sexta-feira, 28 de junho de 2013

Alguém quer?




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10 Razões pelas quais é tão difícil tornar-se Católico


É difícil tornar-se Católico?

Eu já falei com mais ou menos entre 50 a 100 ministros protestantes que se tornaram Católicos ou que estão a pensar entrar em comunhão plena com a Igreja Católica. A maior parte são anglicanos ou presbiterianos. Poucos luteranos.

Com o passar dos anos, fui juntando as "dez grandes" coisas que ou causam dor ou levam uma pessoa a dizer "Não obrigado", à Igreja Católica.

#10 Submissão teológica
É difícil dizer serviam ("Servirei"). A teologia já não é "o que eu penso". Requer uma submissão da mente. Ao mesmo tempo, isto é uma libertação da mente. Ainda assim, é difícil dizer a si próprio: "Eu não percebo completamente o tesouro dos méritos, mas submeto a minha razão à razão da Igreja."

#9 Sacerdotes
Os sacerdotes Católicos não são como os ministros protestantes. Em termos relativos, eles são mais distantes que o clero protestante, embora por boas razões, algumas vezes. Um protestante tem a experiência de um ministro a sorrir sempre que o vê, que decora o seu nome e geralmente a mudar o seu caminho para criar uma ligação pessoal. Isto raramente acontece no Catolicismo. Eu admito isto - magoa um bocado o meu orgulho. Eu gostava de ser cumprimentado e aclamado pelo pastor depois da Missa. É de humildade fazer parte das massas na Missa.

Os ministros protestantes normalmente têm congregações mais pequenas e mais competição entre si. Assim sendo, é muito mais provável que o ministro diga, "Hey, 'bora ao Starbucks esta semana para falar sobre a tua fé."

Claro, eu conheço dúzias de sacerdotes Católicos que de facto se dão a conhecer a um nível pessoal mas, em grande parte, os sacerdotes Católicos esticam-se menos. Consequentemente, o acesso pessoal é mais raro. E, para ser honesto, fico contente por saber que os meus sacerdotes estão a ouvir confissões e a ir para o hospital a toda a hora. Estão assim a usar muito melhor o seu tempo do que quando estão a beber um café caro comigo.

#8 Liturgia
Começo a pensar que não há nada tão controverso como a liturgia da Igreja Católica. Está no centro de tudo.

Eu gosto de liturgias bonitas e exactas. Os rapazes de altar a virar-se num instante e a fazer um ângulo recto de 90 graus à volta do altar. Latim. Canto gregoriano. Genuflexões sincronizadas. Sinais da cruz bem definidos. O corporal dobrado da maneira certa (para cima e não para baixo!). Devem ter adivinhado. Eu assisto à Forma Extraordinária da Missa. 

No entanto, não é assim em todo o lado. Há algumas liturgias fantásticas e algumas liturgias não tão fantásticas. Às vezes, potenciais convertidos vão a uma liturgia não tão fantástica, com muitas rúbricas quebradas e excentricidades. É difícil para muitos deles - especialmente se vêm de uma forma de protestantismo mais litúrgica. Não sei qual a melhor maneira de responder a este problema. Tudo o que sei é que é um problema.

A minha sugestão é a "Grande Migração Católica do Século XXI." Carreguem aqui para saberem mais sobre a "grande migração."

#7 Lidar com o matrimónio, o divórcio, a homossexualidade, a contracepção e o aborto
Algumas pessoas têm casamentos irregulares, vivem estilos de vida homossexuais ou gozam dos confortos da contracepção. É doloroso permitir que o vosso divórcio e novo casamento seja examinado pelo tribunal do bispo. É embaraçoso falar de um "estilo de vida". Não é fácil imaginar ter uma carrinha cheia de lugares no carro ou ter que repensar a vasectomia.

Nalguns casos as pessoas têm que voltar a pensar num aborto que ocorreu décadas atrás. Este tipo de coisas cortam fundo no coração e fazem-nos sofrer. Tudo isto é compreensível e penso que estas coisas deviam ser tratadas com cuidado e compaixão. Se são potenciais convertidos, rezem e procurem um bom padre com quem possam falar em confidência.

Digo também, por experiência pessoal, que a cura de uma boa confissão é cerca de 100 vezes mais poderosa que qualquer vergonha ou medos associados com problemas passados. Penso que outros concordariam.

#6 Desconfortos financeiros
Se são clérigos então estão a preparar-se para perder a vossa grande pensão, os grandes benefícios de saúde, os fundos descricionários e o vosso salário. Eu já passei por isso e é duro. É como se não tivessem sido treinados para fazer alguma coisa que seja comerciável. Duvido que alguma pessoa vos pague para escreverem sermões para eles ou para liderar um pequeno grupo de estudo da Bíblia. Isto sem dizer que a maior parte dos ministros passam por um grande corte nos pagamentos quando se tornam Católicos. O dinheiro para sustentar a família vai-se abaixo. Normalmente começam a ter mais crianças. E, além disso, começam a pagar a educação na paróquia - mais outro tiro no bolso.

#5 Confusão vocacional
Foi difícil, no início, admitir que o meu sacerdócio anglicano era inválido. Eu não era sacerdote há muito tempo, mas ouvia confissões, ungia os moribundos, etc. O que é que eu estava a fazer? O que estava Deus a fazer? Porque é que Deus me deixava actuar sacramentalmente em pessoas que estavam profundamente afligidas? Ainda não sei como "classificar" esses actos ministeriais.

Penso que outros futuros convertidos lutam com estas mesmas ideias. Mesmo se sendo leigos, pensam sobre as suas funções passadas como professores da escola dominical, mentores, líderes de estudo da bíblia, conselheiros, etc.

#4 Ser ridicularizados e considerado estranhos por não-Católicos
A família e os amigos não percebem. Mesmo quando tentam perceber, nunca vão apreciar as frustrações, os estudos e a procura de coração que está por trás do tornar-se Católico. Alguns Anglicanos ainda me chamam "Padre", o que me faz sentir desconfortável. Outros escreveram coisas terríveis sobre mim. Nunca fui tão atacado por mais nada senão isto na minha vida.

A tensão normalmente aparece com os pais e irmãos. Até já ouvi falar de convertidos cujas heranças lhes foram cortadas por se terem tornado "Romanos".

#3 Ser ridicularizados e considerado estranhos por Católicos
Isto pode parecer estranho, mas alguns Católicos desconfiam dos que se convertem ao Catolicismo. Aparecem em duas formas. Tipo A é o Católico de berço que tem tudo organizado e suspeita que o convertido seja um cripto-protestante, sem prática nos modos próprios de ser Católico. Se o novo Católico reza de improviso, então diz "Nós não fazemos assim." Se o convertido cita a Escritura para dizer alguma coisa, eles também franzem os olhos sobre isto.

Alguns Católicos também pensam que ajuda ridicularizar o meu passado como não-Católico, como se isso de alguma forma me validasse como "um deles".  Alguns Católicos simplesmente gostam imenso de ouvir convertidos a dizer mal da sua antiga fé. Isto coloca o convertido numa posição estranha.

