sexta-feira, 30 de outubro de 2009

Será o Celibato uma vida de repressão sexual? - Christopher West

Recentemente, um ex-padre Católico apareceu no programa da Oprah para defender a sua escolha de deixar a Igreja para se casar. Este padre combateu o seu desejo por esta mulher durante vários anos e finalmente decidiu que as suas únicas opções eram casar-se com ela ou reprimir os seus desejos sexuais. De facto, como anunciou à audiência internacional, a “repressão” é a única escolha para quem permanece celibatário.

Será isto verdade? Será que as nossas únicas opções no que diz respeito ao desejo sexual são “ceder” ou “reprimir”? De certeza que para um mundo dominado pela luxúria sexual, o celibato vitalício parece absurdo. A atitude geral do mundo em relação ao celibato Cristão pode resumir-se a isto: “Olhem, o casamento é a única hipótese “legítima” que vocês, os Cristãos, têm de satisfazer os vossos desejos sexuais. Porque diabo haviam de desperdiçar isso? Iriam condenar-se a uma vida de repressão sem esperança.”

A diferença entre casamento e celibato, no entanto, nunca deve ser entendida como a diferença entre ter uma saída legítima para o desejo sexual por um lado e ter de o reprimir por outro. Cristo chama todos – independentemente da sua vocação particular – à experiência da redenção pelo domínio da concupiscência. Apenas nesta perspectiva é que as vocações cristãs (casamento e celibato) fazem sentido. Ambas as vocações – se forem vividas como Cristo pretende – decorrem da mesma experiência da redenção da sexualidade.

Em primeiro lugar, o casamento não é uma saída legítima para satisfazer os desejos sexuais. Como o Papa João Paulo II uma vez realçou, os esposos podem cometer “adultério no coração” um com o outro se se tratam um ao outro apenas como um escape para a auto-gratificação. (ver TOB 43:3). Sei que é um cliché mas porque é que tantas mulheres se queixam de dores de cabeça quando os seus maridos querem sexo? Será porque se sentem usadas em vez de amadas? É a isto que a luxúria conduz: à utilização das pessoas, não a amá-las.

A libertação do domínio da concupiscência – essa desordem dos afectos causada pelo pecado original – é essencial, ensina-nos João Paulo II, se queremos viver as nossas vidas “na verdade” e experimentar o plano divino para o amor humano (ver TOB 43:6, 47:5). De facto, o ethos sexual cristão “está sempre associado… com a libertação do coração do domínio da concupiscência” (TOB 43:6). E essa libertação é igualmente essencial para os que vivem o celibato consagrado, os solteiros ou os casados. (ver TOB 77:4)

É precisamente essa liberdade que nos permite descobrir o que João Paulo II chamou a “pureza amadurecida”. Na pureza amadurecida “O homem apercebe-se dos frutos da vitória sobre a concupiscência” (TOB 58:7). Esta vitória é gradual e certamente permanece frágil aqui na terra, mas não deixa de ser real. Para os que são agraciados com os seus frutos, um mundo novo abre-se – uma nova forma de ver, pensar, viver, falar, amar, rezar. O acto conjugal torna-se uma experiência de contacto com o sagrado, impregnada de graça, em vez de uma grosseira satisfação do instinto. E o celibato cristão torna-se uma forma libertadora de viver a sexualidade como “um dom total de si” por Cristo e pela Sua Igreja.

João Paulo II observou que o celibatário tem de submeter “a tendência para o pecado da sua humanidade aos poderes que fluem do mistério da redenção do corpo… tal como qualquer outra pessoa faz”.(TOB 77:4). É por esta razão, indica ele, que a vocação ao celibato não é apenas uma questão de formação, mas de transformação (ver TOB 81:5). A pessoa que vive esta transformação não está dominada pela necessidade de ceder aos seus desejos. Está livre com o que João Paulo II chamou a “liberdade do dom”. Isto significa que os desejos não controlam a pessoa; mas é a pessoa que controla os seus desejos.

Resumindo, a verdadeira liberdade sexual não é a liberdade de ceder às compulsões, mas liberdade da compulsão de ceder. Apenas uma pessoa com essa liberdade é capaz de fazer de si um dom livre no amor… tanto no casamento, como numa vida de devoção consagrada a Cristo e à Igreja. Porque a pessoa que é livre desta forma, sacrificando a expressão genital da sua sexualidade por um bem tão grande como as Núpcias Eternas de Cristo com a Igreja, não só se torna uma possibilidade, mas até bastante atraente.


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Isto é muito estúpido

futebol com binóculos...só podiam ser japoneses


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Parabéns MInes Rodrigues!!


