em cada letra. "A. Obrigado pela arte. B. Dou graças pelo meu irmão Bernardo. C. Obrigado pelas minhas crianças. D. Estou grato a Deus pelo meu cão chamado Dug. (mesmo se ele estiver a ladrar). E. Obrigado profundamente pelo meu excelente trabalho. F. Obrigado pela minha família." Quando chegarem à parte de agradecer a Deus pelas "zebras" já se devem estar a sentir bastante bem. Estarão a concentrar-se em todas as coisas boas da vossa vida e a reconhecer que vêm todas de Deus. Dá um boost à vossa alma.
A gratidão é o antídoto para o desencorajamento. A vida é fantástica e digna de ser vivida. Muitos vão discordar de mim, mas eu penso que todos os Cristãos deviam ser optimistas. Deus está a tomar conta. Ele ganha no fim. Se é esse o caso, devemos ser optimistas.
4. Diversão. Sim, divirtam-se um bocado. Ponham alguma música e tenham uma festa com os vossos filhos. Já dançaram o robô com os vossos filhos? E o twist? E o sprinkler? E o carrinho das compras? E a dança dos smurfs? E o cabbage patch? E o homem a correr? Porque não?
Montem um puzzle juntosFaçam uma viagem juntos. Levem os vossos filhos à casa ou à escola da vossa infância. Lancem um papagaio. Façam alguma coisa na garagem. Façam uma refeição divertida todos juntos e bebam por copos malucos.
Se os filhos vêem os pais desencorajados ou deprimidos, será que se vão atrair por esse estilo de vida (estilo de vida de Cristão deprimido)? Não.
O pai de Friedrich Nietzsche era um ministro Luterano. Nietzsche, que disse "Deus está morto," rejeitou o Cristianismo porque lhe apresentaram um "Deus que não dançava." Deixem-me dizer-vos: Deus dança mesmo!
“Porque este meu filho estava morto e voltou à vida; tinha-se perdido, e foi encontrado. E começaram a festa. Ora o filho mais velho estava no campo. Quando voltou, ao aproximar-se de casa, ouviu a música e as danças." (Lucas 15, 24–25) [N.T.: No latim está choros que normalmente é traduzido por danças]
É uma pena que Nietzsche estivesse cego para esta verdade. A vida não tem que ser suave para ser santa. Acrescentem algum sal para dar sabor. "Mantenham-se com sal meus amigos!")
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O nosso novo bébé está pronto para dançar!
5. Descubram mentores. A vida é curta. Estes pequenos bébés qualquer dia vão ser avós. Lembrem-se que a vida tem a ver com estações. Algumas estações são para plantar as sementes. Outras são para as colheitas. Noutras nada acontece nos campos.
A Joy e eu encontramos enorme encorajamento ao estar perto de outras grandes famílias e ao ser ensinados por pessoas mais velhas que nós que já passaram por isto. Quando se tem sete filhos, é bom ser persuadido a sair de cima de um prédio por alguém que tem onze filhos. Os mentores ajudam-vos a identificar as estações e os capítulos da vida. O vosso padrão de vida vai mudar com o tempo. É bom ver isso nos outros.
É como fazer desporto. O entusiasmo da equipa pode elevar o humor de um membro da equipa mais desencorajado. Não passem por isto sozinhos. Invistam num grupo de apoio. Ele não vos vai procurar. Têm que trabalhar para o encontrar. Sejam ousados. Vão ter com aquele casal de 60 anos que educou 9 crianças e falem com eles depois da Missa. Conheçam-nos.


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quarta-feira, 18 de setembro de 2013

Mais difícil do que dinheiro - João César das Neves

Grandes economistas, sobretudo americanos, têm vindo a criticar o que chamam a opção europeia pela austeridade. Surge a situação insólita de ver prémios Nobel concordar com extremistas políticos ou blogues inflamados. É curioso ter Joseph Stiglitz e Jerónimo de Sousa do mesmo lado. Como explicar o paradoxo?

Existe um mal-entendido de palavras. Quando falam de austeridade, os opinadores populares referem os cortes que nos impedem de viver como vivíamos antes da crise. Ora isso é um irrealismo, pois a situação anterior à crise era insustentável, como podemos constatar... pela crise.

O problema é endividamento. De 2001 a 2010, Portugal gastou mais 9% do que produzia (o défice externo), atingindo em 2013 uma dívida externa bruta de 236% do PIB, uma das maiores do mundo. Este é o núcleo da dificuldade, que as conversas de café, os blogues e os comícios normalmente omitem. Só para tapar a fuga e equilibrar as contas, o aperto é forte e, dado a ilusão ter sido longa, são velhos os hábitos a mudar. Como além de estancar a sangria é preciso pagar juros e ir amortizando a dívida, o sofrimento será grande e demorado.

