segunda-feira, 24 de julho de 2017

A interpretação do Concílio Vaticano II e a sua relação com a actual crise da Igreja - D. Athanasius Schneider

A situação actual da inaudita crise da Igreja é comparável com aquela geral no século IV, onde o arianismo contaminou a esmagadora maioria do episcopado e foi reinante na vida da Igreja. Devemos procurar ver esta situação actual, por um lado, com realismo e, por outro, com o espírito sobrenatural, com um profundo amor para com a Igreja, que é nossa mãe, e que está sofrendo a paixão de Cristo por meio dessa tremenda e geral confusão doutrinal, litúrgica e pastoral.

Devemos renovar a nossa Fé de que a Igreja está nas mãos seguras de Cristo e que Ele sempre intervirá para renová-la nos momentos em que a barca da Igreja parece naufragar, como é o caso óbvio em nossos dias. 

Quanto à atitude diante do Concílio Vaticano II, devemos evitar os dois extremos: uma rejeição completa (como o fazem os sedevacantistas e uma parte da FSSPX) ou uma “infalibilização” de tudo o que o Concílio falou.

O Concílio Vaticano II foi uma legítima assembleia presidida pelos Papas e devemos manter para com este concílio uma atitude de respeito. Contudo, isso não significa que não podemos exprimir dúvidas bem argumentadas e respeitosas propostas de melhoria, apoiando-se na Tradição integral da Igreja e no Magistério constante.

Pronunciamentos doutrinais tradicionais e constantes do Magistério durante um plurissecular período têm a precedência e constituem um critério de verificação acerca da exatidão de pronunciamentos magisteriais posteriores. Os pronunciamentos novos do Magistério devem, em si, ser mais exactos e mais claros, nunca, porém, ambíguos e aparentemente contrastantes com anteriores pronunciamentos constantes magisteriais.

Aqueles pronunciamentos do Vaticano II que são ambíguos devem ser lidos e interpretados segundo os pronunciamentos da inteira Tradição e do Magistério constante da Igreja.

Na dúvida, os pronunciamentos do Magistério constante (os concílios anteriores e os documentos de Papas, cujo conteúdo demonstrava ser uma tradição segura e repetida durante séculos no mesmo sentido) prevalecem sobre aqueles pronunciamentos objectivamente ambíguos ou novos do Concílio Vaticano II, os quais, objectivamente, dificilmente concordam com específicos pronunciamentos do Magistério anterior e constante (por exemplo, o dever do Estado de venerar publicamente Cristo, Rei de todas as sociedades humanas; o verdadeiro sentido da colegialidade episcopal frente ao primado petrino e ao governo universal da Igreja; a nocividade de todas as religiões não-católicas e o perigo que elas constituem para a salvação eternas das almas).

O Vaticano II deve ser visto e aceito tal como ele quis ser e como realmente foi: um concílio primeiramente pastoral, isto é, um concílio que não teve a intenção de propor doutrinas novas ou propô-las numa forma definitiva. Na maioria dos seus pronunciamentos, o Concílio confirmou a doutrina tradicional e constante da Igreja.

Alguns dos novos pronunciamentos do Vaticano II (por exemplo, colegialidade, liberdade religiosa, diálogo ecuménico e inter-religioso, atitude para com o mundo) não são definitivos e por eles, aparentemente ou em realidade, não concordarem com os pronunciamentos tradicionais e constantes do Magistério, devem ser ainda completados com explicações mais exactas e com suplementos mais precisos de carácter doutrinal. Uma aplicação cega do princípio da “hermenêutica da continuidade” também não ajuda, pois se criam com isso interpretações forçadas, que não convencem e que não ajudam para chegar ao conhecimento mais claro das verdades imutáveis da Fé Católica e da sua aplicação concreta.

Houve casos na história onde expressões não definitivas de alguns concílios foram, mais tarde, graças a um debate teológico sereno, precisadas ou tacitamente corrigidas (por exemplo, os pronunciamentos do Concílio de Florença acerca da matéria do sacramento da ordenação, isto é, que a matéria fosse a entrega dos instrumentos, mas a tradição mais segura e constante dizia que era suficiente a imposição das mãos do bispo, o que Pio XII em 1947 confirmou). Se depois do concílio de Florença os teólogos tivessem aplicado cegamente o princípio da “hermenêutica da continuidade” a este pronunciamento específico do Concílio de Florença (um pronunciamento objetivamente errôneo), defendendo a tese que a entrega dos instrumentos como matéria do sacramento da ordem fosse uma expressão do Magistério constante da Igreja, provavelmente não se teria chegado ao consenso geral dos teólogos sobre a verdade que diz que somente a imposição das mãos do bispo constituiria propriamente a matéria do sacramento da ordem.

Deve-se criar na Igreja um clima sereno de discussão doutrinal acerca daqueles pronunciamentos do Vaticano II que são ambíguos ou que criaram interpretações erróneas. Não há nada de escandaloso nisso, pelo contrário, será uma contribuiçao para guardar e explicar na maneira mais segura e integral o depósito da Fé imutável da Igreja.

Não se deve destacar demais um determinado concílio, absolutizando-o ou equiparando-o de facto, à Palavra de Deus oral (Tradição Sagrada) ou escrita (Sagrada Escritura). O Vaticano II mesmo disse, justamente (cf. Dei Verbum, 10), que o Magistério (Papas, Concílios, magistério ordinário e universal) não estão acima da Palavra de Deus, mas sob ela, submisso a ela, e somente ministro dela (da Palavra de Deus oral = Sagrada Tradição e da Palavra de Deus escrita = Sagrada Escritura).

Do ponto de vista objectivo, os pronunciamentos do Magistério (Papas e concílios) de carácter definitivo têm mais valor e mais peso frente aos pronunciamentos de carácter pastoral, os quais são, por natureza, mutáveis e temporários, dependentes de circunstâncias históricas ou respondendo às situações pastorais de um determinado tempo, como é o caso com a maior parte dos pronunciamentos do Vaticano II.

O próprio contributo valioso e original do Concílio Vaticano II consiste no chamado universal de todos os membros da Igreja à santidade (cap. 5 da Lumen gentium), na doutrina sobre o papel central de Nossa Senhora na vida da Igreja (cap. 8 da Lumen gentium), na importância dos fiéis leigos em conservarem, defenderem e promoverem a Fé Católica e que eles devem evangelizar e santificar as realidades temporárias segundo o perene sentido da Igreja (cap. 4 da Lumen gentium), no primado da adoração de Deus na vida da Igreja e na celebração da liturgia (Sacrosanctum Concilium, nn. 2; 5-10). O resto se podia até um certo ponto considerar secundário, temporário e talvez no futuro mesmo esquecível, como foi o caso com os pronunciamentos não definitivos, pastorais e disciplinais de diversos concílios ecumênicos no passado.

