segunda-feira, 28 de fevereiro de 2011

Comentário ao Evangelho do dia - São Basílio

O caso do jovem rico e dos seus semelhantes faz-me pensar no de um viajante que, pretendendo visitar uma cidade, chega junto das muralhas, encontra aí uma estalagem, hospeda-se nela e, desencorajado pelos últimos passos que ainda lhe falta dar, perde o benefício das fadigas da sua viagem e acaba por não ir visitar as belezas da cidade. Assim são estes que cumprem os mandamentos mas se revoltam com a ideia de perderem os seus bens. Conheço muitos que jejuam, rezam, fazem penitência e praticam todo o tipo de obras de caridade, mas não dão uma esmola aos pobres. De que lhes servem as outras virtudes?

Eles não entrarão no Reino dos Céus porque «é mais fácil um camelo passar pelo fundo de uma agulha do que um rico entrar no Reino dos Céus». São palavras claras e o seu Autor não mente, mas raros são aqueles que se deixam tocar por elas. «Como viveremos quando estivermos despojados de tudo?» exclamam. «Que existência levaremos quando tudo for vendido e já não tivermos propriedades?» Não me perguntem qual é o desígnio profundo que está subjacente aos mandamentos de Deus. Aquele que estabeleceu as nossas leis conhece igualmente a arte de conciliar o impossível com a lei.


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Ele há coisas inacreditáveis - Pe. Nuno Serras Pereira

1. Quando cursei teologia na Universidade Católica (UCP) tive, pelo quarto ou quinto ano, já lá vão 25 anos, como professor de Moral Social um Sacerdote pertencente a uma Ordem Religiosa. Todas as aulas foram dedicadas a uma crítica impiedosa, implacável e imbecil da Doutrina Social da Igreja. Para garantir que nada perderíamos da sua “sublime erudição” atirou-nos ameaçadoramente com uma grossa sebenta de umas trezentas páginas, em jeito de aviso de que quem não soubesse o conteúdo daquilo não teria hipóteses de passar no exame. À maneira de quem quer justificar-se da enormidade, perante si mesmo e os outros, aconselhou, sem convicção, a leitura das Encíclicas sociais dos Papas, sabendo perfeitamente que não iríamos ter tempo de as ler. Uns dois anos antes, deixem-me recordar como se fora um parêntesis, um outro professor, que aliás muito estimo, tinha passado as duas primeiras aulas a dar-nos bibliografia para a sua cadeira, escrevinhando na escura ardósia as referências de cento e cinquenta livros. 

No final, disse-nos para não nos preocuparmos porque de leitura obrigatória eram somente quinze… Quinze livros inteiros para uma só cadeira trimestral! Pois!... O que vale é que nós, os alunos, nos persuadimos, não tanto por crença, mas por conveniência de que era um extra-terrestre e que o melhor seria ignorá-lo. Mas enfim estas excentricidades têm a vantagem de nos concederem histórias divertidas para contar aos mais novos. Dizia que tínhamos um professor de Moral Social que não sintonizava com a Igreja (sentire cum ecclesia). Ora este Sacerdote dirigiu também um seminário sobre a homossexualidade para uns catorze ou quinze alunos que tentou doutrinar em desacordo total com a Verdade que a Igreja anuncia e comunica. Quis ele, insistentemente, que aceitássemos o “casamento” entre pessoas do mesmo sexo. Todos nos recusámos, repetidamente. Não obstante a nossa desconformidade tentou ainda, por todos os meios ao seu alcance, que essa aceitação constasse das conclusões finais. Opusemo-nos com veemência e recusámo-nos a ceder. Apesar disso, o texto final continha algumas coisas que eu então considerei e ainda considero inaceitáveis – foi uma redacção de compromisso, em virtude das posições de alguns alunos. Mas todos, repito, todos, repugnámos firmemente o “casamento” entre pessoas do mesmo sexo.

O Magno Chanceler da UCP é o Cardeal Patriarca de Lisboa e ali são formados os futuros Sacerdotes que irão pastorear as almas, o povo de Deus. Não é possível, por isso, deixar não só de estranhar mas de se indignar com tamanha leviandade para não dizer cumplicidade com as forças malignas. E será caso para nos interrogarmos se passados tantos anos as coisas não terão piorado acompanhando a degeneração e a corrupção dos tempos e da sociedade em que vivemos.

Infelizmente, segundo o testemunho de alguns Sacerdotes sobre confrades seus, parece que as coisas se agravaram. Não só por haver Padres que não vêem problema algum no enlace entre sodomitas, mas também porque alguns deles acompanham grupos de homossexuais activos e militantes que se auto-proclamam católicos celebrando-lhes Missa e dando-lhes a Sagrada Comunhão, como se não vivessem objectivamente em pecado mortal. Em vez de procurarem convertê-los, confirmam-nos no seu erro e favorecem o seu pecado nefando. Em Lisboa, por exemplo, há pelo menos dois desses agrupamentos; um, até há pouco, orientado por um sacerdote religioso, e o outro por um diocesano ou secular, com muito nome, publicitação e promoção.

Não me compete a mim pedir responsabilidades aos Senhores Bispos e aos restantes Prelados pelo estado lastimoso a que isto chegou. Fá-lo-á o Santo Padre, caso lhe chegue ao conhecimento. Se não, Deus encarregar-se-á disso, nem que seja no Juízo escatológico. Mas posso perguntar-me a mim mesmo, até que ponto está a Igreja em Portugal pronta e preparada, com alguns (quantos serão?) Pastores assim, para formar as consciências, educar os fiéis e mobilizá-los. Como estará o povo, se assim se encontra favorável ou indiferente uma quantidade não negligenciável dos seus Pastores?


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domingo, 27 de fevereiro de 2011

Universidade Harvard dá razão ao Papa na luta contra a SIDA

Um estudo realizado pela Universidade Harvard deu razão à posição de Bento XVI sobre a SIDA, afirmando que um comportamento sexual responsável e a fidelidade ao próprio cônjuge foram factores que determinaram uma drástica diminuição da epidemia no Zimbabwe.

Quem explica isto é Daniel Halperin, do Departamento de Saúde Global da População da universidade norte-americana, que, desde 1998, estuda as dinâmicas sociais que causam a disseminação de doenças sexualmente transmissíveis nos países em vias de desenvolvimento.

Halperin usou dados estatísticos e análises sobre o estudo de campo, tais como entrevistas e focus group, o que lhe permitiu coletar depoimentos de pessoas que pertencem a grupos sociais mais desfavorecidos.

A tendência de dez anos é evidente: de 1997 a 2007, a taxa de infecção entre adultos diminuiu de 29% a 16%. Após a sua pesquisa, Halperin não hesita em afirmar: a repentina e clara diminuição da incidência de SIDA deve-se "à redução de comportamentos de risco, como sexo fora do casamento, com prostitutas e esporádico".

O estudo, publicado em PloSMedicine.org, foi financiado pela Agência Americana para o Desenvolvimento Internacional, da qual Halperin foi conselheiro, e pelo Fundo das Nações Unidas para a População e Desenvolvimento.

"Com este estudo, Halperin promove uma reflexão séria e honesta sobre as políticas até agora adoptadas pelas principais agências de combate à SIDA nos países em desenvolvimento", afirma o jornal L'Osservatore Romano, ao dar a notícia, em sua edição de 26 de fevereiro.

Segundo o estudo, fica claro que a drástica mudança no comportamento sexual da população do Zimbabwe "recebeu o apoio de programas de prevenção nos 'media' e de projectos educativos patrocinados pelas igrejas".

Há poucos anos atrás, Halperin perguntava-se como é possível que as políticas de prevenção "mais significativas tenham sido feitas até agora baseando-se em evidências extremamente fracas", ou seja, na ineficácia dos preservativos.

Em suma, segundo o estudo de Halperin, é necessário "ensinar a evitar a promiscuidade e promover a fidelidade", apoiando iniciativas que visem a construir na sociedade afectada pela SIDA uma nova cultura.

Como disse Bento XVI, é necessário promover uma "humanização da sexualidade". in Zenit


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sábado, 26 de fevereiro de 2011

Aborto adia cirurgia para tratar cancro

Uma doente com lesões pré-cancerosas no colo do útero viu ser adiada duas vezes a intervenção cirúrgica no Hospital de São Bernardo, em Setúbal, para a remoção do útero, como tratamento para erradicar o vírus do papiloma humano. O adiamento da cirurgia deveu-se à prioridade dada a uma interrupção voluntária da gravidez e, na segunda ocasião, ao fecho do Bloco Operatório às 15h30.