Está tão nita, cada vez mais! (é a da esquerda) Biba a noiva!!

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quinta-feira, 29 de outubro de 2009

Papa canta em italiano, francês, alemão, espanhol e...PORTUGUÊS

Bento XVI vai lançar um álbum com a sua voz, anunciou a editora Geffen. O CD terá oito faixas com cantos, orações e músicas.

Outro CD está a ser um sucesso. Mas acho que nesse o Papa não canta, mas encanta.

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A vida é uma passagem...para a Suíça

Genebra, 28 Out (Lusa) - O governo suíço propôs, hoje, restringir a acção ou mesmo banir os grupos de suicídio assistido, como o Dignitas, com vista a terminar o "turismo suicida" que se verifica no país.

Todos os anos, vários estrangeiros viajam para a Suíça para pôr termo à vida com a ajuda destes grupos, beneficiando da legislação liberal sobre suicídio assistido existente naquela nação alpina.

Porém, Eveline Widmer-Schlumpf, ministra da Justiça, declarou que, "como país, a Suíça não está interessada em atrair" este tipo de turismo e que os grupos deverão passar a documentar exaustivamente o seu contacto com os pacientes.


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Unstoppable



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terça-feira, 27 de outubro de 2009

Poema do dia



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Só Deus leva um homem de sucesso a ser sacerdote



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Casamento de sucesso já tem uma receita: mulher mais nova e mais inteligente

Os investigadores descobriram a chave para um casamento feliz: os homens devem casar-se com mulheres mais inteligentes do que eles e, pelo menos, cinco anos mais novas.
Segundo os investigadores da Universidade de Bath, no Reino Unido, esta combinação é eficaz a longo prazo sobretudo se nenhum dos dois se tiver divorciado antes.

O trabalho foi publicado na revista científica European Journal of Operational Research e na investigação foram entrevistados mais de 1,5 mil casais casados ou em união de facto.
A pior combinação é, segundo os cientistas, os casos onde a mulher é mais velha do que o marido em cinco ou mais anos. Nestes casos as hipóteses de divórcio sobem para três vezes.
Já o nível de escolaridade da mulher é importante para a longevidade da relação. Sempre que a mulher é mais instruída a relação dura mais. in ionline

Comentário: E que tal querer o bem do outro, como receita para um casamento de sucesso?


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segunda-feira, 26 de outubro de 2009

The Top 12 Indicators The Economy Is Bad

12. CEO's are now playing miniature golf.

11. You got a pre-declined credit card in the mail.

10. You go to buy a toaster oven and they gave you a bank.

9. Hot wheels and Matchbox car companies are now trading higher than GM and Chrysler in the stock market.

8. Obama met with small businesses - GE, Pfizer, Chrysler, Citigroup and GM, to discuss the Stimulus Package.

7. McDonalds is selling the 1/4 ounce Big Mac.

6. People in Beverly Hills fired their nannies and are learning their children's names.

5. The highest paid job is now jury duty.

4. People in Africa are now donating money to Americans.

3. Motel Six won't leave the lights on anymore.

2. The Mafia is laying off judges.

1. If the bank returns your check marked as "insufficient funds," you have to call them to ask if they meant you or them.


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Gregório de Narek, monge e poeta arménio

Houve um tempo em que eu não estava presente, e Tu criaste-me.
Eu não tinha orado, e Tu, Tu fizeste-me.
Eu não tinha ainda vindo à luz, e no entanto viste-me.
Eu não tinha aparecido, e no entanto tiveste piedade de mim.
Eu não Te tinha invocado, e no entanto tomaste-me ao Teu cuidado.
Eu não Te tinha feito qualquer sinal, e no entanto olhaste para mim.
Eu não Te tinha dirigido qualquer súplica, e no entanto tiveste misericórdia para comigo.
Eu não tinha articulado o mínimo som, e no entanto ouviste-me.
Eu não tinha sequer suspirado, e no entanto a tudo estiveste atento.


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Litrosas - cada um tem a sua

Crise leva adolescentes a usar as 'litrosas' para beber à noite - "Para os jovens que conversaram com o DN, um pequeno grupo das centenas que preenchiam uma das ruas junto à 24 de Julho, convívio sem álcool é impensável."