Tipo B é o Católico de berço que está menos comprometido com as coisas próprias da fé Católica. Eles vêem os convertidos cheios de zelo como uma ameaça. Estes convertidos preocupam-se demasiado com os dogmas e a verdade. E isto leva-nos ao obstáculo número dois...

#2 Catequese para adultos [RCIA (Rite for Christian Initiation of Adults)]
A catequese para adultos deve ter sido inventada para que cada conversão à Igreja Católica pareça, de algum modo, milagrosa. Isto porque a Catequese para adultos é normalmente dirigida ou organizada por alguém que é um Católico "tipo B" descrito em cima. Estas pessoas não parecem perceber o quão zelosos podem ser estes convertidos. Os catequistas salientam mais a parte dos "sentimentos" do Catolicismo e não a parte da "ortodoxia" do Catolicismo, para grande desgosto dos convertidos que já tiveram demasiados apelos protestantes aos seus sentimentos.

É impressionante quantas pessoas "desistem" na catequese para adultos. E também é impressionante quantos conseguem passar. Conheço muitas pessoas que tiveram experiências de catequeses para adultos maravilhosas, mas conheço muitas mais que tiveram que defender a fé Católica enquanto faziam a catequese.

Para assegurar que não magoo ninguém, saúdo e aplaudo todos os grandes catequistas de catequese para adultos que existem por aí. Sei que andam por aí e estamo-vos agradecidos! Continuem o bom trabalho.

#1 Orgulho
Não sei como dizer isto de uma forma espirituosa, mas o orgulho tem o primeiro lugar. Num certo ponto da vida, senti que era demasiado bom para todas aquelas pessoas que respeitavam o Menino Jesus de Praga. Tenho vergonha de o admitir, mas aí está. Porquê aderir a uma religião onde as pessoas pintam imagens de Nossa Senhora de Guadalupe nos capôs dos seus lowriders [carro típico americano]? (Eu cresci no Texas...) Um cavalheiro protestante uma vez disse-me que não podia ser Católico porque era "uma religião das massas". Eu perguntei-lhe o que é que ele queria dizer com isso e o termo "Mexicanos" estava implícito na sua resposta.

Estar contra a religião das massas e imigrantes é ser snob.

Simplesmente é mais giro ir a uma mega-igreja evangélica que tenha uma piscina, um campo de basket, apresentações powerpoint e uma fantástica "equipa de louvor". Às vezes gostava que as nossas homilias tivessem  boas referências culturais ou finais de cortar a respiração. No entanto, isto não é o mais comum na homilia de paróquias. Taylor Marshall


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quinta-feira, 27 de junho de 2013

Frase do dia

"Não sabes se será abatimento físico ou uma espécie de cansaço interior o que se apoderou de ti, ou as duas coisas ao mesmo tempo…: lutas sem lutar, sem ânsias de uma autêntica melhora positiva, com o fim de comunicares a alegria e o amor de Cristo às almas. Quero recordar-te as palavras claras do Espírito Santo: só será coroado aquele que tiver combatido 'legitime' – de verdade, apesar dos pesares." 

S. Josemaria Escrivá


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terça-feira, 25 de junho de 2013

Cão de Forma




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É possível deixar de ser homossexual (II) - Richard Cohen

Qual é então o medo de falar de mundança?
- Richard Cohen: Quando afirmo que é possível mudar de homossexual para heterossexual, os homens e mulheres gays, lésbicas, bissexuais e transsexuais sentem-se ameaçados. Compreendo a sua preocupação. Eu sofri discriminação e preconceitos, quando vivia como gay. Sinto o mesmo amor e compaixão por todos os homens e mulheres homossexuais, por aqueles que vivem uma vida gay e por aqueles que procuram uma mudança para viver uma vida heterossexual. Todos somos livres de decidir a vida que queremos levar. Respeitemo-nos uns aos outros em um espírito de amor e verdade. É um direito humano de autodeterminação e de liberdade de expressão.

No seu livro diz que, para essa transição, é preciso curar as feridas emocionais. Que feridas são essas?
- Richard Cohen: Se estudar a literatura científica, vai encontrar os diversos factores que levam alguém a sentir-se atraído por pessoas do seu próprio sexo. Se conversar e escutar os gays e as lésbicas, vai encontrar as similitudes nas suas origens. Eu explico no meu livro dez causas potenciais que levam homens e mulheres a ter sentimentos homossexuais.

Quais são?
- Richard Cohen: Ninguém nasce, essencialmente, com sentimentos homossexuais. Ninguém escolhe simplesmente ter atracção pelo mesmo sexo. Existem muitas razões para isso acontecer. Algumas causas potenciais dos sentimentos homossexuais são: 1) a carência de vínculos entre o filho e o pai, ou entre a filha e a mãe; 2) o temperamento hiper-sensível; 3) a identificação exagerada entre o filho e a mãe, ou entre a filha e o pai; 4) a falta de conexão com os companheiros do mesmo sexo, rapazes que não se sentem à vontade com outros rapazes, e meninas que não se sentem à vontade com outras meninas; 5) o abuso sexual. Estas são só algumas experiências que podem levar alguém a desenvolver a atração pelo mesmo sexo. Nunca é apenas um factor que origina os sentimentos homossexuais.

Então existe uma causa nos pais?
- Richard Cohen: Não é a educação dos pais em si mesma que gera sentimentos homossexuais, mas a percepção que a criança tem dessa educação. Por detrás da atracção pelo mesmo sexo, encontramos dois pontos principais: 1) traumas que não foram resolvidos no passado; 2) necessidades legítimas de amor por pessoas do mesmo sexo. Esses dois pontos conduzem à atracção pelo mesmo sexo.

É possível prevenir a orientação homossexual?
- Richard Cohen: Sim. No meu livro Gay Children, Straight Parents, eu explico como a família e os amigos podem ajudar as pessoas atraídas pelo mesmo sexo a mudarem e realizarem o seu destino heterossexual. Como nós conhecemos o que produz os sentimentos homossexuais, é fácil entender a forma de ajudar os homens e as mulheres homossexuais. Por outras palavras: um menino recebe o seu senso da masculinidade em primeiro lugar do seu pai, e depois dos parentes e companheiros homens; e uma menina recebe o senso da feminilidade primeiramente da sua mãe, e depois das parentes e das companheiras mulheres. Depois, quando o rapaz atravessa a adolescência, surgem naturalmente os desejos heterossexuais. Neste último livro, eu descrevo doze princípios que a família e os amigos podem aplicar para ajudar os seus entes queridos homossexuais a conseguirem atingir a sua verdadeira identidade de género. Funciona se a pessoa seguir o programa. Nós conseguimos um grande sucesso ao longo dos anos.

Por que é que a sua fé em Deus foi tão importante e decisiva para sua transição da homossexualidade para a heterossexualidade?
- Richard Cohen: Realmente não foi a minha fé em Deus que me ajudou a curar e sair da homossexualidade. Foi a confiança de Deus em mim que me ajudou a mudar! Durante muitos anos, eu achava que era a pior pessoa do mundo porque tinha sentimentos homossexuais. Ouvi dizer que a homossexualidade era o pior "pecado". Mas finalmente percebi que Deus me amava incondicionalmente. Quando senti o seu amor, tocou-me no mais profundo da alma e comecei a ficar curado.