Como os analistas ocasionais atribuem o esbanjamento a corruptos, incompetentes e bandidos, consideram-se isentos da austeridade; ela devia existir, mas para outros. Isso é também irrealismo. Um buraco destes nunca podia ter apenas culpados individuais ou sequer sectoriais nem seria resolúvel sem sacrifício nacional. A origem da crise foi o longo clima de facilidade em que todos, mais ou menos, participámos voluntariamente. Procurar responsáveis é compreensível no meio da fúria, mas todos beneficiámos e todos temos de pagar.

A análise dos tais cientistas não cai neste erros e é mais subtil, embora omita um decisivo detalhe lateral. Uma situação de endividamento como a nossa traz sempre um terrível dilema. Se o credor exigir pagamento imediato, estrangula o devedor e perdem os dois. Seria melhor dar tempo para pôr a casa em ordem, recuperar a produção, beneficiando todos com a prosperidade. Isto é o que aconselham os professores famosos, insurgindo-se contra o FMI e a política europeia que criaram a miséria grega e portuguesa. Acusam o programa de ajustamento de gerar a recessão na União, que impede a remissão dos créditos. Esta opinião é sólida e verdadeira, mas ignora o aspecto político, que complica muito a linearidade do impecável raciocínio financeiro.

De facto, a receita de benevolência que recomendam é seguida há muito na Europa. Pode mesmo dizer-se que foi ela que nos meteu no sarilho. Porque o sinal de alarme financeiro não soou em 2011, ou sequer em 2008. Portugal foi o primeiro país do euro a violar o Pacto de Estabilidade, logo em 2001, e a Grécia já o violava muito antes de entrar. Era patente que a dívida estava numa trajectória insustentável. Mas a União Europeia decidiu dar tempo para os devedores porem a casa em ordem, recuperarem a produção, ganhando todos com a prosperidade. Essa benevolência foi pretexto para mais esbanjamento, fingindo e criar emprego e gerar produção. Conhecemos muito bem por cá esta fantasia.

Isto leva-nos ao verdadeiro núcleo da dificuldade. A actual recessão não vem sobretudo da globalização, da corrupção ou da incompetência política. O problema europeu não é essencialmente fiscal, financeiro ou sequer económico. É de confiança. Os países com excedente não acreditam nos deficitários, que há muito abusam. Exigem provas de seriedade antes de os aliviarem. Pelo seu lado, os endividados irritam-se com a falta de solidariedade e desconfiam da unidade europeia. Todos têm razão. A cura da terrível doença da suspeita é muito pior do que memorandos ou reformas do Estado. E a fúria popular agrava tudo.

A troika interveio quando se esgotou a paciência dos credores e a reputação dos devedores. Impôs forte aperto só para equilibrar as contas e tapar a fuga que, ao fim de três anos e muitos esforços, o Governo não conseguiu. E ninguém acredita que consiga. O que falta é muito mais raro e precioso do que dinheiro. É credibilidade. in DN


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Frase do dia

“Vejamos na Igreja uma boa mãe que indica a estrada que devemos seguir na vida, sabe ser paciente, misericordiosa e compreensiva e colocar-nos nas mãos de Deus.” Papa Francisco, hoje na Audiência Geral


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terça-feira, 17 de setembro de 2013

Atenda! - Pe. Gonçalo Portocarrero de Almada

Nas igrejas, é frequente o aviso a pedir que se desligue o telemóvel. É razoável, porque atender uma chamada, num templo, é uma falta de respeito para com Deus. Mas, talvez não seja muito católico porque, do outro lado, pode estar... o Papa!

Não sei o cognome com que ficará na História, mas Francisco bem poderia ser designado o Papa das surpresas. Desde que iniciou o seu ainda breve pontificado, multiplicaram-se os gestos inéditos: recém-eleito, foi, pelo seu próprio pé, pagar uma conta; trocou a viatura oficial pelo autocarro em que viajavam os cardeais; preferiu viver na casa de Santa Marta, em vez de no apartamento pontifício, etc.

Um capítulo especial das benditas extravagâncias do Papa Francisco respeita aos seus telefonemas. Logo após a sua eleição ligou, directa e pessoalmente, o que não é suposto num Papa, ao superior geral da Companhia de Jesus, a que pertence. E agora telefonou a uma jovem grávida, abandonada pelo progenitor do seu filho, para lhe dar apoio espiritual e humano.