Os quatro assuntos seguintes: Nossa Senhora, santificação da vida pessoal, defesa da Fé com a santificação do mundo segundo o espírito perene da Igreja e o primado da adoração de Deus são os tópicos mais urgentes a serem vividos e aplicados hoje em dia. Nisso, o Vaticano II tem um papel profético, o que, infelizmente, não está ainda realizado de modo satisfatório. Em vez de viver e de aplicar estes quatro aspectos, uma considerável parte da “nomenklatura” teológica e administrativa na vida da Igreja, há meio século, promoveu e está ainda promovendo assuntos doutrinários, pastorais e litúrgicos ambíguos, deturpando, assim, a intenção originária do Concílio ou abusando dos seus pronunciamentos doutrinários menos claros ou ambíguos a fim de criar uma outra Igreja de tipo relativista ou protestante. Estamos vivenciando o auge desse desenvolvimento em nossos dias.

O problema da actual crise da Igreja consiste, em parte, no facto de que se infalibizaram aqueles pronunciamentos do Vaticano II que são objectivamente ambíguos, ou aqueles poucos pronunciamentos dificilmente concordantes com a tradição magisterial constante da Igreja. Dessa forma, impediu-se um sadio debate e uma necessária correcção, implícita ou tácita, dando, ao mesmo tempo, o incentivo para criar afirmações teológicas contrastantes com a tradição perene (por exemplo, no que diz respeito à nova teoria de um assim chamado duplo sujeito ordinário supremo do governo da Igreja, ou seja, o Papa sozinho e todo o colégio episcopal junto com o Papa; ou a doutrina da assim chamada neutralidade do Estado frente ao culto público que ele deve prestar ao Deus verdadeiro, que é Jesus Cristo, Rei também de cada sociedade humana e política; a relativização da verdade que a Igreja Católica é o único caminho da salvação querido e ordenado por Deus).

Devemos nos libertar das algemas da absolutização e da infalibilização total do Vaticano II e pedir que haja um clima de debate sereno e respeitoso, por amor sincero à Igreja e à sua Fé imutável.

Uma indicação positiva nesse sentido podemos ver no facto de que, em 2 de Agosto 2012, o Papa Bento XVI escreveu um prefácio ao volume relativo ao Concílio Vaticano II na edição da sua Opera omnia. Neste prefácio, Bento XVI exprime suas reservas quanto a um conteúdo específico dos documentos Gaudium et spes e Nostra aetate. Do teor dessas palavras de Bento XVI se vê que alguns defeitos pontuais em algumas passagens do Vaticano II não são remediáveis pela “hermenêutica da continuidade”.

Uma Fraternidade Sacerdotal de São Pio X canónica e plenamente integrada na vida da Igreja poderia também dar um válido contributo nesse debate, como também o desejou o Arcebispo Marcel Lefebvre. A presença plenamente canónica da FSSPX na vida da Igreja de hoje poderia também ajudar a criar um tal clima geral de um debate construtivo na Igreja, para que aquilo que foi crido sempre, em toda a parte e por todos os católicos durante dois mil anos, seja crido mais clara e de modo mais seguro também em nossos dias, realizando, assim, a verdadeira intenção pastoral dos Padres do Concílio Vaticano II.

A autêntica intenção pastoral visa a salvação eterna das almas, a qual se dá somente pelo anúncio de toda a vontade Divina (cf. At 20, 7). Uma ambiguidade na doutrina da fé e na sua aplicação concreta (na liturgia e na pastoral) ameaçaria a salvação eterna das almas e seria, por conseguinte, anti-pastoral, já que o anúncio da clareza e da integridade da Fé Católica e da sua fiel aplicação concreta é vontade explícita de Deus. Somente a obediência perfeita a esta vontade de Deus que, por Cristo, o Verbo Encarnado, e pelos Apóstolos nos revelou a verdadeira Fé, a Fé interpretada e praticada constantemente no mesmo sentido pelo Magistério da Igreja, traz a salvação das almas.
  
+ Dom Athanasius Schneider,

Bispo auxiliar da arquidiocese de Maria Santíssima em Astana, Cazaquistão


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domingo, 23 de julho de 2017

Missa Tradicional na igreja do Santíssimo Milagre em Santarém

No séc. XIII em Santarém (Portugal) uma senhora foi convencida por uma bruxa a roubar uma Hóstia consagrada, de modo a resolver os seus problemas conjugais. A mulher assim o fez, embrulhando a Sagrada Partícula num lenço e dirigindo-se apressadamente para casa. Entretanto do lenço começou a escorrer sangue abundantemente, de tal maneira que chegada a casa encerrou dentro de uma arca o lenço com a Hóstia. 

Nessa noite, o casal acordou com a casa repleta de luz, que vinha dessa arca. A mulher confessou ao marido o que tinha feito e passaram os dois o resto da noite, de joelhos, em adoração junto à arca. A Hóstia milagrosa encontra-se na igreja paroquial de Santo Estevão, também conhecida por igreja do Santíssimo Milagre.


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sábado, 22 de julho de 2017

D. Athanasius conta episódio sobre um Bispo que viveu na clandestinidade



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Santa Maria Madalena

Padroeira dos pecadores arrependidos, dos convertidos, das mulheres, das pessoas ridicularizadas por sua piedade, dos boticários, dos cabeleireiros, dos fabricantes de perfumes, dos farmacêuticos, dos fabricantes de luvas, da vida contemplativa e contra a tentação sexual.

Origens

“Madalena”, significa na verdade “aquela que veio de Magdala”, cidade que ficava às margens do Lago de Genesaré, perto de Cafarnaum, na Terra Santa. Sabemos assim que esta Maria veio de Magdala. No tempo de Jesus, Magdala era uma cidade importante. Para se ter uma ideia, tintureiros e pescadores tinham bairros específicos na cidade. Ali havia indústrias de barcos e de peixes de conserva. Além disso, sabe-se que um excelente tipo de lã era vendida ali em mais de oitenta lojas. A palavra “Magdala” significa “torre”. Achados recentes indicam a presença duma torre nas ruínas de Magdala. Os arqueólogos acreditam que se tratava de um farol.