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sexta-feira, 23 de outubro de 2009

Uma farsa - Vasco Pulido Valente

O problema com o furor que provocaram os comentários de Saramago sobre a Bíblia (mais precisamente sobre o Antigo Testamento) é que não devia ter existido furor algum. Saramago não disse mais do que se dizia nas folhas anticlericais do século XIX ou nas tabernas republicanas no tempo de Afonso Costa. São ideias de trolha ou de tipógrafo semianalfabeto, zangado com os padres por razões de política e de inveja. Já não vêm a propósito. Claro que Saramago tem 80 e tal anos, coisa que não costuma acompanhar uma cabeça clara, e que, ainda por cima, não estudou o que devia estudar, muito provavelmente contra a vontade dele. Mas, se há desculpa para Saramago, não há desculpa para o país, que se resolveu escandalizar inutilmente com meia dúzia de patetices.

Claro que Saramago ganhou o Prémio Nobel, como vários "camaradas" que não valiam nada, e vendeu milhões de livros, como muita gente acéfala e feliz que não sabia, ou sabe, distinguir a mão esquerda da mão direita. E claro que o saloiice portuguesa delirou com a façanha. Só que daí não se segue que seja obrigatório levar a criatura a sério. Não assiste a Saramago a mais remota autoridade para dar a sua opinião sobre a Bíblia ou sobre qualquer outro assunto, excepto sobre os produtos que ele fabrica, à maneira latino-americana, de acordo com o tradição epigonal indígena. Depois do que fez no PREC, Saramago está mesmo entre as pessoas que nenhum indivíduo inteligente em princípio ouve.

O regime de liberdade, aliás relativa, em que vivemos permite ao primeiro transeunte evacuar o espírito de toda a espécie de tralha. É um privilégio que devemos intransigentemente defender. O Estado autoriza Saramago a contribuir para o dislate nacional, mas não encomendou a ninguém? principalmente a dignatários da Igreja como o bispo do Porto - a tarefa de honrar o dislate com a sua preocupação e a sua crítica. Nem por caridade cristã. D. Manuel Clemente conhece com certeza a dificuldade de explicar a mediocridade a um medíocre e a impossibilidade prática de suprir, sobre o tarde, certos dotes de nascença e de educação. O que, finalmente, espanta neste ridículo episódio não é Saramago, de quem - suponho - não se esperava melhor. É a extraordinária importância que lhe deram criaturas com bom senso e a escolaridade obrigatória.


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A maior derrota de sempre do Everton na europa

O Benfica ganhou hoje 5-0 ao Everton. Não é todos os dias que se ganha a uma equipa inglesa, ainda mais com uma goleada. O Telegraph classificou o ataque do Benfica como: "Europe’s most fearsome attack". Ver aqui.

O artigo acaba a falar dos adeptos do Everton, que sairam do estádio antes do jogo acabar: "Most had decamped to Lisbon’s bars, in the shadow of Christ the Redeemer, to plead for mercy".

O The Independent faz outro trocadilho beato: "David Moyes (treinador do Everton) was facing a team managed by a man called Jesus and destroyed by a footballer called Angel (Angelo Di Maria). With an entire team missing through injury, he needed a miracle."


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quarta-feira, 21 de outubro de 2009

P. F. ES.

"José, aceita esta aliança em sinal do meu amor e da minha fidelidade em nome do Pai, do Filho e do Espírito Santo"

Será que é por isto que o Pepe Zaramago usa aliança no anelar esquerdo? :)


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Não batam mais no ceguinho

Quando estreou o filme Ensaio sobre a cegueira, baseado no livro do JSaramago, a Federação de Cegos dos Estados Unidos disse que: “Tanto o livro como o filme retratam os cegos como incapazes de fazer seja o que for, até como viciados, criminosos. Isto é completamente absurdo”.

Ora, o sempre simpático JSaramago respondeu desta forma: "É uma associação, ou associações de cegos que decidem, em primeiro lugar, ter uma opinião sobre um filme que não viram – e isso infelizmente, sobretudo para eles, que não podem ver."

Temos que admitir que o senhor tem jeito para fazer amigos.

O Pe. Nuno Serras Pereira escreveu um artigo sobre o escritor, que reza assim:

"Pedem-me insistentemente que escreva sobre José Saramago.
Quem é José Saramago?
Em verdade, em verdade vos digo, não o conheço."


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segunda-feira, 19 de outubro de 2009

Quem escreveu caim?

Gabo o Zé Saramago. Li há pouco as palavras dele proferidas aquando do lançamento do seu novo livro – Caim – e percebi que ele é um homem com uma tremenda fé, maior do que um grão de mostarda. Fé em como Deus não existe. Naturalmente, só alguém com uma crença desta dimensão é que se atreve a escrever um texto sobre uma personagem bíblica. A certeza com que afirma que nada do que vem na Bíblia é verdade faz-me ter também um pouco de fé: acredito que o Nobel das Canárias está a exortar à leitura de um livro ícone do século XX, O Triunfo dos Porcos - George Orwell, para assim compreendermos como se faz uma verdade comunista, destas em que ele tem tanta fé.