Imagino Jesus assim. Solene, quando proclama as bem-aventuranças, afirma que é Deus ou, diante de Pilatos, se intitula rei. Mas nunca frio, ou distante: toca o leproso que cura; fala a sós com a samaritana, junto ao poço de Sicar; repara em Zaqueu, empoleirado numa árvore, e vai a sua casa, apesar de ser a de um pecador.

Ser pastor é ser, sobretudo, pai. Por isso o Papa é tão "papá" de todos e de cada um de nós. Para que cada um de nós o seja do seu próximo.

Portanto, se receber uma chamada de um número desconhecido, atenda: pode ser o Papa! E, se não for, seguramente será Deus, que nos chama através das necessidades dos outros.


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"Quantos de vós sabeis a data do vosso baptismo?"



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segunda-feira, 16 de setembro de 2013

Como combater a agenda secular? - Taylor Marshall


As boas pessoas estão incomodadas. A agenda secular está em pleno efeito. Ninguém o pode negar. Ela extendeu os seus tentáculos às escolas públicas, campus universitários, televisão, filmes, casamento, espectáculos infantis... e agora até aos Escuteiros. O cancro está por toda a parte e as boas pessoas estão prontas para um tratamento drástico. "Tragam a quimio! Vamos combater isto, mesmo que doa. Mesmo que custe." 


As pessoas estão prontas para a acção. Eu não tenho as respostas todas. Há imensas frentes. Eu ando para trás e para a frente. Onde começamos? Escuteiros? Serão os Escuteiros demasiado modestos? Devemos ir mais a fundo? Universidades? Criamos filmes? Como restauramos todas as coisas em Cristo? 

Isto é maior que todos nós. As pessoas já começaram a combater em todas estas frentes. Já começaram escolas, deram início a universidades, começaram movimentos, criaram filmes, iniciaram estações de rádio, fizeram programas nos campus universitários, escreveram livros, começaram grupos de sacerdotes, lançaram apostolados online, etc. Está a formar-se uma tribo activa. Estamos a começar a conhecer-nos uns aos outros. 

Mais importante que tudo, todas as nossas actividades têm que ser sobrenaturais. O activismo é apenas activismo. A natureza humana sem a graça não nos leva a lado nenhum. Assinar petições não é muito. Juntar grupos faz pouco. Actos sobrenaturais requerem fé. Fé significa sentir o sentimento de risco e fazê-lo de qualquer maneira. Temos que rezar, estudar a Sagrada Escritura, viver as sete virtudes, rezar o Terço, apoiar o Santo Padre e pedir a Cristo para ser Rei outra vez. Ele está à nossa espera. Ele está à espera que o Seu exército se vire para Ele. 

Eu estou mais optimista do que alguma vez estive. Não se deixem desencorajar. Tornem-se um Matatias Macabeu dos dias de hoje, que se manteve firme quando tudo parecia perdido e disse:

"Quem tiver zelo pela Lei de Deus e permanecer firme na Aliança, siga-me!" (1 Macabeus 2, 27)

Se precisarem de encorajamento, sentem-se e leiam o Primeiro Livro dos Macabeus. Um pequeno grupo de homens arriscou tudo - e afastaram os pagãos que tinham desolado o Templo. Restauraram a glória de Deus.


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domingo, 15 de setembro de 2013

40 dias pela vida: 25 de Setembro a 3 de Novembro

Que tal participar nos próximos 40 dias pela vida?

Vamos voltar a pedir ao bom Deus:

• que ponha fim ao drama do aborto em Portugal;
• que dê às mulheres desesperadas uma alternativa à falsa saída do aborto;
• que console as mulheres que tenham caído no erro de abortar.

Acha que este apelo é para si?

Se pensa que sim, poderá ajudar:

• à porta da Clínica dos Arcos (rua da Mãe de Agua nº15, Lisboa);
• ficar a rezar na casa das Mãos Erguidas (diante da clínica)

Inscreva-se em www.40diaspelavida.org, ou ligue: 934040409.
Faça parte desta iniciativa internacional de oração pela vida, que vai unir pessoas de todo o mundo de 25 de Setembro até 3 de Novembro.

Plataforma 40 dias pela Vida



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sábado, 14 de setembro de 2013

Dia da Exaltação da Santa Cruz

A Cruz não é a pena, nem o desgosto, nem a amargura... É o madeiro santo onde triunfa Jesus Cristo... e onde triunfamos nós, quando recebemos com alegria e generosamente o que Ele nos envia. (Forja, 788)


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sexta-feira, 13 de setembro de 2013

Frase do dia

"Uma Missa bem assistida em vida será mais útil à sua salvação do que muitas que mandarem celebrar depois da sua morte." 