Santa Maria Madalena, uma mulher de posses

Sabemos que Maria Madalena foi uma pecadora convertida. Além disso, sabemos que ela era uma mulher de posses, contada entre as mulheres que ajudavam o grupo de Jesus e os doze com as suas posses, juntamente com a mulher de um procurador de Herodes, entre outras (Lc 8, 2-3). Além disso, antes da ressurreição do Senhor, “Maria Madalena e outras duas mulheres compraram aromas para ungir Jesus". (Mc 16,1). Estes aromas usados na preparação dos defuntos eram artigos caros e poucos tinham dinheiro para comprá-los.

Dinheiro ao serviço do Reino dos Céus

Se Maria Madalena foi, de facto, uma prostituta, deve ter sido famosa e muito bonita, porque poucas mulheres em Israel tinham posses como ela. O admirável nisso tudo é que, após conhecer Jesus e ter sido salva por Ele, Santa Maria Madalena colocou as suas posses, conseguidas, talvez, com o dinheiro da prostituição, ao serviço do Reino de Deus, mostrando que a conversão chegou a todas as áreas da vida desta grande santa.

Fiel até o fim

Outra característica marcante de Santa Maria Madalena foi a fidelidade a Nosso Senhor Jesus Cristo. Três versículos do Evangelho de S. Mateus que, por vezes, passam despercebidos, revelam-nos esta fidelidade. Primeiro, aos pés da cruz de Jesus, quando todos os discípulos (menos João) tinham fugido, ela estava lá junto com Maria, Mãe de Jesus:

"Entre elas se achavam Maria Madalena e Maria, mãe de Tiago e de José, e a mãe dos filhos de Zebedeu" ( Mt 27, 56).

Depois, quando Jesus tinha sido sepultado, "Maria Madalena e a outra Maria ficaram lá, sentadas defronte do túmulo" (Mt 27, 61).

E, por fim, "Depois do sábado, quando amanhecia o primeiro dia da semana, Maria Madalena e a outra Maria foram ver o túmulo" (Mt 28,1). Tudo isso revela o amor e a fidelidade de Santa Maria Madalena. Não é por acaso que o seu nome figura entre os primeiros da Ladainha de Todos os Santos.

A primeira a ver Jesus ressuscitado

Outro dado marcante sobre Santa Maria Madalena é o facto de ela ter sido a primeira testemunha ocular de Jesus ressuscitado. Sim, segundo os Evangelhos, ela foi a primeira a ver e a falar com Jesus na madrugada do Domingo, logo após a ressurreição do Mestre, como vemos no Evangelho de S. João 20, 1-18.

A primeira anunciadora da ressurreição de Jesus

Além de ter sido a primeira testemunha de Jesus ressuscitado, ela foi também a primeira a anunciar o milagre da ressurreição de Jesus. Este primeiro anúncio, chamado “Kerigma”, tão prezado pelos Apóstolos, foi, antes de tudo, feito por uma mulher. A Tradição Cristã também atesta que Santa Maria Madalena foi uma grande anunciadora do Evangelho depois do Pentecostes. O seu exemplo é maravilhoso. Ela foi discípula de Jesus e, depois, evangelizadora. Por tudo isso, Santa Maria Madalena é grande e o seu exemplo deve ser seguido por todos nós.

Oração a Santa Maria Madalena

Santa Maria Madalena, fostes chamada por Deus Todo-Poderoso, cujo Filho vos purificou de corpo e alma, para ser testemunha da Sua ressurreição. Misericordiosamente vos foi concedida a graça de serdes purificada de todas as enfermidades físicas e morais. Fazei com que também eu, pobre pecador, conheça o poder da vida infinita. Trazei até mim a bênção do Espírito Santo que vive e reina, o poder do Deus único e do Seu Filho Jesus Cristo. Agora, e para sempre. Ámen.

in cruz terra santa


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Conselhos de São João Crisóstomo aos Esposos

Nunca chameis por ela duma maneira seca, mas empregai, pelo contrário, palavras de veneração, ternas. Palavras de amor. Honrai-a, e o pensamento de procurar as homenagens de outros não aparecerá, pois não terá a ideia de ir mendigar fora a afeição que encontrará em vós. Colocai-a acima de tudo na beleza, e na sabedoria e dai-lhe testemunho disso. Introduzi-a no amor de Deus e a vossa casa transbordará de bens.

A tua mulher terá bens pessoais e dirá: ‘Quando comprei isto não gastei nada do que te pertence, gastei só dos meus próprios recursos’. O quê? Depois do casamento, já não sois dois! Sois um só e pensais que há ainda duas propriedades distintas? É lamentável! Depois do casamento não formais senão um só ser, uma só vida. Por que dizeis: o teu, o meu? Esta palavra abominável e degradante é uma invenção diabólica. O criador fez um bem comum de coisas seguramente necessárias. Ninguém pode dizer: o meu sol, a minha luz, a minha água. E vós dizeis: os meus bens? Eis um vício que é preciso combater acima de tudo. Mas é preciso fazê-lo com muita delicadeza.

Queres que a tua mulher seja submissa como a Igreja o é a Cristo? Tem para com ela a solicitude de Cristo pela sua Igreja. Em rigor, pode dominar-se um servo pelo medo. Mas a companheira da tua vida, a mãe dos teus filhos, a causa da tua felicidade e da tua alegria, não a podes encadear pelo medo e pelas ameaças. Deves prendê-la pelo amor e pela delicadeza. Que união pode existir quando a mulher treme diante do seu marido? Que alegria pode ter o marido quando trata a mulher como uma escrava? Mesmo se sofreste um pouco por ela, não lhe atires isso à cara. Cristo fez muito mais pela sua Igreja.

Mostra-lhe a felicidade que tens em viver na sua companhia e que preferes a vida de casa à da cidade. Ela ocupa um lugar antes dos amigos e antes dos filhos que te deu: faz-lhe compreender que é por causa dela que tu os amas. Quando ela fizer qualquer coisa de bem, felicita-a, e admira o seu talento. Se faz qualquer tolice, não a censures por isso. Fazei a vossa oração em comum. Aprendei a nada temer neste mundo, senão a ofensa a Deus. Se um homem se casa com este espírito, então o matrimónio está muito próximo da perfeição”.

adaptado de: ChurchPop


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sexta-feira, 21 de julho de 2017

Vive em paz quem não procura agradar aos homens nem teme desagradar-lhes

Filho, não te aflijas se alguém fizer de ti mau conceito ou disser coisas que não gostas de ouvir. Pior ainda deves julgar de ti mesmo, e avaliar-te o mais imperfeito de todos. Se praticares a vida interior, pouco te importarás de palavras que voam. 