Revoltada e inconformada, Sandra Keizeler, de 36 anos, conta ao CM que o problema tem "agravado" a sua ansiedade e preocupação. "Estou indignada e só me aguento porque estou com calmantes. Por esta altura, já devia estar em recuperação e agora tenho de me preparar para um terceiro internamento para ser operada."

Sandra Keizeler, mulher do antigo futebolista do Belenenses Sobrinho, tinha cirurgia marcada para 25 de Janeiro. Foi internada na véspera, fez a preparação para a operação – clister, jejum, soros, análises – e, quando pensava que ia ser operada, ouviu da boca da directora do serviço de Ginecologia/Obstetrícia que não podia ser operada "porque tinha entrado para o Bloco Operatório uma mulher para fazer um aborto". in Correio da Manhã


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quinta-feira, 24 de fevereiro de 2011

Leitura de hoje: Livro de Eclesiástico 5,1-8

Não te fies nas tuas riquezas, e não digas: «Tenho suficiente para mim.»
Não sigas os teus desejos e a tua força, indo atrás das paixões do coração.
Não digas: «Quem terá poder sobre mim?», porque o Senhor te punirá certamente.
Não digas: «Pequei, e que me aconteceu de mal?», porque o Senhor é lento em castigar.
Não vivas confiado no perdão, acumulando pecado sobre pecado.
Não digas: «A misericórdia do Senhor é grande, Ele terá compaixão da multidão dos meus pecados!», porque nele a misericórdia e a ira caminham juntas; e o seu furor cairá sobre os pecadores.
Não tardes em te converter ao Senhor, não adies, de dia para dia, porque a ira do Senhor virá de repente, e Ele te fará perecer no dia do castigo.
Não confies em riquezas injustas, pois de nada te servirão no dia da desventura.


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O pessimismo é mais fácil - Pe. José Tolentino Mendonça

A tradição ocidental não deixa margens para dúvidas na ligação que faz entre sabedoria e pessimismo. Bastaria um daqueles inesquecíveis retratos de Rembrandt para nos dizer tudo: sábio é aquele que se senta na penumbra, olhando com ponderada distância para as ilusões de transparência que a luz e a existência acendem. O que não é propriamente algo que tenha mudado. Veja-se como mais facilmente o taciturno passa por sábio do que o homem alegre. E um espírito torturado e reticente arranca maior alcance e aplauso do que todos os que se esforçam por manter activa a esperança.

Há, de facto, um erro de avaliação que leva a considerar a jovialidade do optimista como característica espontânea de carácter, que nada deve à decisão, à maturação da vontade ou à tenacidade. Aliás, o mais comum é arrumar o optimismo na ingénua estação dos verdes anos (mesmo se ele persiste fora de época) e reservar o fruto comprovado da argúcia apenas para o seu oposto. “Juventude ociosa/ por tudo iludida/ por delicadeza/ perdi minha vida” - é aviso de Rimbaud, garantem-nos.

No pessimismo, pelo contrário, nada se perde, pois somos levados a adivinhar aí um coerente processo de consciência, uma abrangência de análise sobre todas as variantes, um metabolismo sagaz da pequena e da grande história. Contudo, o que realmente experimentamos é o avesso desta experiência, já que o pessimismo é, em muitas circunstâncias, a resposta mais fácil às solicitações do tempo. Os que só vislumbram doses colossais de ciência e de humanidade no pessimismo, esquecem quanto ele pode ser conformista, parcial ou insensível.

Certamente que o pessimismo desempenha uma função purgatória face às derivas, mas um mundo gerido por pessimistas talvez não nos levasse sequer a levantar âncora do porto. Importa sublinhar que optimismo não é fatalmente leviano ou infundado (e não deveria sê-lo nunca). Os optimistas autênticos não são os que desconhecem as razões que levam outros ao seu inverso, mas aqueles que dominando objectivamente o quadro do real, mesmo assim o integram num projecto maior e paciente, onde os obstáculos podem constituir oportunidades.

in Página 1


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Padres portugueses jogam meia-final contra a Polónia

À hora de fecho desta edição, a selecção nacional de padres jogava já, na cidade polaca de Kielce, as meias finais da Champions League de futsal para párocos católicos.
A selecção portuguesa, última representante dos países latinos, defronta o actual campeão europeu e anfitrião da prova, a Polónia.
O seleccionador nacional José Vasconcelos espera vencer e explicou ao Página1 como: “Temos encarado os jogos todos da mesma forma. A equipa está bastante motivada, e o próximo jogo com a Polónia vamos pressionar no campo todo, como temos vindo a fazer. Temos uma equipa equilibrada, consistente, e com sentido de jogo direccionado na baliza adversária, tentando fazer boa circulação de bola, como temos feito até aqui”.
Na outra meia-final defrontam-se a Bósnia-Herzegovina e a Croácia, um derby regional. Os vencedores das duas partidas disputam a final ainda esta noite.

in Página 1


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Morreu Bernard Nathanson

Este médico americano foi responsável por mais de 75 mil abortos. A amizade com uma padre católico fez com que abandonasse o agnosticismo para abraçar a fé católica. Desde aí tornou-se um activíssimo médico pro-vida, dedicando o resto da vida a tentar proteger aqueles como os que outrora matou. Foi o autor deste chocante documentário: O Grito Silencioso.


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quarta-feira, 23 de fevereiro de 2011

Study: many Himalayan glaciers are growing or stable

Population control has been one of the principle underlying objectives of leading proponents of the concept of human caused global warming. During the 2009 climate change conference in Copenhagen population control emerged as a key issue after it was brought forward by Chinese delegates. In 2010 Ted Turner, founder of CNN, called on, on world leaders to address the global warming crisis by drastically reducing the number of people on the planet. The UN Population Fund has also been leading the push for drastic de-population measures as what it claims is a necessary tactic to combat climate change. in lifesitenews


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segunda-feira, 21 de fevereiro de 2011

Padres portugueses querem vencer Europeu

Começa amanhã, na Polónia, a quinta edição do campeonato europeu de futsal para padres católicos com a selecção de Portugal presente.
Em 2009, a selecção perdeu, em Portugal, a final contra a Polónia, por 2-0. Agora, a ambição é vencer mesmo a prova, como disse à Renascença um dos seleccionados, oPadre Manuel Fernandes Silva: “A ambição dos padres portugueses é chegar à final e conquistar uma vitória,
que já é pretendida desde as últimas três edições”.
Se a taça vier para Portugal, a vitória será dedicada a João Paulo II: “É nosso desejo dedicar e realçar que, para nós, é especial, porque viemos à Polónia vencer no ano em que o Papa é beatificado. Era um Papa que tinha um amor especial por Fátima e por Portugal”. A selecção nacional defronta amanhã a selecção da Áustria.


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Contra-corrente - Aura Miguel

Não há coisa pior do que ficar "pela rama", optar pelo que é imediato, por reduzir a vida a aparência e deixar-se levar por influência dos outros, ao sabor de sentimentalismos e modas.

À partida, até parece uma opção certa, com o argumento de que “os tempos mudaram, a maioria é assim que vive”… Mas bem sabemos que se trata de uma glória efémera, de sabor amargo e que nem os famosos que hoje andam na crista-da-onda escapam à voragem do cinismo ou do esquecimento.

Vem isto a propósito de uma iniciativa contra-corrente que, no próximo domingo, reúne milhares de crianças em honra dos pastorinhos de Fátima. Jacinta e Francisco nasceram há mais de 100 anos e eram tudo menos miúdos da moda. No entanto, mantêm – até aos dias de hoje - uma atractividade que não envelhece.

Como é que se explica que duas crianças analfabetas, perdidas no Portugal profundo, com 7 e 9 anos, continuem a fascinar meninos do século XXI e até mesmo adultos, que desejam para o seu coração o mesmo fogo de amor e simplicidade que os definia?

Paradoxos, assim como este, salvam-nos do actual marasmo que define Portugal.


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sábado, 19 de fevereiro de 2011

sexta-feira, 18 de fevereiro de 2011

Habemus Episcopum: D. Pio Alves de Sousa

Quem é o novo bispo auxiliar do Porto?