Saramago deixa ainda no ar que este mundo onde habitamos só tem violência por culpa das religiões, com o Cristianismo à cabeça. Afirma ele que viveríamos todos em paz, justiça e amor sem as religiões. Se nós não fossemos Cristãos, possivelmente seriamos árabes, pois não teria havido a reconquista cristã. Como tal, Saramago não poderia viver no seu arquipélago que pertence à monarquia outrora liderada pelos chamados reis... católicos. Se também não fossemos árabes, poderíamos ser algo como os índios retratados no filme Apocalypto, embora o mais provável fosse a continuação do paganismo europeu neste lado do planeta.

Em vez de futebol, teríamos circo à moda romana com leões a devorar pessoas, mesmo sabendo que também o circo tem os dias contados conforme a recente portaria 1226/2009 do ministério do ambiente, que já fez saltar a tampa ao Cardinali. Não haveria separação de poderes nem democracia. Na arte, a pobreza seria devastadora, talvez saltássemos directamente das gravuras de foz-côa para os grafittis das paredes do Bairro Alto. A nível literário, não haveria Saramago nem este blog porque os senzas nunca teriam ido a Roma ver o(s) Papa(s). Não nos poderiamos rir das palavras deste Nobel nem os mais ofendidos poderiam perdoar as suas ofensas, pois o perdão seria um conceito inexistente.


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Mais de um milhão na manifestação

Dois milhões de pessoas, segundo a organização, e 1,2 milhões de pessoas, segundo a Comunidade de Madrid, secundaram ontem a manifestação convocada por 42 associações civis em Madrid contra o projeto de lei do aborto do Poder Executivo de José Luis Rodríguez Zapatero. Ver a notícia aqui.

Para saber mais sobre as mentiras em que se baseia o PSOE para alterar a lei do aborto, ver este vídeo.

Esta impressionante manifestação de amor à defesa da vida foi convocada pela Igreja, tendo sido liderada por muitos bispos espanhóis. Em Portugal isto seria possível?


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quarta-feira, 14 de outubro de 2009

Deve ser por isto que ganhou o nobel da paz



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Bom dia - 13 de Outubro de 2009

“Deixa tudo, vem e segue-Me!”

É o que o Senhor me continua a dizer hoje,
como o disse ao homem rico, respondendo a uma pergunta corajosa
que eu gostava de ser capaz de fazer como ele a fez:
«que hei-de fazer para alcançar a vida eterna?»

Não me pesam na consciência pecados graves
e penso ser razoavelmente justo,
aceitavelmente cumpridor e caridoso quanto baste.
Mas… não basta, diz o Senhor!

Falta-me, também a mim uma coisa: deixar tudo,
libertar-me de tudo o que não me deixa ir… para O seguir.
O peso das minhas coisas e do meu trabalho,
das minhas certezas, dos meus planos,
e do conforto de uma vida organizada…
não me deixam voar, não me deixam partir…

Partir para O seguir é bem diferente de fugir,
porque fugir é fácil e às vezes apetecível.
Partir para O seguir é pisar o caminho da Sua vontade,
levando comigo tudo o que sou e me foi confiado.

Mas para isso é preciso mesmo viver cada instante em função d’Ele,
fazer tudo diante d’Ele, decidir tudo segundo os seus critérios
que tantas vezes divergem dos meus
e quase sempre colidem com os do mundo.

Deixar tudo… é deixar que tudo seja d’Ele
o que me deu e o que Ele me tira,
o que conquistei e que Ele me pede,
o que desejo e Ele me nega.

Deixar tudo… é ter tudo e nada possuir
para que Ele possa dispor de mim a cada instante.

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domingo, 11 de outubro de 2009

“Que estranha forma de vida tem este meu coração"

Nos famosos versos de Amália imortalizados pela
música de Marceneiro, a fadista reconhece a rebeldia
do seu coração.
“Se não sabes onde vais, porque teimas em correr –
diz ela ao coração - eu não te acompanho mais”!
Amália percebeu certas coisas melhor do que a
maioria de nós. Teve a coragem de olhar para si
e para a sua vida - feita de razão e sentimento -
e descreveu-a sem esconder os dramas que a defi -
nem.
Saibamos, também nós, enfrentar esta experiência
profundamente humana e tenhamos a coragem de
conciliar o coração com a inteligência.
Aura Miguel


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