É grande prudência calar-se nas horas da tribulação, volver-se interiormente a mim, e não se perturbar com os juízos humanos. Não faças depender a tua paz da boca dos homens; porque, quer julguem bem, quer mal de ti, não serás por isso homem diferente. 

Onde está a verdadeira paz e a glória verdadeira? Porventura não está em mim? Quem não procura agradar aos homens, nem teme desagradar-lhes, esse gozará grande paz. É do amor desordenado e do vão temor que nascem o desassossego do coração e a distracção dos sentidos. 

in Imitação de Cristo, Livro II, Capítulo 28


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quinta-feira, 20 de julho de 2017

O caso dos "abusos" no coro dirigido pelo irmão do Papa Bento XVI

Chegou aos meios de comunicação social mais uma notícia “bombástica”. Ao longo deste texto procurarei demonstrar como é que tudo foi bem montado para, mais uma vez, fazer passar a ideia (falsa) que o Papa Bento XVI esteve, de alguma maneira, relacionado com casos de pedofilia.

O advogado alemão Ulrich Weber apresentou um relatório no qual defende que 547 rapazes (não se sabe de que idades), terão sofrido agressões físicas e, alguns deles, também sexuais, entre os anos 1945 e 1992. Segundo esse advogado, escolhido pela igreja alemã como independente para conduzir esta investigação, terão existido 500 casos de agressão física e 67 de abusos sexuais. Tudo se terá passado no coro Domspatzen, em Ratisbona, e na escola que lhe estava adjunta. 

O nome Ratzinger

O nome Ratzinger tem muita força, tal o ódio que os meios de comunicação social sempre tiveram para com o Papa Bento, que começou muito antes de ser Papa. Esta notícia consegue o feito de envolver o nome Ratzinger e “pedofilia” no mesmo texto, o que vale muitos pontos para qualquer jornalista dos nossos tempos. Mas o Papa Bento fez alguma coisa? Não. O seu nome aparece por causa do seu irmão, o Padre Georg Ratzinger, que dirigiu o coro de 1964 a 1994. Há provas que Georg Ratzinger tenha estado envolvido em qualquer abuso? Não, mas é irmão do Papa Bento por isso deve ser culpado. E o Papa Bento também é culpado da culpa que o irmão tem por ser seu irmão. Conclusão: Ratzinger é “pedófilo”! Algumas notícias apresentam a fotografia do Papa Bento, em 2006, com o coro de Ratisbona, para ficar bem claro que a culpa é dele.

O título da notícia

Na esmagadora maioria dos casos, o título apresenta o termo “abusos”, associado a um sacerdote, Georg Raztinger, ou a um Papa Joseph Ratzinger. Quando se diz que 550 crianças sofreram abusos as pessoas imaginam  imediatamente 550 crianças a serem violadas por sacerdotes, que é algo completamente escabroso. Mas na realidade a grande maioria dos actos foram de violência física e não de abusos sexuais. Mas explicar que a grande maioria dos actos foram de violência física não ajuda a cimentar a ideia de que todos os padres são pedófilos; ideia que tem sido espalhado com sucesso pelos ‘media’ e pela indústria cinematográfica. Usando a palavra “abusos” e sabendo que a grande parte das pessoas nunca vai ler o texto mas simplesmente o título, fica mais uma vez confirmado que a Igreja é uma cambada de pedófilos.

Violência física

Grande parte das 500 agressões físicas referem-se a bofetadas, ou castigo semelhante. Hoje em dia dar uma bofetada a um aluno dá direito a uma campanha difamatória nas redes sociais, ameaças físicas por parte dos familiares do estudante e talvez até dê direito a prisão. Mas entre 1945 e 1992 não era assim. As bofetadas eram bastante frequentes para os mal-comportados, tanto em casa como na escola. Não vou entrar nessa discussão, mas serve isto para explicar o contexto em que tudo terá acontecido.

Terão existido também agressões mais graves, mas não se sabe concretamente quais nem em que circunstâncias. Algumas das testemunhas falam de “clima de terror” no colégio interno, mas teríamos de ter acesso ao relatório para perceber ao que se referiam concretamente.

Abusos sexuais

A maioria dos abusos sexuais terão ocorrido nos anos 60 e 70, as décadas do “amor livre”. Muitas pessoas deixaram-se levar por essa ideia utópica de que seria bom satisfazer todos os desejos e ceder a todas as tentações, e foram cometidos actos monstruosos, especialmente no campo da moral sexual. Os sacerdotes não foram excepção. Muitos deixaram a sua condição sacerdotal para ir gozar os prazeres da carne. Alguns continuaram como sacerdotes mas aproveitaram a sua condição para abusar de menores, quase sempre rapazes adolescentes. Cada abuso destes foi um acto hediondo, uma ofensa gravíssima a Deus e uma traição a essas pessoas que em vez de terem diante de si um Pai passaram a ter um predador. 

Neste caso de Ratisbona terão existido 67 casos de abuso sexual. Todos são de uma grande gravidade, mas há actos mais graves do que outros, por exemplo um abuso com palavras é menos grave do que uma violação. No relatório talvez estejam discriminados, mas nas notícias não apareceram esses dados. 

Quem agrediu e quem abusou?

O relatório acusa 49 pessoas, das quais 40 por agressões físicas e 9 por abusos sexuais. As notícias falam de “49 membros da Igreja acusados”. A expressão “membros da Igreja” é dúbia e faz com que as pessoas pensem em sacerdotes. Mas foram acusados sacerdotes e também professores. Aliás, uma das vítimas de abusos sexuais diz que foi o professor que o obrigou a ver filmes pornográficos, e não refere qualquer sacerdote. Seria importante saber quantos dos 9 acusados de abusos sexuais eram sacerdotes e quantos leigos. É verdade que era uma instituição católica, por isso a responsabilidade é sempre da Igreja, mas não é a mesma coisa quem um abuso sexual seja feito por um sacerdote ou um leigo.  

Julgamento

Não existirá julgamento porque os crimes estão todos prescritos. As agressões e abusos tiveram lugar há largas décadas, por isso não é possível conduzir um processo em tribunal. No entanto a Igreja alemã, consciente da sua responsabilidade, patrocinou esta investigação e vai pagar voluntariamente entre 5 mil e 20 mil euros a cada uma das vítimas.