Pio Gonçalo Alves de Sousa, novo Bispo Auxiliar da diocese do Porto, é professor catedrático e foi vice-reitor da Universidade Católica.

Natural de Lanheses, Viana do Castelo, Pio de Sousa, de 65 ano, estudou teologia na Universidade de Navarra, onde também se doutorou em Patrística.

Entre 1972 e 1983 foi professor em Navarra e em 1983 regressou a Braga conciliando actividades pastorais com o ensino no Instituto Superior de Teologia.

Cónego da Sé de Braga desde 1987, é actualmente director do arquivo e biblioteca e também director do tesouro museu desta arquidiocese.

Vice-reitor da UCP entre 1994 e o ano 2000, ajudou a instalar o Centro regional de Braga da Católica, do qual é presidente desde 2009 e onde também é professor.

O seu vasto currículo, recheado de experiência pastoral e científica, inclui também uma colaboração com a Voz do Minho da Renascença, entre 1985 e 1994.

O novo Bispo Auxiliar do Porto escolheu como lema episcopal “Caridade na Verdade”. A ordenação terá lugar na cripta da basílica do Sameiro, a 10 de Abril.

Como é que recebeu esta nomeação? Esta nomeação colhe-me no meio de todo um conjunto de projectos a curto, médio e longo prazo nas instituições a que estou ligado, a Universidade Católica em Braga e o Cabido da Sé de Braga. É lógico que ninguém é imprescindível, não é isso que me preocupa, preocupa-me começar novas tarefas, mais uma vez na minha vida.

Tenho alguma experiência pela minha actividade eclesial, de qualquer modo são muitas mais as novidades do que aquilo que posso conhecer. Confio em Deus, confio na ajuda das pessoas com quem vou trabalhar, de modo especial o Sr. D. Manuel, pessoa que muito estimo, e espero poder corresponder minimamente àquilo que o Santo Padre espera de mim neste momento.  

Torna-se bispo numa altura difícil, o panorama não é fácil para a Igreja na Europa… Eu trabalho no âmbito da minha formação teológica a história da Igreja nos primeiros séculos, o que me ajuda a perceber que ao longo da vida da Igreja sempre houve dificuldades. O imprescindível é que saibamos sintonizar com aquilo que é fundamental, e o que é fundamental é a consciência da nossa condição de discípulos de Jesus Cristo e que é ao serviço dele que estamos e depois sintonizar com as dificuldades de cada época de cada ambiente e procurar encontrar humanamente as linguagens mais adaptadas para que a Graça de Deus possa chegar àqueles a quem nos dirigimos.

Na saudação que dirige, depois da nomeação, diz que a prioridade é não fugir de Deus. Quer explicar? O sacrifício que esta tarefa implica, quando aceite livremente não nos dá direito a considerarmo-nos heróis. Cada um está no seu lugar se procuramos fazer aquilo que Deus quer e se é nessa perspectiva que aceitamos as tarefas, então farei o que estiver ao meu alcance, na expectativa de que Deus fará o resto.

É também um conselho que dá aos fiéis da diocese do Porto? É com certeza. Temos que saber usar todos os recursos humanos que temos à disposição, as tecnologias e todas as linguagens. De qualquer modo não nos podemos afastar do que é fundamental, e o fundamental é descobrir Deus, encontrarmo-nos com Deus e levar as pessoas a reencontrarem-se com Cristo. in RR


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Cardeal-Patriarca de Lisboa renuncia ao cargo

D. José Policarpo, cardeal-Patriarca de Lisboa, renunciou ao cargo e escreveu uma carta ao Papa Bento XVI a informá-lo da sua resignação.

Segundo o Diário de Notícias, a renúncia ao cargo é um direito canónico exigido a quem cumpre 75 anos de idade. Será no próximo dia 26 deste mês que D. José Policarpo vai assinalar o seu 75º aniversário.

"Ontem mesmo escrevi a carta ao Papa - está previsto no direito canónico que um bispo, quando cumpre os 75 anos, pede ao Santo Padre a resignação do seu mandato" - e fico à espera da sua decisão", afirmou D. José Policarpo em conferência de imprensa promovida pelo Patriarcado de Lisboa.

O cardeal-Patriarca de Lisboa disse que a partir de hoje fica à espera "da resposta e da orientação do Santo Padre".

José da Cruz Policarpo nasceu em 1936, nas Caldas da Rainha.


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Precisamos de mais padres (e também leigos) assim



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quinta-feira, 17 de fevereiro de 2011

Não cries necessidades - S. Josemaria Escrivá

Há muitos anos – mais de vinte e cinco – eu costumava passar por um refeitório de caridade, para mendigos que não comiam em cada dia outro alimento senão o que ali lhes davam. Tratava-se de um local grande, entregue aos cuidados de um grupo de senhoras bondosas. Depois da primeira distribuição, acudiam outros mendigos, para recolher as sobras. Entre os deste segundo grupo houve um que me chamou a atenção: era proprietário de uma colher de lata! Tirava-a cuidadosamente do bolso, com avareza, olhava-a com satisfação e, quando acabava de saborear a sua ração, voltava a olhar para a colher com uns olhos que gritavam: é minha! Dava-lhe duas lambedelas para a limpar e guardava-a de novo, satisfeito, nas pregas dos seus andrajos. Efectiva mente era sua! Um pobre miserável que, entre aquela gente, companheira de desventura, se considerava rico.

Por essa altura, conhecia também uma senhora com título nobiliárquico, Grande de Espanha. Isto não conta nada diante de Deus: somos todos iguais, todos filhos de Adão e Eva, criaturas débeis, com virtudes e com defeitos, capazes dos piores crimes, se o senhor nos abandona. Desde que Cristo nos redimiu, não há diferença de raça, nem de língua, nem de cor, nem de estirpe, nem de riquezas... Somos todos filhos de Deus. Essa pessoa de que vos falo agora residia numa casa solarenga, mas não gastava consigo mesma nem duas pesetas por dia. Por outro lado, pagava muito bem aos seus empregados e o resto destinava-o a ajudar os necessitados, passando ela própria privações de todo o género. A esta mulher não lhe faltavam muitos desses bens que tantos ambicionam, mas ela era pessoalmente pobre, muito mortificada, completamente desprendida de tudo. Compreendestes bem? Aliás, basta escutar as palavras do Senhor: bem-aventurados os pobres em espírito, porque deles é o reino dos céus.

Se desejas alcançar esse espírito, aconselho-te a que sejas sóbrio contigo e muito generoso com os outros. Evita os gastos supérfluos por luxo, por capricho, por vaidade, por comodidade...; não cries necessidades. Numa palavra, aprende com S. Paulo a viver na pobreza e a viver na abundância, a ter fartura e a passar fome, a ter de sobra e a padecer necessidade. Tudo posso naquele que me conforta. E, como o Apóstolo, também sairemos vencedores da luta espiritual, se mantivermos o coração desapegado, livre de ataduras.


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Ética Bestial – Pe. Gonçalo Portocarrero de Almada

Nas suas Memórias do Tempo de Vésperas, o Prof. Adriano Moreira conta que era da praxe dos finalistas de Direito uma visita ao Jardim Zoológico, a cuja direcção então presidia o Prof. Emídio da Silva. Com picardia universitária, o representante do curso cumprimentava-o nos seguintes termos: «Estando no Jardim Zoológico, não podíamos deixar de visitar o Senhor Professor!». O mestre, imperturbável, respondia com amável hospitalidade: «Estão em vossa casa!».

A propósito de animais, o «The New York Times» recentemente noticiou terem sido detectados comportamentos «homossexuais» em 450 espécies zoológicas, entre as quais cita as moscas de esterco e alguns primatas. Muito embora tais atitudes sejam, também no reino animal, absolutamente invulgares, porque a regra é o acasalamento entre machos e fêmeas, não faltou quem quisesse transpor essa excepção para a sexualidade humana, concluindo a «naturalidade» dos comportamentos homossexuais.

A referência a uma eventual «homossexualidade» animal não é inocente, porque indicia uma oculta intenção: a de humanizar os comportamentos animais ou, melhor dizendo, animalizar a sexualidade humana. Assim, a principal referência seria agora a etiologia animal, convertida em padrão do que é genuinamente natural e, por isso, normal, ou seja, norma social e ética universal. Porque o que é natural, é bom.