Passamos do ridicularizar e silenciar os homossexuais a aceitar quase todas as ideias do lobby gay. Acha que muitas organizações médicas e religiosas deveriam pedir desculpas aos homossexuais por não ajudá-los no passado, e nem fazê-lo agora por medo de serem criticados por serem politicamente incorrectos?
- Richard Cohen: Muitas organizações religiosas, médicas e psicológicas deixam que a criança escorregue pelo ralo da banheira. Abdicam das suas crenças fundamentais em nome da tolerância. Ao invés de pedir desculpas aos homossexuais por seus erros passados, mudam as suas crenças. Isso não é útil e nem agradável para a comunidade homossexual.

Então?
- Richard Cohen: Temos que pedir desculpas pelas nossas palavras e comportamentos ofensivos do passado, e oferecer-lhes o presente do nosso amor e compreensão, que ajudará verdadeiramente a que todos os homossexuais se descubram a si mesmos em toda a sua verdade e autenticidade. Quando o fizermos, surgirá em todos nós uma mudança real e duradoura.

O que diria a uma pessoa com sentimentos homossexuais que sofre e quer mudar sua orientação?
- Richard Cohen: Entendo o que sente. Passei por isso. Tenha esperança de que todos os seus sonhos serão realidade. Mudar é possível! Vivi uma vida gay e agora estou casado há trinta anos. Não desista. Se seguir as quatro etapas da cura de Compreender y Sanar la homosexualidad, encontrará a liberdade que tanto deseja. Nunca desista. in Zenit



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Frase do dia

"Procura não inquietar a tua alma perante o triste espectáculo da injustiça humana. Sobre esta injustiça verás um dia o triunfo definitivo da justiça de Deus." 

S. Pio de Pietrelcina


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segunda-feira, 24 de junho de 2013

É possível deixar de ser homossexual (I) - Richard Cohen

Richard Cohen, psicoterapeuta americano, apresentou em Espanha o seu trabalho: Comprender y sanar la homosexualidad (compreender e curar a homossexualidade), no qual deixa aos homossexuais, que querem deixar de sê-lo, uma mensagem de esperança: “Nunca desista, a mudança é possível”. Baseia-se também na sua própria experiência, já que ele mesmo foi homossexual.

É verdade que a pessoa nasce homossexual?
- Richard Cohen: De acordo com a Associação Americana de Psicologia (APA), não se nasce necessariamente com a atracção pelo mesmo sexo: "Apesar de terem sido bastante investigadas as possíveis influências genéticas, hormonais, do crescimento, sociais e culturais sobre a orientação sexual, não há evidências que permitam os cientistas concluir que a orientação sexual esteja determinada por um ou por mais factores concretos. Muitos acreditam que tanto a natureza quanto a educação desempenham um papel complexo. A maioria das pessoas sentem que tiveram pouca capacidade de escolha na sua orientação sexual ", diz a Associação Americana de Psicologia.

Por que existem pessoas com atracção pelo mesmo sexo?
- Richard Cohen: Mais de oitenta anos de literatura científica têm encontrado muitas razões pelas quais as pessoas experimentam sentimentos homossexuais. Sei isso pela minha própria vida, pela vida de centenas de pessoas com as quais trabalhei como terapeuta, e de outras milhares através dos nossos workshops de cura e aulas através de videoconferência. Muitas pessoas não acham o modo de vida "gay" engraçado e gostariam de outro estilo de vida. Querem mudar os seus sentimentos homossexuais, ter família e filhos.

É possível a transição da homossexualidade para a heterossexualidade?
- Richard Cohen: Durante os últimos vinte e dois anos, como psicoterapeuta na International Healing Foundation, tive um sucesso notável ajudando homens e mulheres a resolverem sua atracção indesejada por pessoas do mesmo sexo e realizar os seus sonhos de heterossexualidade.

Como?
- Richard Cohen: Nosso plano consiste de quatro etapas para passar de gay para não gay, e funciona se alguém estiver realmente interessado na mudança. Através do nosso programa, explicado no meu livro, as pessoas mudam de dentro para fora. Não é apenas a mudança de comportamento. Quando alguém identifica e corrige as feridas do seu passado, e experimenta o amor numa relação saudável e não sexual com pessoas do mesmo sexo, surge naturalmente o desejo heterossexual.

Tem visto isso no seu consultório...
- Richard Cohen: Eu experimentei isso pessoalmente e tenho observado a mesma transformação na vida de milhares de homens e mulheres com quem trabalhei como conselheiro, em seminários de cura ou aulas por videoconferência. Os quatro ingredientes da mudança são: 1) motivação pessoal, 2) um tratamento eficaz, 3) o apoio dos demais, 4) o amor de Deus.

Por que é que o lobby gay não quer assumir que muitas pessoas homossexuais sofrem por causa dos seus sentimentos e querem ser livres para fazer a transição?
- Richard Cohen: Os activistas homossexuais trabalharam muito para evitar que os profissionais da saúde médica e psicológica  oferecessem a sua ajuda àqueles que experimentam atracção indesejada pelo mesmo sexo. A razão é que os homossexuais sofrem muitos preconceitos. Tudo o que eles querem é ser amados e aceites. Portanto, desenvolvem a teoria de que ser gay é algo inato e imutável e não pode ser alterado. Mas isso não é cientificamente correcto. in Zenit

Parte II - http://senzapagare.blogspot.pt/2013/06/e-possivel-deixar-de-ser-homossexual-ii.html


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Festa do Nascimento de S. João Baptista

Hoje é dia de S. João (parabéns a todos os Joões)! Mais concretamente é a Festa do Nascimento de S. João Baptista. Este senhor, o ultimos dos profetas, viveu uma vida austera, vestia-se com pele de camelo e comia gafanhotos (nhac!). Apelava à conversão do coração e baptizava gente a torto e a direito (daí a alcunha). Baptizou o próprio Jesus, e d'Ele disse: "É preciso que Ele cresça e eu diminua." (Jo 3, 30)


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domingo, 23 de junho de 2013

O Papa Francisco e o Concílio Vaticano II

O Papa Francisco corre o sério risco que lhe façam o que fizeram ao Concílio Vaticano II. Enquanto decorria o Concílio, e ainda mais depois de ter ocorrido, foi-se formando um “Espírito do Concílio”. Este era constituído por um grupo de pessoas que queria uma Igreja feita à sua maneira, e não à maneira de Jesus. Sendo assim, usava o nome do Concílio para justificar todas as mudanças que queria implementar, dizendo que correspondiam ao “Espírito do Concílio”. No entanto toda a sua ideologia ia frontalmente contra os textos do Concílio, que eram completamente desprezados por estes “visionários”.


Com o Papa Francisco está a acontecer a mesma coisa. Há o Papa Francisco: com toda a sua simpatia, os seus gestos para com as pessoas, muitos deles inéditos, as suas palavras fortes e que nos interpelam à conversão do coração. Depois há o “Espírito do Papa Francisco”, ou seja os que se querem aproveitar do Papa Francisco para justificar a sua desobediência, a sua imoralidade ou a sua falta de fé em Jesus Cristo e na Sua Igreja. Estes dois “Espíritos” têm algo em comum: são o exacto oposto de quem dizem representar.