'Timing'

O momento em que este relatório se tornou público é curioso, pois foi exactamente quando todos falavam sobre a mensagem enviada pelo Papa Bento para ser lida nas exéquias do Cardeal Meisner. Nessa mensagem, o Papa Bento elogiou o Cardeal Meisner, um dos 4 Cardeais dos Dubia, dizendo: “aquilo que mais me impressionou foi que, no período final da sua vida, aprendeu a deixar-se estar e a viver cada vez mais na crença de que o Senhor não abandona a sua Igreja, mesmo quando a barca está tão inundada que quase se afunda.”

João Silveira


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D. Athanasius Schneider na Loca do Anjo

D. Athanasius Schneider passou um longo tempo em oração na Loca do Anjo. A Loca do Anjo, também conhecida por Loca do Cabeço, foi o local onde os Pastorinhos de Fátima tiveram a primeira e terceira aparições do Anjo. Foi nesse local que o Anjo alertou os Pastorinhos para os ultrajes, sacrilégios e indiferenças com que o Santíssimo Sacramento é tratado pelos homens ingratos. 

D. Athanasius é um dos maiores defensores da comunhão de joelhos e na boca. Já escreveu vários livros nos quais demonstra que a comunhão na mão, tal como acontece hoje em dia nas nossas igrejas, nunca existiu na Igreja Católica e foi introduzida por protestantes, que não acreditam na Presença Real de Nosso Senhor na Eucaristia. A comunhão na mão diminui a reverência e aumenta exponencialmente a possibilidade de roubos de Hóstias e queda de fragmentos no chão, que são graves ofensas a Deus.



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A maldita sodomia

A maldita sodomia sempre foi detestada por todos os que vivem de acordo com Deus. Nenhum pecado no mundo prende tanto a alma. Agitada por uma ânsia insaciável de prazer, a pessoa não obedece à razão, e sim ao delírio, pois a paixão desviada é próxima à loucura. 

Esse vício transtorna o intelecto, destrói a elevação e generosidade da alma, rebaixa a mente dos grandes pensamentos para os mais baixos, torna a pessoa preguiçosa, irascível, obstinada e endurecida, servil e relaxada, incapaz de qualquer coisa. 

Os seus adeptos tornam-se cegos, e enquanto os seus pensamentos deveriam elevar-se para coisas altas e grandes, são despedaçados e reduzidos a coisas vis, inúteis e pútridas, que nunca podem torná-los felizes. 

Da mesma forma que as pessoas virtuosas participam na glória de Deus em diversos graus, também no inferno alguns sofrem mais que outros. Quem viveu com esse vício da sodomia sofre mais do que os outros, pois este é o maior pecado.

São Bernardino de Siena (monge franciscano) in 'Le Prediche Volgari'. Edit. Rizzoli, Milão, 1936. Sermão XXXIX, p. 869, ff. 915.


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quarta-feira, 19 de julho de 2017

Entrevista a D. Athanasius Schneider em Portugal

A vaticanista Aura Miguel, da Rádio Renascença, conduziu uma entrevista bastante completa a D. Athanasius Schneider. Vale a pena ouvir do princípio ao fim.


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terça-feira, 18 de julho de 2017

Mensagem de Bento XVI aquando do funeral do Cardeal Meisner

Apresentamos aqui a mensagem de Bento XVI, lida pelo seu secretário, o Arcebispo Georg Gänswein, aquando do funeral do Cardeal Meisner, um dos autores dos dubia.
Neste momento, em que a Igreja de Colónia e os fiéis mais distantes se despedem do Cardeal Joachim Meisner, estou junto deles no meu coração e nos meus pensamentos e tenho a satisfação de atender ao desejo do Cardeal Woelki e dirigir-lhes umas palavras de reflexão.

Quando, na quarta-feira passada, fui informado, por telefone, da morte do Cardeal Meisner, a princípio, não consegui acreditar. Tinhamos conversado no dia anterior. Pela maneira de falar, ele estava grato por agora estar a descansar, depois de ter participado, no domingo anterior (25 de junho), na beatificação do bispo Teofilius Maturlionis, em Vilnius. O seu amor pelas Igrejas vizinhas do Oriente, que sofreram perseguição sob o Comunismo, bem como a gratidão pela resistência no sofrimento durante esse tempo deixaram uma marca indelével no Cardeal. Portanto, certamente não foi por acaso que a última visita da sua vida foi a um confessor da fé.O que me tocou particularmente nas últimas conversas com o Cardeal, agora de volta à casa do Pai, foi a sua alegria natural, a sua paz interior e a tranquilidade que havia encontrado. Sabemos que foi difícil para ele, um apaixonado pastor de almas, deixar o seu cargo, e isso no preciso momento em que a Igreja tinha uma necessidade urgente de pastores que se opusessem à ditadura do zeitgeist, totalmente decididos a agir e pensar da perspectiva da fé. No entanto, aquilo que mais me impressionou foi que, no período final da sua vida, aprendeu a deixar-se estar e a viver cada vez mais na crença de que o Senhor não abandona a sua Igreja, mesmo quando a barca está tão inundada que quase se afunda.

Havia duas coisas que neste período final lhe permitiam ficar cada vez mais feliz e tranquilo:

– A primeira foi aquilo que ele muitas vezes me contava que o enchia de profunda alegria, que era experimentar, no Sacramento da Penitência, como os mais jovens, acima de tudo os jovens rapazes, passaram a experimentar a misericórdia do perdão, o dom de, em efeito, descobrir a vida que só Deus pode lhes dar.

– A segunda, que sempre o comovia e deixava feliz, foi o aumento perceptível da adoração Eucarística. Para ele esse foi o tema central das Jornadas Mundiais da Juventude em Colónia – o facto de que havia Adoração, um silêncio, em que o Senhor sozinho fala aos corações. Algumas autoridades pastorais e litúrgicas consideravam que não seria possível conseguir esse silêncio na contemplação do Senhor com um número tão grande de pessoas. Alguns também pensavam que a adoração Eucarística, como tal, tinha sido ultrapassada, porque o Senhor queria ser recebido no pão Eucarístico, em vez de ser contemplado. No entanto, o facto de que uma pessoa não pode comer desse pão apenas como duma espécie de alimento, e que “receber” o Senhor no Sacramento Eucarístico inclui todas as dimensões da nossa existência – receber tem que ser adoração, algo que entretanto tornou-se cada vez mais claro. Assim, o período de adoração Eucarística nas Jornadas Mundiais da Juventude de Colónia tornou-se um evento interior que permanece inesquecível, e não apenas ao Cardeal. Posteriormente, esse momento esteve sempre presente no seu coração e deu-lhe grandes luzes.