É antiga a ambiguidade neste âmbito. Quando o Bambi chora de dor, o Dumbo é um exemplo de lealdade na amizade e o rei da selva é trespassado pelas setas de Cupido, não é apenas o mundo irracional que é antropomorfizado, mas a condição humana que é reduzida à mera dimensão animal. O que é humanamente natural já não é o racional e social, mas o que é mais imediato e mais instintivo, o que é primário e espontâneo.

Mas, afinal, o que é natural?! Num ser irracional, o instinto é normal, mas não assim na criatura racional. É natural que um cão satisfaça publicamente as suas necessidades fisiológicas, mas já não seria natural que o seu dono procedesse do mesmo modo. É por isso que não é notícia que um cão morda um homem, mas sim o contrário. Natural, no homem, não é apenas nem principalmente o que é inato, mas o que é de acordo com a sua natureza, ou seja, racional.

É natural ganir ou ladrar, mas não para um ser humano, para quem não seriam normais tais irracionalidades. Mesmo quando o homem, dada a sua condição corpórea ou «animal», é acometido por alguma irreprimível reacção orgânica, como espirrar, bocejar, ou transpirar, procura racionalizar e socializar essas manifestações físicas, pois uma atitude de total desinibição seria inconveniente e irracional e, portanto, anormal.

A ética não é meramente descritiva do que são as pulsões inatas do indivíduo, mas a racionalização das suas tendências imediatas em ordem ao bem comum: é próprio do ser humano viver de uma forma inteligente a sua atracção sexual, pelo que não faz sentido procurar, no reino animal, referências que possam pautar o comportamento humano. Legitimar o que é instintivo e animal, à conta de que é natural, é renunciar à dignidade da criatura racional e rebaixar o homem à sua condição animal, abdicando do que lhe é próprio e específico, ou seja, a sua dimensão intelectual e espiritual.

Todos os seres humanos, quaisquer que sejam as suas tendências ou opções, merecem todo o respeito devido à sua dignidade, mas isso não implica a legitimação de todos os seus actos. Um documentário sobre bisontes rematava com a seguinte «moral»: o homem tem muito a aprender com estes animais! Não me senti minimamente aludido, não sei se por não me seduzirem as manadas. Mas há quem ache consoladora a analogia entre certos comportamentos humanos e as práticas sexuais de algumas moscas e macacos que, segundo a referida fonte, têm, por via de excepção, relacionamentos íntimos com animais do seu mesmo género. Convenhamos que, se esse é o paradigma da sua moralidade, essa ética é mesmo … bestial.


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quarta-feira, 16 de fevereiro de 2011

Não se percebe estes preconceitos



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Entre Sexo e Género - Pedro Vaz Patto

Tem sido noticiada a proposta dos partidos de esquerda para que na redacção do artigo 13º da Constituição da República, onde se consagra o princípio da igualdade e não discriminação e se faz referência ao sexo como um dos motivos de discriminação arbitrária, essa palavra seja substituída por género. Tornou-se corrente, na verdade, a expressão igualdade de género para designar algo que anteriormente era designado como igualdade entre sexos ou igualdade entre homem e mulher. Não se trata, no entanto, de uma simples e anódina actualização linguística. É bom alertar para o alcance ideológico da modificação: exigem-no a honestidade e transparência próprias de uma democracia autêntica. Uma questão fracturante está longe de merecer o consenso alargado próprio de um texto constitucional.

Estamos perante uma agenda de afirmação ideológica. Está em causa a afirmação da chamada ideologia do género (gender theory) e a sua tradução no plano legislativo. Parte esta teoria da distinção entre sexo e género. O sexo representa a condição natural e biológica da diferença física entre homem e mulher. O género representa uma construção histórico-cultural. Há apenas dois sexos: o masculino e o feminino. Há cinco géneros (ou até mais, de acordo com outras versões): o heterossexual masculino e feminino, o homossexual masculino e feminino e o bissexual. O sexo é um fato empírico, real e objectivo que se nos impõe desde o nascimento. A identidade de género constrói-se através de escolhas psicológicas individuais, expectativas sociais e hábitos culturais, e independentemente dos dados naturais. Para estas teorias, o género assim concebido deve sobrepor-se ao sexo assim concebido. E como o género é uma construção social, este pode ser desconstruído e reconstruído. As gender theories sustentam a irrelevância da diferença sexual na construção da identidade de género, e, por consequência, também a irrelevância dessa diferença na relações interpessoais, nas uniões conjugais e na constituição da família. Daqui surge a equiparação entre uniões heterossexuais e uniões homossexuais. Ao modelo da família heterossexual sucedem-se vários tipos de “família”, tantos quantas as preferências individuais e para além de qualquer “modelo” de referência.

É um novo paradigma antropológico, uma verdadeira “revolução cultural” que representa a ruptura com a matriz judaico-cristã da nossa cultura («Homem e mulher os criou - afirma o Génesis), mas também com um dado intuitivo da razão universal (A espécie humana não se divide entre heterossexual e homossexual, mas entre homens e mulheres – afirmou a propósito o político socialista francês Lionel Jospin).

Pretende-se impor esta ruptura desde cima, desde as instâncias do poder. Ela não surge espontaneamente da sociedade civil e da mentalidade corrente. Pretende-se transformar através da política e do direito essa mentalidade. E o que está em causa não é um aspecto secundário, mas referências culturais fundamentais relativas à relevância da dualidade sexual. Admitir que a Lei sirva propósitos destes, numa pretensa engenharia social, revela tendências mais próprias de um Estado totalitário do que de um Estado respeitador da autonomia da sociedade civil.


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terça-feira, 15 de fevereiro de 2011

Primeira regra da ordem dos frades menores - S. Francisco de Assis

O Senhor ordena no Evangelho: Evitai cuidadosamente as preocupações deste mundo e as preocupações materiais (cf Mt 6, 25). É por isso que um irmão, quer pernoite numa casa ou esteja em viagem, não deve de modo nenhum aceitar para si, ou mandar que aceitem por sua conta, nem moedas de ouro nem moedas pequenas, nem para comprar vestuário ou livros, nem à laia de salário por qualquer trabalho, nem sob qualquer pretexto, excepto em caso de necessidade evidente para os irmãos enfermos. Porque não devemos considerar o ouro e as moedas como sendo mais úteis ou preciosos que as pedras. O diabo tenta cegar aqueles que cobiçam o dinheiro ou que lhe atribuem mais valor do que às pedras. Nós, que deixámos tudo, não vamos perder por tão pouca coisa o Reino dos Céus (Mc 10, 24.28). Se por acaso encontrarmos alguma moeda, não lhe prestemos mais atenção do que à poeira que pisamos: pois isso é vaidade das vaidades, e tudo é vaidade (Eccl 1, 2). [...]

Todos os irmão se aplicarão a seguir a humildade e a pobreza de Nosso Senhor Jesus Cristo. [...] Devem regozijar-se quando se encontram no meio de pessoas de baixa condição e desprezadas, entre os pobres e os enfermos, os doentes e os leprosos e os pedintes das ruas. Se for necessário, irão mendigar. Que não se envergonhem: devem lembrar-se de que Nosso Senhor Jesus Cristo, o Filho de Deus vivo e todo-poderoso [...], foi pobre e sem abrigo e viveu de esmolas, tanto Ele como a bem aventurada Virgem Maria e os Seus discípulos.


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segunda-feira, 14 de fevereiro de 2011

Egipto - cristãos protegem muçulmanos em oração




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A fidelidade no tempo, é o nome do amor - Rui Corrêa d'Oliveira

Reencontrei-me com esta frase que o Papa Bento XVI
nos deixou durante a sua Peregrinação a Fátima.

Estremeci só de a ouvir.
A sua força foi como que um relâmpago
que me penetrou até ao mais íntimo de mim mesmo.

Num instante, vi toda a minha vida como num exame de consciência.

Vi o rasto de um seguimento que é verdadeiro,
mas marcado pelos traços das minhas infidelidades
e em cada uma delas... a sombra do desamor.

Como é possível trair assim tanta graça e tanta luz,
tanto bem, tanta bondade... tanto amor?

Como é possível, ainda assim, tanta paciência e persistência,
tanta misericórdia e tanto perdão?

Como é possível que não desistas de mim, meu Deus?
E teimes em chamar por mim de novo
em cada manhã começada?

Não sei o que Te diga.
Só sei... que alguma coisa tem que mudar.