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sábado, 22 de junho de 2013

Hoje no Vaticano: a cadeira vazia e a Sinfonia n.º 9 de Beethoven





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O cristianismo libertou o Homem do medo dos demónios

Apesar do que dizem certos teólogos superficiais, o Demónio é, para a fé cristã, uma presença misteriosa, mas real, pessoal, não-simbólica.
    
É uma realidade poderosa, 'o Príncipe deste mundo', como lhe chama o Novo Testamento, que por mais de uma vez recorda a sua existência; é uma liberdade maléfica e sobre-humana, oposta à de Deus, como mostra uma leitura realista da história, com o seu abismo de atrocidades sempre renovadas e não explicáveis apenas pelo homem.
    
O homem, sozinho, não tem força para se opor a Satanás, que não é um outro deus. Unidos a Jesus, temos a certeza de vencê-lo. Cristo é o  'Deus próximo' que tem força e vontade de nos libertar: por isso o Evangelho é realmente 'boa nova'. E por isso devemos continuar a anunciá-lo àqueles regimes de terror    que são, muitas vezes, as religiões não-cristãs.

Direi mais: a cultura ateia do Ocidente moderno sobrevive graças à libertação do medo dos demónios trazida pelo cristianismo. Mas, se esta luz redentora do Cristo se extinguisse, embora com toda a sua sabedoria e com toda a sua tecnologia, o mundo recairia no terror e no desespero.

Já existem sinais desse retorno às forças obscuras, enquanto crescem no mundo secularizado os cultos satânicos. 

Cardeal Joseph Ratzinger in Diálogos sobre a fé (1985)


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sexta-feira, 21 de junho de 2013

A liberdade de um monge trapista - S. Rafael Arnaiz Baron

Também eu, quando estava no mundo, corria muitas vezes pelas estradas de Espanha, encantado por ver o velocímetro do meu carro marcar 90 km à hora! Que disparate! Quando me apercebi de que não tinha mais horizontes, sofri a decepção típica daquele que tem a liberdade deste mundo, pois a terra é pequena e depressa lhe damos a volta. O homem está rodeado de horizontes pequenos e limitados. Para quem tem a alma sedenta de horizontes infinitos, os da terra não bastam: abafam-no, não há mundo que lhe chegue e só encontra o que procura na grandeza e imensidão de Deus. Homens livres que percorreis o planeta, não tenho inveja da vossa vida neste mundo; fechado num convento e aos pés do crucifixo, tenho uma liberdade infinita, tenho um céu, tenho Deus. Que sorte tão grande ter um coração apaixonado por Ele!

Pobre irmão Rafael! Continua a aguardar, continua a esperar com essa doce serenidade que a esperança certa proporciona; permanece imóvel, pregado, prisioneiro do teu Deus, ao pé do Seu tabernáculo. Escuta ao longe o ruído que fazem os homens que desfrutam dos breves dias da sua liberdade no mundo; escuta ao longe as suas vozes, os seus risos, os seus choros, as suas guerras. Escuta e medita um momento; medita sobre um Deus infinito, o Deus que fez o céu e a terra e os homens, o Senhor absoluto dos céus e da terra, dos rios e dos mares; Aquele que, num instante, só por assim o querer, fez sair do nada tudo aquilo que existe.

Medita por momentos na vida de Cristo e verás que não há nela, nem liberdades, nem barulho, nem burburinho de vozes; verás o Filho de Deus submetido ao homem; verás Jesus obediente, submisso e numa paz serena, tendo como única regra de vida fazer a vontade de Seu Pai. E, finalmente, contempla Cristo pregado na cruz. De que serve então falar de liberdades?
in Escritos espirituais (15/12/1936)


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Frase do dia

"O demónio só tem uma porta para entrar na nossa alma: a vontade. Não há nenhuma porta secreta." 

S. Pio de Pietrelcina


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quinta-feira, 20 de junho de 2013

Ex-funcionária da ONU denuncia a agenda abortista da organização


A ex-funcionária do Fundo das Nações Unidas para a População (UNFPA) e actual líder pro-vida no Equador, Amparo Medina, indicou que o requisito imposto por esse organismo internacional para outorgar financiamento às ONGs é que incluam a saúde sexual e reprodutiva e a ideologia de género nos seus projectos de desenvolvimento.
 
Agora membro da Federação Acção Pela Vida, Amparo revelou que “a maioria das ONGs sonham com ser financiadas do UNFPA para impulsionar projectos de desenvolvimento, infelizmente nesse processo são enganadas porque para poderem receber fundos têm que aceitar políticas anti-populacionais”.

Amparo Medina também assinalou que o dinheiro provido por Nações Unidas para impulsionar políticas abortivas na América Latina provém principalmente de empresas farmacêuticas e da International Planned Parenthood Federation (IPPF), a maior promotora de abortos do mundo.

“Muitas ONGs por dinheiro ou desconhecimento vêem-se obrigadas a aplicar este tipo de propostas porque o discurso está muito bem elaborado, e assegura-lhes que o desenvolvimento sustentável dos seus projetos dar-se-á unicamente se distribuirem mais contraceptivos e se o aborto livre for introduzido nas legislações dos seus países”, indicou.

A líder pro-vida equatoriana indicou que uma prova de que estas campanhas não têm o sucesso prometido é que há alguns anos “a gravidez adolescente na América Latina não passava de 3%, mas ao serem aplicadas, desde 1998, as políticas de saúde sexual e reprodutiva, a taxa  subiu alarmantemente até 23%”.
adaptado de ACI Digital




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O nosso Médico - Santo Agostinho

Veio até nós um médico para nos restituir a saúde: Nosso Senhor, Jesus Cristo. Tendo encontrado a cegueira do nosso coração, prometeu-nos a luz que «os olhos não viram, os ouvidos não ouviram, o coração do homem não pressentiu» (1Cor 2,9).

A humildade de Jesus Cristo é o remédio do nosso orgulho. Não duvides nunca de Quem te traz a cura e sê humilde, tu por quem Deus Se fez humilde. Com efeito, Ele bem sabia que o remédio da humildade seria a tua cura, porque conhece muito bem a enfermidade e sabe muito bem como curá-la. Uma vez que não podias ser tu a visitar o Médico, foi o Médico Quem veio visitar-te. [...] Veio ver-te e veio em teu socorro porque sabe muito bem do que necessitas.

Deus veio na Sua humildade para que o homem O pudesse imitar, pois se tivesse permanecido inacessível, como poderíamos nós imitá-Lo? E, sem O imitar, como poderíamos nós ser curados? Veio na humildade porque sabia muito bem qual o remédio que devia receitar: um pouco amargo, por certo, mas salutar. E tu? Continuas a duvidar d'Ele, de Quem te oferece a Sua taça, e murmuras: «Mas que Deus é este, Senhor? Nasceu, sofreu, foi coberto de escarros, coroado de espinhos, cravado numa cruz!» Miserável alma, que vês a humildade do médico mas não o cancro do teu orgulho! E é por isso que a humildade não te agrada.