Quando, na sua última manhã, o cardeal Meisner não apareceu para a missa, foi encontrado morto no seu quarto. O breviário havia escorregado das suas mãos. Morreu enquanto rezava, com o rosto no Senhor, em diálogo com Deus. A arte de partir, que lhe ali foi dada, demonstrava novamente como ele viveu: com o rosto em Deus e em diálogo com Ele. Assim, podemos confiar sua alma à bondade de Deus. Senhor, agradecemos o testemunho deste Vosso servo, Joachim. Deixai-o agora interceder pela Igreja de Colónia e pelo mundo inteiro! Requiescat in pace!


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segunda-feira, 17 de julho de 2017

É errado usar bikini? -- Jason e Crystalina Evert explicam

Estudantes rapazes na Universidade de Princeton fizeram recentemente uns estudos sobre como o cérebro do homem reage ao ver pessoas a usar diferentes quantidades de roupas. Os sujeitos do teste foram colocados num scanner cerebral e durante uma fracção de segundo viram fotografias de mulheres em bikinis, assim como homens e mulheres vestidos de uma forma modesta.

Quando os jovens rapazes viram as mulheres seminuas, a parte do seu cérebro associada com ferramentas acendeu. Apesar de algumas das imagens serem mostradas por apenas duas décimas de segundo, as fotografias mais fáceis de lembrar foram as mulheres de biquíni cujas cabeças foram cortadas das fotos!

O objectivo da investigação, de acordo com Susan Fiske, uma professora de psicologia na Universidade de Princeton, era examinar as maneiras pelas quais as pessoas viam outras como um meio para atingir um fim. Os resultados da investigação foram apresentados no encontro anual da American Association for the Advancement of Science (Associação Americana para o Avanço da Ciência), em Chicago.

Os investigadores também descobriram que quando alguns dos homens viam mulheres seminuas, o seu córtex mediano pré-frontal era desactivado. Esta é a região do cérebro associada com a análise aos pensamentos de uma pessoa, as suas intenções e os seus sentimentos. Fiske lembrou, "é como se estivessem a reagir a estas mulheres como se não fossem totalmente humanas." Ela acrescentou, "É um estudo preliminar mas consistente com a ideia de que estão a responder a estas fotografias como se estivessem a responder a objectos em vez de pessoas."

Ela considerou esta descoberta chocante, porque "a falta de activação desta área de cognição social é verdadeiramente estranha, porque raramente acontece." Os investigadores testemunharam antes tal ausência deshumanizadora de actividade cerebral apenas uma vez, durante um estudo onde as pessoas observaram imagens de drogados e sem-abrigo.

Outro estudo feito em estudantes de licenciatura de Princeton descobriu que quando os homens vêem imagens de mulheres em biquíni associam as mulheres a verbos na primeira pessoa, tais como eu "empurro", "uso" e "agarro". Quando vêem imanges de mulheres vestidades de forma modesta, associam as imagens a verbos na terceira pessoa, tais como ela "empurra", "usa" e "agarra". Por outras palavras, as mulheres vestidas eram vistas como estando em controlo das suas próprias acções, enquanto que as mais despidas eram para ser controladas por outrem.

Apesar dos cientistas terem ficado surpreendidos com estas descobertas, não são assim tão chocantes para quem sabe as origens do bikini. O seu inventor foi um francês chamado Louis Reard, que pegou no lingerie da sua mãe para fazer negócio. Quando criou o seu fato de banho de duas peças em 1946, teve que contratar uma stripper para o apresentar, porque nenhuma modelo quis usá-lo na passadeira! Afinal de conta, que tipo de mulher quereria usar a sua roupa interior em público, só porque se tornou à prova de água? Há meio século, estas modelos francesas tinham como óbvio aquilo que surpreendeu os cientistas de Princeton.

A Dra. Alice Von Hildebrand disse uma vez que " se as raparigas conhecessem o grande mistério de lhes foi confiado, a sua pureza estaria garantida. A própria reverência que iam ter em relação aos seus corpos seria inevitavelmente ser percebida pelo outro sexo. Os homens são talentosos ao ler a linguagem corporal das mulheres e não querem arriscar ser humilhados quando a recusa é certa. Vendo a modéstia das mulheres, percebiam a deixa e, em troca, aproximavam-se do sexo feminino com reverência."

Tal como os bikinis fazem os cérebros dos homens passar por cima das intenções e pensamentos de uma mulher, a modéstia faz exactamente o contrário. Convida os homens a considerar o quanto uma mulher tem para oferecer. Se os bikinis tornam a mulher em objecto, a modéstia dá-lhes personalidade. Portanto, as mulheres que querem ser levadas a sério pelos homens deviam reconsiderar o poder da modéstia. O seu propósito não é esconder o corpo da mulher porque é mau. Antes pelo contrário! Uma mulher modesta não se está a esconder dos homens. Está a revelar-lhes a sua dignidade.

Nada na terra se assemelha à beleza da mulher. Por esta razão, tem que se fazer esta pergunta às mulheres, "Como é que vais usar a tua beleza?". O Papa João Paulo II disse que a dignidade e o equilíbrio da vida humana depende, em cada momento da história e em cada lugar, de quem o homem vai ser para a mulher e de quem a mulher vai ser para o homem. Portanto, quem é que vão ser para os homens?

Se as mulheres se tornaram objectos nas mentes de muitos homens, o que é que pode ser feito para restaurar os corações e as mentes de ambos? Se o mundo quiser ver um reaparecimento de valores, modéstia e cavalheirismo, vai precisar tanto dos homens como das mulheres para pegar no que está nos seus corações e examinar quem é que se tornaram um para o outro.

Jason & Crystalina Evert in ChastityProject.com

Nota Senza Pagare: Podem a ler a notícia sobre o artigo de Princeton em vários sites. A CNN, por exemplo, diz :"It may seem obvious that men perceive women in sexy bathing suits as objects, but now there's science to back it up."


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Missa Tradicional celebrada por D. Athanasius Schneider em Lisboa









Dia: 16/VII/2017, Domingo
Igreja: Conceição Velha.