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domingo, 13 de fevereiro de 2011

Aborto: um debate para reabrir - Graça Franco

O Tribunal de Matosinhos condenou a três anos de prisão com pena suspensa uma enfermeira acusada de nove crimes de aborto agravado e um de usurpação de funções. A falsa médica trabalhava numa clínica onde, à data dos factos (Janeiro de 2009), cobrava 450 euros por cada aborto praticado.

Um ano e meio depois da entrada em vigor da lei que liberaliza o aborto a pedido, o drama do aborto clandestino persistia, provando a falácia de que bastaria a legalização para o eliminar.

Mas a prática dos três anos de aplicação da nova lei não apresenta apenas este factor de preocupação. O aborto, que até os defensores da liberalização pretendiam que fosse tão raro quanto possível, não parou de aumentar até Junho do ano passado, crescendo anualmente a um ritmo superior a 20%.

E o aborto “ a pedido”, ou seja, sem obrigação de motivo declarado, representou 97%: quase 52 mil dos 53.500 abortos legais efectuados. Ou seja, todos os casos dramáticos de violações a malformações que dominaram o debate em torno da lei não representaram em conjunto mais de 3%.

E, enquanto se reduzia entre as mulheres com baixa literacia, aumentava fortemente entre as mais instruídas. Banalizada a opção, eliminada a noção de que se trata do direito sumário à eliminação do corpo de outro, criou-se o terreno favorável ao uso recorrente a esta prática.

Conhecendo os custos sociais desta prática como explicar a recorrência? Como justificar que em três anos, apenas, de aplicação da lei haja mulheres que já tenham recorrido várias vezes à sua aplicação? Em três anos, deixaram de nascer 60 mil bebés num país onde os nascimentos se ficaram aquém dos 100 mil e onde o saldo natural é negativo.

Hoje, na Assembleia da República um grupo de cidadãos entregará uma petição solicitando a revisão da lei. Mesmo com o risco de reabrir algumas feridas, vale a pena voltar a debater o tema.


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sexta-feira, 11 de fevereiro de 2011

Manifestação contra o Aborto - 11/02/2011



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Mãe biológica ainda pode recuperar filho adoptado

Mesmo depois de o tribunal ter decretado a adopção de J. H., em 2008, a lei permite a revisão da sentença, que pode, em último caso, levar à sua anulação. Ana Oliveira, mãe de J. H., não consentiu a adopção e tem agora mais seis meses, ao abrigo do artigo 1990 do Código Civil, que prevê exactamente a situação em que o consentimento do pai biológico foi dispensado, para pedir a revisão. No entendimento do procurador/coordenador do Tribunal de Menores de Lisboa, Celso Manata, a anulação da adopção "é tecnicamente possível", mas na prática "é muito difícil", já que a prioridade do tribunal é zelar pelo interesse desta criança, hoje com sete anos e a viver com os pais adoptivos há quase três. Apesar das dificuldades, a advogada da mãe biológica, Isilda Pegado, está a preparar o pedido de revisão que acredita poder ser aceite. A concretizar-se a anulação da adopção, esta seria a primeira vez no país, segundo Celso Manata.

"Tudo pode acontecer. A Relação pode mandar repetir o julgamento ou este pode ser apreciado com base nos documentos que estão no processo. Também pode não aceitar a revisão, mesmo considerando que tenha havido um erro", afirma Isilda Pegado. Ora, o mesmo artigo também prevê que a revisão não seja concedida, caso venha a afectar os interesses da criança. Recorde-se que J. H. viveu com a mãe biológica até aos dez meses, data em que terá sido institucionalizado e adoptado aos quatro anos. A presidente do Instituto de Apoio à Criança (IAC) diz ao i que, embora "ocorram erros" num primeiro diagnóstico, se a criança já tem um vínculo com os pais adoptivos a prioridade será sempre para mantê-los. "Mesmo que se venha a provar que houve um erro, se forem cimentadas novas relações afectivas, o principal interesse será mantê-las", frisa Dulce Rocha.

O filho de Ana Oliveira vive em Vila Verde. No entanto, ao que o i apurou terá mudado de escola recentemente. De acordo com uma funcionária da Escola Primária do Alívio, onde estudou até Dezembro, J. H. "é um miúdo muito bem tratado, muito alegre e participativo". Segundo a descrição da funcionária, que preferiu não ser identificada, era a mãe adoptiva, que é educadora de infância, quem ia buscá-lo à escola. E, numa dessas vezes, disse à funcionária para ter atenção ao miúdo. "Não tinha grandes conversas com a mãe, falámos uma vez e ela disse-me de uma maneira muito camuflada que o miúdo era adoptado e para termos cuidado que podia vir alguém e levá--lo. Nós éramos muito cuidadosas com os portões e tudo", conta. Não foi possível saber se a mudança de escola esteve relacionada com as visitas da mãe biológica às redondezas.

Ora, atendendo às declarações de Celso Manata e Dulce Rocha, caso o Tribunal da Família e Menores de Braga, onde se encontra agora o processo, proceda à revisão da sentença, não deverá recuar na adopção. A advogada Isilda Pegado vai agora concentrar esforços nos depoimentos da psiquiatra Purificação Horta e da pediatra Odília Nascimento, que têm uma opinião favorável sobre as capacidades parentais da mãe biológica.

Ana Oliveira, a mãe biológica, continua a apontar o dedo à Comissão de Protecção de Menores de Cascais (CPMC), que acusa de não ter dado resposta ao seu pedido de ajuda, e ao Lar da Encosta, onde o filho esteve institucionalizado, que diz ter sugerido, desde o início, a adopção. "No primeiro dia em que fui visitar o meu filho ao Lar da Encosta, a directora perguntou-me se eu não o queria dar para adopção", relata. Na opinião da advogada Isilda Pegado, Ana foi vítima de um "preconceito agravado pela relação que estabeleceu com as pessoas no Lar da Encosta". Em resposta ao i, a directora da instituição, Fátima Serrano, observa que "a intervenção em todos os casos se orienta por princípios rigorosos com respeito absoluto pela criança e pela sua família, procurando sempre promover a reunificação familiar, desde que ela não se mostre contrária ao superior interesse da criança". Não foi possível obter um esclarecimento da Segurança Social nem da CPMC sobre este caso específico.


Contudo, o presidente da Comissão Nacional de Protecção de Crianças e Jovens em Risco, Armando Leandro, falou a título geral, salvaguardando "que as comissões só podem intervir com o consentimento da família biológica" e que "o contraditório é sempre analisado em tribunal". Questionado sobre o número de crianças adoptadas sem o consentimento dos pais, Armando Leandro apenas comenta que "o facto de haver vários casos significa que o interesse da criança está mais reconhecido". Dulce Rocha lembra que "às vezes um diagnóstico inicial errado influencia todas as instâncias da decisão". Na opinião da presidente do IAC "temos casos em que se avança para adopção prematuramente, mas também existem crianças que esperam demasiado tempo para serem adoptadas". Celso Manata sublinha que o procedimento do tribunal é sempre favorável aos pais biológicos, "a quem é dado tempo para demonstrarem que conseguiram inverter a situação e cuidar da criança". Para o tribunal decretar a adopção "é preciso confirmar que os laços entre o menor e a família se quebraram".

por Cláudia Garcia, Publicado em 11 de Fevereiro de 2011, ionline.

Artigo relacionado com o de ontem. É o mesmo caso.




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11 de Fevereiro de 2007

O dia em que passou a ser legar matar a pedido em Portugal.


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quinta-feira, 10 de fevereiro de 2011

Santa Escolástica

Acho esta leitura do Ofício de hoje deliciosa!
Isto é que é santidade!