S. Pio de Pietrelcina


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quinta-feira, 12 de setembro de 2013

Divórcio - G. K. Chesterton

Se o divórcio for uma doença, não é mais uma doença chique, como a apendicite, mas uma epidemia, como o sarampo. Já vimos que os jornais e os homens públicos, hoje em dia, fazem uma tremenda algazarra ao proclamar a necessidade de ajudar os pobres a obter um divórcio. Mas por que tanto ansiariam eles pela liberdade do pobre se divorciar, e nem um pouco por que ele tenha qualquer outra liberdade? Por que as mesmas pessoas ficam felizes, à beira das gargalhadas, quando ele se divorcia, e horrorizadas quando ele bebe uma cerveja? O que o pobre faz com seu dinheiro, o que acontece com seus filhos, onde ele trabalha, quando ele sai do serviço, tudo isso está cada vez menos sob o controle dele. Bancos de Empregos, Carteiras de Trabalho, Seguros-Desemprego e centenas de outras formas de supervisão e inspeção policial foram combinadas, para o bem ou para o mal, para fixá-lo cada vez mais estritamente em um determinado lugar na sociedade.

Cada vez menos lhe é permitido procurar outro serviço; por que cargas d’água se lhe quer permitir que procure outra mulher?! Ele está cada vez mais constrito a obedecer a uma espécie de lei muçulmana que proíbe a bebida; porque facilitar que ele abandone a velha lei cristã sobre o sexo?! Qual é o sentido desta imunidade misteriosa, desta permissão especial para o adultério? Porque a única alegria que ainda lhe está aberta deveria ser fugir com a mulher do vizinho?! Porque ele deveria amar como lhe der na telha, se não pode viver como lhe dá na telha?! A resposta, lamento dizê-lo, é que esta campanha social, na maioria senão em todos os seus proponentes mais proeminentes, baseia-se, neste tema, em um interesse particular do tipo mais hipócrita e pestilento. Há defensores da democratização do divórcio que são realmente defensores da liberdade democrática em geral. Estes, contudo, são a exceção. Mais ainda: eu diria, com todo o respeito, que são fantoches.

A omnipresença do assunto na imprensa e na sociedade política é devida a um motivo diametralmente oposto ao que é abertamente professado. Os governantes modernos, que são simplesmente os ricos, mudam muito pouco em sua atitude em relação aos pobres. É o mesmo espírito que arranca deles os filhos com o pretexto da ordem e quer lhes arrancar a esposa com o pretexto da liberdade. Quem deseja, como diz a letra da música satírica, “destruir o lar feliz”, busca antes de tudo o mais não destruir a fábrica, que não é nem um pouco feliz.

O capitalismo, é claro, está em guerra contra a família, pela mesma razão que o levou à guerra contra o sindicato. Este é, realmente, o único sentido em que o capitalismo está ligado ao individualismo; o capitalismo acredita no coletivismo para ele mesmo e no individualismo para seus inimigos. Ele quer que suas vítimas sejam indivíduos, ou, em outras palavras, quer atomizá-los. A palavra “átomo”, no seu sentido mais claro (que não é nem um pouco evidente) pode ser traduzida como “indivíduo”. Se restar alguma ligação ou fraternidade, se houver qualquer lealdade de classe ou disciplina doméstica pela qual o pobre possa ajudar o outro pobre, estes emancipadores farão o que puder para afrouxar este laço ou destruir esta disciplina da maneira mais liberal possível. Se houver tal fraternidade, estes individualistas vão redistribuí-la na forma de indivíduos; ou, em outras palavras, atomizá-la, reduzi-la a átomos.

Os mestres da plutocracia moderna sabem o que estão fazendo. Eles não estão cometendo nenhum engano. Eles podem ser inocentados de qualquer acusação de incoerência. Um instinto preciso e muito profundo levou-os a determinar que o lar humano é o obstáculo maior diante de seu progresso desumano. Sem a família não há recurso diante do Estado, que em nosso caso, na modernidade, é o Estado Servil. Para usar uma metáfora militar, a família é a única formação em que o ataque dos ricos pode ser debelado. É uma força que forma casais como os soldados formam esquadras e que, em todos os países agrários, guardou a casa ou o sítio como a infantaria guardou sua trincheira contra a cavalaria. Como esta força o opera, e o seu porquê, tentaremos explicar no último destes artigos. Mas é quando ela está prestes a ser destroçada pelos cavaleiros do orgulho e do privilégio, como na Polônia ou na Irlanda, quando a batalha se torna mais desesperada e a esperança é mais obscura, que os homens começam a entender porque este voto selvagem, no seu início, já era mais forte que todas as lealdades deste mundo; e o que pareceria fugaz como uma aparição é tornado permanente, na forma de um voto.


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