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domingo, 16 de julho de 2017

Como receber e usar o Escapulário de Nossa Senhora do Carmo

No dia 16 de Julho de 1251, Nossa Senhora apareceu a São Simão Stock e disse:

"Recebe, diletíssimo filho, este Escapulário de tua Ordem como sinal distintivo e a marca do privilégio que eu obtive para ti e para todos os filhos do Carmelo; é um sinal de salvação, uma salvaguarda nos perigos, aliança de paz e de uma proteção sempiterna. Quem morrer revestido com ele será preservado do fogo eterno."

Qualquer pessoa pode usar o Escapulário, reduzido a um pequeno pedaço de pano. Deve, no entanto, rezar diariamente orações marianas, como por exemplo 3 Avé Marias antes de dormir, pela santa pureza.

Como receber e usar o Escapulário

1 - Qualquer padre tem poder para benzer e impor na pessoa o Escapulário.

2 - Essa bênção e imposição valem para toda a vida, portanto, basta recebê-lo uma vez.

3 - Quando o Escapulário se desgastar, basta substituí-lo por um novo.

4 - Mesmo quando alguém tiver a infelicidade de deixar de usá-lo durante algum tempo, pode simplesmente retomar o seu uso, não é necessária outra bênção.

5 - Uma vez recebido, ele deve ser usado sempre, de preferência no pescoço, em todas as ocasiões, mesmo enquanto a pessoa dorme.

6 - Em casos de necessidade extrema, como doentes em hospitais, se o Escapulário lhe for retirado, o fiel não perde os benefícios da promessa de Nossa Senhora.

7 - Em casos de perigo de morte, mesmo um leigo pode impor o Escapulário. Basta recitar uma oração a Nossa Senhora e colocar na pessoa um escapulário já bento por algum sacerdote.

Em 1910, São Pio X concedeu a permissão para se usar uma medalha de metal, devendo ter em uma das faces o Sagrado Coração e na outra a Santíssima Virgem. Deve ser levada ao pescoço ou de outra maneira conveniente, ganhando-se com o seu uso quase todas as indulgências e privilégios concedidos aos pequenos escapulários. O Santo Papa desse modo quis atender aos apelos dos missionários de zonas tórridas em favor dos nativos, porquanto os pedaços de lã dos escapulários ficavam logo em condições intoleráveis devido ao intenso calor, às vezes sendo ninho de vermes. 

Porém, para se gozar todos os privilégios, é necessário que se tenha recebido a benção e a imposição do escapulário de lã. Ao contrário do que se dá com o escapulário de lã, no qual basta só o primeiro ser bento, cada medalha-escapulário que se troca precisa ser benta. A recepção deve ser feita com o escapulário de tecido. 

O Papa Pio XI, por decreto (1925), aprovou o escapulário protegido por plástico ou outro material qualquer; mas o escapulário tem que ser de lã.

in Pale Ideas


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sábado, 15 de julho de 2017

Santa Missa com D. Athanasius Schneider amanhã, dia 16 de Julho, na Baixa de Lisboa




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D. Athanasius Schneider celebra Missa Tradicional no Santuário de Fátima

Hoje, 14 de Julho de 2017, SER o Sr. D. Athanasius Schneider celebrou Missa Antiga na Basílica da Santíssima Trindade, no Santuário de Fátima. Acorreram mais de 150 pessoas, portuguesas e não só. Vários sacerdotes e religiosos assistiram à Missa, com bastante piedade, assim como os demais fiéis. Apresentamos aqui algumas fotografias da Santa Missa. A celebração do centenário da aparição de Julho da Virgem Santíssima foi marcada pela presença dos bispos da antiga URSS. Rezemos, então, pela conversão da Rússia, prometida por Nossa Senhora há 100 anos na Cova da Iria.



   
    


  
   

   
   

Reportagem Senza Pagare


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quinta-feira, 13 de julho de 2017

A Rússia já foi consagrada ao Imaculado Coração de Maria?

A Rússia foi consagrada ao Imaculado Coração de Maria, como a Santíssima Mãe pediu em Fátima? 

"Para evitar isto, virei pedir a consagração da Rússia ao meu Imaculado Coração e a Comunhão reparadora nos Primeiros Sábados. Se os meus pedidos forem ouvidos, a Rússia converter-se-á e haverá paz; se não, ela irá espalhar os seus erros pelo mundo fora, causando guerras e perseguições à Igreja. Os bons serão martirizados; o Santo Padre vai ter muito que sofrer; várias nações serão destruídas. No fim, o meu Imaculado Coração triunfará. O Santo Padre vai consagrar a Rússia a mim e ela converter-se-à e um período de paz será concedido ao mundo."

Maria diz que o Santo Padre vai consagrar a Rússia e que a Rússia se converterá. Vários Papas consagraram "o mundo" a Maria. O debate centra-se apenas sobre se consagrar "o mundo" é o mesmo que consagrar "a Rússia". Entretanto já se deram, pelo menos, 7 consagrações pelos Papas ao Imaculado Coração:

Lista das consagrações ao Imaculado Coração

1) A 31 de Outubro de 1942, o Papa Pio XII fez uma Consagração ao Imaculado Coração de Maria do mundo inteiro.

2) A 7 de Julho de 1952, o Papa Pio XII consagrou os povos da Rússia ao Imaculado Coração de Maria pela sua carta apostólica  Sacro Vergente Anno. Pio XII disse:
"Tal como há alguns anos Nós consagrámos a raça humana inteira ao Imaculado Coração da Virgem Maria, Mãe de Deus, também hoje Nós a consagramos e de uma forma especial Nós confiamos todos os povos da Rússia a este Imaculado Coração."

3) A 21 de Novembro de 1964, o Papa Paulo VI renova, na presença dos Padres do Concílio Vaticano, mas sem a sua participação, a consagração da Rússia ao Imaculado Coração.

4) A 13 de Maio de 1982 o Papa João Paulo II convida os bispos do mundo a unirem-se a si a consagrar o mundo e, com ele, a Rússia ao Imaculado Coração. Muitos não receberam o convite a tempo da viagem do Papa a Fátima, onde ele fez a consagração. A Irmã Lúcia diz mais tarde que não foram cumpridas as condições.