Por vezes acontece aos doentes mentais baterem nos médicos, mas neste caso o Médico, misericordioso, não só não fica indignado com quem Lhe bate, mas também cuida de o tratar. [...] O nosso Médico não teme ser atacado por pacientes dementes. Ele fez da Sua morte o seu remédio. Com efeito, Ele morreu e ressuscitou.


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Conferência a não perder HOJE com o Padre Fernando Antonio, SJ




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quarta-feira, 19 de junho de 2013

Será que o Papa João Paulo II vai ser canonizado a 20 de Outubro?




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São José inserido nas Orações Eucarísticas do Missal Romano

DECRETO
Pelo seu lugar singular na economia da salvação como pai de Jesus, São José de Nazaré, colocado à frente da Família do Senhor, contribuiu generosamente à missão recebida na graça e, aderindo plenamente ao início dos mistérios da salvação humana, tornou-se modelo exemplar de generosa humildade, que os cristãos têm em grande estima, testemunhando aquela virtude comum, humana e simples, sempre necessária para que os homens sejam bons e fiéis seguidores de Cristo. Deste modo, este Justo, que amorosamente cuidou da Mãe de Deus e se dedicou com alegre empenho na educação de Jesus Cristo, tornou-se guarda dos preciosos tesouros de Deus Pai e foi incansavelmente venerado através dos séculos pelo povo de Deus como protector do corpo místico que é a Igreja.

Na Igreja Católica os fiéis, de modo ininterrupto, manifestaram sempre uma especial devoção a São José honrando solenemente a memória do castíssimo Esposo da Mãe de Deus como Patrono celeste de toda a Igreja; de tal modo que o Beato João XXIII, durante o Concílio Ecuménico Vaticano II, decretou que no antiquíssimo Cânone Romano fosse acrescentado o seu nome. O Sumo Pontífice Bento XVI acolheu e quis aprovar tal iniciativa manifestando-o várias vezes, e que agora o Sumo Pontífice Francisco confirmou, considerando a plena comunhão dos Santos que, tendo sido peregrinos connosco neste mundo, nos conduzem a Cristo e nos unem a Ele.

Considerando o exposto, esta Congregação para o Culto Divino e Disciplina dos Sacramentos, em virtude das faculdades concedidas pelo Sumo Pontífice Francisco, de bom grado decreta que o nome de São José, esposo da Bem-aventurada Virgem Maria, seja, a partir de agora, acrescentado na Oração Eucarística II, III e IV da terceira edição típica do Missal Romano. O mesmo deve ser colocado depois do nome da Bem-aventurada Virgem Maria como se segue: na Oração Eucarística II: "ut cum beata Dei Genetrice Virgine Maria, beato Ioseph, eius Sponso, beatis Apostolis", Na Oração Eucarística III: "cum beatissima Virgine, Dei Genetrice, Maria, cum beato Ioseph, eius Sponso, cum beatis Apostolis"; na Oração Eucarística IV: "cum beata Virgine, Dei Genetrice, Maria, cum beato Ioseph, eius Sponso, cum Apostolis".

Para os textos redigidos em língua latina utilizam-se as formulas agora apresentadas como típicas. Esta Congregação ocupar-se-á em prover à tradução nas línguas ocidentais mais difundidas; para as outras línguas a tradução devera ser preparada, segundo as normas do Direito, pelas respectivas Conferências Episcopais e confirmadas pela Sé Apostólica através deste Dicastério.

Nada obste em contrário.

Sede da Congregação para o Culto Divino e Disciplina dos Sacramentos, 1 de Maio de 2013, São José Operário.

Antonio Card. Cañizares Llovera Prefeito

 + Arthur Roche Arcebispo Secretário


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"Co-Argumentação" - Bernardo Castro

Vêm da "Retórica" de Aristóteles, os ensinamentos acerca do modo como devemos argumentar sobre qualquer assunto. Naquela obra, diz-nos o autor clássico:

Os argumentos convincentes fornecidos através do discurso são de três espécies: 1) Alguns fundam-se no carácter de quem fala - ethos; 2) alguns, na condição de quem ouve - pathos; 3) alguns, no próprio discurso, através da prova ou aparência de prova - logos.

Nos assuntos mais tipicamente controversos – aborto, casamento de pessoas do mesmo sexo, adopção por pessoas do mesmo sexo, eutanásia, etc…, são normalmente invocados dois destes tipos de argumentação:

Ethos – trata-se do comum "puxar dos galões", da autoridade de uma pessoa ou entidade reconhecida – "O Tribunal Europeu dos Direitos do Homem já condenou a Áustria por não adoptar a co-adopção. Temos que seguir esta jurisprudência, sob pena de ficarmos atrasados"; ou "Nos países A, B C e D isto já se faz há muito tempo, por isso nós estamos errados e a perder o comboio da civilização"; ou ainda "Estudos fiáveis da American Psychological Association indicam que as crianças educadas por dois pais ou duas mães são emocionalmente saudáveis e não sofrem de bullying nas escolas";

Pathos – tão utilizado pelos filhos quando lambuzam os pais com beijinhos, antes de lhes pedirem um favor. É o comum "falar ao coração", "puxar ao sentimento", que nos fazem olhar para o caso particular e querer generalizá-lo – "Existem casos verdadeiros de gente que já vive nestas condições: o que é que lhes vamos dizer, quando o pai natural ou primeiro adoptante morre? Vamos mandá-los novamente para uma instituição???"; ou "Conheço casos de famílias em que os filhos foram educados num ambiente de homossexualidade e que são felizes e integrados. O que é que se lhes faz???"; ou "Estas duas mães casaram e fizeram inseminação artificial: vai-se dizer à criança que o ambiente em que as mães vivem não é o mais adequado para o seu saudável crescimento???";

Estes dois primeiros tipos de argumentos são uma aposta inteligente, forte e necessária para suprir as lacunas da falta de força dos argumentos da lógica – o logos. Aliás, a mera argumentação baseada na lógica (que deveria ser pilar da razoabilidade), sem qualquer ilustração, parece estar condenada nestes assuntos. Aparentemente, nunca vai chegar dizer-se que "o ambiente ideal para uma criança ser criada é aquele onde exista um pai e uma mãe"; sendo verdadeiramente escandalosa a invocação de qualquer argumentação relacionada com a natureza das coisas (segundo parece, o nazismo inviabilizou para sempre a utilização deste argumento, qualquer que seja a situação)…

Nestas discussões e debates, há normalmente muito maior habilidade e profissionalismo da parte dos "prós", sendo louvável o seu trabalho de backstage: dominam os casos, as particulares e a sua apresentação – ethos e pathos - como o Neymar domina a bola. E aqueles que recorrem à lógica para falar sobre o assunto são aparentemente vencidos, sempre sob o mesmo veredicto – querem impor a sua visão sobre os outros, limitando-lhes a liberdade.