Dos Diálogos de São Gregório Magno, papa (Sec. VI)
Pôde mais quem mais amou
Escolástica, irmã de São Bento, consagrada ao Senhor desde a infância, costumava visitar o irmão uma vez por ano. O homem de Deus vinha encontrar-se com ela num local próximo do mosteiro.
Um dia veio ela como costumava todos os anos, e ao seu encontro veio seu venerável irmão, com alguns discípulos. Passaram todo o dia no louvor de Deus e em santa conversação, de tal modo que já se aproximavam as trevas da noite quando se sentaram à mesa para comer.
No meio da sua santa conversação foi passando o tempo e fez-se muito tarde; a santa religiosa implorou-lhe então com estas palavras: «Peço-te irmão, que não me deixes esta noite, para que possamos continuar até de manhã a falar sobre as alegrias da vida celeste». Mas ele respondeu-lhe: «Que dizes tu, irmã? De maneira nenhuma posso passar a noite fora da minha cela».
Então Escolástica, ouvindo a recusa do irmão, poisou sobre a mesa as mãos com os dedos entrelaçados, inclinou a cabeça sobre elas e implorou o Senhor Omnipotente. Quando levantou a cabeça da mesa, rebentou uma grande tempestade, com tão fortes relâmpagos, trovões e aguaceiros, que nem o venerável Bento nem os irmãos que com ele se encontravam podiam pensar em sair do lugar onde estavam reunidos.
Então o homem de Deus, vendo que não podia regressar ao mosteiro, começou a lamentar-se, dizendo: «Deus te perdoe, irmã. Que foste fazer?». Ao que ela respondeu: «Vê, eu pedi-te e não me quiseste ouvir. Pedi ao meu Deus e Ele ouviu-me. Agora, se podes, vai-te embora; despede-te de mim e volta para o mosteiro».
E Bento, que não quisera ficar ali espontaneamente, teve de ficar contra vontade. E assim passaram toda a noite em vigília, animando-se um ao outro com santos colóquios sobre a vida espiritual.
Não nos admiremos que aquela mulher tenha tido mais poder do que ele: se na verdade, como diz João, Deus é amor, é razoável sentença que tenha tido mais poder aquela que mais amou.
Três dias mais tarde, encontrando-se o homem de Deus na sua cela com os olhos levantados ao céu, viu a alma da sua irmã, liberta do corpo, em figura de pomba, dar entrada no interior da morada celeste. Então, contente com a glória tão grande que a ela tinha sido concedida, deu graças ao Deus Omnipotente com hinos e cânticos de louvor, e enviou alguns irmãos a buscar o corpo e trazê-lo para o mosteiro, onde ficou depositado no túmulo que ele tinha preparado para si.
E assim, nem o túmulo separou aqueles que sempre tinham estado unidos em Deus.


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Custos com abortos podem ascender aos 100 milhões de euros

Desde que entrou em vigor a nova lei da interrupção voluntária do aborto, em 2007, já foram realizados em Portugal 63 mil abortos, revela um estudo da Federação Pela Vida. Entre custos directos e indirectos, os abortos podem chegar aos 100 milhões de euros.

De acordo com os números oficiais de 2009 publicados pelo Correio da Manhã, este valor deve-se ao pagamento de subsídios sociais e despesas com a deslocação às unidades do continente das mulheres dos Açores e da Madeira.

Por ano, realizam-se cerca de 20 mil abortos em Portugal, mais de metade acontecem na região de Lisboa e Vale do Tejo.

Face a esta realidade, Isilda Pegado, Presidente da Federação Pela Vida, em declarações ao jornal, questiona a "justiça social de um subsídio pago a 100% a uma mulher que faz um aborto, enquanto outra que fica em casa por assistência a um filho doente recebe 65% do salário".

Eduardo Martinho, presidente do Instituto da Segurança Social refere que em caso de aborto o subsídio social "não avalia se foi feito de forma voluntária ou não", acrescentando que a mulher trabalhadora tem direito dado que "está fisicamente penalizada, pode ter riscos associados e precisa de ficar em casa a recuperar".

por Cláudia Reis, Publicado em 10 de Fevereiro de 2011, ionline.




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Mãe biológica segue filho adoptado há três anos para todo o lado

O filho de Ana Oliveira, 51 anos, e Erik Venderby, 67 anos, que nunca quis assumir a paternidade, vive desde Agosto de 2008, com os pais adoptivos em Vila Verde. O tribunal decretou a adopção alegando que a mãe biológica não tinha condições mentais para cuidar do filho, mas Ana tem esperança que uma revisão do processo, em Agosto deste ano, lhe possa trazer o filho de volta. Se isso não acontecer, garante que vai continuar a lutar. Já gastou mais de 50 mil euros entre advogados, detectives e tribunais e diz estar disposta a gastar todo o património que herdou de família para ter J. H. de volta. Há quase três anos que segue todos os passos do filho de sete anos em Braga.

"O meu filho está a viver em condições que não são as que merece, mas as que lhe foram impostas. Anda numa escola que não tem quase condições. Mora num sítio quase rural. Já apresentei queixa à Segurança Social de Braga, porque a casa está sempre com as persianas fechadas, faça chuva ou faça sol. Isso não é saudável e tenho a certeza de que ele não está a ser bem tratado", afirma.

Ana é economista e depois de uma longa temporada na Holanda regressou a Lisboa. A gravidez aconteceu quando Ana e Erik falavam numa vida em comum, mas tudo mudou rapidamente. Já quando estava grávida, o namorado decidiu ir viver para África do Sul. Três meses depois de J. H. nascer, em Dezembro de 2003, Ana leva o filho até Joanesburgo. Ao fim de um mês regressa a Portugal e resolve alugar o apartamento, onde vivia no Saldanha, e muda-se com o filho para casa da mãe em Carcavelos. "Ela vivia sozinha desde a morte do meu pai. Não estava bem. Para o bebé também era bom, porque tínhamos praia." Mas as coisas correram exactamente ao contrário e os dias transformaram-se num "inferno".

"A minha mãe criou um estigma contra mim, às vezes não me deixava amamentar nem entrar em casa, começava aos gritos. Fiquei muito assustada. Vim a descobrir que sofria de Alzheimer e fazia queixas à polícia de que eu lhe batia." A situação, segundo a economista, terá chamado a atenção da Segurança Social. Começa o Verão de 2004 e J. H. tinha já completado seis meses, mas não andava na creche. A pediatra Odília Nascimento recorda que "o bebé não tinha um ar alegre nem feliz", mas estava sempre bem tratado. "Do ponto de visto higiénico, alimentar e de vacinação ela cumpriu muito bem", descreve. A Comissão de Protecção de Menores de Cascais (CPMC), que acompanhou o caso desde o início, não deu qualquer esclarecimento sobre o processo - que é confidencial - garantindo apenas que foram seguidos os trâmites normais, "confirmados pelo Ministério Público e depois pelo Tribunal", que decidiu em prol da inibição dos direitos parentais e decretou a adopção, concluindo que Ana Oliveira sofria de uma esquizofrenia que a impedia de educar o filho em segurança. "Ela tem uma patologia psiquiátrica mas há muita gente com doenças psiquiátricas que consegue tratar dos filhos", continuou Odília Nascimento.

"Em Maio (2004) fui dar uma volta com o J. H. junto à praia, pensava que tinha as chaves do carro no bolso, mas não. Ele estava a dormir e não queria voltar para trás a correr com o carrinho. Por isso parei o carrinho e fui a correr buscar as chaves, mas estive sempre a olhar, claro. Quando voltei, estava o carro da polícia parado. Fizeram queixa à Comissão de Protecção de Menores e eu fui lá no dia 24 de Junho", recorda. Mais situações de alegada negligência foram descritas em tribunal. "Eu precisava de ajuda, apoio domiciliário, assistente social, mas não era tirarem-me o filho", diz.

Na primeira conversa com uma técnica da CPMC, Ana terá relatado os episódios que se passavam em casa da mãe. "A técnica disse que eu não tinha vínculo nenhum com meu filho e estava demasiado preocupada comigo. Mas eu disse-lhe que estava a precisar de ajuda exactamente por aquilo que estava a acontecer em casa. Estava muito assustada." Ana ainda passou o Verão com J. H., esteve no Algarve com o filho e a mãe com quem tinha melhorado as relações, e quando regressou pensava em voltar para Lisboa. "O apartamento no Saldanha já estava livre, o J. H. foi para uma creche temporária." Mas em Outubro foi institucionalizado no Lar de Acolhimento da Encosta. "Um carro da polícia parou à porta de casa em Carcavelos. A Dra. Mafalda Morais da Segurança Social disse que tinham denúncias de maus-tratos e foram buscar o meu filho à creche." A psiquiatra, que durante alguns meses acompanhou Ana, disse ao i que "não havia indícios de esquizofrenia". Purificação Horta, da Faculdade de Medicina de Lisboa, recorda que o relatório de avaliação psicológica que apresentou em tribunal, apontava para uma patologia de "desconfiança e insegurança da paciente perante o mundo". "A colega que disse que ela tinha esquizofrenia viu-a uma vez nas urgências. Esta criança era extremamente bem tratada."