5) Em Outubro de 1983 o Papa João Paulo II, no Sínodo dos Bispos, renova a consagração de 1982.
6) A 25 de Março de 1984 o Papa João Paulo II, "unido com todos os pastores da Igreja numa ligação especial sob a qual constituem um corpo e um colégio", consagra "o mundo inteiro, especialmente as pessoas pelas quais, por virtude da sua situação, vós tendes um amor e solicitude particular."
A 29 de Agosto de 1989, a Irmã Lúcia afirma na sua correspondência que a consagração da Rússia "foi feita" e que "Deus manterá a Sua palavra."
Eventos seguintes:
9 de Novembro de 1989, Queda do Muro de Berlim
25 de Dezembro de 1991, Dissolução da União Soviética
26 de Julho de 2000, revelação do Terceiro Segredo de Fátima pelos Cardeais Bertone e Ratzinger

7) A 13 de Outubro de 2013 o Papa Francisco consagra o mundo ao Imaculado Coração.
A Rússia foi mesmo consagrada?

Apesar das consagrações distintas do mundo pelos Papas (uma mencionava a Rússia), as pessoas ainda debatem sobre se a Rússia foi especificamente consagrada como as instruções da Santíssima Virgem Maria em Fátima.

Os dois lados do debate

Aqueles que dizem que a Rússia não foi bem consagrada apontam dois problemas:

1) Os Papas não consagraram especificamente a "Rússia" em união com os bispos. É certo que o mundo foi consagrado e que a Rússia pertence ao mundo. A Rússia foi consagrada como parte de um grupo de nações, mas não especificamente. É a diferença entre um sacerdote abençoar a congregação em que vocês estão presentes e abençoar-vos a vocês especificamente por nome.

2) A Rússia está longe de se "converter" como Maria prometeu que ia acontecer se a consagração fosse feita. Se a Rússia estivesse mesmo consagrada, não se devia converter e não estaríamos a viver um "período de paz concedido ao mundo" tal como prometido por Maria? Como a Rússia não se converteu e como não estamos num período de paz, a consagração da Rússia, dizem eles, não aconteceu.

Aqueles que dizem que a Rússia foi consagrada apresentam duas provas:

1) A Irmã Lúcia disse que a consagração da Rússia foi feita pela acção do Papa João Paulo II a 25 de Março de 1984. Se alguém o sabia era a Irmã Lúcia, ela é que recebeu a mensagem de Maria.

2) A Santa Sé, na revelação do Terceiro Segredo a 26 de Junho de 2000, indicou que a consagração foi feita. A Irmã Lúcia, segundo parece, mostrou que concordava.
Como podem ver, aqueles que dizem que a Rússia não foi bem consagrada têm que dizer que a Irmã Lúcia, a receptora da mensagem de Maria, ou se enganou ou estava a fazer algum tipo de reserva mental para enganar todas as pessoas nesse assunto. É preciso dizer também que o Cardeal Ratzinger, o futuro Papa Bento XVI, teria usado uma discrição enorme para enganar o mundo neste assunto a 26 de Junho de 2000.

Por outro lado, não parece certo que a Rússia se tenha "convertido" como Nossa Senhora prometeu.

Independentemente de que lado estiverem, lembrem-se de que nós os leigos temos a nossa "responsabilidade de Fátima" - rezar o Terço todos os dias e manter a devoção dos Primeiros Sábados. Para mim pessoalmente, a "questão da Rússia" tem que incluir o abraço dos leigos ao Terço e verdadeira devoção a Maria. Ela deseja que os nossos corações sejam consagrados ao Sagrado Coração de Jesus através do seu Imaculado Coração. 

Taylor Marshall


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100 anos da aparição de 13 de Julho em Fátima



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quarta-feira, 12 de julho de 2017

A santa família de Santa Teresinha de Menino Jesus

- Os pais, S. Louis e S. Zélie Martin, ao centro;
- S. Teresa de Lisieux, mais conhecida como S. Teresinha do Menino Jesus, carmelita, doutora da Igreja (à direita);
- Marie, carmelita em Lisieux, chamada "Irmã Maria do Sagrado Coração";
- Pauline, carmelita em Lisieux, chamada "Madre Agnes de Jesus";
- Léonie, visitandina em Caen, chamada "Irmã Françoise-Thérèse";
- Céline, carmelita em Lisieux, chamada "Irmã Geneviève da Santa Face";
- Por último os 4 irmãos de S. Teresinha que morreram ainda crianças.


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Capela Real de São João Baptista, uma das capelas mais bonitas do mundo

Igreja de São Roque (Lisboa)
Esta capela, foi encomendada por D. João V aos arquitectos romanos Luigi Vanvitelli e Nicola Salvi, em 1740, e construída entre 1742 e 1747. A 15 de Dezembro de 1744, era sagrada pelo Papa Bento XIV, em Roma, tendo sido, posteriormente, armada para o Sumo Pontífice nela celebrar Missa a 6 de Maio de 1747. 

Em Setembro desse mesmo ano, foi desmontada e transportada para Lisboa, em três naus, e assente posteriormente na Igreja de São Roque, no espaço da antiga capela do Espírito Santo. A Capela de S. João Baptista é uma obra de arte única no seu estilo, sem paralelo nem na própria Itália, pois engloba um conjunto de peças de culto de excepcional qualidade artística, nomeadamente as colecções de ourivesaria e paramentaria, que se encontram parcialmente em exposição no Museu de S. Roque. 

No seu revestimento, encontramos diversos tipos de mármores: lápis-lazúli, ágata, verde antigo, alabastro, mármore de Carrara, ametista, pórfido roxo, branco-negro de França, brecha antigo, diásporo, jalde e outros. Além do mármore foram utilizados o mosaico e o bronze dourado. 

O quadro central e os dois laterais, bem como o pavimento, são em mosaico, trabalho artístico de grande perfeição. O quadro central representa o "Baptismo de Cristo", e os laterais, o "Pentecostes" (do lado esquerdo) e a "Anunciação" (do lado direito). As pinturas modelo dos três quadros são da autoria de Agostino Massucci, e a execução dos mesmos, em mosaico, foi trabalho de Mattia Moretti. Enrico Enuo foi o autor do mosaico do pavimento. 

O arco exterior da capela é encimado pelas Armas Reais Portuguesas. As cancelas e as portas laterais, em bronze dourado, ostentam ao centro o monograma de D. João V. O assentamento da capela foi da responsabilidade de Francesco Feliziani e Paolo Riccoli, tendo sido executada a montagem final dos mosaicos "Baptismo de Cristo" e "Pentecostes", em Agosto de 1752, após a morte de D. João V, ocorrida em 31 de Julho de 1750. 

in museu-saoroque.com


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