Sobre aqueles assuntos de ruptura, para os quais mais seria precisa a lógica na busca pura da verdade, parece que estamos condenados à incerteza, parece que a verdade sempre nos vai fugir pelos dedos. É mesmo impressionante que, sobre assuntos que toda a gente reconhece como tão importantes, tão fundamentais, a verdade se resuma à "minha verdade" ou, na melhor das hipóteses, "à nossa verdade".

Logos – parece-me lógico que, sendo assim, "existindo", na melhor das hipóteses duas verdades sobre assuntos de ruptura, avançar sobre um deles sem a certeza de que, pelo menos, é a verdade democraticamente representativa, é um risco perigoso.

O pior é se houver, realmente, uma Verdade sobre todos estes assuntos…


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terça-feira, 18 de junho de 2013

- "Então, tás bom?" - "Vai-se andando!"




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Frase do dia

"A inveja é um vício que se caracteriza pela ausência de sintomas aparentes. O ódio espuma. A preguiça derrama-se. A gula engorda. A avareza acumula. A luxúria oferece-se. O orgulho brilha. Só a inveja se esconde." 

adaptado de Zuenir Ventura


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A quem muito ama, muito se perdoa - Rui Corrêa d’Oliveira

O perdão é uma atitude de coração
que supera em muito a justiça,
porque reclama que ame quem perdoo.
Não há gesto mais profundamente humano.
Por isso ele é tão cristão.
Amor e perdão andam a par.

Quem ama quer o bem do outro,

quer o bem para o outro.
Como posso perdoar se antes não amar?
Quem diz perdoar sem primeiro amar,
não perdoa…tenta esquecer.

Pois é mais fácil não lembrar a ofensa

do que perdoar apesar da ofensa.
Diante do mal feito, concreto e objectivo,
perdoar pede um abraço de humanidade
que, não disfarçando o que foi feito,
nele não se detém, mas vai mais além,
em busca do bem que sobrevive no mais desalmado coração.

Se assim o fez Jesus,

assim o devo fazer eu.


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segunda-feira, 17 de junho de 2013

Audrey Stevenson, uma vida de santidade - Austin Ruse

Audrey Stevenson nasceu em 1983 numa família que era católica mas na qual nem se rezava antes das refeições. Quando tinha três anos a família visitou a casa de Santa Teresa de Lisieux e depois o convento onde a Pequena Flor viveu e morreu. Aí a Audrey exclamou: “Quero entrar para o Carmelo”.

Pouco depois a família mudou-se para um apartamento novo. Audrey desenhou um crucifixo amarelo e  colocou-o na parede. Tinha colocado crucifixos idênticos em cada quarto da casa, onde permaneceram durante muito tempo.


Certo dia Liliane, a sua mãe, reparou que Audrey estava a coxear. Tinha colocado lápis dentro dos sapatos para “poder resistir”, uma compreensão bastante sofisticada da mortificação, para uma criança, e algo que ninguém lhe tinha ensinado.


Um dia foi ao parque com o avô. Atravessou avenidas, pontes e grandes cruzamentos, numa zona muito movimentada de Paris. Perdeu-se. Alarmado, o avô ligou para casa e descobriu que Audrey já lá estava. Disse que tinha sido conduzida por Jesus.


Tudo isto aconteceu com uma menina de três anos numa família que não era particularmente devota.


Em casa introduziu o conceito de dar graças antes de comer. Uma vez na casa de verão, na Bretanha, insistiu nas orações. O seu tio americano, Alexander Cummings, provocou-a: “Mas Audrey, se temos de dar graças a Deus cada vez que comemos, então devíamos dar graças a toda a hora, por tudo”. Ao que a Audrey respondeu: “Sim, isso mesmo”.


As histórias da sua devoção são infindáveis. Vivia uma fé profunda, tanto interior como exteriormente, como raramente se encontra nesta vida. A sua mãe disse: “A Audrey espanta-nos. Está para além de nós”. Conhecia o catecismo sem ter sido ensinada. O padre disse-lhes que não fizessem nada, que apenas a seguissem. E assim fizeram.


Aos cinco anos a Audrey pediu autorização à Igreja para poder comungar. Tipicamente, uma criança em França fazia a primeira comunhão aos nove ou dez anos. Questionaram-na exaustivamente, primeiro pelo seu prior, depois por outro e depois por outro ainda. Determinaram que a menina estava pronta e por isso a família viajou até Lourdes, onde  ela comungou pela primeira vez.


O que se nota da sua vida é que não só estava próxima de Cristo, como também aproximava Cristo dos outros. Primeiro da sua família, depois de um grupo cada vez maior.

Audrey com o Papa João Paulo II
A doença mortal surgiu aos sete. Leucemia. Foram muitos meses de tratamento, incluindo radioterapia,  quimioterapia, punções lombares e transplantes de medula. E assim começou a sua missão de ensino, uma missão que atravessou as fronteiras de França e chegou a outros países.

Entre família e amigos começou-se a rezar um terço todas as terças-feiras pelas suas melhoras. Começou por ser uma coisa pequena, mas cresceu. Aconteceram milagres nesses encontros. Meninas pequenas ensinaram os seus pais a rezar o terço. Famílias inteiras regressaram à fé. Uma pagela da Audrey começou a espalhar-se pelo país.


O seu sofrimento no hospital foi intenso. A quimioterapia deixou-a sem saliva, as pálpebras colavam-se  aos olhos e todos os seus ossos doíam. Dizia repetidamente: “Estou na cruz. Estou na cruz”. Durante as dolorosas punções lombares repetia: “Pelo tio Mick, pelo pai, pelas vocações”. Durante um dos tratamentos dolorosos os médicos ouviram-na a cantar músicas a Nossa Senhora.


Depois de um transplante de medula falhado soube-se que tinha apenas três semanas de vida. Os pais levaram-na a Lourdes; levaram-na também a conhecer o Papa, com quem teve uma intensa conversa privada. Perto do final vieram pessoas de todo o país, pedindo que ela rezasse pelas suas intenções, coisa que ela fez, apesar da dor, uma após outra.


Por fim morreu. O seu pai, que é padrinho da minha filha Gianna-Marie, diz que certa vez receberam a visita de um padre mexicano. O padre disse: “Devo a minha vocação a uma menina francesa que rezava pelas vocações e morreu de leucemia.” Ao que o seu pai, Jerome, respondeu: “Está sentado no quarto dela”. A causa da canonização de Audrey começou em Paris há poucos anos. 


Audrey Stevenson, rogai por nós. 
in Actualidade Religiosa


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Frase do dia

"Divorce is for us at best a failure, of which we are more concerned to find and cure the cause than to complete the effects; and we regard a system that produces many divorces as we do a system that drives men to drown and shoot themselves." 

G.K. Chesterton


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domingo, 16 de junho de 2013

O que é e como funciona a Cúria Romana? - Rocio Lancho García

A natureza da Cúria Romana é descrita no 1º artigo da constituição apostólica Pastor Bonus: é o conjunto de dicastérios e organismos que ajudam o romano pontífice no exercício da sua suprema missão pastoral, para o bem e serviço da Igreja universal e das Igrejas particulares, reforçando a unidade da fé e a comunhão do Povo de Deus e promovendo a missão própria da Igreja no mundo.