Depois de quatro anos no lar, J. H. foi adoptado por uma família de Braga. Ana recorda que todos os dias ia visitar o filho, mesmo quando já não tinha autorização legal para o fazer. "Aqueles centros são para filhos abandonados pelas mães ou vítimas de maus-tratos. Eu não era um desses casos", observa. O processo de adopção terá durado cerca de um ano, tempo em que Ana perdeu quase por completo o contacto com o filho. Depois veio a saber através do advogado, na época, e de um detective que contratou que o processo estava em Braga. Contudo, foi através do Conselho Superior da Magistratura que teve a certeza do paradeiro do filho. Desde então que Ana vive entre Braga e Lisboa. Conhece a casa e a escola do filho. Sabe quem são os pais adoptivos e garante que eles também sabem quem é. Acusa o pai de já a ter tentado agredir, em Dezembro, quando foi levar um postal de feliz aniversário a J. H.. "Comprei um bolo e deixei-lhe um postal na caixa de correio. Ele não tem as condições que teria se estivesse comigo." Quando está em Lisboa, Ana Oliveira cuida da mãe que vive num lar e gere alguns negócios da família. Até Agosto pode tentar uma revisão do processo, mas mesmo que a resposta do tribunal seja negativa, garante que não vai parar. "Já fiz um testamento para ele, que para além da quantia em dinheiro, tem dois prédios e um andar. Vou continuar a lutar para mostrar que aquilo que foi dito é falso e as condições em que o casal aceitou o meu filho estão fora da realidade."

por Cláudia Garcia, Publicado em 10 de Fevereiro de 2011 - ionline



Já sabia deste caso. Conheço a advogada. Esta história é inacreditável. É tão revoltante...





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quarta-feira, 9 de fevereiro de 2011

Santo é um homem normal – Aura Miguel

“O mundo precisa muito da santidade de João Paulo II”. Terá sido este o comentário de Bento XVI ao anunciar ao actual arcebispo de Cracóvia a beatificação do Papa polaco.

Quem o conheceu garante isso mesmo: Wojtyla era um homem fora de série! Mas era assim, porque era um homem normal!...

Wojtyla foi um brilhante actor de teatro, foi operário fabril, praticou desporto, tinha imenso sentido de humor e, ao mesmo tempo, era profundo, corajoso e grande devoto de Nossa Senhora.

Sabia muito bem aquilo o que queria, arriscou tudo ao enfrentar os regimes totalitários e, sobretudo, ao pedir ao mundo para abrir as portas a Cristo. Mas fê-lo com uma tão grande humanidade que tudo nele parecia normal, evidente… Como se fosse fácil ser assim como ele, santo!

A afluência de multidão que já se prevê para o próximo dia 1 de Maio em Roma é a prova disto mesmo: que todos queremos, afinal, em nós, uma centelha desta humanidade tão atractiva que fez dele um grande Santo.


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terça-feira, 8 de fevereiro de 2011

Confissão no iPhone? Isto vai dar confusão

Confession: A Roman Catholic App (Confissão: Uma Aplicação Católica Romana), foi desenvolvida por uma empresa americana, em colaboração com alguns representantes da Igreja dos EUA.

A aplicação pretende ajudar o utilizador a fazer um exame de consciência, que tem em conta critérios como a idade, sexo e até o estado civil. Inclui os mandamentos, uma lista de pecados (o utilizador pode acrescentar pecados que não venham instalados), a data da última confissão e ainda sete diferentes actos de contrição.

Pode também ser usada por vários utilizadores (cada um tem direito a uma conta protegida por palavra-passe, para que os respectivos pecados não saiam deste confessionário digital).

Porém, a aplicação não garante a absolvição (para isso, é mesmo preciso ir a um confessionário). E, contrariamente ao que acontece na Igreja, este confessionário custa 1,59 euros. in Público


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Mas porquê?

Mário Soares, antigo presidente da República, foi reconduzido na presidência da Comissão da Liberdade Religiosa, segundo decreto hoje publicado em «Diário da República». O mandato, agora renovado, é trienal, prolongando-se até 2013. A Comissão da Liberdade Religiosa (CLR) é um órgão independente de consulta da Assembleia da República e do Governo, com representantes das várias confissões presentes em Portugal.


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segunda-feira, 7 de fevereiro de 2011

Governo português contra a defesa dos cristãos - Aura Miguel

Entre nós – no Ocidente - não há perseguição aberta nem martírios frequentes, mas muitos cristãos sofrem certa pressão e discriminação: ao nível da opinião pública, nos programas de ensino impostos pelo Governo, na legislação sobre saúde, sobre a família e a vida humana... Enfim, cada um de nós é capaz de enunciar já hoje um ou outro caso.

Às claras, ou veladamente, a violência e intolerância contra os cristãos é sempre condenável. Claro! Foi o que também achou o ministro dos Negócios Estrangeiros de Itália ao propor, esta semana, à UE, uma declaração conjunta para condenar a perseguição religiosa anti-cristã.

A proposta italiana teve o apoio da grande maioria dos ministros dos Negócios Estrangeiros da União, mas foi bloqueada por cinco países: Portugal, Espanha, Luxemburgo, Irlanda e Chipre. E, por isso, não se chegou a acordo. Ficamos, pois, a saber que o Governo de Portugal é líder na Europa contra a defesa dos cristãos.


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Amigos para sempre - Miguel Esteves Cardoso

Os amigos cada vez mais se vêem menos. Parece que era só quando éramos novos, trabalhávamos e bebíamos juntos que nos víamos as vezes que queríamos, sempre diariamente. E, no maior luxo de todos, há muito perdido: porque não tínhamos mais nada para fazer.

Nesta semana, tenho almoçado com amigos meus grandes, que, pela primeira vez nas nossas vidas, não vejo há muitos anos. Cada um começa a falar comigo como se não tivéssemos passado um único dia sem nos vermos.

Nada falha. Tudo dispara como se nos estivera - e está - na massa do sangue: a excitação de contar coisas e a alegria de partilhar ninharias; as risotas por piadas de há muito repetidas; as promessas de esperanças que estão há que décadas por realizar.


Há grandes amigos que tenho a sorte de ter que insistem na importância da Presença com letra grande. Até agora nunca concordei, achando que a saudade faz pouco do tempo e que o coração é mais sensível à lembrança do que à repetição. Enganei-me. O melhor que os amigos e as amigas têm a fazer é verem-se cada vez que podem. É verdade que, mesmo tendo passado dez anos, é como se nos tivéssemos visto ontem. Mas, mesmo assim, sente-se o prazer inencontrável de reencontrar quem se pensava nunca mais encontrar. O tempo não passa pela amizade. Mas a amizade passa pelo tempo. É preciso segurá-la enquanto ela há. Somos amigos para sempre mas entre o dia de ficarmos amigos e o dia de morrermos vai uma distância tão grande como a vida.

in Público, 5/2/2011


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sexta-feira, 4 de fevereiro de 2011

Balanço de 3 anos de aborto em Portugal



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URGENTE/IMPORTANTE: PETIÇÃO CONTRA O ABORTO NO ANIVERSÁRIO REFERENDO 2007: SUBSCREVA E DIVULGUE!

Caros amigos: no próximo dia 11 de Fevereiro ocorre o 4º aniversário do segundo referendo do aborto.
Estamos a preparar várias acções para assinalar a data, denunciar o escândalo desta lei (ver os números, quase 60 mil neste momento, 53 por dia desde o inicio da lei!, em:
http://www.federacao-vida.com.pt/estudos/index.htm) e afirmar bem alto o Direito à Vida de todos os seres humanos.

Entre essas acções pretendemos uma que consiste na entrega na Assembleia da República de uma Petição que pode depois ser retomada por deputados como os que nos vem acompanhando nestes tempos e no próprio plenário do hemiciclo provocar esta discussão e iniciativas legislativas condizentes.

Para isso precisamos de reunir entre 4 e 5 mil assinaturas nas três semanas que nos separam da data uma vez que a iniciativa e a data nos proporcionam uma ocasião mediática que permite a questão salte para a discussão pública.
Depende de cada um que tal suceda.

A Petição está em: http://www.peticaopublica.com/?pi=P2011N5620.