As funções da Cúria Romana estão definidas no Código de Direito Canónico de 1983, com algumas precisões posteriores feitas pela constituição apostólica Pastor Bonus, de João Paulo II, em 1988. A Cúria não é a única que presta um serviço ao romano pontífice no governo da Igreja: o colégio cardinalício também realiza algumas funções de governo, juntamente com o papa. A Pastor Bonus prevê ainda que o papa convoque com certa frequência os chefes dos dicastérios, que são os departamentos ou organismos especializados da Cúria Romana.


A Cúria é formada pela Secretaria de Estado, Congregações, Tribunais, Conselhos Pontifícios e Ofícios. Cada um destes sectores é subdividido e tem funções diferentes dentro do governo da Igreja. As Congregações são nove: Doutrina da Fé, Igrejas Orientais, Culto Divino e Disciplina dos Sacramentos, Causas dos Santos, Bispos, Evangelização dos Povos, Clero, Institutos de Vida Consagrada e Sociedades de Vida Apostólica e Educação Católica. A sua função é de poder executivo. Os Tribunais têm funções judiciárias e são três: a Penitenciaria Apostólica, a Assinatura Apostólica e a Rota Romana.


Mais numerosos são os Conselhos Pontifícios, doze: Leigos, União dos Cristãos, Família, Justiça e Paz, Cor Unum, Pastoral dos Agentes de Saúde, Textos Legislativos, Diálogo Inter-Religioso, Comunicações Sociais e Nova Evangelização, este último criado em 2010. Os Conselhos Pontifícios têm a função promover actividades e iniciativas dentro da sua área de competência. Finalmente, os Ofícios são três: a Câmara Apostólica, a Administração do Património da Sé Apostólica e a Prefeitura dos Assuntos Económicos da Santa Sé. São departamentos de natureza económica. 



Para comandar cada dicastério é nomeado um Prefeito, no caso das Congregações, ou um Presidente, nos outros casos. Nomeiam-se, ainda, um secretário e um subsecretário. O papa designa vários membros de cada Congregação. Tradicionalmente, os membros eram cardeais, mas, hoje, também há bispos em cada dicastério.


Além dos membros, são nomeados oficiais e consultores. A função dos oficiais é cuidar dos assuntos ordinários do dicastério, enquanto a dos consultores é a assessoria. Os membros do dicastério reúnem-se tanto em assembleias plenárias como em sessões ordinárias. Para as plenárias, que acontecem pelo menos uma vez por ano, são convocados todos os membros; para as sessões ordinárias, apenas os membros presentes em Roma. O presidente ou prefeito do dicastério decide a convocatória e a ordem do dia. 

in Zenit


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Quem é?




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sábado, 15 de junho de 2013

O Avé de Fátima em Roma

Hoje ao princípio da noite houve uma marcha pela vida pela Via della Conciliazione, até à Praça de S.Pedro. Vieram pessoas de todo o mundo e lá foi cada um com a sua velinha, em silêncio, a pensar nos milhares de bebés mortos diariamente em todo o mundo.

À frente da marcha foram imensas pessoas de cadeira de rodas e “deficientes”. Isto faz todo o sentido porque estas pessoas são as primeiras a ser mortas, quando se desconfia que a criança possa não ser perfeita. Os primeiros a incentivar o aborto são os médicos, infelizmente.

Já na Praça, enquanto não começavam os discursos, as pessoas começaram esporadicamente a cantar músicas. Num dado momento os italianos começaram a cantar o Avé de Fátima, e foi comovente ver toda aquela gente a cantar a “nossa” música. Claro que eu e mais três portuguesas cantámos a plenos pulmões. O que é que Fátima tem a ver com uma marcha pela vida em Roma? Aparentemente nada. Mas na verdade tem tudo!


João Silveira


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A verdade sobre a Contracepção




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O Concílio Vaticano II, uma história nunca escrita - Roberto de Mattei

Uma Missa ecuménica?

Quando, a 5 de Novembro [ndr: na primeira sessão do Concílio], foram retomados os debates conciliares, um dos vinte e quatro oradores que tomaram a palavra foi Mons. Duschak[1], bispo titular de Abida e vigário apostólico de Calapan, nas Filipinas, mas alemão de nascimento, que defendeu a necessidade de uma “Missa ecumênica” decalcada na Última Ceia[2].

Cristo celebrou a primeira Missa diante dos Apóstolos — voltado para o povo, seguindo o costume então vigente durante as ceias. Cristo  falou em voz alta, de maneira que todos, por assim dizer, ouvissem o Cânone desta primeira Missa. Cristo serviu-se da língua falada, para que todos O compreendessem sem qualquer dificuldade, a Ele e às palavras que disse. Nas palavras “fazei isto”, de acordo com o seu significado completo, parece estar contido o preceito de celebrar a Missa como uma ceia, de frente, ou pelo menos em voz alta, e numa língua que os comensais compreendam.”

Mons. Duschak convidava pois:
a uma colaboração entre os especialistas de todos os ritos e das Igrejas que conservam a fé na eucaristia; para se compor uma Missa que se possa chamar verdadeiramente ecumênica ou “Missa do mundo”, e com ela a tão desejada unidade, pelo menos na memória eucarística do Senhor. O povo de Deus gozaria assim da participação perfeita e íntima de que gozaram os Apostolos na Última Ceia.”[3]

À tarde, Mons. Duschak explicou a sua intervenção aos jornalistas, salientando que a sua ideia consistia em “introduzir uma Missa ecumênica, despojada, na medida do possível, das superestruturas históricas, baseadas na essência do Santo Sacrifício e firmemente radicada na Sagrada Escritura”[4]. O Prelado chegava ao ponto de pretender alterar as palavras tradicionais do Cânone: “Se os homens dos séculos passados puderam escolher e inventar os ritos da Missa, por que não pode o maior de todos os concílios  fazer a mesma coisa? Por que não havemos de decretar a elaboração de uma fórmula da Missa, adaptada ao homem moderno, para corresponder, com toda a reverência, aos desejos deste?”[5] Toda a Missa, insistia Duschak, devia ser celebrada em voz alta, em língua vernácula, e voltada para o povo. Estas propostas, que na altura pareceram radicais, seriam postas em prática ainda antes do encerramento do Concílio.

Mas as réplicas não faltaram. Ao Cardeal Döpfner, que tinha afirmado que era necessário introduzir as línguas vernáculas também porque os candidatos ao sacerdócio, formados nas escolas públicas, já não sabiam latim, respondeu Mons. Carli salientando que os referidos candidatos também não conheciam a filosofia e a teologia cristã e ninguém se lembrava de os ordenar antes de terem completado os seus estudos nestas matérias[6].

Estava-se em presença de um confronto entre a Cúria Romana e algumas conferências episcopais, sobretudo a francesa e a alemã, apoiadas por determinados bispos dos países do Terceiro Mundo, como Mons.D’Souza que, nas suas intervenções de 27 de Outubro e 7 de Novembro de 1962[7], solicitou que se atribuísse às conferências episcopais o direito de escolherem a língua em que queriam fazer o rito, mas também o direito “de adaptarem a liturgia dos Sacramentos”[8]; e Mons. Bekkers[9], que afirmou que apenas “o núcleo sacramental fundamental de todos os sacramentos” tinha de ser “universal”, “mas que, para uma celebração mais evoluída e mais ampla deste núcleo sacramental, seja concedida uma amplíssima liberdade, de cujos limites apenas a conferência de bispos de cada povo pode julgar adequada, contanto que os actos sejam aprovados pela Santa Sé”[10].

Para o partido anti-romano, o latim era o instrumento de que a Cúria se servia para exercer o seu poder. Enquanto o latim fosse a única língua da Igreja, Roma teria competência para controlar e verificar os ritos; se, porém, se introduzissem na liturgia centenas de línguas e costumes e línguas locais, a Cúria perderia automaticamente as suas prerrogativas e as conferências episcopais passariam a ser os juízes desta matéria. “Era precisamente neste ponto que insistia a maioria que começava a perfilar-se, e que pretendia que as conferências episcopais fossem autorizadas a tomar determinadas decisões importantes em matéria de usos litúrgicos”, sublinha Wiltgen[11].

A aliança progressista recebeu na aula o apoio de um numeroso grupo de bispos da América Latina, chefiados pelo Cardeal Silva Henriquez, arcebispo de Santiago do Chile; estes Padres, recorda ainda Wiltgen, manifestavam o seu reconhecimento pelas importantes ajudas financeiras que tinham recebido durante os últimos anos do Cardeal Frings de Colônia, através das Associações Misereor e Adveniat: “Um número significativo daqueles aproveitaram a ocasião do Concílio para fazer uma visita ao Cardeal Frings, e agradecer-lhe pessoalmente, vieram a encontrar-se envolvidos na aliança.”[12]

in O Concílio Vaticano II – Uma história nunca escrita, Roberto de Mattei, Ed. Caminhos Romanos, 2012, p. 214-216.


[1] Wilhelm Josef Duschak (1903-1997), alemão, da Sociedade do Verbo Divino, ordenado em 1930, bispo de Abida (1951) e vigário apostólico em Calapan (Filipinas) entre 1951 e 1973.

[2] AS, I/1, pp. 109-112.

[3] Ibid, pp. 111-112.

[4] WILTGEN, P. 37.

[5] Ibid, p. 38.

[6]  AS, I/2, PP. 398-399.

[7] AS I/2, pp. 497-499 e AS, I/2, pp. 317-319.

[8] AS I/2, p. 318. “Seria óptimo que o poder se alargasse a todo o rito e ao uso da língua falada. É isto que esperamos do Concílio porque é realmente necessário a sua actuação” (ibid.).

[9] Wilhelm Marinus Bekkers (1908-1966), holandês, ordenado em 1933, bispo coadjutor em 1956 e depois bispo de Bois-le-Duc até a morte. O seu funeral foi uma espécie de manifestação pública da corrente ultraprogressista holandesa (Actes et Acteurs, p. 372).

[10] AS I/1, pp. 313-314.

[11] WILTGEN, p. 42.

[12] Ibid., p. 53



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sexta-feira, 14 de junho de 2013

quinta-feira, 13 de junho de 2013

Frase da noite

"Os santos têm sempre razão; é inútil discutir com eles." 

S. Pio de Pietrelcina


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Cada um de nós tem a sua febre - São Jerónimo

Se Jesus Se aproximasse de nós e nos curasse da febre com uma simples palavra! Porque cada um de nós tem a sua febre. Quando me irrito, tenho febre – tantos vícios, outras tantas febres. Peçamos aos apóstolos que supliquem a Jesus que Se aproxime de nós, que nos toque com a mão. Se o fizer, a febre desaparecerá imediatamente, porque Jesus é um excelente médico. É Ele o verdadeiro, o grande médico, o primeiro de todos os médicos. [...] Ele descobre o segredo de todas as doenças; e não nos toca no ouvido, nem na testa, [...] mas na mão, ou seja, nas más obras.

Jesus aproxima-Se da doente, porque esta não podia levantar-se e correr para Aquele que entrava em sua casa. Mas é Ele, o médico cheio de misericórdia, que Se aproxima do leito, Ele que trouxera a ovelha perdida aos ombros (Lc 15,5). [...] Aproxima-Se de Sua livre vontade; é Ele que toma a iniciativa da cura. Aproxima-Se desta mulher e diz-lhe: «Tu devias ter vindo ter Comigo; devias ter vindo receber-Me à porta, para que a tua cura não resultasse apenas da Minha misericórdia, mas também da tua vontade. Mas, visto que estás prostrada pela febre e não podes levantar-te, sou Eu que venho ter contigo.»

Jesus, «aproximando-Se, tomou-a pela mão». Quando corremos perigo, como Pedro no alto mar, e o mundo parece prestes a desmoronar-se, Jesus toma-nos pela mão e levanta-nos (Mt 14,31). Jesus levanta esta mulher tomando-a pela mão: toma-lhe a mão na Sua. Bendita amizade, esplendido abraço! [...] Jesus toma esta mão como médico, apercebendo-Se da intensidade da febre, Ele que é simultaneamente médico e medicamento. Tocou nela e a febre deixou-a. Que Ele toque igualmente na nossa mão, que cure as nossas obras. [...] Levantemo-nos, permaneçamos de pé. [...] Talvez me pergunteis: «Onde está Jesus?» Está aqui, diante de nós: «No meio de vós está Quem vós não conheceis. O reino de Deus está entre vós (Jo 1,26; Lc 17,21). in Homilias sobre o evangelho de Marcos, n°2C 


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Noivas de Santo António na Praça de S.Pedro?

Audiência geral com o Papa Francisco



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quarta-feira, 12 de junho de 2013

O milagre de Lourdes e o Nobel da Medicina

Aqui fica um pequeno  resumo da cura milagrosa de Marie Bailly, a 28 de Maio de 1902, nas águas de Lourdes. Esta cura foi testemunhada pelo Nobel da Medicina, Alexis Carrel (1873-1944), um agnóstico, céptico irredutível, na altura destes acontecimentos, e que viria a morrer católico. Marie Bailly estava às portas da morte devido a uma peritonite tuberculosa.

Às 2 da tarde de 28 de Maio, quando Marie Bailly foi levada, contra todas as indicações médicas, do hospital para a gruta [de Lourdes] e para os banhos, estava literalmente a morrer. Depois do seu abdómen enormemente inchado, com protuberâncias duras e quase sem nenhum líquido no seu interior, ter sido lavado por três vezes com a água dos banhos, ela começou a sua espantosa recuperação. Pelas 4 da tarde o seu abdómen estava liso; à noite já se sentava a conversar e podia comer sem vomitar, ao contrário do que acontecera nos cinco meses anteriores.

Na manhã seguinte, vestiu-se e sem a ajuda de ninguém embarcou no comboio de volta para Lyon, melhorando progressivamente durante a viagem de 24 horas. Tendo chegado a Lyon, ao meio-dia de 31 de Maio, ela atravessou a estação sem se apoiar em ninguém, e tomou o eléctrico até casa dos seus familiares, que não podiam acreditar que se tratava de Marie Bailly.



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