Este é um daqueles momentos decisivos em que não podemos falhar fazendo jus às nossas convicções.
Assinem desde já, façam assinar à vossa volta, divulguem, por favor.

A Vida conta convosco. O Direito à Vida depende de todos nós.

Um abraço do
Antonio Pinheiro Torres


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quinta-feira, 3 de fevereiro de 2011

Interrupção

A paisagem contemporânea tem há tempos um elemento dominante: o toque do telemóvel. Podemos estar seguros de que um som inconveniente e em geral ridículo irá perturbar os momentos mais inesperados, delicados ou solenes da nossa existência, como um pingo de tinta numa tela terminada. Os nossos avós tiveram de se habituar ao ensurdecedor avião ocasional. Hoje é o telemóvel a nova interrupção da marcha da humanidade.

Já não é possível conceber a vida sem essa incisiva irritação. A coisa é tão insólita que chega aos contornos da arte. Uma arte destruidora, mas indiscutivelmente original. Deveria fazer-se uma recolha etnográfica dos episódios mais inconvenientes, perigosos, hilariantes ou comprometedores criados por um toque de telemóvel.

É compreensível que as pessoas se esqueçam de desligar o aparelho quando o deveriam fazer. O que é incrível é que, sabendo que o toque as vai inevitavelmente comprometer, tanta gente escolha sons berrantes, absurdos ou simplesmente tontos.

O aspecto mais relevante é, porém, a ditadura que a engenhoca exerce. Toda a gente obedece ao império desse toque. As tais circunstâncias solenes da nossa existência são sempre menos importantes do que o chamamento, porque a engenhoca acaba sempre irremediavelmente atendida. Normalmente dizendo: «Agora não posso falar…» Pois não! Mas é isso mesmo que está a fazer, não é?

João César das Neves

Gostei muito deste artigo. É mesmo verdade.
(Noto alguma irritação no tom deste artigo...)


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Olá!

Olá a todos!
Já tenho saudades deste blog! Não que tenha deixado de cá vir, mas nunca mais escrevi!

Hoje é dia de S. Brás e Santo Anscário (Óscar). Aqui fica um resumo da vida deste último e o texto do Ofício de Leitura de hoje!
Só para relembrar a importância da evangelização nas nossas vidas!
Senzaaaaaaaas!

São Óscar

Nasceu na França no princípio do século IX e foi educado no mosteiro de Corbie. No ano 826 partiu para a Dinamarca a pregar a fé cristã, mas com pouco fruto; na Suécia teve melhores resultados. Foi eleito bispo de Hamburgo, e Gregório IV, depois de confirmar a sua nomeação, designou-o legado pontifício para a Dinamarca e a Suécia. Encontrou muitas dificuldades no seu ministério de evangelização, mas venceu-as com grande fortaleza de ânimo. Morreu no ano 865.

Do Decreto Ad gentes, do Concílio Vaticano II, sobre a actividade missionária da Igreja (Nn. 23-24) (Sec. XX)

Urge dar a conhecer confiadamente o mistério de Cristo

Embora a todo o discípulo de Cristo incumba o dever de propagar a fé conforme as suas possibilidades, Cristo Senhor chama sempre de entre os discípulos os que quer, para estarem com Ele e os enviar a evangelizar os povos. E assim, por meio do Espírito Santo, que reparte os carismas como quer, para utilidade comum, inspira no coração de cada um a vocação missionária e ao mesmo tempo suscita Institutos na Igreja, que assumam como tarefa própria o dever de evangelizar que pertence a toda a Igreja.

De facto, são marcados com vocação especial aqueles que, dotados de índole natural conveniente e das qualidades e talentos requeridos, estão prontos para empreender trabalho missionário, quer sejam autóctones quer estrangeiros: sacerdotes, religiosos e leigos. Enviados pela legítima autoridade, partem, movidos pela fé e obediência, para junto dos que estão longe de Cristo, escolhidos para uma obra à qual foram destinados como ministros do Evangelho, para que a oblação dos gentios seja aceite e santificada no Espírito Santo.

Mas o homem deve responder de tal modo ao chamamento de Deus que, sem transigir com a carne e o sangue, se entregue totalmente à obra do Evangelho. Esta resposta, porém, não pode ser dada, senão por impulso e virtude do Espírito Santo. O enviado entra, portanto, na vida e missão d’Aquele que a Si mesmo Se aniquilou tomando a forma de servo.

Por isso, deve estar disposto a perseverar toda a vida na sua vocação, a renunciar a si e a todas as coisas e a fazer-se tudo para todos. Anunciando o Evangelho aos povos, dê a conhecer confiadamente o mistério de Cristo, de quem é legado, de tal modo que n’Ele tenha a audácia de falar como é necessário, não se envergonhando do escândalo da cruz. Seguindo os passos de seu Mestre, manso e humilde de coração, mostre que o seu jugo é suave e leve a sua carga. Mediante uma vida verdadeiramente evangélica, com muita paciência, longanimidade, suavidade e caridade sincera, dê testemunho do seu Senhor, até à efusão de sangue, se for necessário. E obterá de Deus virtude e fortaleza para descobrir a abundância de felicidade que se encerra na grande prova da tribulação e da mais completa pobreza.


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terça-feira, 1 de fevereiro de 2011

Petição Aborto - Vemos, ouvimos e lemos - Não podemos ignorar!

ABORTO – Vemos, ouvimos e lemos – não podemos ignorar

1. Portugal tem desde há 4 anos uma lei que permite o aborto livre a pedido, até às 10 semanas de gestação.

2. Quando, por altura do referendo o País se confrontou com tal mancha histórica, foi prometida uma lei que protegesse as mulheres e conferisse melhores condições para o exercício da maternidade.

3. Volvidos 4 anos assistimos a uma realidade dramática que deixa mulheres e homens cada vez mais sós e abandonados à sua sorte.
Aos mais carenciados é oferecido o aborto para “colmatar” as dificuldades que apresentam.
Milhares de mulheres foram vítimas de pressões e constrangimentos vários, e arrastados ao horror do aborto.

4. Em 4 anos, só por via do aborto legal mais de 60.000 crianças deixaram de nascer. É como se uma cidade (como Aveiro), de repente, ficasse totalmente despovoada e os edifícios e monumentos nela existentes não tivessem quem os habitasse. Apenas o silêncio nas ruas e nas praças e as folhas arrastadas pelo vento.

5. Muitas das “vozes autorizadas” que no referendo defenderam o sim têm agora tomado posição pública contra a regulação e prática do aborto que vigora.

6. O País confronta-se com um dramático pedido às famílias de redução de salários e prestações sociais. Por outro lado o Estado continua a pagar e oferecer gratuitamente o aborto, o avião, o táxi, o hotel e o subsídio de maternidade a quem voluntariamente (ou coagida, uma vez que o Estado não sabe) põe fim a uma gravidez.

7. Uma mulher em baixa por doença recebe 65% do ordenado; já se abortar fica de licença de maternidade e recebe 100% do ordenado.

8. Milhares de mulheres deixaram de receber algumas dezenas de euros do abono de família para os filhos que tiveram, mas o Estado paga-lhes centenas de euros no caso de decidirem abortar.
Assim,

Peticiona-se à Assembleia da República que

A) Reconheça o flagelo do aborto que de norte a sul, varre o País desde há 4 anos destruindo crianças, mulheres, famílias, e a economia gerando desemprego e depressão.

B) Que tome medidas legislativas no sentido de:

a) Proteger a vida humana desde a concepção, a maternidade e os mais carenciados na verdadeira solidariedade social.
b) Rever para já a regulamentação da prática do aborto por forma a saber se o consentimento foi realmente informado e a garantir planos de apoio alternativos ao aborto.
c) Permitir que todos os profissionais de saúde (independentemente da objecção de consciência) possam intervir no processo de aconselhamento a grávidas.
d) Apoiar as Instituições que no terreno ajudam mulheres e crianças em risco, de uma forma criteriosa e realista.
e) Fazer cumprir os Direitos Humanos nomeadamente no que tange com o inviolável Direito à Vida e o eminente direito ao reconhecimento da dignidade de cada ser humano.
f) Gerir com critérios de “bem comum” os escassos recursos do País e por isso, deixe de “cobrir de dinheiro” o aborto.

Os signatários

Relembro que é preciso assinar!

http://www.peticaopublica.com/PeticaoVer.aspx?pi=P2011N5620


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